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A bem da Nação

OS CÁTAROS

O SANGUE DOS INOCENTES.jpg

 

Transcrições de «O SANGUE DOS INOCENTES», de Júlia Navarro, ed. BERTRAND EDITORA, 1ª edição Junho de 2017.

 

* * *

 

[os cátaros] odeiam a cruz por ser o símbolo do sofrimento, dizem que Jesus não pertence ao mundo visível, crêem que existe um Deus bom e outro mau. De que outro modo se pode compreender a existência de tanta iniquidade e sofrimento? Como explicar que, se Deus criou tudo, tenha trazido o mal ou pelo menos permita que o mal exista? Que tem Deus a ver com a morte de tantos inocentes? O Demónio existe e tem um poder imenso. Nós chamamos ao mal uma coisa, eles outra. As diferenças não são assim tão grandes.

(pág. 55)

 

Rezava a Jesus, que pregara a mensagem de Deus na Terra. No entanto, não acreditava que tivesse morrido na cruz para salvar os homens. Jesus não era de carne, não podia sofrer nenhum mal porque era Filho de Deus. Também considerava uma aberração a liturgia em que os sacerdotes enganavam o povo, fazendo-o acreditar que convertiam em vinho o sangue de Jesus e o pão na sua carne. Que horror, devorar Jesus! Será que se apercebiam do que isso queria dizer?

São João deixara-o claro no seu Evangelho: «O meu reino não é deste mundo», ou «não são do mundo, tal como eu também não o sou».

O único sacramento que permitia salvar a alma era o «consolament», o baptismo espiritual. Sim, João Baptista baptizava com água, mas Jesus pousava as mãos para assim receber o Espírito Santo, rezando a única oração que agradava a Deus, o «Pai nosso».

[ela achava que era] absurdo deitar água sobre uma criança e dizer que está baptizada. O baptismo, como bem ensinava o Bispo (…), apenas era possível na idade adulta, já que receber ou não o Espírito Santo era uma decisão individual.

(…) Não faltava muito para que ela mesma fosse queimada nessa fogueira e se desprendesse da sua casca, do seu corpo, libertando-se para se encontrar com Deus.

(pág. 89)

 

A crise que assola a Europa [1] faz com que muitos acreditem que existiu um tempo passado em que as coisas correram melhor. É em momentos destes que astrólogos, espíritas e charlatães se aproveitam do medo. Do medo que percorre a Europa perante a incerteza do futuro. Há pessoas dispostas a crer no incrível porque se sentem mais tranquilizadas do que se enfrentarem a realidade. (pág. 107)

 

(…) o medo do futuro não se pode combater com a repressão ou culpabilizando os estrangeiros.

(pág. 109)

 

Fala uma muçulmana progressista:

- Nós, os crentes, não podemos continuar a olhar para o passado. O mundo muda a cada segundo que passa e não há maneira de voltar a trás. Outras religiões, embora contrariadas, tiveram de aceitar isso. O importante é o espírito, não a palavra. Acredito que existe um Deus, a vida não teria sentido sem Deus e os seres humanos, desde o princípio dos tempos, têm intuído a Sua presença, interpretando-O à sua maneira. Até O manipulámos em função de interesses terrenos. O importante não é apenas que Maomé garanta que o arcanjo Yibril lhe apareceu, o importante é que soube unir os árabes e canalizar a nossa espiritualidade, ensinando-nos que existe apenas um Deus e afastando-nos de ídolos importados de outras terras. Ele interpretou Deus à sua maneira, tal como os cristãos interpretam Deus à sua e os judeus fazem outro tanto. Interpretamos Deus segundo a nossa cultura, segundo o meio em que nascemos, em que nos desenvolvemos mas Deus é o mesmo e o que é uma monstruosidade é matar em nome d’Ele.

(pág. 374 e seg.)

 

Para saber mais, ler “LIDO COM INTERESSE – 75” em

https://abemdanacao.blogs.sapo.pt/lido-com-interesse-75-1794569 

mas para saber tudo, ler o livro.

