Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A bem da Nação

AMNISTIA INTERNACIONAL

AMNESTY INDIA.jpg

 

A denúncia é internacional contra a limitação da liberdade de acção da Amnesty India por parte das Autoridades indianas.

 

Camuflada de nacionalismo, a proibição de as ONG’s operando na Índia se financiarem no estrangeiro e se deverem limitar aos financiamentos indianos. E como os financiamentos privados internos são extremamente escassos, a acção das ONG’s só se torna eficaz com o financiamento público. Então, todas aquelas que critiquem as Autoridades indianas, não recebem financiamento público e aproximam-se da extinção ou, pelo menos, da ineficácia.

 

Eis como o Governo Indiano castra muitas das vozes que se lhe opõem.

 

E por que é que se lhe opõem?

 

No caso da Amnesty India, porque denunciam os atropelos aos Direitos Humanos, prática muito mais vulgar na Índia do que a comunicação social deixa transparecer. Prática essa exercida tanto a nível das Autoridades centrais como das estaduais uma vez que tanto Delhi como muitos Estados da União são governados pelo mesmo Partido, esse para quem os Direitos Humanos parece terem que seguir um padrão que se molde aos interesses da nomenklatura no Poder.

 

Sim, em Portugal a Amnistia Internacional actua em total liberdade e também é por isso que eu prefiro ser cidadão duma pequena democracia que se constrói diariamente do que da «maior democracia do mundo» que se avilta a todo o momento.

 

Fevereiro de 2019

Tamil Nadu.png

Henrique Salles da Fonseca

(no Tamil Nadu, Maio de 2017)

Publicado também no «NIZ GOENKAR», Fevereiro de 2019

 

 

DA LIDERANÇA

 

Não se lidera batendo nas pessoas. Qualquer idiota o pode fazer e isso é 'assalto' e não 'liderança'. Liderança é persuasão, conciliação, educação e paciência. É um trabalho longo, lento e difícil.

Eisenhower.jpg

Dwight D. Eisenhower

* * *

Eu não tenho medo de um exército de leões liderado por uma ovelha; Eu tenho medo de um exército de ovelhas liderado por um leão.

Frase atribuída a

Alexandre o Grande.jpg

Alexandre o Grande

DEMOCRACIA E DOCILIDADE

 «Há que manter as pessoas amedrontadas e desmoralizadas para que fiquem mansas»

 

SNS.jpg

 

Foi numa entrevista que um súbdito britânico concedeu a um cidadão americano sobre as vantagens do Serviço Nacional de Saúde que ouvi esta frase mas, apesar de não se tratar do ponto fulcral da entrevista, foi nela que me fixei.

 

Para poder passar rapidamente ao que mais me interessa, despacho já a questão do SNS: a entrevista tinha como objectivo reunir argumentos em defesa do Obamacare contra a decisão do seu desmantelamento por Trump.

 

Então, o entrevistado lembrou que foi num período de grande solidariedade nacional que o Governo Britânico avançou para a criação do SNS, em 1948, depois dos horrores por que haviam passado durante a «batalha de Inglaterra». E resumiu os raciocínios de um modo bem curioso: «Então, quando estávamos falidos, arranjámos dinheiro para matar quem nos atacava e agora (1948), não arranjávamos dinheiro para tratar dos nossos?»

 

Foi, pois, a solidariedade nacional que levou os britânicos a tratarem de si próprios em vez de ficarem à espera de que alguém viesse de fora (seguradoras e outras entidades do género) tratar-lhes das feridas ainda muito evidentes e muito extensas. E, para além da solidariedade, tudo se fez no âmbito duma grande motivação e em plena democracia.

 

Eis o grande contraste com o que, entretanto, trama a «mão invisível» que, à boa maneira de Júlio César e de Maquiavel, «divide para governar». E daí vem a frase que retive e acima transcrevo cujas consequências têm tudo a ver com desmotivação, desinteresse, abstenção.

 

Sim, há quem pense ser muito mais fácil governar quem tenha medo, ande desmoralizado, desmotivado e se abstenha de participar em qualquer tema de interesse colectivo. Parece mesmo haver a intenção de constituir a discussão sobre o bem-comum em tabu inultrapassável quando, essa sim, deveria impor-se a todas as demais discussões.

