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A bem da Nação

PASSEANDO PELA ÁGORA

Hoje, a pergunta é:

- O que andamos por cá a fazer?

Sem perda de tempo, a minha resposta é:

- A essência da função humana é a edificação de uma sociedade harmónica e benigna pela via da compaixão individual e pela solidariedade global.

Propositadamente, afastei a Teologia para que agnósticos e ateus não arranjassem o pretexto de que o conceito não se lhes aplicaria.

Propositadamente, utilizei a Ágora como símbolo do local em que as pessoas se encontram para conversarem e deliberarem deste modo abarcando todas as Civilizações ao longo dos séculos.

Propositadamente, coloco a pessoa como construtora da sociedade e não como serva desta.

Propositadamente, refiro a compaixão e a solidariedade como conceitos lexicais despojados de qualquer sentido religioso ou político.

Propositadamente, aponto por omissão a anormalidade humana como o egoísmo e a conflitualidade.

Propositadamente, fui lacónico porque escrevo para quem sabe do tema mais do que eu não carecendo de explicações e, pelo contrário, dando-as nos comentários já recebidos aos textos anteriores e nos segiontes que desejo receber.

Voto final: - Vivamos, deixemos viver e continuemos…

Lisboa, 25 de Maio de 2022

Henrique Salles da Fonseca

DA ÉTICA DA GUERRA

Por definição, a Moral é a questão dos princípios enquanto a Ética é a questão dos factos.

Assim, a propósito da guerra em curso na Ucrânia, o tema de agora é o da sua fundamentação moral  e da ética dos seus procedimentos.

O resumo dos textos anteriores e respectivos comentários aponta no sentido de que os fundamentos morais (históricos) que a Rússia pudesse invocar antes da invasão da Ucrânia, ruíram fragorosamente perante os procedimentos adoptados no ataque. E eis como, ao contrário da sequência lógica, aqui temos as consequências a condicionar as causas. Até nesta perspectiva, esta guerra é absurda.

Portanto, relegada a moralidade para entretenimento dos historiadores, resta a ética como preocupação dos juízes, nós.

Os banhos de sangue que vimos testemunhando quase em directo diferem radicalmente de todos os outros – praticamente iguais – de que soubemos à distância de séculos ou de uma longa fila de intérpretes precisamente devido ao distanciamento ou da nossa proximidade.  E é esta proximidade que, quase em causa própria, nos leva a «afinar» os critérios éticos da guerra.

Por estas razões e muitas outras que me escapam, creio que será oportuno pedir à ONU que elabore um (novo?) «Código da Ética da Guerra».

E, para não avançar por matérias que não domino, fico-me por aqui com a esperança de que surjam ideias complementares ou alternativas às vulgaridades e redu  ndâncias que eu pudesse aduzir tais como:

  1. Num cenário global de paz, consideram-se fixadas as fronteiras políticas internacionalmente reconhecidas no primeiro dia do século XXI, 1 de Janeiro de 2000;
  2. A destabilização do cenário anterior penalizará o país agressor;
  3. A vitimização de populações civis constitui crime;
  4. (…)

Tudo isto se - e só se - o autocrata (eufemismo de ditador) russo não decidir comemorar esta data carregando no botão vermelho.

Alia jacta est.

Lisboa, 9 de Maio de 2022

Henrique Salles da Fonseca

DOS BICHOS E DOS HOMENS

Desta vez, refiro-me a um quase-continente cheio de caipiras e de jagunços.

Desse país era oriundo o motorista que há dias nos conduziu em breve percurso em Lisboa e que afirmo que, «por lá, o ensino privado não chega nem à sombra do ensino público em Portugal». Fiquei contente por saber que aquele imigrante se sente bem por cá e fiquei triste por ter a confirmação de que ainda não foi desta vez que aquele quase-continente conseguiu democratizar a educação de qualidade. E digo «educação» pois à Escola actual não competia apenas a «instrução». Porquê? Por duas razões que me parecem fundamentais: 1. A destruição (mais ou menos intencional) da família; 2. O imediatismo consumista, exibicionista e hedonista que tomou conta dos objectivos dos actuais cidadãos do mundo.