 

Novembro de 2018

007.JPG

 Henrique Salles da Fonseca

 

[1] Período da Segunda Guerra Mundial

CITAÇÃO LITERÁRIA

DIABETES

 

Tirou um frasquinho do bolso da camisa e pôs em cima da secretária uma pastilha branca do tamanho de um feijão.

O Coronel aproximou-se da secretária, examinou-a na palma da mão até que D. Sabas o convidou a saboreá-la.

- É para adoçar o café – explicou. – É açúcar, mas sem açúcar.

- Evidentemente – disse o Coronel, com a saliva impregnada de uma doçura triste. – É o mesmo que repicar mas sem sinos.

 

Gabriel Garcia Márquez.jpgGabriel García Márquez

In «Ninguém Escreve ao Coronel», Abril Controljornal, Edipress, Junho de 2000, pág. 54 e seg.

ESCRITORES ESQUECIDOS

 

Boileau.jpg

 NICOLAS BOILEAU

 

Nicolas Boileau-Despréaux (Paris, 1636 — Paris, 1711) jurista, crítico e poeta francês. Publicou o seu primeiro volume de sátiras em 1666. Foi apresentado na corte em 1669 após a publicação de seu Discurso sobre a sátira.

 

Desde cedo aprendeu a não ter qualquer ilusão e cresceu com "o desprezo pelos livros estúpidos". Foi educado no Colégio de Beauvais e continuou os seus estudos de Teologia na Sorbonne. Mudou de curso, para Direito. Seguiu-se breve carreira como advogado. O pai morreu em 1657 deixando-lhe uma pequena fortuna, de forma que se pôde dedicar às letras.

 

PAROLES DU POÈTE À SON JARDINIER, ANTOINE

Antoine, de nous deux, tu crois donc, je le vois,

Que le plus occupé dans ce jardin, c’est toi.

Oh! Que tu changerais d’avis et de langage,

Si, deux jours seulement, libre du jardinage,

Tout à coup devenu poète et bel esprit,

Tu t’allais engager à polir un écrit

Qui dît, sans s’avilir, les plus petites choses,

Fît des plus secs chardons des oeillets et des roses…

 

* * *

 

Sim, eu também não duvido de que os trabalhos braçal e intelectual produzem cansaços bem diferentes.

 

 SET18.JPG

Henrique Salles da Fonseca

 

 

BIBLIOGRAFIA

  • Wikipédia
  • «Anthologie de la poésie française», Annie Collognat-Barès, LE LIVRE DE POCHE, Libretti, 1ª edição, Setembro de 1998

 

 

 

AS CARTAS MORTAS

Bartleby-o-escrivão.png

 

O narrador, um antigo advogado que dirige um confortável escritório onde ajuda homens ricos a lidar com hipotecas e títulos de propriedade, relata a história do homem mais estranho que ele já conhecera.

 

O narrador possui dois escrivães, Nippers e Turkey. Nippers sofre de indigestão crónica e Turkey é um bêbado, mas o escritório sobrevive porque pela manhã Turkey está sempre sóbrio apesar de Nippers estar irritado, na parte da tarde Nippers acalma-se e Turkey fica bêbado. Há também o office boy Ginger Nut, que possuía este nome devido aos biscoitos (um tipo de cookie aromatizado com gengibre) que regularmente servia ao patrão. Turkey (peru), Nippers (alicate) e Ginger (gengibre) eram os apelidos daquela gente.

 

O narrador publica um anúncio procurando um novo escrivão. É quando Bartleby aparece disposto a assumir o cargo. O velho homem, aparentemente desesperado, contrata o jovem esperando que a sua calma influencie os outros escrivães. Inicialmente, Bartleby revela-se eficiente e interessado realizando uma quantidade extraordinária de trabalho como se estivesse «faminto» por algo para ler e escrever e até parecia querer devorar os documentos que lhe eram entregues.

