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A bem da Nação

OS POVOS DE QUEM HERDÁMOS CROMOSSOMAS – 17

Cónios

 

Os cónios (em francês – Occitano; piemontês – Coni; italiano – Cuneo; Latim - Conii) eram os habitantes das actuais regiões do Algarve e Baixo Alentejo em data anterior ao séc. VIII a.C., até serem integrados na Província Romana da Lusitânia. Inicialmente foram aliados dos Romanos quando estes últimos pretendiam dominar a Península Ibérica.

 

A origem étnica dos cónios permanece uma incógnita. Para os defensores das teorias linguísticas actualmente aceites, a origem comum na Anatólia ou no Cáucaso das línguas europeias e indianas, ou seja, línguas indo-europeias, os cónios teriam uma origem celta, proto-celta, ou pré-céltica ibérica. Estas teorias, relativamente recentes, foram facilmente aceites, principalmente por aqueles que registavam qualquer ligação dos europeus a África. Antes da teoria da origem caucasiana, muitos europeus julgavam-se descendentes de Jafé, conforme escrito na Bíblia, no livro de Génesis 10:5. Cronistas da antiguidade greco-romana, enumeram mais de 40 tribos ibéricas, entre elas a tribo cónia, como sendo a dos descendentes de Jafé, terceiro filho de Noé e pai dos europeus.

T_and_O_map_Guntherus_Ziner_1472.jpg

O mapa estilizado "T e O" (de Guntherus Ziner, de 1472) faz alusão à Europa como o lar dos descendentes de Jafé, a África sendo dos de Cam (segundo filho de Noé) e a Ásia dos descendentes de Sem (primogénito de Noé).

 

FIM

  • Adaptação de texto recebido por e-mail, Autor não identificado
  • Gentileza de António Benoliel de Carvalho

OS POVOS DE QUEM HERDÁMOS CROMOSSOMAS – 16

Franceses

 

Em 1199, D. Sancho I doa a Herdade da Açafa à Ordem do Templo. Este território era delimitado, de modo muito sumário, a norte pelo Rio Tejo e a sul detinha parte do território dos actuais concelhos de Nisa, Castelo de Vide e parte do território espanhol junto à actual fronteira.

 

Herdade da Açafa.jpg

 

Estas doações tinham como objectivo fixar moradores em zonas ermas e despovoadas e consequentemente defender o território. Os Templários edificaram uma fortaleza que os defendesse dos infiéis e sinalizava a posse desses territórios.

Castelo de Nisa.jpg

Nisa

 

Ao mesmo tempo, o monarca anuncia a vinda de colonos franceses que chegaram de forma faseada, sendo o último grupo destinado ao povoamento do território da Açafa. Instalaram-se junto das fortalezas construídas pelos monges guerreiros e aí ergueram habitações, fundaram aglomerados populacionais a que deram o nome das suas terras de origem. É neste sentido que surge possivelmente o de Nisa, ou seja, sendo os primeiros habitantes oriundos de Nice, ergueram aqui a sua “Nova Nice” ou, melhor dizendo, “Nisa a Nova” que encontramos nos documentos e quando surge o termo “Nisa a Velha”, este refere-se à sua antiga terra de origem, a Nice francesa.

 

(continua)

OS POVOS DE QUEM HERDÁMOS CROMOSSOMAS – 15

Ciganos

 

Segundo alguns documentos, os ciganos estão em Portugal há cerca de 500 anos, tendo chegado à Europa vindos do Nordeste da Índia. Um movimento migratório feito através de longas caminhadas e que levou alguns grupos a ficar pelos países que estavam nas suas rotas de passagem. Esses movimentos originaram a apropriação de culturas e línguas diferentes, mas com raízes comuns. A história dos ciganos em Portugal nunca foi fácil.