E é este ser -  que vagueia pelas selvas urbanas e que as televisões exibem doentiamente que só aceita direitos rejeitando as obrigações - que vem pondo filhos no mundo. Estes, pois, os que têm que ser educados e não apenas instruídos. Por muito que nos cuate, temos que admitir que a missão é a de transformar «bichos» mais ou menos bárbaros em cidadãos responsáveis. Por isto, os Ministérios passaram a ser da Educação e não mais da Instrução. Eis por que ao pessoal docente e não docente se tem de pedir que sejam domadores de feras e, em paralelo, que sejam exemplos de civismo, de ética e de moral. Oxalá que sobre tempo para ministrar os programas curriculares.

Assim respondo à pergunta de Schiller por que é que ainda somos uns bárbaros.

Sem pretensões de esgotar o tema, avanço com mais um mote para reflexão: - Bárbaro é todo aquele que ignora o Decálogo.

Continuemos…

Henrique Salles da Fonseca

ESTÁ ESCRITO! (??) - 1

Hoje, começo por afirmar que é real a dicotomia entre a predestinação e o livre arbítrio. E essa dicotomia faz-se sentir no distanciamento das Civilizações por via das respectivas filosofias predominantes a que, assentes em dogmas, chamamos religiões. Claro está que me estou a referir a dogma como matéria indiscutível de fé.

Poderá não ter sido sempre assim, mas actualmente, o Cristianismo católico romano e o luterano tèm o livre arbítrio como elemento fundamental da liberdade decisória da pessoa enquanto o islamismo toma a predestinação como algo contra que o homem nada pode fazer.Destas duas posições resulta a maior dignificação e responsabilização do cristão e a subordinação ao do islamita à dura «sorte» que lhe calhou nesta vida.

Eis mais uma razão a justificar o progresso das sociedades de génese cristã – em especial, a católica romana e a luterana – e o «medievalisn«mo» islâmico, sobretudo o sunita.

Não estou com isto a querer lavar a História; estou apenas a referir-me ao que se passa actualmente (e, por isso mesmo, este texto vai datado).

E, a propósito de «hpje», o que terá o Patriarca de Moscovo a dizer sobre o livre arbítrio dos seus fiéis?

Lisboa, 3 de Abril de 2022

SILOGISMANDO...

Pensar é acto absoluto; saber é relativo.

Como animal amestrado, pode-se saber sem ter pensado; ser pensante pode saber muito ou pouco mas não pode prescindir de um sistema de raciocínio mais ou menos sofisticado mas sempre implicando uma (alguma) lógica.

O que não se basear nalgum sistema lógico é ilógico e, como tal, absurdo. Absurdo no âmbito de um determinado sistema de lógica mas, eventualmente, não noutro sistema porque a lógica não é não é absoluta senão no sistema em que se integra. É, pois, relativa.

Tudo, matéria interessante, sem dúvida que exige reflexão, que exige algum esforço de raciocínio dentro de algum sistema de lógica, de identificação de conceitos absolutos e de outros apenas relativos. Um esforço de síntese, de concentração.

Nós, ocidentais, estamos de tal modo formatados na Civilização Aristotélica que não concebemos outros sistemas de raciocínio mas, na verdade, eles existem. Basta lembrarmo-nos de todas as Civilizações não-Aristotélicas. Diferenças essas de sistemas lógicos que podem gerar conflitos.

A nossa busca da fronteira entre o relativo e o absoluto assemelha-se muito à abstração das particularidades, à pureza de conceitos e requere concentração e, até, isolamento – mas, de preferência, sem os exageros da clausura nem dos anacoretas. E não será tão pouco conveniente tentar alcançar o nirvana, essa forma utópica de nihilismo mental, exactamente porque é o oposto do que pretendemos, o pensamento superlativo. Pelo contrário, exige uma presença total, um uso pleno das capacidades mentais da pessoa estatisticamente normal, igual aos demais mas sem nada que a distraia.

