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A bem da Nação

PELO TOQUE DA ALVORADA - 13

Hoje, na parada, enquanto esperava pelo toque da alvorada, os primeiros vislumbres de luz e o chilrear da passarada fizeram conjunto de tal beleza que me lembrei de que tudo aquilo – menos a obra que está a meio no prédio ao lado – só pode ser resultado de decisão sublime, divina. Vai daí, lembrei-me dos argumentos ontológicos de Stº Anselmo, de Pascal e de Einstein, lembrei-me duma jovem que secretariava um Ministro e que do Ministério seguia para a Universidade Católica onde cursava Teologia e lembrei-me também daquele cavalheiro cujo nome esqueci que se formara em Roma na Universidade Gregoriana em Filosofia Dogmática. E foi assim que dei por mim a pensar em Karl Popper quando diz que a Teologia é necessária para quem não tem fé pois que, quem a tem, não precisa dessa ciência para nada. E quanto à Filosofia Dogmática, acho que são exercícios de explicação do inexplicável. Não sei, vou estudar e depois conto.

PELO TOQUE DA ALVORADA - 12

Queres carruagens de passageiros para comboios? Tens que as mandar vir de França. Queres wagons de mercadorias para a «CP»? Tens que os importar de Espanha. Queres gruas para os portos ou para a construção civil? Tens que as mandar vir de fora porque as de fabrico nacional já morreram… e assim foi que hoje decorreu a minha alvorada. Nítida, sim, mas em tom de Sol menor. Pensei que, se eu mandasse, estaria na hora de refazer a «Sorefame», a «Metalsines», a «Mague», … estaria na hora de dar a ordem à «CP» para repor em funcionamento as suas antigas oficinas no Entroncamento e no Barreiro, estaria na hora de arregaçar as mangas e de retirar as condecorações a quem promoveu o desinvestimento industrial em Portugal.

PELO TOQUE DA ALVORADA - 11

Hoje, bem antes que o corneteiro tocasse à alvorada, pensei no conflito protocolar entre «mulher» e «esposa» que há quem queira dirimir com «Senhora». Apenas sei que também não gosto e que me mantenho fiel à mulher. Mais pensei que o agradecimento que ontem me fizeram «bem-haja» deve ter a ver com algum novo verbo ao estilo de «bem-hajar» e também por isso confirmei que me mantenho fiel ao velho, experiente, comprovado e eficaz «obrigado».

 

 

PELO TOQUE DA ALVORADA - 9

Hoje, cheguei à parada para assistir ao nascer do Sol munido de duas premissas dogmáticas:

– As religiões são a génese das civilizações;

- A cultura é a prática da respectiva civilização.

Daqui resulta que a exegese é fundamental na evolução civilizacional «et pour cause», na dinâmica cultural.

Kant e Ibn al Wahhab foram contemporâneos e determinantes nas respectivas civilizações. Al Wahhab proibiu a exegese do Corão; Kant, não.

 

PELO TOQUE DA ALVORADA - 8

A alvorada de um Sábado é tão boa como qualquer outra para me lembrar de que tanto a exegese jesuíta como a franciscana têm Deus como infinitamente bom e de perdão. Daí, o primeiro Papa jesuíta se chamar Francisco.

PELO TOQUE DA ALVORADA - 7

Actualmente, vivemos num ritmo não-contemplativo e sem contemplações, de hedonismo, egocentrismo. Este é o tempo dos agnósticos, tendencialmente amoral. Construímos um tempo sem grandes desígnios globais nem valores de bem-comum. A necessidade de facturação «oblige». Todos somos culpados de tudo. Chamam-lhe a era do pós-modernismo. Seja!

PELO TOQUE DA ALVORADA - 6

Lembrei-me hoje de que, se a CPLP padece de alguma incapacidade de entendimento que a inibe de agir nos casos que exigem prontidão, por exemplo em Cabo Delgado, então que promova a uniformização da língua gestual portuguesa nos países da sua pertença já que a surdez parece ser a sua especialidade perante as candências.

PELO TOQUE DA ALVORADA - 5

  1. pelos ideais por metro quadrado.

Foi debalde que em Leça procurei a palmeira. Pobre perdida em terra alheia, talvez mesmo devorada pelo besoiro, coitada... Quantos dos nossos, desterrados, sem meios de regresso e com sobra de miséria envergonhada andarão perdidos por essas «Leças» alheias…? E nós, instalados na sorte que nos calhou, ignoramo-los do alto da nossa indiferença e superioridade olímpica tendo o egoísmo como nossa profissão e esquecendo que esta é a casa natural de todos os que se sentem nossos.

PELO TOQUE DA ALVORADA - 4

O acordo ortográfico de 1990 contribui para abolir as ligações etimológicas da língua portuguesa privilegiando a via fónica popular e, portanto, diluindo ou mesmo apagando as variantes cultas das palavras. Assim se transformou uma língua globalmente erudita numa linguagem de boçalidade.

A famigerada política do nivelamento por baixo tão costumeira de quem se diz democrata e protector dos desvalidos mas que, na realidade, apenas chafurda na demagogia e na vulgaridade.

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