Ciganos.png

Ciganos

 

O primeiro grupo que chegou a Portugal em meados do século XV terá causado alguma estranheza devido ao facto de ser um povo com uma língua estranha e que se vestia de forma exótica, com hábitos e culturas diferentes. Factores que tanto atraem o interesse da sociedade como a afastam - antigamente e na actualidade.

 

(continua)

OS POVOS DE QUEM HERDÁMOS CROMOSSOMAS – 14

Africanos

 

Embora seja um pormenor desconhecido pela maioria dos portugueses, a zona do vale do Sado foi povoada por escravos negros.

 

É frequente atribuir-se ao Marquês de Pombal a iniciativa de promover a fixação de populações negras no vale do Rio Sado mas não é verdade. Existem registos paroquiais e do Santo Ofício que referem a existência de uma elevada percentagem de negros e de mestiços em épocas muito anteriores a Pombal. Segundo tais registos, já no séc. XVI havia pessoas de cor negra vivendo nas terras de Alcácer.

Mulatos de Alcácer do Sal.png

Mulatos

 

No séc. XVI, muitos portugueses embarcavam nas naus, o que agravava ainda mais o défice demográfico existente. Terá também sido esta a razão por que, naquela época, os proprietários das férteis terras banhadas pelo Sado terão resolvido povoá-las com negros, comprados nos mercados de escravos; a outra razão por que optaram por negros foi a de essas pessoas já estarem de algum modo imunizadas contra as sezões (paludismo).

 

Os mulatos do Sado dos nossos dias são, portanto, descendentes desses antigos escravos negros.

 

(continua)

OS POVOS DE QUEM HERDÁMOS CROMOSSOMAS – 13

Muçulmanos

 

A presença muçulmana em Portugal durou 500 anos, sendo assim natural que tenha deixado uma forte herança. Temos alguns bairros em Portugal que preservam o mesmo aspecto do tempo dos muçulmanos (como a Mouraria e Alfama), e a casa tradicional do Alentejo e Algarve (chaminés e açoteias) com o estilo muçulmano.

Nora de água.jpg

Na agricultura, o tanque, a nora e os canais de rega foram invenções islâmicas. Trouxeram árvores/alimentos como o limoeiro, a laranjeira, abóbora, cenoura, arroz e a figueira. Também nos doces há intervenção muçulmana: arroz doce, aletria, açúcar. No nosso actual vocabulário, quase todas as palavras que começam por «Al» têm origem muçulmana.

 

(continua)

 

OS POVOS DE QUEM HERDÁMOS CROMOSSOMAS – 12

 

Judeus

 

Até à época da Inquisição existiam muitos judeus em Portugal com grande influência na sociedade. Muitos judeus desempenharam um trabalho relevante para o sucesso das descobertas portuguesas nos séculos XV e XVI, trabalhando na áreas da matemática, de astronomia e de cartografia.

Judeus Sefarditas.png

Judeus Sefarditas

 

Nesse sentido, desenvolveram grandes instrumentos científicos.

 

Tomar e Coimbra são ainda cidades que apresentam alguns traços da arquitectura judaica do passado (como fontes).

 

Já em plena época de perseguição, deixaram marca na gastronomia, com a famosa alheira de Mirandela, a farinheira e outras ocultações gastronómicas.

 

Uma curiosidade sobre outro tipo de ocultação: os judeus de Belmonte que se diz estarem religiosamente autorizados a não serem circuncisados como forma de dissimulação da sua fé.

 

Mas deixaram também vestígios em costumes e crenças como, por exemplo, o temor de duas facas cruzadas (o símbolo da cruz).

 

(continua)

OS POVOS DE QUEM HERDÁMOS CROMOSSOMAS – 11

Romanos

 

É dos povos que mais heranças nos deixaram: o latim, a numeração romana, pontes, estradas, aquedutos e cidades.

