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A bem da Nação

TURCOS SOLIDÁRIOS COM ERDOĞAN

 

Turcos em Colónia.png

 

DEMONSTRAÇÕES TURCAS NA ALEMANHA

 

 

REVELAM 2 SOCIEDADES PARALELAS

 

Multicultura contra a Intercultura

 

 

Em Colónia (31.07) quase 40.000 turcos participaram numa manifestação organizada pelas organizações DITIB e UETD (Organização lobby do AKP da Turquia), para apoiarem o presidente da Turquia (Erdoğan). 2.700 Polícias acompanharam a chuvosa manifestação que decorreu pacífica. Na Alemanha já tinha havido em diversas cidades manifestações pró- Erdoğan. A pretexto da multicultura afirmam-se guetos nacionalistas adversos à construcção de uma sociedade intercultural. Esta é a plataforma para conflitos de maior envergadura no futuro.

 

A Alemanha está chocada ao presenciar tantos turcos nascidos na Alemanha a apoiarem um déspota que pretende transformar a Turquia num califado. A Alemanha já tem a experiência de um ditador de eleição democrática (Hitler) que se aproveitou da população mais simples para conduzir a nação à perdição; por isso é tão sensível ao que se passa na Turquia de Erdoğan e ao facto de associações turcas importarem para a Alemanha os problemas da Turquia.

 

Isto mais que a amostra dos turcos na Alemanha é a amostra da força das suas organizações e o fracasso dos esforços de integração (os valores de cunho árabe mostram-se resistentes aos valores da Constituição alemã). O comício deu-se sob o título de "Sim à democracia - Não ao golpe de Estado"! As associações DITIB e UETD (Organização lobby do AKP da Turquia), organizadoras da manifestação, no dizer de observadores críticos, entendem a luta e a denúncia como “um serviço à religião e ao país”. Levam em conta uma sociedade a preto e branco feita só de amigos e de inimigos. O Tribunal Constitucional Alemão não permitiu a transmissão em ecrã gigante de um discurso televisivo de Erdogan aos seus apoiantes em Colónia.

 

Um país onde “curdos, arménios e outras minorias e religiões são oprimidos”; um país onde os cristãos têm um número próprio que os identifica para serem discriminados; um país onde, depois da tentativa de golpe de 15 de Julho foram despedidos mais de 3.000 juízes e procuradores da justiça, mais de 3.000 oficiais das forças armadas, 1.389 soldados, 50.000 funcionários públicos e dezenas de jornalistas; um país onde em poucos dias também foram aprisionadas mais de 18 mil pessoas, grande parte delas por razão de suspeita e em que a denúncia e saneamento se tornaram desporto popular não pode ser suportado pela UE.

 

O que moverá tantos turcos a sair para a rua em manifestação Pro-Erdoğan e a apoiar quem está disposto a institucionalizar a pena de morte e se aproveita do “golpe” como pretexto para fazer o seu golpe de Estado? Porque será que, nas últimas eleições parlamentares da Turquia, o partido de Erdogan (AKP) teve maior percentagem de votantes turcos na Alemanha (60%) do que na própria Turquia?

 

Será este o resultado de 60 anos de integração? Erdoğan em anos anteriores já tinha dado a palavra de ordem à comunidade turca na Alemanha: “não se assimilem aqui”; a tática do poder é organizar sociedades paralelas numa esquizofrenia de lealdades. A lealdade à Turquia é mais forte que à Democracia. Isto torna-se compreensível num Estado islâmico que controla a religião e grande parte dos seus fiéis através de 600 imames (chefes de mesquitas) que envia todos os anos para a Alemanha e onde ficam, por cinco anos, ao serviço do governo turco.

 

A Turquia exige a livre circulação dos turcos na Europa e ameaça a EU a ter de permitir a isenção de vistos para turcos num prazo de três meses (o que significaria uma carta aberta também para refugiados turcos)! Resultado: A UE verá rescindido, mais cedo ou mais tarde, o acordo com a Turquia sobre os refugiados. O Estado turco não oferece confiança.

 

Há 24 anos houve na Alemanha ataques a residências de refugiados e em Mölln morreram 3 turcos numa casa incendiada por extremistas. Em Munique o povo alemão solidarizou-se com os turcos organizando uma cadeia de velas em que participaram 400.000 habitantes de Munique. A Alemanha ainda se encontra à espera da reacção muçulmana aos atentados efectuados por muçulmanos e sinais públicos de solidariedade com as vítimas. As comunidades muçulmanas ligadas a associações e mesquitas deveriam também manifestar-se publicamente para se distanciarem também com manifestações contra os atentados terroristas em nome do islão e para mostrar solidariedade com os cidadãos não muçulmanos. Doutro modo o matar inocentes em nome do islão não é compreendido como insulto ao Islão pelas organizações muçulmanas.

