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A bem da Nação

UCRÂNIA - 3

NOTA PRÉVIA

Sugiro enfaticamente a quem me lê que atente aos comentários ao texto anterior:

  • O Doutor Amândio Coelho Pereira, natural de Goa, é cardiologista (cirurgião cárdio-toráxico?) em Bombaim e, seguindo uma postura histórica indiana, aponta culpas à NATO e à UE. Pedindo-me que comente o seu comentário, refiro que a Ucrânia é ubérrima em recursos naturais e é um dos maiores fornecedores de cereais da UE; as suas Universidades contavam (até há uma semana) com significativa população estudantil estrangeira, nomeadamente indiana; foi o Governo Ucraniano presidido por Zelensky que pediu (repetidamente) a adesão da Ucrânia à NATO e à UE e não o contrário;
  • O meu colega (e camarada de armas em Moçambique) Carlos Traguelho traça-nos uma fundamentada recusa da legitimidade de qualquer afronta à soberania de todo e qualquer Estado reconhecido internacionalmente;
  • Isabel Pedroso, minha amiga desde a campanha militar moçambicana, traz-nos, lá do alto da sua enorme sabedoria, a questão de sabermos qual a atitude da NATO caso dois dos seus membros se envolvam nalguma bulha;
  • O Senhor Coronel Adriano Miranda Lima, sempre clarividente, chama a nossa atenção para o caracter extremamente letal que o exemplo das democracias liberais (mais do que as ogivas nucleares) representam para os regimes ditatoriais.

Mas estes apontamentos não substituem a leitura dos comentários a que se referem.

 

* * *

Se, nos primórdios desta disputa territorial da Rússia com a Ucrânia, Putin pudesse ter alguma razão histórica, deitou tudo a perder com os métodos que vem seguindo. Cada ruína (material ou humana) de estatuto civil constitui, neste século mais humanista do que todos os antecedentes, prova de crime de guerra. Não se trata de julgar factos antigos ao abrigo dos critérios actuais; trata-se, isso sim, de julgarmos actos presentes ao abrigo de critérios seus contemporâneos. E a culpa está amplamente documentada por toda a comunicação social livre. Mais: não me ocupo a acusar os executantes, apenas a culpar o mandante, Putin.

Não me atenho tão pouco a comentar o desenrolar dos acontecimentos pois não sou (nem pretendo ser) reporter de guerra e porque o que agora é verdade, dentro de minutos pode estar ultrapassado. Tento, se possível, meditar um pouco no meio do pandemónio.

Pergunta: - Quantos séculos tem a História russa?

Resposta: - Tantos quantos os das agressões aos povos circundantes.

Pergunta: - Durante quanto tempo viveram os russos em democracia?

Resposta: - Durante o efémero «banho de vodka» de Boris Yeltsin.

Conclusão: pobre povo russo.

Eis por que não acuso os executantes e apenas culpo o algoz Putin.

Pergunta: - E agora?

Resposta: - Três hipóteses: 1. Esmagamento militar russo da Ucrânia e início duma interminável guerra de guerrilha; 2. Golpe palaciano no Kremlin e substituição de Putin; 3. Terceira guerra mundial.

A ver… julgo que «a processão ainda vai no adro».

E Taiwan?

Henrique Salles da Fonseca

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