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A bem da Nação

APRENDER A PENSAR

 

 

Diz-se que é a Filosofia que nos ensina a pensar…

 

Diz-se tanta coisa que alguma há-de ser verdade mas desta, duvido.

 

Porquê?

 

Porque a Filosofia que por aí se ensina pouco mais é do que a história do que uns quantos pensaram e quase nada nos é dito sobre a estrutura do raciocínio.

 

Fala-se de Lógica e de outros temas mas pouco mais fazem do que citá-los e dizer o que Fulano e Beltrano disseram.

 

Sim, Filosofia é o estudo das questões gerais da existência humana, da essência do conhecimento, da verdade, da moral e da ética, da mente, do Universo. Mas quem ensina, nada adianta; limita-se a citar o que outros escreveram depois de terem pensado.

 

Portanto, as cadeiras de Filosofia deveriam mudar de nome para História do Pensamento.

 Aristóteles.jpg

Uma excepção a esta minha opinião: Aristóteles e os silogismos de que se fala abundantemente e com exemplos inventados no momento.

 

Então, o que tenho para dizer é que é com a Matemática mais ou menos elementar ou mais ou menos transcendente que se aprende a pensar.

 

Sim, tudo começa com a álgebra e com os conjuntos no ensino primário, com as equações e seus sistemas no secundário e com as funções no superior. A partir daqui, tudo pode ser simplificado ou complicado mas os conceitos básicos são aqueles que referi e são esses que nos ensinam a pensar.

 

E se se souber pensar, sabe-se escrever; se se sabe escrever, sabe-se comunicar; se se sabe comunicar, pode-se ser útil ao próximo. Caso contrário, é-se apenas um consumidor de oxigénio, um parasita.

 

A Matemática é o anonimato das variáveis e suas conexões através de modelos baseados na lógica. A lógica é o cerne da estrutura do raciocínio porque a definição das conexões entre as diferentes variáveis exige que se conheçam os relacionamentos, estes exigem o conhecimento da essência de cada elemento e a dissecação dessas essências só pode ser feita com base em definições exactas. Só as definições exactas facultam um raciocínio límpido, só com elementos inequívocos se pode pensar.

 

Portanto, é a Matemática que nos ensina a pensar, não a «História do Pensamento» a que há quem chame Filosofia.

 

Sugestões de pé de página: com a Matemática, aprenda a construir equações e vai ver que aprende facilmente a dividir as orações nas frases que constrói; não comece a escrever se não souber o fim da narrativa.

 

Maio de 2018

Fonte dos leões-Heráklion.JPG

 Henrique Salles da Fonseca

QUAESTIO IN SEMPITERNUM

Raymond Aron.jpg

Hoje cito Raymond Aron nas suas «Memórias»[1] quando afirma que «só os filósofos pensam antes de terem estudado».

 

Ou seja, todos os demais começam por estudar e só depois é que pensam como se as dúvidas e as ideias lhes faltassem antes de aprenderem com os anciãos.

 

Será?

 

Duvido que Leonardo da Vinci, Galileu, Newton, Pascal, Einstein ou Stephen Hawking concordassem.

 

Por exemplo, quando ainda criança, Pascal foi posto de castigo no sótão da casa do pai por causa de qualquer coisa que não ficou para a História. Só que, quando foi libertado, a família constatou que o pequeno tinha escrevinhado as paredes com «coisas» inéditas. Chamados decifradores, concluiu-se que era aquela que viria a ficar conhecida como a Teoria das Secções Cónicas.

 

Mas isto sou eu a pensar mesmo antes de estudar… até porque todos os citados são daqueles a quem já não temos como lhes perguntar e, portanto, est ergo quaestio in sempiternum

 

Venha quem prove o contrário.

 

Maio de 2018

Hidra 3.jpg

 Henrique Salles da Fonseca

 

[1] - Pág. 25 da 1ª edição de GUERRA & PAZ, Fevereiro de 2018

MARXISMO

 

Karl Marx.png

 

INVIDIA

 

Fez há pouco (5 de Maio) 200 anos que Karl Marx nasceu. O marxismo é muito mais recente mas a inveja é muito mais antiga.

 

Uma das tónicas mais badaladas da filosofia marxista tem a ver com a apropriação patronal da mais valia do trabalho. Os marxistas infernizam esta apropriação e afirmam que os patrões roubam os trabalhadores pois não os remuneram pelo valor total do contributo laboral. Mais: quando os ganhos de produtividade são obtidos à custa de equipamentos, os marxistas também querem ser pagos por esses ganhos; e, de preferência, querem os ganhos todos.

