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A bem da Nação

RACIONALIDADE E EMOÇÃO

«É a emoção que une as pessoas, não o pensamento, porque não existe um pensamento igual a outro. Além disso, pessoas com pensamentos desiguais e até díspares podem unir-se por emoção e sentimento porque vêm juntos. A natureza humana tem sido assim desde os tempos imemoriais, precisamente por causa da nossa condição natural; mas as ideologias modernas fazem o possível para destruir isso.»

(recebido por WhatsApp, original em castelhano, Autor não identificado)

* * *

Nesta conformidade, eu acho que…

… entre racionalidade e emoção não há uma porta estanque e nem uma pessoa é exclusivamente uma coisa ou outra. Tudo tem a ver com a Cultura do agregado social e com o nível intelectual do indivíduo.

Um escandinavo é mais sóbrio e racional do que um mediterrânico que é tipicamente emotivo. Uma pessoa de alta classificação intelectual tende a ser mais abrangente, a considerar mais parâmetros, a reagir mais racionalmente do que um analfabeto a quem pouco mais resta do que a emoção.

Contudo, foram a Grécia e a Itália a gerar os fundamentos da Civilização Ocidental enquanto dos «frios racionais» tivemos o telemóvel e pouco mais.

Mais acho que as ideologias modernas só destroem o que nós deixarmos que seja destruído mas não podemos nem queremos cristalizar num modelo ortorrômbico saído da Idade da Pedra, há que continuar a pensar distinguindo o trigo do joio.

Fevereiro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

VÔO 2021

Senhores passageiros:

Em nome do Comandante Fonseca e da sua equipa, dou-vos as boas vindas a bordo do nosso Airbus A400 «Esperança» com destino a El Dorado. O nosso vôo durará 12 meses e, apesar do bom tempo previsto na rota sobre os Oceanos Fé, Esperança e Caridade, queiram apertar os cintos de segurança. Agradecemos a colaboração que deram ao apelo do nosso Comandante deixando todos os rancores e agruras no caixote do lixo da sala de embarque e de só terem trazido bagagens constituídas apenas por recordações agradáveis e projectos frutuosos. Ao longo da nossa rota, faremos escalas técnicas para o reabastecimento de saúde, compaixão, harmonia, bem-estar e alegria. Durante a nossa viagem, serviremos refeições variadas mas todas constituídas por entradas à base de paz, os pratos principais são todos confecionados com ingredientes à base de amizade, as saladas serão compostas por uma grande variedade de humor, as sobremesas serão à base de prosperidade e as bebidas, com ou sem álcool, serão todas espirituosas. Antes do jantar será servido um cocktail à base de sucesso. Finalmente, recordo a proibição absoluta de passeios ao longo das asas do avião mesmo que apenas para esticar as pernas. O Comamdante Fonseca e a sua equipa desejam uma boa viagem.

! de Janeiro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

E.T. – por inspiração em texto de A. Moniz Barbosa, Director de «O Heraldo», Pangim, Goa

HISTÓRIA DE NATAL

Hoje, Natal de 2020, tenho uma pequena história para contar  aos meus netos.

No primeiro ano do curso de Economia, tive um professor de História Económica, o Padre José Vaz de Carvalho[i], jesuíta, que certa vez me perguntou formalmente se eu sabia o que é a companhia de Jesus. Atabalhoadamente, balbuciei que é a Instituição da Igreja a que ele próprio pertencia. Sim, também, respondeu ele. Mas também são o burro e a vaca no Presépio, concluiu ele. Gargalhada geral e o exame prosseguiu concluindo-se de modo positivo para o aluno, eu.

Entretanto, a estes «santos animais» eu junto os camelos dos Reis Magos que ficaram à porta do Presépio pois, sendo muito altos, não puderam entrar.

