Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A bem da Nação

SE BEM ME LEMBRO...

A propósito dos ilustres comentadores televisivos que de todos os círculos e de todos os quadrados tudo sabem, lembrei-me hoje de uma historieta que o meu pai contou à mesa do jantar já lá vão cerca de sessenta anos ou mesmo mais.

Eis do que me lembro:

«Antes de emigrar para os EUA, Einstein reunia-se regularmente em Zurique com uma tertúlia de eruditos composta sobretudo por filósofos e historiadores. Todos falavam sobre as respectivas confabulações histórico-filosóficas e Einstein deixava-se ficar discretamente num canto, calado e encantado com o que ouvia.

Até que, instado a que dissesse algo, respondeu que não tinha nada de interessante nem sequer imp0ortante a dizer mas que, sendo assim tão simpáticos para o convidarem a falar, ele avisaria quando tivesse alguma coisa que merecesse ser ouvida por tão distinta assistência.

Chegado o dia que Einstein considerou apropriado, avisou o grupo e este reuniu de imediato para escutar o que há tanto tempo estava calado.

E Einstein, recorrendo
a sua encantadora simplicidade, escolheu a linguagem mais comum para que a silenciosa, atenta e reverente audiência não se enfadasse, explicou as funções matemáticas que deram origem à teoria da relatividade.

Consta que os “sábios” ouvintes não perceberam patavina da exposição mas que se convenceram de que o mundo acabava de dar uma grande reviravolta».

* * *

E hoje, com o mundo à beira de um ataque de nervos por causa do perigo do lançamento de uma bomba atómica, reconheçamos a inocência de Einstein no mau uso que outros fizeram dos seus prolegómenos nucleares.

Cheguei ao fim do presente texto sem que nenhum azougado carregasse num fatídico botão vermelho.

Deo gratias!

No extremo ferroviário oposto a Vladivostok, 22 DE Setembro de 2022

Henrique Salles da Fonseca

SOLENES ORNATOS

Este texto esteve para se intitular «Trompe l’oeil» ou   «Eppatant les innocents» mas lembrei-me de que já somos poucos os que sabemos francês e, vai daí, fiquei-me por algo   mais directo.

* * *

Então, já que o princípio não é como devia ser, vai tudo às avessas e começo pela conclusão:

Conclusão – As Divindades não se deixam enganar e mal vai quem o tente.

* * *

As vestes antigas eram de outras modas e não faria sentido que a nossa actual Primeira Dama se apresentasse num qualquer acto público vestida como a D. Urraca o faria se por cá andasse. Não faltaria quem dissesse que a solenidade se transformava numa mascarada.

Dizem as pinturas antigas que tanto homens como mulheres de elevada condição usavam aquilo a que hoje chamamos saias e o povo usava tangas.  Os sacerdotes egípcios usavam um «chapéu» alto, cilíndrico e que à frente ostentava uma cobra, o símbolo da Divindade invocada nas respectivas solenidades.

Claramente, todo o aparato vestimental tinha como propósito convencer os fiéis de que aquela pessoa assim paramentada possuía o poder de comunicar com a Divindade, o que estava vedado ao comum dos mortais. E os fiéis acreditavam nessa mediunidade.

Hoje, sabemos que essas Divindades do politeísmo eram falsas e que não podia haver mediunidade com algo que, afinal, era falso. Mas as pessoas impressionavam-se com as solenidades, a simbologia de gestos, vestes, ornatos e preces.

* * *

Nos primeiros anos deste século, morreu uma das minhas inquilinas cujo único familiar era o Patriarca de uma Igreja de rito ortodoxo a quem tive que transmitir a infausta notícia e perguntar qual o destino a dar ao recheio do apartamento. Temas bem prosaicos para um Patriarca. Fiz-me anunciar com alguns dias de antecedência para que Sua Eminência tivesse tempo de pensar em assuntos tão vulgares e no dia aprazado compareci no templo uns minutos antes da hora combinada e não me fizeram esperar: abriu-se uma porta igual a qualquer porta de casa antiga na parte alta de Alfama, em Lisboa. Depara-se-me uma sala relativamente pequena e apenas iluminada por três ou quatro velas. O suficiente para me aperceber de um vulto mediano envergando uma veste longa negra e com decorações (bordados?) doirados. Na cabeça, um gorro do feitio dos cofiós, negro e com decoração doirada. Tive alguma dificuldade em me adaptar à escuridão e foi no último instante que retive alguma manifestação de surpresa (alguma gargalhada) pelo espectáculo que inesperadamente se me deparava. Logo me imaginei num cerimonial de veneração a Amon ou Zaratustra mas contive-me e comportei-me com o respeito devido a fé alheia. Tratámos dos assuntos que lá me tinham levado, despedimo-nos cerimoniosamente e regressei ao século XXI.