 

Ora, se os empresários não obtiverem receitas superiores ao custo dos factores de produção, deixam de ter saldos positivos na exploração do negócio a que deitaram mãos e ficam privados da poupança cuja mobilização (total ou parcial) assegura o investimento futuro. Ou seja, só há investimento quando, antes, houve lucros; dos prejuízos não resultam verbas que financiem o investimento.

 

Só com investimento é que há progresso, só com lucros é que há investimento. Mas os marxistas insistem em querer o bolo todo.

 

O colapso dos regimes comunistas europeus resultou também, se não sobretudo, desta falácia marxista, já para não referir esse crime contra a Humanidade que é a apologia da ditadura. Neste caso, a do proletariado. Mas isto é tudo o mesmo e já os romanos lhe chamavam «vetus invidia», a velha inveja.

 

Maio de 2018

Sidney 1.jpg

Henrique Salles da Fonseca

VIVER OU TRABALHAR?

Formiga e cigarra.jpg

 

PRIMEIRO ARGUMENTO

 

Calvino sacralizou o trabalho ao afirmar que só pelo trabalho se agrada a Deus. Trata-se de matéria de fé e, portanto, não se discute. Ou se crê e se é calvinista ou não se acredita no dogma assim definido e não se é calvinista.

 

Não muito depois (ou quase em simultâneo), foi Lutero que transformou este dogma em norma social com vista ao contributo para o bem comum. Ou seja, trabalhar muito e trabalhar mal, é uma desgraça social; não é a quantidade de trabalho que interessa mas sim a qualidade do trabalho a favor do bem comum. Mas esta orientação luterana não é um dogma, é uma norma ética.

 

Muito bem, daqui resulta que tanto calvinistas como luteranos vivem para trabalhar.

 

SEGUNDO ARGUMENTO

 

O luterano é directamente responsável perante Deus, não tem a intermediação sacerdotal (católica) proporcionada pela confissão. Mais: não paga bulas por putativa absolvição.

 

Sentido de responsabilidade que dá ao crente luterano a assumpção plena da missão sagrada de agradar a Deus e de tranquilizar a sua própria consciência, nomeadamente pelo contributo a favor do bem comum. Sim, a salvação consegue-se pelo agrado de Deus que se alcança pela fé e só pela fé, não pelas obras mundanas que o pecador faça para remissão dos pecados mas trabalhar para o bem comum ajuda à realização plena do luterano. Pecas? Não há quem te valha, estás perdido. Porta-te bem e não te esqueças de contribuir para o bem da sociedade em que te integras.

 

TERCEIRO ARGUMENTO

 

Já os gregos antigos se referiam ao mau feitio dos hiperbóreos, esses que viviam para lá das neves eternas…

 

Os rigores da invernia sugerem a clausura e desincentivam os folguedos, facilitam a introspecção e o estudo, não induzem a chalaça nem a leviandade; pelo contrário, a bonomia tem vida fácil nos climas amenos, nas idas à praia, na dança e noutras manifestações mais ou menos lúdicas e alacres.

Ou seja, o clima é importante na definição dos regimes de vida das populações.

 

* * *

 

Tudo aponta, pois, para que os povos setentrionais enriqueçam em resultado do que produzem e vendem e que os meridionais empobreçam em resultado do que não produzem mas consomem.

 

Numa sociedade que produz, o consumo pode ser motor de desenvolvimento porque aumenta os mercados dos produtos produzidos; numa sociedade que pouco (ou nada) produz, o consumo é um incentivador das importações, do endividamento externo, da falência.

 

* * *

 

E tanta conversa para quê, se nos teria bastado contar a fábula da cigarra e da formiga? É que, contado assim, tem fundamento filosófico.

 

Maio de 2018

 

Sidney 1.jpg

 Henrique Salles da Fonseca

FILOSOFANDO…

 

 

Quem trabalha para além da superfície das coisas, embora possa enganar-se, limpa o caminho para os outros e pode até fazer com que os seus erros sirvam a causa da verdade.

