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A bem da Nação

A ESTÁTUA DE LENINE

Estátua de Lenine.jpg

 

 

Ainda havia uma estátua de Lenine em cada povoação russa. A de Arcangel representava o Dirigente, com quinze metros de altura, a sair de um bloco de granito, de rosto determinado, sobretudo a esvoaçar, um rolo de papéis na mão estendida. Parecia estar a chamar um táxi.

 

In «ARCANGEL», Robert Harris, Livros Condensados das Selecções do Reader’s Digest, Dezembro de 1999, pág. 380

 

NOTA: Imagem da estátua de Arcangel não disponível na Internet; a imagem apresentada é a de São Petersburgo

O CORNETEIRO DE D. AFONSO HENRIQUES

CORNETEIROS.png

 

 

Nos primeiros tempos da fundação da nacionalidade - tempo do nosso rei D. Afonso Henriques - no fim de uma batalha o Exército vencedor tinha direito ao saque sobre os vencidos.

 

(Saque - s. m.: acto de saquear; roubo público legitimado).

 

Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo primeiro Rei de Portugal, o seu corneteiro lá tocou para dar "início ao saque" a que as tropas tinham direito e que só terminaria quando o mesmo corneteiro desse o toque para pôr “fim ao saque”.

 

Mas, fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se antes de conseguir tocar o "fim ao saque".

 

E, até hoje, ninguém voltou a tocar anunciando o fim do saque.

 

Afinal a culpa é mesmo do corneteiro!...

 

Não haverá por aí alguém que conheça o toque?

 

(recebido por e-mail, Autor não identificado)

ESTAREMOS TRAMADOS ENQUANTO...

 

 

KNORR-arroz malandrinho.png

 

 

... a comida for caseirinha

    (ou a comidinha for caseira);

... o arrozinho for malandro

    (ou o arroz for malandrinho);

... as pombinhas forem da Catrina

    (ou a Catrina for bloqueirinha);

... a cozinha for o reino da panelinha

    (ou o "panelinho" mandar na cozinha);

... as batatinhas forem assadas no braseiro

    (ou a assadura arder no traseiro);

... os poderosos se roerem de inveja

    (ou os invejosos se mantiverem no Poder);

... os analfabetos forem adultos

    (ou os adultos forem analfabetos);

... isto tudo não entrar nos eixos

    (ou um eixo não espatifar tudo).

 

Tenho dito!

 

Chefe índio 2.JPG

Henrique Salles da Fonseca

MAS QUE LINDO SORRISO!

 

 

 

 

Uma cárie bem evidente ou a falta de um dente dão um ar horrível a qualquer pessoa. A saúde oral pode ter uma influência muito grande na boa disposição e, em contraponto, uma boca com problemas não faz ninguém feliz.

 

Em boa hora Portugal se encheu de dentistas e os portugueses deixaram de ter motivos para se desleixarem com a beleza do sorriso. É pelo radioso sorriso estampado na cara de toda gente que se vê como os portugueses andam satisfeitos.

 

No que me diz respeito, tenho a informar que herdei maus dentes e que desde muito novo cirando pelos dentistas.

 

Estava eu certa vez a preparar uma reunião profissional muito importante para o dia seguinte quando um dente da frente – daqueles que já tinha visto muito melhores dias e pedia recauchutagem há muito tempo – não resiste a uma dentada mais voluntariosa e se parte por completo. E na véspera de uma reunião com gente que não me conhecia de lado nenhum, ali estava eu com um buraco negro a denunciar desmazelo bocal.

 

E vá de procurar quem de imediato me repusesse o aspecto. Encontrado, lá fui ao consultório e, como é habitual, pediram-me a identificação com nome, morada, telefones e profissão. E logo ali na recepção me começa a empregada a encher de salamaleques com “Senhor Doutor para a direita e Senhor Doutor para a esquerda” e eu a achar que aquilo trazia água no bico. Quando entrei para o gabinete do médico logo ele me manda expor a mazela e eis que profere uma frase que me tem saído cara: - Oh Senhor Doutor. O Senhor tem que investir na sua boca!