* * *

Creio que o misticismo não carece de balandraus, gorros nem casulas ou tiaras. Mais creio que todo esse «décor serve apenas para impressionar (enganar) os inocentes mortais pois Deus e os Santos de altar não se deixam enganar.

Bem sei que a todo o cerimonial religioso cumpre o respeito pelas Divindades invocadas e, às gentes cumpre um formalismo igualmente respeitoso pelo que, não aceitando indumentárias desrespeitosas, também creio que os celebrantes e a assembleia de fiéis deviam trajar com formalismo da época e sem ornatos enganadores. A fé não se confunde com balandraus.

A conclusão está no quase início do presente texto.

8 de Setembro de 2022

 

« DO MEU LOROSAE" - 4

Entre a sala de jantar da Senhora Yasmin, em Constantinopla e a sala de estar do Senhor Iussuf, em Kalzedónia, à distância de um olho nu, passa a esperança dos da fome no mundo e eu pergunto-me se é sensato deixarmos que os grandes problemas mundiais dependam de um qualquer problema urbano de Istambul. E que acontecerá se, num ataque de mau feitio, o actual Pasha mandar entupir os Dardanelos ali afundando uns quantos ferro-velhos?

Sim, o cenário é de evidente fragilidade e todo aquele equilíbrio está colada com cuspo. Ou seja, tudo aquilo depende dos humores de alguns autocratas mais ou menos belicosos – e há-os por ali muito irritadiços. O cenário agrava-se substancialmente quando a frota militar russa, sedeada em Sebastopol, está também ela, afinal, encurralada num mar interior cujo acesso aos mares altos se faz por um caneiro entre a sala de jantar da Senhora Yasmin e o varandim do Senhor Iussuf. E se o Czar decide fazer aqui o que está a fazer na Ucrânia? E, já que então estará com a mão na massa, lá irão os Dardanelos e mais o se lhe opuser…

Daqui resulta a necessidade imperiosa de se alterar o cenário actual. E já que a geografia é imutável, seria da maior conveniência substituir a autocracia pela democracia sem ofender os Valores Pátrios de ninguém mas introduzindo o diálogo como instrumento de uso permanente.

E quanto ao aprovisionamento mundial de cereais, duas hipóteses se devem colocar: manutenção das actuais grandes fontes de abastecimento – Ucrânia e Rússia ou escolha de fontes alternativas.

Prevalecendo os actuais grandes fornecedores, a Rússia que continue a usar a via do caneiro de Madame Yasmin mas aos cereais ucranianos dever-se-ia criar uma via alternativa ferroviária de grande porte com destino, por exemplo, a Trieste.

Optando pela criação de fontes alternativas de abastecimento, recordemos a hipótese sahariana que acumularia as formidáveis vantagens de amenização climática e de melhoria das condições de vida de toda zona norte africana. Não será por falta de energia solar nem eólica que a ideia chumbara para a irrigação do Sahara por água dessalinizada.

E o trapézio mundial dos cereais deixaria de estar suspenso em frágeis filamentos.

E o que é isso da «ferrovia de grande porte»? Não sei exactamente mas os engenheiros devem saber. É para isso que eles são engenheiros.

Agosto de 2022

Henrique Salles da Fonseca

 

DO MEU «LOROSAE» - 3

Hoje, pouco depois do Sol despontar, a passarada calou-se de repente e eu achei estranho. Fiquei alerta a pensar que os animais têm campos auditivos diferentes dos nossos e pudessem ter ouvido ruídos telúricos anunciadores de tremores da terra. É que, aqui no litoral algarvio, houve no séc. XVII um tsunami que na zona a nascente de Tavira entrou 6 quilómetros pela terra dentro e eu, a poente da cidade, estou a muito menos dessa distância da costa.