 

Edmund Burke

In «Uma Investigação Filosófica Acerca da Origem das Nossas Ideias do Sublime e do Belo», ed. EDIÇÕES 70, Setembro de 2013, pág. 73

O SENTIDO DA VIDA

VIDA SIMPLES.jpg

 

Esqueçamos as transcendências e admitamos (por absurdo) que a vida é só esta em que nos encontramos.

 

Então, que sentido faz tirar a vida seja a quem for? A resposta só pode ser uma: nenhum!

 

Não temos o direito de tirar aquilo que não demos. E, mesmo assim, também não temos o direito de tirar a vida a quem a demos, os nossos filhos. Porquê? Porque, ao existirem, passaram a ter vida própria e deixaram de ser nossos, no sentido de que deles podemos dispor. Não podemos! E não podemos porque também isso seria contrário ao desígnio fundamental da preservação da espécie, à tranquilidade do ânimo de quem entretanto tem vida própria e sente.

 

Nem sequer é necessário apelar à semelhança com a imagem de Deus, basta ver que o ser criado sente e que esse sentimento tem que ser considerado supremo na escala da intimidade, da delicadeza íntima e da nossa compaixão para com o próximo, esse sobre que temos – ou não – o poder de vida ou de morte.

 

A morte faz parte da vida? Não! A morte é definitivamente um absurdo.

 

Mas resta a convicção de que há uma outra dimensão para além da morte física. Todos queremos acreditar nisso e todos conhecemos exemplos que o provam.

 

Deixemos então viver e vivamos em compaixão, esse grande sentimento da vida.

 

Ámen!

 

Março de 2018

Henrique Salles da Fonseca

Henrique Salles da Fonseca

TODOS IGUAIS

 

MEMENTO HOMINE QUIA PULVIS ES ET IN PULVIS REVERTERIS

 

Hoje deu-me para o latim.

 

A quem esteja esquecido, recordo que a expressão do título significa «lembra-te homem que és pó e em pó te transformarás».

 

E há outros conceitos que chamam o homem à humildade.

 

Por ordem cronológica, os judeus usam o quipá, os católicos o solidéu e os muçulmanos o cofió.

 

kippah.jpg

Quipá judeu

Solidéu papal.png

Solidéu papal em dia de vento

cofió.jpg

 Cofió muçulmano

 

E, afinal, todos têm o mesmo significado: «lembra-te homem que acabas aqui porque daqui para cima é o reino de Deus».

 

Mas, mesmo assim, o mundo entrega-se à «Vanitas vanitatum et omnia vanitas» que, traduzido por miúdos, dá «Vaidade das vaidades e tudo é vaidade».

 

Março de 2018

Barranco, Lima, Peru, 12 de Outubro de 2017.jpg

 Henrique Salles da Fonseca

TEOLOGIA, DA MINHA - 16

 

 

Não eleves a fé até à altura do vôo dos pássaros e não rastejarás depois como os vermes.

John Steinbeck.jpg John Steinbeck, in «As vinhas da ira» (pág. 110 - LIVROS DO BRASIL, edição de Novembro de 2014)

 

 

Por cá, dizemos «fia-te na Virgem e não corras, logo verás o trambolhão que dás». Ou seja, o livre arbítrio é determinante no rumo das nossas vidas, o determinismo não faz sentido. Temos sorte na vida se a soubermos «levar direitinha»; com muitas probabilidades, o azar bate-nos à porta se não procurarmos acertar, se pusermos o pé em ramo verde, não pusermos as barbas de molho.

 

O anjo da guarda só actua se nós não abusarmos da sorte, se agirmos dentro da sociabilidade, enfim, se seguirmos o Decálogo com um mínimo de respeito; ele, o anjo da guarda, age contra agressões externas, não contra o mal que façamos a nós próprios tanto por actos como por omissões.

 

No que respeita à saúde, convém passarmos pelo médico antes que este já nada saiba fazer e quando isto suceder, então e só então, é que devemos procurar a ajuda sobrenatural.

 

Fomos dotados duma capacidade estaminal de raciocínio que nos tem permitido grandes progressos científicos. A própria capacidade de raciocínio, a inteligência, tem evoluído muito ao longo dos milhares de anos que a humanidade já conta e, portanto, afrontaremos quem nos dotou dessa capacidade estaminal se não recorrermos aos conhecimentos adquiridos e se não nos deixarmos tratar por quem utilize a medicina em conformidade com a ética.