Então, se os Reis Magos chegaram a Belém vindos a pé do Oriente, eu digo que fui à terra deles e gostei muito de lá ter ido. Os Reis Magos vieram a pé, montados nos camelos, desde a terra do incenso que só se produzia num local enquanto o oiro e a mirra se podiam obter em vários locais do mundo então conhecido. Os Reis Magos eram três poderosos Senhores (Reis) que atravessaram o deserto desde o extremo sul da Arábia, aquela terra que hoje corresponde ao Sultanato do Omã e, mais concretamente, vieram de uma cidade chamada Salalá que é onde há muitas árvores do incenso e onde se localiza o túmulo de São Joaquim, o Pai de Nossa Senhora e, portanto, Avô de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Desvendado o mistério da origem dos Reis Magos, acrescentemos os camelos à lista dos «santos animais» e louvemos o Salvador do mundo.

25 de Dezembro de 2020

Henrique Salles da Fonseca

 

[i] - Sim, Caro Leitor, parente da famosa Maria Amália do Liceu de Lisboa

MÁXIMA HERÓICA

Contada pelo meu colega e amigo Elias Quadros, a máxima que subscrevo:

«Heróis não são só os que morrem pela Pátria; antes e sobretudo, heróis são os que dão oportunidade aos inimigos de morrerem pela pátria deles.».

Dixit

 

Henrique Salles da Fonseca

NIKYAS SKAPINAKIS

Português de ascendência grega, nasceu em Lisboa em 1931 e morreu ontem, 26 de Agosto de 2020, também em Lisboa.

Seria muita presunção minha vir aqui apresenta-lo – é suficientemente conhecido para que careça de apresentações e fica seguramente na Galeria da Cultura Portuguesa como o artista que procurava a essência das coisas pela pureza da pintura. A epifania das coisas através da pintura à semelhança de James Joyce e a epifania dos lugares através da escrita. A epifania joyceana e – proponho agora – a epifania skapinakiana.

Professor na década de 50 do século XX no liceu francês de Lisboa, tive-o como mestre de pintura durante um ou dois semestres. Teríamos, os meus colegas e eu, cerca de 14-15 anos mas ficou nas nossas memórias e ontem mesmo recebi alguns contactos a referirem a sua morte.

Alto, magro, dando-se naturalmente ao respeito, ensinava sobretudo as técnicas da pintura. O dom artístico não se ensina - ou se tem ou não. E da nossa classe mista não saiu nenhum Van Gogh nem nenhuma Joséfa de Óbidos. Mas todos ficámos a saber distinguir as boas pinturas das outras.

Morando na zona da Estrela, cruzávamo-nos de vez em quando e até se deu o caso de nos termos encontrado a tomar café ao balcão da «Cristal». E, cumprimentando-o, disse-lhe que fora meu professor havia então já mais de 50 anos. Obviamente, não me reconheceu mas fingiu e isso apenas confirmou que era muito civilizado.

Daqui sugiro à Câmara de Lisboa que dê o seu nome a uma rua ou parque da cidade.

A Wikipédia apresenta-o bastante bem.

27 de Agosto de 2020

Henrique Salles da Fonseca

O AVENTAL DA AVÓ

O primeiro fim do avental da avó foi proteger a roupa de baixo.

Depois... serviu como luva para tirar a panela do fogão...

Foi maravilhoso para secar as lágrimas dos netos e também para limpar

as suas caras sujas.

Do galinheiro, o avental foi usado para transportar os ovos e, às

vezes, os pintainhos.

Quando os visitantes chegavam, o avental servia para proteger as

crianças tímidas.

Quando fazia frio, à avó servia de agasalho.

Esse velho avental era um fole agitado, para avivar o lume da lareira.

Era nele que levava as batatas e a madeira seca para a cozinha.

Da horta, servia como um cesto para muitos legumes, depois de

apanhadas as ervilhas, era a vez de arrecadar nabos e couves.

E, pela chegada do Outono, usava-o para apanhar as maçãs caídas.

Quando os visitantes apareciam, inesperadamente, era surpreendente ver

quão rápido esse velho avental podia limpar o pó.

Quando era a hora da refeição, da varanda, a avó sacudia o avental e

os homens, a trabalhar no campo, sabiam, imediatamente, que  tinham

que ir para a mesa.