 

Basta assistir a um telejornal para constatarmos que «aquele roubou», «aquela assassinou», «amanhã há raios e coriscos», «o mar estará bravo», «um estudo diz que comer feijão provoca miopia e caspa», etc. sempre a semear a ansiedade e a distrair o cidadão de temas que possam cultivar valores positivos. Para não referir a alienação futebolística, essa doença gravíssima que, para além do mais, se mistura com corrupção.

 

Já Karl Popper dizia que a televisão é a grande inimiga da democracia.

 

O desvirtuamento da democracia que passou a estar associada às hordas de abúlicos que só despertam quando uns quantos envergam coletes amarelos.

 

Dezembro de 2018

IMG_1020.JPG

Henrique Salles da Fonseca

(no Amazonas, Abril de 2016)

 

BIBLIOGRAFIA:

«TELEVISÃO: UM PERIGO PARA A DEMOCRACIA», Karl Popper – John Condry, ed. Gradiva, Fevereiro de 2007

CAÍDOS NO POPULISMO

REVENDO CAMUS E NIETZSCHE

Friedrich Nietzsche (1844 —1900)

«Uma vez que o velho Deus abdicou, governarei o mundo doravante»

- assim apregoava Nietzsche, o pai do niilismo.

 

A era niilista manifestou-se muito antes do que o filósofo imaginara: catorze anos depois da sua morte iniciou-se a Primeira Guerra Mundial e depois dela a Europa ficou nas garras do fascismo, do comunismo e do nazismo. E pouco tempo depois da primeira, sofreu outra guerra pior ainda que a anterior.

 

Desprezada a Civilização no que ela continha de valores perenes dando corpo à dignidade humana, a violência triunfou sobre a verdade e sobre a bondade. Dezenas de milhões de vidas foram aniquiladas sob o aplauso de dezenas de milhões de admiradores da violência. Sim, porque o niilismo só pode conduzir à ditadura, à violência e à aniquilação.

 

E como começou ele?

 

Perante o igualitarismo, todos têm razão, a ninguém é reconhecido o estatuto de sábio e tudo o que se apresente difícil é considerado antidemocrático; morto o conceito de que «o peso material determina o valor do oiro e o peso moral determina o valor do homem», a matéria reina e o dinheiro é a divindade suprema. Moral? A cada um, a sua.

 

- O que é bom para o oiro é bom para ti! Comercializa-te, adapta-te! Tudo o que te torna mais rico é útil; o que não for divertido é inútil e pode desaparecer.

 

Cada um que se valha a si próprio e os outros que «se virem» se conseguirem e, se não, tanto melhor pois mais fica para o vencedor entesourar.

 

Eis um conjunto de indivíduos que tudo fazem para vingar individualmente em prejuízo do próximo. A inveja ganha adeptos. Só que isto não é uma sociedade e muito menos uma Civilização. E onde não há coesão social, todos se sentem desamparados. Mas o desamparo é desconfortável. O desconforto gera a queixa e sempre acaba por conduzir à busca de soluções para se regressar a alguma situação assemelhável a conforto.

 

Assim se reúnem os ingredientes suficientes para que apareça um caudilho com promessas cujos méritos os desamparados não querem sequer questionar. E a ditadura, sempre radical, gera a violência e esta é a destruição.

Camus.png

Albert Camus (Argélia, 1913 — França, 1960)

 

Foi depois de muita desgraça que na tarde de 29 de Outubro de 1946, Albert Camus perguntou ao anfitrião André Malraux e ao grupo de outros convidados em que se destacava Jean-Paul Sartre – todos nascidos no niilismo e no materialismo histórico - se não achavam serem eles próprios, naquela sala, os maiores responsáveis pela falta de valores na Europa ocidental e se não estaria na hora de declararem abertamente que estavam errados, que os valores morais existem realmente e que doravante tudo fariam para restabelecer e clarificar esses princípios perenes e quiçá eternos. «Não acham que seria o princípio para o regresso de alguma esperança?»

 

E hoje?

Ah!, hoje, a História é a mesma que há muito Camus descreveu.