 

Certo dia, quando o narrador pediu a Bartleby para rever um documento, o jovem simplesmente respondeu: "Eu preferiria não o fazer". Foi a primeira de inúmeras recusas de Bartleby. Para consternação do narrador e irritação dos outros escrivães, Bartleby executava cada vez menos as tarefas no escritório. O narrador tentou por diversas vezes entender Bartleby e aprender sobre ele, mas o jovem repetiu sempre a mesma frase quando era requisitado a fazer as suas tarefas ou dar informações a respeito delas: "Eu preferiria não o fazer". Num fim de semana, quando o narrador passou pelo escritório, descobriu que Bartleby morava no próprio escritório. A vida de solidão de Bartleby comoveu o narrador: à noite e aos Domingos, Wall Street é tão desoladora como uma cidade fantasma. E ficou ora com pena, ora com raiva pelo comportamento bizarro de Bartleby.

 

Entretanto, Bartleby continuava a recusar os trabalhos que tinha para fazer, respondendo sempre com um "Eu preferiria não o fazer". Assim continua até chegar ao ponto em que Bartleby não faz absolutamente nada. Mesmo assim, o narrador não despede o jovem. O relutante escrivão tem um estranho domínio sobre o patrão que sente que não pode fazer nada para prejudicar o desesperado empregado. A urgência aumenta quando os sócios do narrador perguntam sobre a continuação de Bartleby no escritório ao repararem que o jovem não faz nada.

 

Prevendo que a sua reputação possa ser arruinada, o narrador vê-se obrigado a agir. As tentativas de despedir Bartleby, no entanto, são ineficazes. Então o narrador muda o escritório para uma nova morada, pensando que assim se livraria de Bartleby. Embora isso funcione para o narrador, pois Bartleby não os segue, os novos inquilinos do antigo escritório pedem ajuda ao narrador, pois Bartleby não quer sair do velho escritório. Embora os novos inquilinos tivessem expulsado Bartleby, ele simplesmente voltava pelo saguão. O narrador vai até Bartleby numa última tentativa de se entender com ele mas Bartleby rejeita o contacto.

 

O narrador decide então ausentar-se durante alguns dias, com medo de se envolver na nova campanha dos inquilinos para evitar Bartleby. Quando regressa, vê que Bartleby foi preso por se recusar a sair do velho escritório. Na prisão, Bartleby parece ainda mais melancólico que antes e recusa a amizade do narrador. Contudo, o antigo patrão suborna o guarda que cuida de Bartleby para garantir que o jovem seja bem alimentado; após alguns dias regressa à prisão e descobre que Bartleby morreu - ele "preferiria não" comer e morreu de fome.

 

Algum tempo depois, o narrador ouve um rumor que desfaz o discernimento da vida de Bartleby. O jovem trabalhava no Dead Letter Office (o departamento dos Correios em que se arquivam as cartas que não se conseguiu fazer chegar ao destino), mas perdeu o emprego. O narrador percebe finalmente que as «cartas mortas» teriam posto qualquer um com o temperamento de Bartleby afundando-se em grande melancolia. Aquelas cartas são emblemas da nossa mortalidade e da falha das nossas boas intenções. Através de Bartleby o narrador passou a olhar o mundo como os miseráveis escrivães o vêem. As últimas palavras da história são do narrador: "Oh Bartleby! Oh Humanidade!"

 

Barril-2SET18 (3).jpg

 Henrique Salles da Fonseca

 

BIBLIOGRAFIA: Wikipédia

LIDO COM INTERESSE – 78

THE POWER AND THE GLORY.png

 

Título – O PODER E A GLÓRIA

Autor – Graham Greene

Tradutor – Manuel Cordeiro

Editora – Leya, SA

Edição – 1ª, Fevereiro de 2018

 

A bem dizer, este texto deveria ser «RELIDO COM INTERESSE» pois na minha juventude já lera uma tradução francesa de que não gostei. E se naquela época não percebi por que é que não gostei, hoje percebi perfeitamente: apenas porque não tinha maturidade para perceber. Portanto, não gostei e atirei todas as culpas para cima da tradução. Injustiça óbvia.