A avó também o usou para tirar a tarte de maçã do forno e colocá-la na

janela para arrefecer.

Passarão muitos anos, até que alguma outra invenção ou objeto possa

substituir esse velho avental da minha Avó.

 

 

Em memória das nossas avós, enviei esta história para aqueles que achei

que a apreciarão.

 

(Autor não identificado – texto traduzido e adaptado livremente de um texto, em castelhano, em «CITAS LITERÁRIAS»)

 

DA RAZÃO E DA SUA FALTA

Por vezes, é bom sermos confrontados com ideias contrárias às nossas convicções mais ou menos profundas, mais ou menos importantes. Mas esse confronto que não seja sistemático que é para não… não que? … não atirarmos com os «aparelhos» ao ar.

Assim foi que há dias alguém me enviou uma mensagem que, em resumo, dizia que o uso da máscara era um triunfo do Islão sobre o Ocidente e assim foi também que, ao ler uma biografia de Nietzshe, fiquei a saber que ele considerava perversa a exegese cristã.

Então, por ironia das circunstâncias, eu que sempre fui contra as burkas e vestimentas quejandas, dou agora por mim a pugnar pelo uso universal das máscaras e eu, que sempre fui contra a não interpretação dos textos sagrados, dou por mim agora a ter que meditar um pouco mais sobre a perversão exegética.

* * 

  1. Claro está que as burkas e suas variantes mais ou menos rigorosas são instrumentos da misoginia muçulmana destinadas a humilhar a mulher que, consideram eles, é um ser inferior. Contudo, um dos absurdos deste pensamento é o facto de os homens se estarem a classificar a si próprios como filhos de seres menores. Com a evidência de que, ao abrigo das Leis de Mendel, ao filho de um ser menor não corresponder muito provavelmente um ser superior, o destino da «raça» sucessivamente miscigenada com seres menores, não poderá ser brilhante e, pelo contrário, conduzirá à menoridade completa. Portanto, ao fim de catorze séculos dessa doutrina, das duas, uma: ou eles já estão completamente diminuídos ou a doutrina está errada – até porque as Leis de Mendel, essas sim, estão correctas. Obviamente, a ideia da inferioridade feminina é um sofisma. Quanto ao uso universal – mais ou menos temporário - da máscara, não tem qualquer objectivo de subalternização de ninguém e, pelo contrário, pretende ser uma defesa contra o vírus que por aí anda a mando dos chineses. Obviamente, o Islão nada ganhou sobre o Ocidente e quem divulgou essa ideia absurda perdeu uma boa oportunidade para estar quieto.
  1. Já quanto à exegese, temos que reconhecer que o estilo parabólico de muitos textos fundacionais de várias religiões e a própria evolução do estilo literário e da capacidade de entendimento humano, não é compatível com a mera literalidade desses textos estaminais (cujas formas literárias podem hoje ser consideradas desactualizadas para não lhes chamar primitivas), a exegese é indispensável. E se, ao longo dos séculos, essas interpretações foram sucessivamente virtuosas ou perversas, é de esperar que a inteligência do homem moderno consiga expurgar o mau e fazer a apoteose do virtuoso. Mas exegese, sempre. Portanto, o Senhor Friedrich Nietzsche não tinha razão – mas eu estou em crer que se ele tivesse conhecido o actual Sunismo, talvez também concordasse comigo no sentido de que as religiões não podem ser seguidas à letra.

Maio de 2020

Henrique Salles da Fonseca

HISTÓRIA MUITO RÁPIDA

Era um grupo duma trintena de amigos, todos ex-alunos de um importante colégio em Lisboa; todos casados ou, entretanto, viúvos com excepção de um que era Padre.

Reuniam-se a um determinado Domingto de cada mês para o almoço mas, antes, os católicos iam à Missa e os outros liam o «Diário de Notícias».