 

Curámo-nos da maleita que nos incomodava? Óptimo! Isso foi porque nos deram a injecção certa, nos submeteram à cirurgia conveniente, nos fizeram a transfusão de que estávamos necessitados. Deixemos o «queira Deus» para quando o homem já não souber actuar. Então, sim, entreguemo-nos ao Altíssimo.

 

Janeiro de 2018

Fonte da Telha-27NOV16 (barco museu).jpg

Henrique Salles da Fonseca

TEOLOGIA, DA MINHA – 15

gente_normal.jpg

 

Santos - refiro-os no masculino apenas por uma questão de simplificação da escrita mas é para mim claro que o feminino se lhe aplica em perfeita igualdade.

 

Sei de Santos em várias religiões – na hindu, na budista, na católica e na muçulmana. Nas outras, não sei se os há.

 

E o que é um Santo? Objectivamente, é alguém a quem os fiéis pedem bênçãos por intermediação com a Divindade Suprema. E serão mesmo “muito bonzinhos” como diz a crença popular? Tenho as minhas sérias dúvidas de que tenham obrigatoriamente que o ser. Não podem é ser maus porque, se o forem, não serão aceites como intermediários credíveis entre Deus e o humano pecador (mas não obrigatoriamente pecaminoso).

 

Como se pode, então, ser intermediário entre Deus e os homens? Tenho como condição essencial, a de ser aceite por ambas as partes, Deus e homens, sem o que não se estabelece a imprescindível ligação. E só uma grande finura espiritual pode alcançar o misticismo necessário à aproximação da Divindade Suprema - o Ser Supremo budista, Brahma hindu, Allah muçulmano, o Deus cristão - e em nome dos homens obter a dádiva por estes pedida. Tudo, no singular ou no plural, no masculino ou no feminino.

 

Esta aproximação e intermediação pode ser feita em vida do Santo, antes do reconhecimento canónico por parte das respectivas Igrejas; o Santo pode sê-lo antes da canonização uma vez que esta é apenas o reconhecimento oficial (canónico) pelos homens das capacidades sobrenaturais do Santo, do seu misticismo. Mas o Santo é-o independentemente de ser ou não reconhecido pelos homens.

 

Daqui, dá para imaginarmos quantos Santos por aí andam ou andaram que ninguém conhece nem reconhece…

 

Os Santos são-no por si próprios, não pelo reconhecimento humano e com ou sem parusia.

 

Janeiro de 2018

Henrique-Ushuaia, MAR12.jpg

 Henrique Salles da Fonseca

TEOLOGIA, DA MINHA – 14

 

 

Tenho os anjos como os mensageiros da verdade.

 

Então, o que são anjos e o que é a verdade?

 

Citam os antigos quatro seres da esfera espiritual: anjos, arcanjos, querubins e serafins.

 

Os anjos são citados como mensageiros e executores da ordem divina, espíritos que servem a Deus e aos humanos. Em alguns textos cristãos, os anjos são descritos com características semelhantes às humanas.

 

O arcanjo é uma espécie de “Anjo-chefe” e exerce uma posição de destaque na esfera espiritual. Por exemplo, São Miguel Arcanjo, o protector de Portugal, é uma figura mística que não corresponde a alguém que tenha vivido na Terra e que historicamente resulta da cristianização do deus romano Zéfiro que, por sua vez, tinha sido a romanização de Endovélico, o deus dos lusitanos.

Santuário de Endovélico-rocha-da-mina.jpg

Santuário de Endovélico – Rocha da Mina

 

Quanto aos querubins e aos serafins, parecem-me fruto de imaginações muito elásticas e, portanto, não os levo em consideração. Não creio que tenha sido algum destes que me tenha chamado.

 

E o que é a verdade? A verdade da nossa vida, sendo o contrário do erro, é revelada pelo sentido protegido da vida individual terrena, a que levamos. Nada a ver com qualquer predestinação definida superiormente, apenas com a «boa gestão» de um processo em que o livre arbítrio desempenha um papel central; um sentido místico que nos protege não nos deixando cair em tentações, nos dá sinais que nem sempre percebemos e, portanto, não seguimos; a que subjaz a uma orientação que nos é concretamente sugerida pelo tão esquecido Decálogo.

 

Tudo, para além da mera ordem cognitiva metafísica; tudo, na ordem da fruição mística, do superlativo intelectual.

 

Janeiro de 2018

 

De Denang para Hué.JPG

 Henrique Salles da Fonseca

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