 

A questão consequente que se coloca: onde vivem as associações muçulmanas, como reagem à violência que surge do seu meio?

 

Embora 30-40 mil turcos tenham demonstrado em Colónia entre os três milhões de turcos há muita gente turca que é moderada. Um outro aspecto a ter em conta é que Erdogan é fruto da democracia e pelos vistos os turcos querem uma democracia autoritária e problemática pelo facto de os três poderes não serem independentes. Actualmente, na Turquia, como em tempos de revoluções, facilmente se é herói ou traidor!

 

O secretário-geral da CDU Peter Tauber disse no Die Welt: "Quem aplaudiu a liquidação da democracia turca, não se encontra na plataforma da nossa Constituição".

(http://www.welt.de/debatte/kommentare/article157395025/Tuerken-in-Deutschland-muessen-ihre-Loyalitaet-klaeren.html)

 

Surgiu na discussão pública a ideia esporádica de se introduzir a opção de jovens turcos, em vez de serem possuidores da nacionalidade turca e da nacionalidade alemã, terem de se decidir aos 23 anos por uma ou por outra.

 

A desaprovação da violência terá de ser manifesta e combatida tanto por alemães como por muçulmanos; só assim se cria confiança, porque para se construir a paz e evitar violência e guerra não pode haver uma solidariedade só para os de dentro.

 

A sociedade tem uma vida colorida mas o problema é que cada grupo pinta com a sua cor. Não é conhecida a mistura das cores e por isso temos um quadro de sociedade berrante. Vivemos, cada um no seu mundo, uns ao lado dos outros, em vez de vivermos uns com os outros.

 

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António da Cunha Duarte Justo

 

O FASCISMO EM MARCHA...

 

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 e a política europeia em sentido a fazer-lhe continência!

 

GOLPE DE ESTADO DE ERDOGAN CONTRA A DEMOCRACIA QUE DEMOCRATICAMENTE O APOIA


 

 

A Turquia torna-se cada vez mais num país de braços no ar e de lenços na cabeça. O presidente turco Erdogan declarou a suspensão da Convenção Europeia dos Direitos Humanos e o Estado de Emergência por três meses, ficando assim com direitos absolutos. (Será esta uma maneira indirecta de poder também introduzir a pena de morte?).

 

Chega a ter-se a impressão que nos encontramos no início da era muçulmana! O radicalismo muçulmano determina o sentir dos povos e a cedência de liberdades nas chamadas sociedades livres. Ao saneamento de milhares de juízes, de soldados, de polícias e de outros funcionários da administração segue-se o saneamento dos agentes de ensino.

 

O despedimento de 1.5oo reitores de universidade e a retirada da licença de ensino a 21.000 professores do ensino privado é mais um acto radical eficiente para o saneamento de um Estado que Erdogan e seus sequazes querem ainda mais uniforme. Em todos os regimes os fascistas de direita e de esquerda procuram ter sempre o ensino sob o seu controlo ideológico. Ciente de que a religião é o melhor garante de sustentabilidade, Erdogan aposta sistematicamente no fomento de um islão sunita retrógrado; no tempo de sua actuação política, já foram construídas mais 10.000 mesquitas.

 

Este golpista enganador trabalhou sistematicamente a longo prazo para conduzir o país ao fascismo.

 

Mais preocupante ainda é o facto de ter recebido 60% dos votos dos turcos que vivem na Alemanha e ainda o facto de muitos destes se manifestarem violentamente na Alemanha a favor do golpista Erdogan. Quando há algum acto terrorista, os mesmos não se manifestam. Na Alemanha vivem cera de três milhões de turcos e de turco-descendentes. À semelhança do que acontece na Turquia, apoiantes de Erdogan, organizaram um serviço online onde se pretende fazer o alistamento de cúmplices e simpatizantes com a intentona para poderem ser mais eficientemente perseguidos.

 

A raiva do povo contra as elites turcas, de orientação moderna, é insaciável. Erdogan, um filho do povo, vinga-se da elite secular servindo-se do povo. Em democracia o povo é quem determina a razão!

 

O presidente quer ser o novo Ataturk da Turquia mas no sentido contrário. Conseguirá atrasar eficientemente o ponteiro da história da Turquia e irá dar que fazer à política europeia que em breve terá de abrir as portas a muito mais refugiados: os da síria e de outros estados muçulmanos e ainda mais curdos e outros que o Estado turco ainda perseguirá mais.

 

A Turquia e o comportamento de muitos turcos na Alemanha poderia ser um sinal para o que a Europa acorde e reflita sobre o que está a acontecer à Europa sob a acção de políticos mais interessados em administrar a miséria e a decadência da Europa, do que em defender os valores que a tornaram grande e exemplar para todas as sociedades.