 

O fulano começa a trabalhar e eu sem perguntar o que ele estava a fazer pois tinha-lhe encomendado um serviço – a reposição do aspecto ex-ante quebra do dente – e entendi que estava a ser executado o conveniente. Só que a certo momento senti qualquer coisa que não era habitual e eis que dou comigo sem os quatro dentes de cima, ali bem ao meio da entrada. Não gostei, não entrei em pânico mas mostrei o meu evidente desagrado. Perguntei-lhe o que estava a fazer e ele teve o desplante de dizer que me estava a tratar do aspecto. Que eu concordara com a necessidade de investir na minha boca.

 

Mas é claro, eu tinha-me esquecido de que “quem cala consente” e, estando eu de boca aberta e sem proferir palavra, tive o meu silêncio como aprovação do projectado investimento. Só que o projecto era dele e não meu...

 

Zangado, ameacei processá-lo judicialmente e o fulano vá de me resolver o meu problema do dia seguinte colando uns dentes postiços na caverna que me abrira. Só que naquela época eu ainda fumava e tossi quando cheguei ao passeio da rua. É claro que logo ali me saltaram os dentes para a calçada. Dei meia-volta para ele mos colar de novo e lá voltei para a rua com o maior cuidado para seguir tudo em conveniência até ao dia seguinte.

 

Passada a reunião comigo a falar sem grande exuberância para ter a certeza de que a dentadura não saltava para a plateia, fui acumulando mau feitio contra o tal dentista “investidor”. Já sem pressas, encontrei outro que me tirou os moldes e me preveniu que teria que andar com os provisórios postos pelo “investidor” durante alguns dias para cicatrização completa da caverna mas que depois ia ficar com uma solução definitiva.

 

Assim foi a normalidade retomando conta da minha vida mas o mau feitio entretanto criado não se desvaneceu rapidamente.

 

No dia seguinte ia eu de carro quando um táxi apitou a trás de mim num cruzamento. Perguntado o que queria, o taxista apitou novamente a querer desafiar-me e não hesitei: parei o carro à frente do táxi, saí de trás do volante e fui direito a ele para lhe fazer e acontecer quando... me saltaram os dentes para o meio da rua. Ah que situação mais infeliz! Senti-me nu na praça pública.

 

Apanhei a dentadura do meio da estrada e meti-me no carro sem mais tugir. Entrada de leão, saída de sendeiro.

 

O taxista ainda hoje se deve rir daquele desdentado que fez figura de parvo na via pública, mesmo em frente do portão da residência oficial do Primeiro Ministro de Portugal.

 

Mas hoje posso rir-me à vontade: AH! AH! AH!

 

 

Henrique Salles da Fonseca

HAJA SAÚDE!

 

sinapse.gif

 

Diz quem sabe que a longevidade é negativamente afectada pela gula, pelo sedentarismo e pela preguiça mental. Deduzo eu que, a contrario sensu, ela será positivamente afectada por um sóbrio regime alimentar, pela prática regular de exercício físico e pela actividade intelectual.

 

Ora, sendo o Neurónio a célula do sistema nervoso responsável pelo processamento da informação e condução do impulso nervoso e a Sinapse a zona activa de contacto entre uma terminação nervosa e um neurónio, posso entender que cada neurónio se serve da sinapse para comunicar com os seus pares pelo que, sem ela, não passa de um anacoreta.

 

Então, se queremos ser longevos, para além de alguma frugalidade, convém dar corda aos calcantes e levar as sinapses ao ginásio.

 

Haja saúde!

 

Setembro de 2016

Angkor Wat a cavalo 1.JPG

Henrique Salles da Fonseca

(em Angkor Wat, Camboja, NOV14)

ESTAREMOS TRAMADOS ENQUANTO...