 

SET18.JPG

Henrique Salles da Fonseca

 

 

BIBLIOGRAFIA:

Riemen, Rob – NOBREZA DE ESPÍRITO, UM IDEAL ESQUECIDO, Bizâncio, Lisboa, Abril 2011

Judt, Tony – O PESO DA RESPONSABILIDADE (Blum, Camus, Aron e o séc. XX francês), Edições 70, Maio de 2018

 

 

ECCE POPULISMUS – 5

 

ABAIXO O FASCISMO!

 

Fascismo de esquerda ou de direita é coisa horrível mas o populismo é um poderoso mecanismo de integração de toda a gente na vida política - uns como apoiantes e outros como críticos mas todos por claras motivações.

 

O populismo nasce por reacção contra uma sociedade cristalizada e, portanto, tem uma essência revolucionária independentemente de se tratar de bonapartismo esquerdino ou de direita.

 

O sistema de Partidos definidos numa base doutrinária cujas lideranças são democraticamente eleitas dentre um conjunto coeso de eleitores, é posto em causa pelo culto da personalidade de um caudilho com mais ou menos carisma que facilmente se pode transformar em ditador. A História está recheada de exemplos e como todos os meus leitores bem sabem, houve-os de esquerda e de direita mas todos obviamente fascistas.

Dino Grandi.jpg

E recordo as palavras atribuídas a Dino Grandi (Presidente do Grande Conselho Fascista e Ministro dos Negócios Estrangeiros do populista Mussolini) quando terá definido que «Fascismo é a prática do improviso resultante da prodigiosa imaginação do Duce».

 

Eis por que creio prudente pormos travão ao populismo seja ele de esquerda ou de direita e, para reforço do sistema partidário tradicional, tudo fazermos com vista ao regresso às respectivas bases doutrinárias em vez de quase todos os Partidos praticarem uma mesma política e apenas se distinguirem pelos interesses pessoais dos seus membros mais influentes. É que o caudilhismo dá asneira com muita probabilidade quer ele nos chegue pela esquerda como pela direita.

 

FIM

 

Outubro de 2018Holanda-JAN18.JPG

Henrique Salles da Fonseca

ECCE POPULISMUS – 4

 

O CAUDILHISMO BONAPARTISTA

 

Historicamente, o populismo tornou-se uma força importante na América Latina, principalmente a partir de 1930, estando associado à urbanização e à dissolução das estruturas políticas até então na mão de aristocracias rurais. No Brasil, remetamo-nos à figura de Getúlio Vargas; na Argentina, a Juan Péron e a sua mulher, «Evita».

 

A política populista caracteriza-se menos por um conteúdo determinado do que por um "modo" de exercício do poder, a demagogia, ou seja, dizendo ao povo o que ele quer ouvir. O que, na prática mais comum, consiste apenas em dizer mal das elites.

 

Para ser eleito e governar, o líder populista procura estabelecer um vínculo emocional com o "povo". Isso implica um sistema de políticas ou métodos para o aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo, além da classe média urbana, como forma de angariar votos através da simpatia daquelas.

 

O populismo é denegrido pelas correntes político-ideológicas, tanto de esquerda como de direita. O termo tem sentido pejorativo e é usado como arma de combate discursivo para a desqualificação do oponente.

populismo.png

 

Na Argentina, a anti-peronista União Cívica Radical e no Brasil, a direita representada pelo anti-varguismo da UDN – União Democrática Nacional, sempre recriminaram o populismo pelas suas práticas vulgares e atitudes "demagógicas", nomeadamente a concessão de benefícios sociais através do aumento da despesa pública, a chamada «compra de votos». Por outro lado, a esquerda criticava o caráter desmobilizador das benesses populistas que faziam crer que tudo dependia apenas da vontade de um caudilho bonapartista.

 

Recentemente, as críticas mais frequentes apontam para que o populismo promove uma espécie de pseudo-democracia ao beneficiar os sectores de classe média e baixa com prejuízo dos demais cidadãos e limitam o poder das elites políticas.