 

Erdogan, embora retrógrado e ditador, procura, à sua maneira, construir uma Turquia dominante. É um líder coerente que aposta no poder da luta cultural e religiosa, deixando atónitos os políticos ocidentais que, à custa da própria cultura e do povo, pensam dominar o mundo através da economia!

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António da Cunha Duarte Justo

 

O GOLPE DE ESTADO NA TURQUIA

 

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Os Golpistas da Democracia são Erdogan e

 

Militares

 


 

O exército turco compreende-se como o defensor da Constituição e da herança secular de Ataturk, fundador da república. Interveio já muitas vezes nesse sentido; a partir de 1960 já interveio 3 vezes; a 27.05.1960 derrubou o governo porque este tinha restringido os direitos da oposição e a liberdade de imprensa; os militares permaneceram então 17 meses no poder.

 

A 12.03.1971 houve a segunda intervenção, desta vez contra o terror de grupos da extrema-esquerda; passado um ano, os militares possibilitaram um governo civil.

 

Em 12.09.1980, o exército interveio de novo contra o terror de extremistas da direita e da esquerda para impedir a queda da autoridade do Estado. Em 1983 os militares cederam o poder político aos civis. A 30.06.1997 o exército obrigou o primeiro-ministro turco islamista Erbakan a abdicar do governo. O presidente turco Erdogan encontra-se na continuidade de Erbakan.

 

A actual intentona de 15.07.2016 falhou. Os responsáveis da conspiração justificaram-se dizendo que queriam reimplantar a ordem constitucional democrática e restabelecer os direitos humanos. Erdogan apelou a toda a população a sair para a rua para defender a democracia. Esta acedeu ao apelo e impediu os blindados de avançar.

 

Na tentativa de golpe, houve 290 mortos (100 golpistas e 190 civis e das forças leais ao presidente) e mais de mil feridos: Depois da intentona Erdogan vinga-se, mandando aprisionar 7.500 pessoas, entre elas, pelo menos 2.900 militares, provocando 8.500 demissões e cerca de 30.000 empregados públicos foram suspensos e quase três mil juízes e procuradores da justiça foram exonerados. A “limpeza” acontece a uma velocidade tão deslumbrante que demonstra já estar tudo antes preparado. O Estado de Direito é Erdogan.

 

A SIDH (Sociedade Internacional para os Direitos Humanos) conclui que estas medidas já estavam previstas antes da intentona. A SIDH adverte ainda que a Europa não se deve deixar chantagear por Erdogan também na crise de refugiados. Segundo a SIDH o governo turco apoiou de facto o “Estado Islâmico” (IS) tornando-se também ele cúmplice na origem da crise dos refugiados. 

 

O presidente turco já tinha conseguido, paulatinamente, neutralizar a posição moderadora que os militares tinham no aparelho de Estado, tornando o Estado cada vez mais repressivo e perseguindo sistematicamente os jornalistas não conformes. Agora com uma intentona mal organizada e dividida e uma oposição a ter de condenar o ataque à „democracia”, as forças reaccionárias ganharam maior legitimação.

 

O golpe de Estado falhado foi considerado pelo presidente Erdogan como “o dedo de Deus” que ele usará, como alibi, para institucionalizar o seu despotismo sombrio. Aproveita para se vingar da liberdade e fazer os saneamentos que desejar. Erdogan, que antes reprimia as manifestações, apela agora ao povo para se manifestar a favor dele, até ao momento em que possua poderes absolutos! (Há que ter em conta o facto de a cultura árabe ser mais propícia ao fascismo do que à democracia e muitas vezes as forças militares serem as mais modernas e abertas, aquelas que culturalmente estão mais próximo das formas de Estado ocidentais!)

 

Dado a Turquia ser um membro da Nato e Erdogan poder voltar a introduzir a pena de morte (abolida em 2004 para poder iniciar conversações no sentido de vir a ser membro da UE) e poder reduzir ainda mais as liberdades cívicas, a Nato e a UE já se manifestaram no sentido de Erdogan usar moderação e proporcionalidade nos meios utilizados como reacção à intentona; se introduzir a pena de morte, a candidatura da Turquia para a UE fica bloqueada. A Turquia, mais religiosa, não está interessada numa EU que acarreta consigo muitos compromissos.

 

A Turquia tem muita importância para a Nato devido aos seus 600.000 soldados e à sua posição geográfico-cultural estratégica. A Turquia já começou a mostrar os seus músculos em relação à UE e à Nato ao procurar estabelecer amizade com a Rússia, pedindo desculpa a Putin pelo avião russo que fez despenhar. Para dominar não olha a perdas, seguindo a estratégia: "o inimigo do meu inimigo é meu amigo". Em relação à UE, o leao do Bósforo sabe que tem os políticos europeus na trela porque dele depende a quantidade de refugiados que vêm para a Europa e da quantidade dos refugiados na Europa depende o destino dos políticos no poder. As prioridades de Erdogan para a Turquia são: 1° combater os curdos e o PKK, 2° depor o presidente da Síria e 3° luta contra o EI.

