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A bem da Nação

POSTAIS ILUSTRADOS XXXII

 

 
 
Raphanus Raphanistrum
 

“O Pai ama o Filho e tem entregue todas as coisas na sua mão” João, 3:35

 
 
Não sou botânico, mas hoje venho abordar o tema de plantas e flores, mais concretamente, venho falar-vos do dito cujo raphanus raphanistrum que significa rábano silvestre ou selvagem. Faz parte da família das crucíferas (o nome não condiz) porque este de que vos falo não se dá bem com as cruzes. Cresce sem cultura em quase todo o Portugal, mas faz parte mais intensa da flora da Serra da Adiça. Esta Serra fica convenientemente próxima da fronteira espanhola. (O raphanus emigrou para Espanha por causa de lhe meterem um livro no Index nacional e cortarem-lhe o almejado subsídiozito). A Serra caracteriza-se pelas suaves lombas avermelhadas e esta planta, herbácea de ADN, é de um vermelho doentio, mas aparece muitas vezes com cores rosáceas. As lombas da Serra estão cobertas de oliveiras e vejam a coincidência, Jesus Cristo partiu do Monte das Oliveiras para a cruz. Mas este raphanus raphanistrum escreve sobre Jesus da mesma forma como vive do húmus da terra, rasteiro, colado ao solo, para melhor sugar e viver. Só ataca quem garantidamente lhe oferece a outra face. Não vá o diabo lembrar-se e arranjar-lhe uma caldeirada salmon rushdiana e acontecer-lhe o mesmo que a Jesus: a morte. O Raphanus raphanistrum traduz-se do latim como o rábano dos rábanos, i.e., o only one. O especial. Para terminar. Se for ao dicionário Houaïss e procurar o significado de saramago lá encontra a classificação botânica latina raphanus raphanistrum, mas, explorando a enciclopédia luso-brasileira, lá encontraremos: “gracioso de comédias, personagem burlesco em certas farsas, tipo lacaio”. E aparece na botânica brasileira a espécie de água, como planta crucífera brasileira chamada rábano bastardo. E concluo por aqui o meu estudo, pois acho que já gastei o meu latim...
 
 Luís Santiago

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