Então, silogismando, se o progresso da Humanidade se consegue com a pureza do raciocínio cuja formulação exige concentração, por que gostamos tanto de música, essa arte que nos distrai do sentido maior do pensamento?

Porque o belo, nas suas formas lúdicas, dá prazer aos sentidos e deve dar sentido honesto aos prazeres e também porque nem só de pão vive o homem.

Novembro de 2021

NIETZSCHE E O NAZISMO

«O nihilismo alemão deseja destruir a civilização moderna porque esta tem um significado moral.»

Leo Strauss  (1899, Alemanha – 1973, EUA)

In «Nihilisme et politique», Éditions Payot & Rivages, 2004, pág. 36

* * *

No tempo, localizo a afirmação supra num ensaio que o Autor escreveu em 1941.

Assim sendo, o alvo do nihilismo alemão foi a moral e a vítima foi a civilização moderna.

Tendo o nihilismo alemão como parte da deturpação nazi da filosofia nietzschiana e por civilização moderna como a que foi prejudicada pela prática nazi, fácil é concluir que o nazismo era intrinsecamente imoral (se não mesmo amoral), característica esta em que se enquadrou a intencional deturpação de diversos conceitos de Friedrich Nietzsche (1844-1900).

Desta deturpação foi igualmente vítima o conceito de «Übermensh», o indivíduo mais culto, justo e honesto que os nazis transformaram em atlético, belo, patriota e bravo, o super homem que representava a superioridade da raça alemã.

1ª CONCLUSÃO – Nietzsche não foi inspirador do nazismo mas sim sua vítima.

* * *

Momento histórico – a patrocinadora da deturpação foi elisabeth Foster-Nietzsche (1846-1935), a irmã de Friedrich Nietzsche que lhe sobreviveu longos 35 anos, ela, sim, nazi (a cujo velório compareceu Hitler). Quando começou a ascensão nazi já o filósofo era há muito tempo defunto.

2ª CONCLUSÃO  - Os teólogos de todas as religiões podem não gostar (e não gostam, mesmo!) de Nietzsche por causa da sua célebre frase «Deus está morto» (in «A Gaia Ciência») e, naturalmente, por causa de toda a filosofia envolvente dessa frase mas os historiadores e outros amigos da verdade têm que desligar definitivamente Nietzsche do nazismo, aberração que ele nunca conheceu.

Outubro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

O SENTIDO DA VIDA

Esqueçamos as transcendências e admitamos que a vida é só esta em que nos encontramos.

Então, que sentido faz tirar a vida seja a quem for? A resposta só pode ser uma: nenhum!

Não temos o direito de tirar aquilo que não demos. E, mesmo assim, também não temos o direito de tirar a vida a quem a demos, os nossos filhos. Porquê? Porque, ao existirem, passaram a ter vida própria e deixaram de ser nossos, no sentido de que deles podemos dispor. Não podemos! E não podemos porque também isso seria contrário ao desígnio fundamental da preservação da espécie, à tranquilidade do ânimo de quem entretanto tem vida própria e sente.

Nem sequer é necessário apelar à semelhança com a imagem de Deus, basta ver que o ser criado sente e que esse sentimento tem que ser considerado supremo na escala da intimidade, da delicadeza íntima e da nossa compaixão para com o próximo, esse sobre que temos – ou não – o poder de vida ou de morte.

A morte faz parte da vida? Não! A morte é definitivamente um absurdo da vida.

Mas resta a convicção de que há uma outra dimensão para além da morte física. Todos queremos acreditar nisso e todos conhecemos exemplos que o provam.

Deixemos então viver e vivamos em compaixão, esse grande sentimento da vida.

Henrique Salles da Fonseca

EM BUSCA DA VERDADE

Quem trabalha para além da superfície das coisas, embora possa enganar-se, limpa o caminho para os outros e pode até fazer com que os seus erros sirvam a causa da verdade.