 

Erdogan tem não só a sua democracia religiosa mas também muitos trunfos contra a UE e contra a Nato, podendo manipulá-los à vontade. É esperto; aposta naquilo que mais tem: a religião que os outros não têm e os pontos fracos dos interesses que os outros têm.

 

Na Alemanha as associações turcas apoiam o presidente e dos minaretes e  das mesquitas ressoam não só as vozes de oração, mas também palavras de ordem contra os infiéis. Os turcos saem às praças alemãs para apoiar Erdogan; é estranho porém que nunca desçam às ruas para condenarem o terrorismo muçulmano!

 

Um provérbio português diz:” "Onde reina a força, o direito não tem lugar."

 

Assim continua a tragicomédia política a nível internacional: a política manobra-se entre o oportuno e o cinismo e o resto anda estupefacto. A esperteza engana-se enganando; não conta com o tempo, só olha para a próxima oportunidade, passando o tempo a entreter idiotas.

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António da Cunha Duarte Justo

 

O TOPO DO ICEBERGUE

 

O contragolpe de Erdoğan

 

O presidente islâmico Erdoğan utilizou o golpe militar de 15 de Julho para lançar um contragolpe que está a fazer mergulhar a Turquia no caos e a isolá-la internacionalmente.

 

Hoje, 19 de Julho, o governo demitiu mais de 15.000 funcionários no Ministério da Educação, 257 funcionários no gabinete do primeiro-ministro e 492 clérigos na Direcção dos Assuntos Religiosos. Além disso, mais de 1.500 reitores universitários foram convidados a demitir-se.

 

A purga seguiu-se à demissão de 8.800 polícias, e às prisões de 6.000 soldados, 2.700 juízes e promotores, dezenas de governadores, e mais de 100 generais – ou pouco menos de um terço do corpo. 20 sites de notícias também foram bloqueados. E tudo isto num estado em pé de guerra contra os Curdos e na fronteira da Síria.

 

O conflito aberto entre as Forças Armadas que garantem a laicidade do Estado, e o governo islâmico do AKP já vinha de trás. A política de islamização em slow-motion parecia estar a levar a melhor, após purgas maciças no corpo de oficiais.

 

Contudo, desde os protestos em massa em 2013 na Praça Taksin, a sociedade turca ficou dividida.

 

O presidente e o governo transformaram metade do eleitorado do AKP em militantes e recusaram-se a ouvir a outra metade e a maioria da elite turca.

 

Em política externa, Erdoğan proclamava “zero problemas com os vizinhos” mas conseguiu deteriorar as relações com os parceiros globais e regionais.

 

Com a crise na Síria, provocou o regresso das lutas no Curdistão turco, colocando o país em estado de guerra. No Egipto, o seu protegido islamita, o general Mohamed Morsi, foi deposto. A relação com a União Europeia ficou arruinada após a Alemanha reconhecer o genocídio arménio de 1915.

 

Após décadas a lutar por esse objectivo, a Turquia perdeu a oportunidade de aderir à UE num futuro previsível. As tensões com os Estados Unidos cresceram com a questão curda. O abate do bombardeiro russo provocou uma crise com Moscovo.

 

Perante esta deterioração do regime, os adversários militares do presidente avançaram a 15 de Julho. Sobre o pronunciamento falhado, muito iremos saber nos próximos dias e semanas.

 

Como foram capturados o chefe do Estado-Maior General Hulisi Akkar e outros altos comandantes refém dos rebeldes? Porque foi ordenado o bombardeio do edifício do Parlamento turco? Porque falhou o golpe? Porque faltou coordenação?

 

O golpe de 15 de Julho – semelhante ao de 1960 – foi organizado por oficiais intermédios que formaram um Conselho da Paz. Fala-se que o líder foi um comandante na reserva da Força Aérea.

 

Os comunicados lidos na TRT falavam de uma Turquia de regresso a Ataturk. Mas há indícios de que tinha apoiantes do movimento Gülen nas forças armadas. Contudo, a Turquia é o país dos documentos forjados.

 

Os serviços de informações souberam da tentativa de golpe apenas 5 horas antes. Se o 1º Exército com sede em Istambul, e o seu Comandante Gen. Ümit Dündar tivessem avançado em força, talvez a história fosse diferente.

 

Assim, apenas unidades isoladas ocuparam o Aeroporto Atatürk e cortaram as pontes do Bósforo. O gen. Dündar chamou as unidades aos quartéis, e o golpe colapsou em Istambul, a zona europeia da Turquia. No resto do país, foi caindo aos poucos durante a madrugada de 16 e Ümit Dündar passou a chefe do estado maior do Exército. Até ver.