Janeiro de 2020

Henrique Salles da Fonseca

PALAVRAS CALADAS, …

 

… as que não foram ditas

ISESE.jpg

 

Nestes finais de 2019, faleceram dois professores do ISESE - Instituto Superior Económico e Social de Évora, a célula estaminal da Universidade de Évora. O primeiro tinha 94 anos e, passado cerca de um mês, faleceu o segundo com 97. Ambos, Padres jesuítas, ambos deixam saudades aos alunos.

Relativamente ao primeiro, o Padre Manuel Belo (1925-2019), não cheguei a saber da sua morte, da missa de corpo presente em Lisboa nem da do 7º dia em Évora; pedi que me informassem da missa de 30º dia mas houve extravio da comunicação. Em relação ao segundo, o Padre José Vaz de Carvalho (1922-2019), assisti à missa de corpo presente mas quando foi de os ex-alunos dizerem umas palavras, não me apercebi imediatamente da oportunidade e foi um colega a tomar a palavra. E fê-lo muito bem.

E porque as minhas palavras ficaram caladas, digo-as agora já não como os improvisos que teriam sido nas exéquias mas sim meditadas mais serenamente.

O Padre Belo, licenciado em engenharia antes de ingressar na Companhia de Jesus, foi nosso professor das cadeiras do grupo das matemáticas, ou seja, Matemáticas Gerais e Estatísticas I e II. Ensinou-nos muitos dos malabarismos típicos dessa linguagem codificada que a uns de nós, alunos, terão servido mais do que a outros depois de termos ingressado na vida profissional. Eu ter-me-ei ficado pelo uso moderado mas consistente. Só que, inesperadamente, absorvi uma lógica matemática que me ensinou a escrever – o uso da vírgula associado à soma, a conjunção «e» à multiplicação, etc. Mas aquilo que mais me impressionou nos seus ensinamentos directos teve a ver com os conceitos de infinito e de infinitésimo dos quais parti para os argumentos ontológicos, a começar por Santo Anselmo (O mais alto que se pode imaginar) até Einstein (Alguém teve que dar a ordem para que o Big Bang acontecesse)  e daí para Pascal, etc. Eis como o Padre Belo me conduziu à religião lógica, sem pieguices nem adornada com flores de plástico.

Por tudo isto, obrigado Padre Belo!

O Padre Vaz foi nosso professor de Economia e de História Económica. De oratória sui generis, tinha, contudo, uma escrita límpida, objectiva, raramente adjectivante, sóbria, séria. Socialmente, cativava sobretudo pela sua bondade superlativa. Tinha dois tipos de sorriso: o da timidez e o do humor – mas, sim, a sua atitude normal no relacionamento social era sorridente. Os dois anos de Economia que nos ministrou basearam-se nas cadeiras homólogas de Raymond Barre e as de História em publicações também francesas a que as minhas posteriores mudanças de casa deram sumiço e já não sou capaz de identificar. Mas se não tenho o hardware, lembro-me muito bem dos temas por que passámos. Foram eles os resumos – nem sempre acríticos – do pensamento de tantas celebridades como Adam Smith, David Ricardo, Friedrich List, Marx, as escolas de Viena e de Chicago, Keynes…  Na altura – e já lá vão mais de 50 anos – o grande expoente na cena internacional do debate político- económico era o liberal Milton Friedman mas ainda estavam frescas as memórias das políticas alemãs da democracia cristã do pós guerra e assim foi que as duas margens do Atlântico norte se dividiram amistosamente. Não foi, pois, por falta de informação que nós, os alunos, optámos por caminhos de que nos viéssemos a arrepender. Desculpar-me-á o leitor a inconfidência mas, tudo visto e ponderado, optei por Ludwig Erhard.

E por tudo isto, obrigado Padre Vaz!

Mais quê?

Algo que ficou por dizer nas exéquias mas que ainda vou muito a tempo de dizer agora: que neste início das respectivas vidas eternas, intercedam por nós - os que ainda por cá ficámos – junto de Quem nos pode valer.

E assim ficam ditas as palavras que estavam caladas.

Dezembro de 2019

Dubrovnik-réveillon 2016-17 (2).jpg

Henrique Salles da Fonseca

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