 

A história é sobejamente conhecida mas dá para referir que se passa no Sul do México na primeira metade do séc. XX quando o regime político se azedou pelas mãos de uns quantos jacobinos e perseguiu ferozmente a Igreja, nomeadamente fuzilando os Padres que não renunciassem ao celibato, às celebrações e às confissões. O personagem central é Padre, decide não renunciar e foge durante uns quantos anos até que…

 

E agora não conto mais para não estragar a leitura de quem ainda não tenha lido a obra numa qualquer língua.

 

Mas respigo passagens que chamaram a minha atenção.

 

«Na infância há sempre um momento em que se abre uma porta para deixar entrar o futuro.» (pág. 22)

 

«Sob a sua mirada séria transformava-se (…) num fantasma que quase podia ser soprado para longe (…) nessa idade não temos medo de muitas coisas, da velhice e da morte, nem de tudo o resto que poderá acontecer, das mordidelas das serpentes, das febres, dos ratos e dos maus cheiros.» (pág. 45 e seg.)

 

«(…) o argumento do perigo só se aplica àqueles que vivem numa segurança relativa» (pág. 106), não a quem vive numa insegurança total e permanente.

 

«O sentido da inocência que acompanha o pecado é espantoso e só os homens duros e corajosos – e os santos – estão livres dele.» (pág. 192)

 

«Para que servia a confissão quando se amava o resultado do crime?». (pág. 196)

 

* * *

 

E por aqui me fico.

 

Quer saber mais? Leia o livro. Custou apenas uma mexeriquice.

 

8 de Agosto de 2018

9JUL18.jpg

 Henrique Salles da Fonseca

LIDO COM INTERESSE – 77

Stendhal-Vermelho e Negro.png

 

Título – O VERMELHO E O NEGRO

Autor – Stendhal

Tradutor – Maria Manuel e Branquinho da Fonseca

Editor – Abril Controljornal Edipress

Edição – Junho de 2000

 

 

Sobre esta obra já terá havido recensões mais do que suficientes para que eu possa agora referir alguma perspectiva que tivesse passado despercebida à multidão de eruditos que a leram antes de mim. E lendo-a na tradução, muito provavelmente me poderá escapar a pureza do estilo literário do Autor, Stendhal.

 

Perguntar-se-á então o meu leitor, por que razão venho aqui tratar de algo sobre que já tudo foi dito e cujo estilo original pode não estar preservado.

 

Muito bem, venho apenas ler a tradução e quase dispensaria o original de cujo enredo me permitiria prescindir se ele não fosse fundamental para o que me interessa que, como já disse, é o trabalho dos tradutores.

 

Então, foi assim: João Gaspar Simões disse ao meu tio António José Branquinho da Fonseca que não gostara nada da tradução que por aí andava e que seria bom tratar de arranjar nova versão portuguesa que não achincalhasse Stendhal. Se ele, o meu tio, sabia de quem pudesse deitar mãos a uma nova tradução. Era óbvia a «cunha» que Gaspar Simões estava a meter ao meu tio para ser ele a fazer o trabalho. Mas, entre gerir as Bibliotecas Itinerantes da Gulbenkian e escrever obra nova, o meu tio tinha muito mais que fazer e ficou de pensar em alguém que pudesse fazer o trabalho. E, sim, lembrou-se. Lembrou-se da mulher dele, a minha tia Maria Manuel.

Maria Manuel Branquinho da Fonseca.jpg

 

Eis como se chegou a um compromisso de a obra ser traduzida (claro que a partir do original e não da má tradução anterior), por ela, a minha tia, com a supervisão do meu tio. A função de cada um ficando previamente definida cabendo a Maria Manuel o grosso do trabalho e a ele a garantia da maior fidelidade ao estilo de Stendhal.

 

Eis por que na ficha técnica vem referido que a tradução é de Maria Manuel e Branquinho da Fonseca.