 

Começou então na manhã de 16 de Julho o contragolpe de Erdoğan e que continua em força. Fala-se de mais de 2800 militares, incluindo cinco generais, e 2745 juízes e muitos jornalistas presos, números a confirmar. O espancamento dos militares derrubados pelos militantes do AKP também nada augura de bom.

 

O contragolpe de Erdoğan está a consistir num expurgo radical dos presumíveis Gulenistas nos tribunais supremos e intermédios. As listas já estavam preparadas.

 

Nada de bom virá da Turquia nos tempos mais próximos. A mão de ferro de votantes que Erdoğan converteu em militantes promete o pior. Desde o fim de semana de 17 de Julho, EUA e a União Europeia já estão a passar para o plano B de isolamento do regime turco.

 

A deriva de Erdoğan para a ditadura ou “democracia plebiscitaria” sem poderes independentes já recebeu avisos de John Kerry, da União Europeia, da chanceler Merkel, da NATO de que não pode continuar. E não recebeu apoio dos países árabes. A questão dos refugidos tornou-se, novamente, dramática.

 

À medida que continuar a eliminar o Estado de Direito, num processo que já vinha de trás, Erdoğan vai ter que contar com a oposição dos EUA e da União Europeia. A política joga-se em muitos palcos e do icebergue só se vê o topo.

 

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The tip of the Iceberg — Image by © Ralph A. Clevenger

 

Contudo, metade da nação turca sente-se bem com o estilo autoritário e a arrogância de Erdoğan. Quase 50% deram-lhe a maioria absoluta do Parlamento em Novembro do ano passado. E só o trabalho de uma geração poderá mudar este culto do poder e quebrar o fatalismo otomano. É uma questão cultural, e não tem solução política à vista.

 

Por outro lado, e por paradoxal que seja, o governo Erdoğan foi salvo pelos meios de comunicação turcos, que ele perseguiu nos últimos anos. Sem a CNN-Türk, NTV e outros canais que desafiaram as ordens dos revoltosos, e lhe deram palco a para chegar às massas, o golpe poderia ter sucesso. A própria comunicação do presidente às massas populares via telemóvel ficou um ícone da política contemporânea.

 

Será que Erdoğan se vai render aos meios de comunicação livres? Certamente que não. Mas os meios não o vão ajudar também. Um governo eleito é melhor que um governo golpista.

 

O governo em funções foi eleito e deve ser substituído nas urnas. Se não fosse sacrificado o governo eleito em 1960 por um golpe militar, talvez a democracia turca fosse hoje muito mais forte.

 

Talvez tenha passado a era dos golpes militares. Mas a paz não começou.

 

As portas do inferno estavam entreabertas. Agora ficaram escancaradas. Razão de sobra para o Ocidente se precaver e lutar ainda com mais denodo pelos valores que inventámos de paz e de respeito. Paz e respeito, sim mas estupidez e cobardia, não.

 

Aguardemos.

 

19 de Julho de 2016

 Mendo Castro Henriques.jpgMendo Castro Henriques

Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Católica Portuguesa

HOLOCAUSTO DE ARMÉNIOS

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MARTIN SCHULZ REAGE ÁS REACÇÕES DE ERDOGAN À DECLARAÇÃO DO BUNDESTAG SOBRE O HOLOCAUSTO AOS ARMÉNIOS

 

 

O presidente turco (segundo relata a imprensa alemã) colocou indirectamente o Parlamento Alemão nas proximidades do terrorismo.

 

O Presidente do Parlamento da UE Martin Schulz criticou as expressões do presidente turco contra os deputados de um outro Estado dizendo:"Este tipo de abordagem representa a quebra de um tabu absoluto, que eu condeno fortemente".

 

O presidente Erdogan, na sequência da declaração do Bundestag do assassínio turco aos arménios como Holocausto, reage de maneira não própria de um Presidente de um país civilizado, ao atacar os 11 deputados de origem turca de uma nação amiga como se estes tivessem de ser lacaios da política turca e estar de acordo com um Presidente autocrata que rompe com as conversações com os curdos, bombardeia os curdos sob o manto da NATO, persegue jornalistas e a imprensa que o critica e tira a imunidade aos Deputados curdos na Turquia.

 

As frases de Erdogan são suficientes para se reconhecer nelas racismo e para mostrar com que espécie de personalidade a UE faz negociações. A respeito dos 11 Deputados alemães de origem turca o Presidente afirmou: “Alguns dizem que eles são turcos. Mas que espécie de turcos?”. “O seu sangue tem de ser investigado através de um teste de laboratório”. “Lá deve haver 11 turcos! Isso é que era bom! Eles não têm nada em comum com a identidade turca (“com a turquidade”). Enfim, o seu sangue está corrompido". Considera-os “o braço prolongado” da organização terrorista PKK na Alemanha.