Até que, no relvado, poisa uma pega que por ali se deixa ficar exibindo os seus belos azul quase preto e branco até concluir – digo eu – que por ali não havia láparos ou répteis que lhe servissem à goela. Qual Tupolev de Putin a dizer que vai onde lhe apetece e que não teme nada nem ninguém. E a passarada, sabendo que não há quem a defenda, encolhe-se e fecha o bico tentando passar despercebida.

Deixando-nos de parábolas, não esqueçamos que a putativa chegada de um Tupolev será seguramente saudada por lenços escarlates nas mãos dos russófilos seus amigos que optam pela suserania do Czar por cima da nossa soberania. Antes, tinham um ideal por que davam a vida; agora, caído o ideal, revelam-se apenas aquilo que sempre foram: adeptos do inimigo. Foi Camões que disse que «também entre os portugueses, traidores houve algumas vezes».

  • Mais do que bradarmos pelos nossos Valores Pátrios, vale pensar na fronteira que nos separa do Tupolev e de tudo o que ele representa:
  • Nós temos a liberdade como um Valor superlativo e um conceito unicitários; eles falam nas «mais amplas liberdades» significando um conceito fraccionável e um valar condicionado aos ditames do Poder;
  • Nós temos a democracia como o sistema político em que todos os cidadãos são chamados a opinar livremente; eles têm a democracia como a situação alcançada pelo despojamento total dos cidadãos de todos os bens materiais nivelando por baixo uma falsa equidade;
  • Nós consideramos que ao Estado cumpre servir os cidadãos; eles consideram que ao cidadão cumpre servir o Estado;
  • Nós temos a vida humana como inviolável; eles têm as pessoas como instrumentos descartáveis…

A nossa Civilização assenta em raciocínios livremente concebidos numa estrutura de exploração especulativa-dedutiva-conclusiva; a deles assenta no determinismo conclusivo. Nós pensamos e agimos munidos do livre arbítrio; eles agem conforme as deliberações unânimes do Poder Central.

Mais do que os emotivos Valores Pátrios de cada Nação, esta é a fria fronteira que os adeptos do Tupolev constantemente violam na Ucrânia.

Mais do que um país, é uma Civilização que está em vias de ser desafiada de morte. Para nosso azar, a nossa.

7 de Agosto de 2022

Henrique Salles da Fonseca

DO MEU «LOROSAE» - 2

 

SERÁ ESTE UM DIA SEM DATA?

«Loromonu» é como em tétum se diz «Sol poente» e é a essa hora que a grande árvore se enche da chilreada da passarada que recolhe a ninhos. O júbilo por um dia bem passado e, para eles, pássaros, sem data.

Mas, para nós, gentes, teve data, sim. Foi o dia em que Putin deixou sair 80 mil toneladas de cereais dos 50 milhões (informação do telejornal da TVI em 5 de Agosto de 2022) retidos nos portos ucranianos. A manter-se este ritmo, o escoamento total demorará 625 dias, não contando com as novas colheitas que se acumularão. Entretanto, o mundo esfomeado mendiga que Putin deixe passar mais cereais. Enquanto esta distribuição de migalhas vai acontecendo, o resto do mundo (leia-se a NATO) não se mexe para não perturbar o processo de escoamento e a Rússia vai retalhando a Ucrânia.

E a pergunta é: - Será que este é um cenário admissível?

Resposta: - Não, este não é um cenário admissível.

Na imprescindível mudança de cenário, a última coisa que seria necessária era a viagem de Pelosi a Taiwan. Já nos bastava uma frente de batalha, não precisamos de mais nenhuma.

Sim, este dia tem data, a que assinala a chegada da mostarda ao nariz do mundo livre e em que se corre o risco duma «caça às bruxas».

Destas coisas nada sabem os pássaros da árvore do meu «Loromonu» como também não sabem que a 5 de Agosto de 1109 nasceu D. Afonso Henriques. Anda por aí muita passaeada que nada sabe de muita coisa. E até se pode dar o caso de nem quererem saber. Mas refilam contra tudo apesar de nada saberem sobre quase tudo.