Edmund Burke

In «Uma Investigação Filosófica Acerca da Origem das Nossas Ideias do Sublime e do Belo», ed. EDIÇÕES 70, Setembro de 2013, pág. 73

EXTRAÍDO DA GENÉTICA

DÚVIDA MENDELIÁNA-DARWINIANA - cono se pode ser normal quando (no dizer dos talibãs) se é filho de um ser inferior, a mulher?
CONCLUSÃO - Não se verificando uma degradação da  espécie humana (pelo contrário) se conclui que a mulher NÃO é inferior e que o pensamento dos mulahs é apenas misógino.
 
 

A FÉ E A RAZÃO

Desta vez, dedico-me a matéria de grande elevação e recorro a pensadores que me merecem todo o respeito.

Começo por colocar a tónica na formação racionalista como fundamental para a tomada de consciência e para o reconhecimento dos limites da liberdade, ou da autenticidade do sentido de democracia.

Cito Karl Popper a págs. 32 da sua autobiografia intelectual, «BUSCA INACABADA» (edição ESFERA DO CAOS, 1ª edição, Fevereiro de 2008) em que ele afirma que “a teologia (...) é devida à falta de fé”, conceito com que concordo plenamente pois quem tem fé não precisa de explicações e a quem a não tem, pode não haver explicações que bastem. Foi para estes últimos que a Teologia foi edificada.

Compreendo perfeitamente que D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, faça prevalecer o “espiritualismo apoiado nos valores transcendentais” precisamente por ser homem de fé; eu não sou Cardeal.

Mas a Igreja há muito que se fez evoluir por caminhos complementares ao da fé com vista à ultrapassagem de erros históricos (os episódios de Galileu e de Darwin) e de resposta a movimentos políticos e sociais tão significativos como a Revolução Francesa e o cenário social da revolução industrial. Não era mais possível manter a nostalgia duma cristandade assente apenas no poder da fé; havia que atrair os adeptos da razão, atracção que não repudio liminarmente.

Foi também nesta senda complementar à da fé que se reuniu em Roma nos anos de 1869-70 o Concílio Vaticano I que foi abruptamente interrompido com a invasão do que restava dos Estados Papais pelas forças de Garibaldi. Contudo, tiveram ainda os Padres conciliares tempo para aprovarem um documento de tal modo importante que obteve a classificação mais elevada dos produzidos pela Igreja, uma Constituição. Mais: obteve a classificação de Constituição Dogmática. Recebeu o título Dei Filius a partir das primeiras palavras do seu texto “O Filho de Deus e redentor...”

A ideia central e fundamental do documento diz que há duas possibilidades de conhecimento: a razão natural e a fé divina. Mais diz que estas duas ordens do conhecimento são distintas não só no seu princípio como também no seu objecto, onde fica claro que sem fé a razão não consegue alcançar os mistérios escondidos de Deus e “jamais poderá haver verdadeira desarmonia entre a fé e a razão porque o mesmo Deus que revela os mistérios e comunica a fé, também colocou no espírito humano a luz da razão”.

E foi por caminhos assim que a Igreja evoluiu... e o Papa João Paulo II pediu desculpas pelo erro cometido contra Galileu referindo em 1998 na sua encíclica Fides et Ratio que “O homem encontra-se num caminho de busca humanamente infindável”.

Concluindo, regresso a Karl Popper quando ele afirma que na sucessão contínua de tentativa-erro-correcção-tentativa-erro-correcção-tentativa... do método científico, a verdade é um ponto no infinito.

Como muito provavelmente terá dito Santo Anselmo na formulação das premissas racionais que levaram à construção do seu argumento ontológico e antecederam a publicação do seu Prologion, “Haja Deus!”

 

 

 Henrique Salles da Fonseca

 

BIBLIOGRAFIA

Nuno Santos – Fé e Razão, um mútuo reconhecimento desde o Concílio Vaticano I – Dei Filius, BROTÉRIA, Fevereiro de 2013, pág. 125 e seg.

 

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