 

O deputado Cem Özdemir, chefe dos Verdes, que tinha tomado a iniciativa da resolução no Parlamento Alemão é quem recebe mais ameaças de morte.

 

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António da Cunha Duarte Justo

EUROPA A CAMINHO DA POLARIZAÇÃO E DOS EXTREMISMOS

 

11 DEPUTADOS DE ORIGEM TURCA NO PARLAMENTO ALEMÃO AMEAÇADOS DE MORTE

 

 

Depois de o Parlamento alemão ter declarado o massacre Turco-otomano aos arménios como genocídio, os 11 deputados de origem turca no Bundestag têm recebido ameaças de morte que partem de associações turcas na Alemanha e de apelos vindos da Turquia. A situação é tão séria que dois deputados (Özdemir e Özcan Mutlu) já têm protecção pessoal da polícia.

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Der Spiegel cita o protesto das associações turcas onde estas afirmam que 90% dos turcos são contra a resolução. As reacções de Erdogan e das associações turcas mostram que estes partem do princípio que os deputados turcos no Bundestag deveriam ser o lóbi da Turquia na Alemanha. Erdogan, interessado em fortalecer o seu regime extremamente autoritário, usa para tal a mobilização do sentimento nacionalista contribuindo, especialmente ele, para o aquecimento do estado de ânimo que levou a estas reacções. Na opinião do presidente Erdogan os 11 deputados são o braço alongado dos terroristas e do partido curdo PKK.

 

Os 11 deputados de origem turca, na qualidade de deputados alemães, têm que defender os interesses alemães… Independentemente do momento da resolução ser ou não oportuno ela quer levar à consciência pública a gravidade do massacre e a injustiça da História em relação ao povo arménio numa sociedade, que passados 100 anos do crime, não quer reconhecer as suas barbaridades cometidas quando a Alemanha reconheceu as próprias (genocídio dos judeus) depois de 12 anos. Na resolução também se condena a cobertura do regime alemão de outrora ao regime turco. Houve algumas associações turcas, especialmente curdas, que saudaram a resolução.

 

Já antes da resolução do Parlamento alemão, organizações turcas na Alemanha tinham organizado uma manifestação de protesto, com mais de 2.000 pessoas em Berlim, com cartazes e com entoações como estas: "Parlamentos não são tribunais… "Allah-u Akbar, ” Alá é Grande”, “A Turquia é a maior”, “A mentira do genocídio”… A sociedade turca, que nunca se manifesta através de manifestações contra as barbaridades cometidas por salafistas e extremistas que saem das próprias comunidades para combaterem ao lado do Estado Islâmico, levanta-se agora em peso contra uma resolução.

 

A Europa parece cada vez caminhar mais no sentido da desunião e de extremismo. A Áustria dividida em dois campos, a Alemanha unida nos partidos do governo mas com parte da Europa contra ela, a negociação com a Turquia (“Pacto para os Refugiados”), uma social-democracia com os partidos da esquerda a virá-la para a esquerda e uma direita a fugir do centro a querê-la à direita, enfim, uma salada russa difícil de digerir.

 

A reacção turca na Turquia e na Alemanha estatuem um exemplo dos problemas de futuro numa Europa que se quer aberta mas onde os nacionalismos dominam devido ao falhanço da política e em grande parte por culpa da própria UE.

 

Quando os políticos de um país não estão à altura de um certo desenvolvimento europeu servem-se de acções como esta que fortalecem o nacionalismo turco unindo os secularistas turcos e os religiosos de Erdogan. Um acto de justiça para com a Arménia incendeia a Turquia. Esperemos que tenha sido bem-intencionado! O Parlamento não foi certamente diplomático ao ignorar a violência própria do poder e a necessidade de o povo querer ser enganado. O governo turco deveria contradizer as ameaças de morte provindas da própria sociedade. Não o fará porque, infelizmente, em questões de poder quem pode não cede.

 

Moral da fábula: Complexos de inferioridade e sentimentalismos nacionais não devem ser descurados. Nem a humilhação nem o orgulho são bons conselheiros. O extremismo nacionalista é apresentado nesta novela, na bandeja de uma Europa da Bela Adormecida.

 

O nacionalismo vem dar força a muitos turcos que vivem no meio de uma sociedade aberta que os deixa entregues a si mesmos e a muita gente sistematicamente desestabilizada pelo politicamente correcto e que agora anda à procura de segurança e de certezas.

 

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António da Cunha Duarte Justo

O MASSACRE DOS ARMÉNIOS PELA TURQUIA FOI UM HOLOCAUSTO

 

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Parlamento alemão presta Justiça tardia ao Povo arménio

 

O Parlamento Alemão aprovou a resolução (2.06.16) em que declara o massacre dos arménios pelo Estado turco como genocídio, como holocausto.