 

Outubro de 2018

Barranco, Lima, Peru, 12 de Outubro de 2017.jpg

 Henrique Salles da Fonseca

(em Lima, Peru)

ECCE POPULISMUS – 3

FALA MOLE OU MAIS DO MESMO

Desiludido (CDA).png

 

Foi num cenário de exigência de igualdade, de construção duma sociedade sem classes, de reforma agrária, invasão de terras, de latifundiários em fuga ou resignando de vastas áreas e de uma geração de jovens que se consideravam na sombra social mas que agora estavam dispostos a conquistar um lugar ao Sol, que os revolucionários perceberam que podiam levar por diante a sua obsessão de implantação do comunismo. Tinham à disposição jovens universitários ávidos da motivação que lhes proporcionaria a justiça social. Todos, em idades propícias à absorção de emoções e de grande inocência perante a «lavagem ao cérebro» que lhes era feita por marxistas «plantados a dedo» nas Associações de Estudantes das Universidades. O método foi o de não transmitir argumentação crítica mas sim pensamentos emotivos baseados em ideias simples e dogmáticas, essência do fanatismo.

 

Mas, afinal, os inocentes sabiam ler e não pertenciam a outra classe que não a da burguesia. Pequena, talvez, mas burguesia e não proletariado. E mesmo que tivessem origens proletárias, as suas ambições íntimas eram burguesas.

 

O desencanto foi o destino quando viram os seus ideais de liberdade e glória social atraiçoados pela realidade da ditadura do proletariado, pelas decisões «unânimes» dos Comités Centrais, pela vigilância dos controleiros, enfim, por algo que nada – mas absolutamente nada – tinha a ver com democracia.

 

E esse continua a ser o erro da esquerda dogmática, o de julgar que lida com proletários quando, na realidade, lida com burgueses que não se deixam manipular como boçais que efectivamente não são.

 

E onde encontrar essas massas proletárias ávidas da liberdade propagandeada quando a indústria foi desmantelada pelas exigências absurdas desses dogmáticos que entretanto regem a gerontocracia em que se deixaram cair? Esse é o vazio perante o qual os velhos esbarram e só não se desmobilizam porque não conhecem outra doutrina que não a da cartilha soviética. Para esses, é tardia a mudança e só o dogmatismo lhes sustém um pouco o desespero porque se pudessem pensar por si próprios, há muito que também eles para lá teriam resvalado de corpo inteiro.

 

Pois é, o século XXI ocidental não tem o dogma como paradigma e, pelo contrário, a sua juventude puxa pela cabeça ao enfrentar a invasão de outras civilizações – essas, sim, dogmáticas – para sobreviver mantendo os Valores da liberdade democrática e algum bem comum.

 

O desencanto da geração que nasceu nos 50 não foi suficiente para prevenir o embate civilizacional neste início do séc. XXI deixando a liderança a Partidos amolecidos que terão uma séria responsabilidade no que de mal nos acontecerá depois de todos estes desencantos se somarem. Mais do que uma sociedade acomodada, os invasores encontram uma sociedade liderada maioritariamente por Partidos contentes com a suavidade do politicamente correcto que construíram; todos liberais só divergindo nas congregações mais ou menos conhecidas, mais ou menos secretas em que os seus membros se integram, todos empenhados na divisão do bolo sem que o eleitor se aperceba claramente do que lhe sonegam.

 

Mas há sempre um limite pois não se pode enganar toda a gente durante todo o tempo.

 

E, das duas, uma: ou nos resta navegar de desencanto dogmático em desencanto de moleza se não tivermos a força das convicções profundas da liberdade democrática como a temos entendido no Ocidente desde a segunda guerra mundial ou então, resta-nos seguir a sugestão de Karl Popper que é, na consumação do desespero global, irmos todos para o Inferno.

 

Contudo, há mais um «mas» que é o de não nos deixarmos manipular nem nos deixarmos amolecer. E isso pode ser muito mau para quem nos tem manipulado e amolecido sob o título da governança pacífica e da continuidade dessa mesma governança. Pacífica ou podre? Eis a questão.

Trump.jpg

Questão que horroriza a diplomacia do croquete perante quem fala grosso, mesmo que do nosso lado e tenha sotaque de Manhattan. Mais do que o conteúdo do discurso, o que mais horroriza a diplomacia côr-de-rosa é o tom. O que não isenta o Fulano de uma certa boçalidade. Mas não será o tempo de se usar um pouco dela perante a invasão sunita da Europa?

 

Outubro de 2018

Cabo Sounion 1-MAR18.JPG

Henrique Salles da Fonseca

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D