 

E eu, que já sabia disto tudo há mais de 50 anos, nunca lera o livro quer em francês (em casa dos meus pais havia um exemplar em francês que desapareceu na voragem das mudanças póstumas) quer nesta tradução. A outra, a chamada má por Gaspar Simões, nem sei qual era. Até que há dias deparei com esta edição relativamente recente numa prateleira da biblioteca da casa que tomo de renda numa praia próxima de Lisboa.

 

Suspendi as leituras que trazia e dediquei-me a esta com o à-vontade que me dá a certeza de uma obra notável traduzida por quem não trabalhava ao cronómetro e sabia ser fiel ao estilo do Autor traduzido.

 

E só para dar um cheirinho do que tenho estado a ler entre dois mergulhos nas salsas atlânticas, passo a transcrever pequenos trechos que chamaram a minha atenção. São só três citações e não maço mais.

 

«Para se obter a consideração pública em Verrières é preciso não adoptar (…) qualquer plano trazido de Itália (…). Tal inovação acarretaria sobre o imprudente a eterna reputação de má cabeça, ficando perdido para sempre no conceito das pessoas sensatas e moderadas que distribuem a consideração no Franco Condado. Com efeito, essas pessoas exercem ali o mais aborrecido dos despotismos; e por causa desta feia palavra é que a vida nas cidades pequenas se torna insuportável para quem viveu na grande república que se chama Paris. A tirania da opinião – e que opinião! – é tão estúpida nas pequenas cidades de França como nos Estados Unidos da América.» (pág. 8)

 

Fala o Presidente da Câmara de Verrières à «esposa»:

«- Eu falo, Senhora, como o falecido Senhor Príncipe de Condé, apresentando os camaristas à sua nova esposa: Todos estes homens, disse ele, são nossos criados. (…) Todos os que não são fidalgos e vivem em nossa casa recebendo um salário, são nossos criados.» (pág. 46)

 

«Desde a queda de Napoleão, todas as aparências de galanteria foram severamente banidas dos costumes da província. Receia-se ser-se demitido. Os patifes procuram apoio na congregação; a hipocrisia fez os maiores progressos, mesmo nas classes liberais. O tédio aumenta. Os únicos prazeres que restam são a leitura e a agricultura.» (pág. 50)

 

E muito mais haveria a referir mas o meu leitor tem muito mais que fazer como o meu tio também tinha quando Gaspar Simões lhe «encomendou um sermão» que ele não queria proferir.

 

Continuemos…

 

Fonte da Telha, Julho de 2018

Facebook 2.jpg

 Henrique Salles da Fonseca

(lendo por osmose ao estilo do Facebook)

HUMOR PAPAL

JTM-Retiro em Ariccia-2018-02-23.png

 

Francisco, o Papa a que me refiro; José Tolentino Mendonça, o Padre a quem o Papa agradece a orientação espiritual durante o retiro quaresmal de 2018 que toda a Cúria Romana e o próprio Papa realizaram; «ELOGIO DA SEDE», o livro de cuja pág. 166 retiro a frase que chamou a minha atenção.

 

“(…) Como dizia a madre superiora [da congregação] às suas irmãs, «Somos homens, pecadores, todos»”.

 

Gosto de um Papa que tem sentido de humor.

 

29 de Junho de 2018

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Henrique Salles da Fonseca

A ESTÁTUA DE LENINE

Estátua de Lenine.jpg

 

 

Ainda havia uma estátua de Lenine em cada povoação russa. A de Arcangel representava o Dirigente, com quinze metros de altura, a sair de um bloco de granito, de rosto determinado, sobretudo a esvoaçar, um rolo de papéis na mão estendida. Parecia estar a chamar um táxi.

 

In «ARCANGEL», Robert Harris, Livros Condensados das Selecções do Reader’s Digest, Dezembro de 1999, pág. 380

 

NOTA: Imagem da estátua de Arcangel não disponível na Internet; a imagem apresentada é a de São Petersburgo

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