5 de Agosto de 2022

Henrique Salles da Fonseca   

DO MEU «LOROSAE» - 1

«Lorosae» significa «Sol nascente» em tétum, língua oficial, a par do português, de Timor-Leste.

Tenho uma janela por onde, no Verão, o Sol nascente entra a rodos – o meu «Lorosae».

Sempre tive o Sol nascente como a glorificação da vida e o Sol poente como a finura do infinito, a vida eterna. Tive pena que Timor deixasse de ser Lorosae e passasse a Leste, a triste memória europeia. Fica a minha janela tanto pela bela fonética - «Lorosae» - como também pelo sentido da vida.

As rolas turcas são as primeiras a acordar; seguem-se os melros a correr pela relva a debicar o que eles lá sabem; a pardalada é serôdia. Mas já lá vem o Sôr Zé Fernandes a abrir a rega temporizada e, «Bom dia» para lá e para cá, é ver a passarada a deixar-se salpicar antes de abalar para fora da minha vista.

E, por serem turcas, as rolas trouxeram-me à ideia a questão da legitimidade da nossa decisão ocidental de termos nomeado os ucranianos carne para os nossos canhões. E, para além da legitimidade, pergunto-me se podemos confiar em quem desconfia de si próprio. Dessa desconfiança fazem prova as purgas que Zelensky vem fazendo em toda a hierarquia do Estado Ucraniano. Aquela é uma Nação fracturada por sentimentos de pertença incompatíveis e por conceitos tão diversos de pragmatismo como a rejeição ou convivência com a corrupção. Quem espia quem? Será que o ladrão é o polícia ou é o contrário?

Poderemos confiar numa sociedade destroçada?

Zelensky foi eleito com base numa vigorosa campanha contra a corrupção. Os inimigos de Zelensky são três; os russos, os ucranianos russófilos e os gatunos quer estes sejam polícias ou ladrões.

Duas questões que deixo em aberto:

- Conseguirá um Estado apodrecido ganhar uma guerra?

- A que dist­ância do alvo estava a base de descolagem do drone que há dias matou o chefe da Al Kaeda que se julgava escondido algures no Afeganistão?

Nota de rodapé – Seria um erro estrondoso tentar acabar com Putin.

3 de Agosto de 2022

Henrique Salles da Fonseca

NA PRAIA DOS CÃES - 1

Hoje cheguei à duna antes do Sol e os cães já «falavam» entre eles sem que os galos do velho pescador ousassem cantar. Discretamente, chamei um dos da algazarra para junto de mim e foi o suficiente para todos se calarem e me virem cumprimentar. E foi então que um dos galos cantou.

Pese embora a analogia lafontainiana, também na nossa «praia política» há muito quem faça barulho e poucos que digam do que se aproveite; muitos, os que se comportam como pugilistas e poucos os que se revelam estadistas.

E que bom seria se a maioria se comportasse com elevação, desprezando lobbies mais ou menos ocultos, seguisse uma linha doutrinária inequívoca e propusesse soluções conformes ao seu revelado conceito de bem-comum.

E foi nestas divagações meditativas que duas gaivotas poisaram no topo da duna e me fizeram regressar à realidade.

Bonjour, Maitre La Fon Faine!

Praia dos cães, 2 de Julho de 2022

Henrique Salles da Fonseca

PELO TOQUE DA ALVORADA - 22

Num exercício de abstracção de particularidades, concluí esta alvorada que a História é a essência da Cultura. Particularizando, a Histótia Pátria, a Universal, a das Artes, a da Filosofia, a Económica,… o que outros pensaram, o que outros fizeram para que nos inspiremos e determinemos o que de nós próprios devemos esperar já que aquele que sabe muitas coisas é apenas uma enciclopédia mas culto é quem conhece o rumo da Humanidade.

Henrique Salles da Fonseca

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2020
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2019
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2018
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2017
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2016
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2015
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2014
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2013
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2012
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2011
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2010
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2009
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2008
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2007
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2006
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D
  235. 2005
  236. J
  237. F
  238. M
  239. A
  240. M
  241. J
  242. J
  243. A
  244. S
  245. O
  246. N
  247. D
  248. 2004
  249. J
  250. F
  251. M
  252. A
  253. M
  254. J
  255. J
  256. A
  257. S
  258. O
  259. N
  260. D