 

Os deputados alemães, nas pegadas do parlamento francês, aprovaram a resolução, proposta por SPD, CDU e Verdes, com apenas um voto contra. E isto apesar das ameaças do governo turco e dos fortes protestos de demonstrações turcas na Alemanha, insurgidos contra as intenções do parlamento, de maneira homogénea e indiscutível em atitude intocável de povo superior.

 

O presidente do Parlamento alemão disse na direcção dos ataques do Presidente Erdogan: “O governo actual de Ancara não é responsável pelo que aconteceu mas é responsável pelo que disso acontecerá no futuro”.

 

O objectivo Turco-Osmano era criar uma Turquia só islâmica e por isso aniquilar o povo cristão. Foi uma perseguição com massacres organizados pelo Estado tal como aconteceu com o nazismo de Hitler no genocídio contra os judeus. O Estado Turco-Otomano organizou a destruição sistemática do povo arménio, matando 1,5 milhão de pessoas, isto é, mais de dois terços da população arménia. Fê-lo com o conhecimento da Alemanha sua aliada contra a Rússia. No sentido de apagarem a referência cristã no território, mudam o nome da cidade de Constantinopla para Istambul em 1923. Tinham iniciado a perseguição na Páscoa de 1915 “enforcando 600 líderes arménios em praça pública”.

 

O presidente turco e seus apoiantes não querem que se fale do genocídio porque sabem que assunto não falado não existe.

 

Os Arménios eram e são cristãos na sua esmagadora maioria e foram perseguidos, espoliados e perseguidos até à morte não só pelo poder mas também pela população islâmica local. Hoje de forma moderada e não sistemática o Estado turco persegue os curdos.

 

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António da Cunha Duarte Justo

ENTRE O NADA E O IMPOSSÍVEL

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Como vivo num país em que a norma é não ler e o leitor é considerado uma espécie de aberração, não posso senão respeitar as afectações, as obsessões e as pretensões dos poucos que lêem e criam bibliotecas no meio do tédio e da grosseria gerais”.

Orhan_Pamuk.jpgOrhan Pamuk

in “Como eu me desfiz de alguns dos meus livros”, «OUTRAS CORES – Ensaios sobre a vida, a arte, os livros e a cidade», EDITORIAL PRESENÇA, 1ª edição, Março de 2009, pág. 119 e seg.

 

 

Orhan Pamuk, turco ocidentalizado de Istambul, escritor profissional, ganhou o prémio Nobel da Literatura em 2006.

 

Toda a tónica da sua obra se centra na falta de enquadramento de alguém pertencente a uma família com várias gerações ocidentalizadas a viver num país predominantemente muçulmano, cheio de tensões internas entre os laicos que puxam para a Europa e os outros, os que puxam para o Corão. O drama reside na alternativa entre a perda de valores civilizacionais e a prevalência destes, tidos por retrógrados. E como não há outra transcendência que localmente tenha direito à vida, a desorientação navega entre o nada e o impossível.

 

O pior é quando o nada está associado à miragem europeia e quando o tradicionalismo muçulmano é tido como uma ameaça por uma parcela crescente de europeus. Onde fica a Turquia? Haverá alguma “ponte sobre o Bósforo” que una estas duas margens da sociedade turca, ou tudo não passa duma fricção entre duas placas tectónicas civilizacionais?

 

Terão os turcos ocidentalizados um código moral e ético próprio, laico, fundamentado em princípios não obrigatoriamente ligados ao Decálogo judaico-cristão que lhes permita algum posicionamento frente ao Islão?

 

Sim, não nos podemos esquecer que a base estaminal de cada civilização é uma religião associada. Como poderão, então, os agnósticos e ateus turcos posicionar-se num cenário em que numericamente são esmagados por uma multidão crente numa religião que vem dando provas de grande proselitismo?

 

Temo que, por muito imponentes que sejam, as pontes sobre o Bósforo não terão qualquer influência numa futura secessão da Trácia relativamente à Ásia Menor. E já não sei o que dizer de um Curdistão independente...

 

Que têm os turcos ocidentalizados a ver com as políticas de Erdogan de regresso à islamização e ao banimento de muito do que fez Atatürk?

 

Os turcos não têm o hábito da leitura? Temo que cada vez mais seja impossível ser-se escritor na Turquia pois cada vez mais haverá cada vez menos leitores de leituras pagãs.

 

Eis o tipo de problemas por que passei quase incólume das duas vezes que visitei a Turquia. Mas Erdogan ainda fazia cerimónia e Orhan Pamuk ainda não chegara à minha leitura.

 

Hoje, temo pela Turquia.