 

O mais famoso centro urbano romano é perto de Condeixa onde se localiza Conímbriga mas existem também outros tais como Miróbriga, perto de Santiago do Cacém e a mais sumptuosa, Balsa, vizinha de Tavira, exemplos claros do desleixo cultural de que estamos penosamente afectados nestes tempos que vivemos.

Templo Romano de Évora.png

Templo Romano de Évora

 

A calçada portuguesa é também uma criação dos romanos.

 

A lei do mundo ocidental ainda hoje tem uma notória influência romana.

 

(continua)

OS POVOS DE QUEM HERDÁMOS CROMOSSOMAS – 10

Visigodos

Os Visigodos chegaram à Península Ibérica no ano de 416. Aqui fundaram um reino, submeteram os Suevos e ficaram a dominar longos anos em todo o território. O reino dos Visigodos estava organizado numa monarquia absoluta com a capital em Toledo. Publicaram o Código Visigótico e estabeleceram uma sociedade formada pelo clero, nobreza e povo. Eram grandes artistas, em especial na fabricação de jóias. A pouca arte visigótica que ainda podemos admirar em Portugal está na ourivesaria e na arquitectura.

Visigodos.png

Visigodos

 

No que diz respeito a edifícios, temos a Capela de S. Frutuoso de Montélios, perto de Braga, a Igreja de S. Pedro de Balsemão, nos arredores de Lamego, e a Igreja de S. Gião da Nazaré.

Capela de S. Frutuoso de Montélios.jpg

Claros traços visigóticos presentes em alguns espaços são o arco de ferradura e a planta em forma de cruz das igrejas.

S. Pedro de Balsemão.jpg

Igreja de São Pedro de Balsemão

 

Também deixaram um importante trabalho na área jurídica. Escreveram Liber judiciorum, uma obra que forneceu as bases do pensamento jurídico na era medieval na Península Ibérica. Também relevantes foram o Código de Eurico, a Lex romana visigothorum.

(continua)

OS POVOS DE QUEM HERDÁMOS CROMOSSOMAS - 9

Suevos

 

De origem germânica, os Suevos começaram por ser lavradores mas tornaram-se conquistadores e alargaram o seu reino até ao rio Tejo. Converteram-se ao catolicismo por influência de S. Martinho de Dume.

Túmulo de S. Martinho de Dume, Braga.jpg

Túmulo de S. Martinho de Dume, Braga

 

Fundaram o Reino dos Suevos, com a capital em Braga. Esta, tornou-se um grande centro de fé e de cultura. Com a expansão do reino para sul, os Suevos instalaram-se em Portucale, na foz do rio Douro.

Suevos.png

Suevos

 

O norte de Portugal tem ainda fortes influências dos suevos. As características mais evidentes são o arado quadrado e o espigueiro. Na toponímia, nomes como Freamunde ou Guilhofrei evocam origens germânicas.

 

(continua)

OS POVOS DE QUEM HERDÁMOS CROMOSSOMAS - 8

Celtiberos

Os celtiberos são o povo que resultou, segundo alguns autores, da fusão da cultura do povo Céltico e da do povo Ibero. Habitavam nas regiões montanhosas onde nascem os rios Douro, Tejo e Guadiana desde o século VI a.C. Não há, contudo, unanimidade entre os historiadores quanto à origem destes povos.

Celtiberos.png

Celtiberos

 

Tratar-se-ia, talvez, de um povo Celta que adoptou costumes e tradições iberas. Estavam organizados em gens, clãs familiares que ligavam as tribos, embora cada uma destas fosse autónoma, numa espécie de federação. Esta organização social e a sua belicosidade permitiram a estes povos resistir tenazmente aos invasores Romanos até cerca de 133 a.C., com a Queda de Numância.

 

Numância.jpg

 

Deste povo desenvolveram-se, na parte ocidental da Península, os Lusitanos, considerados pelos historiadores como os antecessores dos portugueses, que viriam a ser subjugados ao Império Romano no século II a.C.

(continua)

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