 

KNORR-arroz malandrinho.png

 

 

... a comida for caseirinha

    (ou a comidinha for caseira);

... o arrozinho for malandro

    (ou o arroz for malandrinho);

... as pombinhas forem da Catrina

    (ou a Catrina for bloqueirinha);

... a cozinha for o reino da panelinha

    (ou o "panelinho" mandar na cozinha);

... as batatinhas forem assadas no braseiro

    (ou a assadura arder no traseiro);

... os poderosos se roerem de inveja

    (ou os invejosos se mantiverem no Poder);

... os analfabetos forem adultos

    (ou os adultos forem analfabetos);

... isto tudo não entrar nos eixos

    (ou um eixo não espatifar tudo).

 

Tenho dito!

 

Chefe índio 2.JPG

Henrique Salles da Fonseca

CENTRO DE SAÚDE DE OLHÃO

 

Olhão.png

 

Eis o espelho da confusão semântica e de vocabulário que tantas vezes existe nas cabeças dos utentes daquele Centro de Saúde...e ao fim e ao cabo de todos nós.

Agradecimentos às funcionárias administrativas Inês Simões e Fernanda Veloso, assim como à técnica de cardiopneumologia Sandrina Marto.


6h00m da manhã. O Sol já aparecia lindo sobre o azul celeste.


À porta do Centro de Saúde, um pequeno grupo de utentes organizava-se para a marcação da consulta "à vaga".


A maioria já se conhece. Afinal todos são já bem experimentados nesta forma bem própria de utilização da consulta.


Aliás, o Director do Centro de Saúde até mandou instalar uns banquinhos de jardim no local, para tornar a espera mais atractiva.


É uma excelente oportunidade para trocar experiências e conhecimentos, que todos vão acumulando ao longo do seu percurso de contactos com os médicos e hospitais.

A Maria do Céu vai à consulta do "Parlamento", a Dona Gertrudes vai à consulta da "Monopausa" e a Rita é que as corrige informando-as que aquela consulta chama-se de Planeamento Familiar.


Uma tem um "biombo" no "úbero" e leva os resultados duma "fotografia", outra está preocupada com comichões na "serventia" do marido, até porque ele, havia poucos dias, tinha já sido consultado pelo médico por estar com os "alforges" todos inflamados. Alguém logo ali diagnosticou um problema na "aprosta" do marido.

Mais à distância desta conversa, um grupo de senhoras falavam dos métodos contraceptivos e, uma delas, peremptória, afirmava que nunca aceitaria porem-lhe uma "fateixa" dentro da barriga!


Uma outra discordava, e lá lhe foi dizendo que, por causa disso, é que teve tantos filhos, felizmente todos de parto normal, só o último foi de "açoreana", mas aquele que lhe dava mais problemas era o mais velho que já era "toxico-correspondente"!

Noutro local, um grupo de homens mais idoso ia falando da relação entre o "castrol" e a "atenção".


Às tantas um deles começa a explicação cuidada dum acidente que tivera. Por isso é que tinha a vacina contra o "tecto" em dia, mas o acidente estragou-lhe a "tibiotísica" e causou-lhe uma hérnia "fiscal", pelo que tinha ido fazer uma "fotocópia" e um "traque".


Outro referiu que nunca teve problemas de ossos, o seu problema era uma grande "espirrogueira na peitogueira".


Uma senhora, atraída pela conversa, queixava-se de entupimento no "curso" com dores "alucinantes" quando se "abaixava". Além disso cobria-se de suores e "gómitos", ficava "almariada" e tudo acabava com uma forte "encacheca", ficando cerca de 3 dias com cara de "caveira misteriosa". Alguém lhe falou nuns supositórios que a poderiam ajudar mas ela já os conhecia, aparentemente tinham sido muito difíceis de engolir, pelo que o melhor ainda era o "clistério".

Finalmente, uma outra senhora queixava-se da "úrsula" no "estambo", pelo que vinha mostrar o resultado duma "endocuspia" e ainda algumas análises especiais, como a Proteína C "Reaccionária".