 

Maio de 2016

 

Tetrapylon - Afrodisias.JPG

Henrique Salles da Fonseca

(MAI11, Afrodisias, Turquia)

 

 

 

TURQUIA ABUSA DA NATO

 

Erdogan.jpg

 

DA GUERRA-FRIA PARA A GUERRA QUENTE EM CASA DOS OUTROS

 

O Médio Oriente está a determinar a política internacional deste século e a Turquia a minar a Europa!

 

A Turquia usa o conflito internacional no palco da Síria para defender os seus interesses nacionalistas contra uma solução de compromisso internacional. O governo de Moscovo ao apoiar as milícias curdas do Norte da Síria que a Turquia ataca fortalece a exigência curda de um estado próprio e dá-lhe maior relevo ao exigir a sua participação nas conversações de Genebra

 

O Ocidente encontra-se comprometido com a Turquia mas os EUA apoiam os curdos na luta contra o Estado Islâmico. É esquizofrénico o facto de o ocidente apoiar o governo turco que ataca os aliados da Nato, os curdos contra os extremistas sunitas do EI e deixar a Turquia seu membro atacar os curdos.

 

A guerra fria entre a Rússia e a Nato e a guerra quente entre sunitas (Turquia/Arábia Saudita contra o Irão (xiitas)) ameaça passar-se da guerra fria para a guerra quente entre os tradicionais blocos.

 

A TURQUIA ESTÁ A USAR, EM RELAÇÃO À NATO E NA LUTA CONTRA OS CURDOS, A MESMA ESTRATÉGIA QUE USOU NO SEU GENOCÍDIO CONTRA OS ARMÉNIOS. SERVE-SE DA CONFUSÃO DE INTERESSES PARA IMPOR OS SEUS.

 

Conseguiu impor os seus interesses nacionalistas à sombra da cumplicidade internacional que não queria ver o que a Turquia fazia (Na política de ontem como na de hoje, os alemães estavam então bem informados sobre o genocídio dos arménios e não fizeram nada contra)! O que está em primeiro plano são os interesses da potência alemã. Os países continuam prisioneiros dos seus interesses nacionais.

 

António Justo.jpgAntónio da Cunha Duarte Justo

LITERATURA SUBVERSIVA NA TURQUIA

 

espanto.png

 

A situação é de deixar qualquer um de boca aberta...

 

the soft machine.jpg

 

William S. Burroughs, se fosse vivo, ficaria satisfeitíssimo: o seu livro de 1961, “The Soft Machine”, foi mais uma vez proibido. Não que Burroughs fosse a favor da censura, com certeza; antes pelo contrário, grande parte da sua obra acusa a civilização ocidental de ser censória, não só abertamente mas também pela pressão económica e outras formas mais subtis. No entanto, “The Soft Machine” não é um livro cuja subversão do conteúdo salte logo à vista; perturba mais na forma, através de uma escrita cheia de entrelinhas e referencias obscuras que o leitor normal achará bastante chata. Por outras palavras, é uma obra para intelectuais que não representa qualquer perigo imediato para a estabilidade de uma sociedade burguesa medianamente policiada. O mais perigoso de Burroughs é a personagem que ele inventou para si próprio, não os seus livros.

 

Então, “The Soft Machine” acaba de ser proibido na Turquia, um país que há cem anos, mas principalmente nos últimos vinte, procura desesperadamente ser ocidental e “civilizado”. E foi proibido por uma repartição dificilmente imaginável num pais ocidental e civilizado: O Conselho do Primeiro Ministro para a Protecção de Menores de Publicações Explícitas.

 

Porque é que um livro para adultos, e ainda por cima para um grupo restrito de adultos cultos que se interessam por literatura experimental, foi parar a este Conselho, ninguém sabe; provavelmente terá sido uma denúncia. O facto é que os conselheiros o acharam perigoso, “desconforme com as normas morais” e susceptível de “magoar os sentimentos morais das pessoas”. Além disso acusam a obra de “falta de unidade no tema”, “em desacordo com uma unidade narrativa”, com “utilização de calão e termos coloquiais” e, pior, “a aplicação de um estilo de narrativa fragmentado.” Finalmente a obra de Burroughs “contem interpretações que não são nem pessoais nem subjectivas, retiradas de exemplos de estilos de vida de figuras históricas e mitológicas”.

 

Mas o que interessa não será, com certeza, o disparate desta interpretação de “The Soft Machine”, que ainda consegue ser mais marada do que o próprio livro. O que interessa é que ainda existam países que se preocupem em censurar obras que, pela sua própria natureza, pouca subversão possam causar, só porque não estão de acordo com a doutrina estabelecida, tanto para o conteúdo como para a forma.

 

Realmente, a Turquia ainda tem de andar muito até poder entrar na União Europeia. Pelo andar da carruagem, quando puder aderir já uma grande quantidade de países terá saído – por razões completamente diferentes.

 

José Couto Nogueira.jpg

 José Couto Nogueira

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