8h30m da manhã. Ainda havia muito para conversar mas a Inês, jovem funcionária administrativa do Centro de Saúde, obviamente tarefeira, acaba de chegar. Os funcionários administrativos não podem chegar atrasados, caso contrário, confundir-se- -iam com os doutores.

 

- Quem é o primeiro, se faz favor? Ora diga lá o seu nome?

- Josefina Trindade

- Idade?

- 67 anos.

- Estado?

- Constipada, muito constipada!



9h00m da manhã. Aparece a enfermeira Freitas que grita para a pequena multidão barulhenta que cerca a Inês:

- Quem está para medir as tensões? É você? Então entre e diga-me qual é o seu problema?

- Sabe, senhora enfermeira, o meu problema é ter uma doença "arrendatária" que "arrendei" do meu pai e já me levou uma vez aos cuidados "utensílios" do
hospital. Afecta-me as "cruzes renais" e por isso dá-me muita "humidade à volta do coração". Aliás, o doutor pediu-me uma "pilografia" e um "aerograma" que aqui trago e recomendou-me beber pouca água.


Finalmente, chega o médico, que logo dá início às consultas:


- Então de que se queixa?

- De uma angina de peito, senhor doutor. Tudo começou há uma semana quando fui às urgências. O médico disse-me que era uma angina na garganta, mas a angina começou a descer e agora apanha-me o peito todo!


Aos poucos, os utentes iam entrando e saindo, com melhor ou pior cara.


Alguns perguntavam à Inês onde era o "pechiché da retrosaria" para pagarem a taxa moderadora

 

 

A QUADRATURA DO CÍRCULO POLÍTICO...

 

 

... consiste na tentativa de conciliação

 

do hierárquico e do convivial.

 

Paul Ricoeur.jpg Paul Ricoeur,

in A CRÍTICA E A CONVICÇÃO, Edições 70, pág. 69, Março de 2009

 

 

Como por exemplo,

 

Pergunta: - Como é que o Senhor Político faz isso?

 

Resposta: - Daqui de cima, determino fazer a demagogia que me

                   apetece.

 

 

HSF-AGO16-Tavira

 

Henrique Salles da Fonseca

HUMOR DIPLOMÁTICO

 

 

Quem se fia na electrónica corre o risco de contar com meios que por vezes falham acabando por se desiludir com os progressos do que all we take for granted.

 

 

Foi o caso do Luís Soares de Oliveira, Embaixador, que me enviou várias vezes a mesma mensagem porque o sistema o avisava de que a mensagem não tinha seguido. E quando lhe fiz saber que já tinha recebido a dita mensagem, logo disse que a insistência lhe fazia lembrar uma conhecida cena da nossa História Diplomática.

 

dom-carlos-i-a-cavalo.jpg

 

O Rei D. Carlos recusara o pedido de agrément a Porras y Porras (apelido de uma distinta família espanhola) que o Rei Alfonso XIII de Espanha queria acreditar como Embaixador em Lisboa e o Conde de Arnoso, secretário de D. Carlos, perguntando se a recusa era por causa do nome, o rei respondeu: - Não é o nome, é a insistência.

 

 

Já conhecendo a passagem que sempre considerei admirável, respondi ao Luís Soares de Oliveira que: Essa do D. Carlos é famosa e vale bem uma divulgação para que outros conheçam o espírito de humor do Rei. Ele poderia ter muitos defeitos – em que o principal era ser monárquico – mas tinha muitas qualidades que merecem realce.

 

 

Logo na volta do correio e sem repetições, responde o meu ilustre interlocutor: «Quanto ao D. Carlos ser monárquico, tenho dúvidas. Uma vez que assistia no Teatro D. Maria à estreia de uma peça de D. João da Câmara, propôs condecorá-lo ao que o dramaturgo respondeu: - Não posso aceitar pois sou republicano. Ao que D. Carlos respondeu: - Aí está uma posição em que o meu cargo me impede de o apoiar

 

 

Barril-14AGO16-3.jpg

  Henrique Salles da Fonseca

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