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A bem da Nação

CENTRO DE SAÚDE DE OLHÃO

 

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Eis o espelho da confusão semântica e de vocabulário que tantas vezes existe nas cabeças dos utentes daquele Centro de Saúde...e ao fim e ao cabo de todos nós.

Agradecimentos às funcionárias administrativas Inês Simões e Fernanda Veloso, assim como à técnica de cardiopneumologia Sandrina Marto.


6h00m da manhã. O Sol já aparecia lindo sobre o azul celeste.


À porta do Centro de Saúde, um pequeno grupo de utentes organizava-se para a marcação da consulta "à vaga".


A maioria já se conhece. Afinal todos são já bem experimentados nesta forma bem própria de utilização da consulta.


Aliás, o Director do Centro de Saúde até mandou instalar uns banquinhos de jardim no local, para tornar a espera mais atractiva.


É uma excelente oportunidade para trocar experiências e conhecimentos, que todos vão acumulando ao longo do seu percurso de contactos com os médicos e hospitais.

A Maria do Céu vai à consulta do "Parlamento", a Dona Gertrudes vai à consulta da "Monopausa" e a Rita é que as corrige informando-as que aquela consulta chama-se de Planeamento Familiar.


Uma tem um "biombo" no "úbero" e leva os resultados duma "fotografia", outra está preocupada com comichões na "serventia" do marido, até porque ele, havia poucos dias, tinha já sido consultado pelo médico por estar com os "alforges" todos inflamados. Alguém logo ali diagnosticou um problema na "aprosta" do marido.

Mais à distância desta conversa, um grupo de senhoras falavam dos métodos contraceptivos e, uma delas, peremptória, afirmava que nunca aceitaria porem-lhe uma "fateixa" dentro da barriga!


Uma outra discordava, e lá lhe foi dizendo que, por causa disso, é que teve tantos filhos, felizmente todos de parto normal, só o último foi de "açoreana", mas aquele que lhe dava mais problemas era o mais velho que já era "toxico-correspondente"!

Noutro local, um grupo de homens mais idoso ia falando da relação entre o "castrol" e a "atenção".


Às tantas um deles começa a explicação cuidada dum acidente que tivera. Por isso é que tinha a vacina contra o "tecto" em dia, mas o acidente estragou-lhe a "tibiotísica" e causou-lhe uma hérnia "fiscal", pelo que tinha ido fazer uma "fotocópia" e um "traque".


Outro referiu que nunca teve problemas de ossos, o seu problema era uma grande "espirrogueira na peitogueira".


Uma senhora, atraída pela conversa, queixava-se de entupimento no "curso" com dores "alucinantes" quando se "abaixava". Além disso cobria-se de suores e "gómitos", ficava "almariada" e tudo acabava com uma forte "encacheca", ficando cerca de 3 dias com cara de "caveira misteriosa". Alguém lhe falou nuns supositórios que a poderiam ajudar mas ela já os conhecia, aparentemente tinham sido muito difíceis de engolir, pelo que o melhor ainda era o "clistério".

Finalmente, uma outra senhora queixava-se da "úrsula" no "estambo", pelo que vinha mostrar o resultado duma "endocuspia" e ainda algumas análises especiais, como a Proteína C "Reaccionária".


8h30m da manhã. Ainda havia muito para conversar mas a Inês, jovem funcionária administrativa do Centro de Saúde, obviamente tarefeira, acaba de chegar. Os funcionários administrativos não podem chegar atrasados, caso contrário, confundir-se- -iam com os doutores.

 

- Quem é o primeiro, se faz favor? Ora diga lá o seu nome?

- Josefina Trindade

- Idade?

- 67 anos.

- Estado?

- Constipada, muito constipada!



9h00m da manhã. Aparece a enfermeira Freitas que grita para a pequena multidão barulhenta que cerca a Inês:

- Quem está para medir as tensões? É você? Então entre e diga-me qual é o seu problema?

- Sabe, senhora enfermeira, o meu problema é ter uma doença "arrendatária" que "arrendei" do meu pai e já me levou uma vez aos cuidados "utensílios" do
hospital. Afecta-me as "cruzes renais" e por isso dá-me muita "humidade à volta do coração". Aliás, o doutor pediu-me uma "pilografia" e um "aerograma" que aqui trago e recomendou-me beber pouca água.


Finalmente, chega o médico, que logo dá início às consultas:


- Então de que se queixa?

- De uma angina de peito, senhor doutor. Tudo começou há uma semana quando fui às urgências. O médico disse-me que era uma angina na garganta, mas a angina começou a descer e agora apanha-me o peito todo!


Aos poucos, os utentes iam entrando e saindo, com melhor ou pior cara.


Alguns perguntavam à Inês onde era o "pechiché da retrosaria" para pagarem a taxa moderadora

 

 

OS PORQUINHOS

 

Digamos que guardou as suas poupanças num porquinho mealheiro numa prateleira do seu armário.

 

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Mas a sua mãe continua a controlar quanto dinheiro põe e tira de lá e você não gosta disso.

 

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Por isso arranja um segundo porquinho mealheiro…

 

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… E leva-o para a casa do Joãozinho.

 

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A mãe do Joãozinho, ao contrário da sua, está sempre ocupada, por isso não perde tempo a controlar porquinhos mealheiros. Assim pode manter lá o seu em segredo, sem que ninguém o controle.

 

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Outro miúdo lá da rua soube disto achou uma boa ideia e seguiu o seu exemplo.

 

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E com ele todos os outros miúdos do bairro seguiram o imitaram. Todos arranjaram um segundo porquinho mealheiro que guardaram no armário do Joãozinho.

 

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Só que um dia a mãe do Joãozinho estava a fazer limpezas e descobriu todos os porquinhos mealheiros.

 

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E ficou tão zangada que chamou os pais de todos os meninos do bairro para lhes dizer que os filhos escondiam lá os seus porquinhos mealheiros.

 

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Pois bem, foi isto que aconteceu durante anos. Sendo que a sua mãe é as Finanças do país onde reside, o Joãozinho é o Panamá e você e os miúdos do seu bairro são alguns dos políticos e personalidades de referência do nosso mundo.

 

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A coisa fica ainda um pouco mais complexa. Há quem tenha levado o dinheiro para a casa do Joãozinho apenas porque queria maior privacidade, e também há quem tenha levado o porquinho mealheiro para a casa do Joãozinho porque o dinheiro que lá metia era roubado a meninas escuteiras que vendiam bolos, e não queriam que os seus pais lhes fizessem perguntas sobre onde conseguiam esse rendimento extra. Há ainda meninos que escondiam dinheiro no armário do Joãozinho porque esse dinheiro provinha dos bolsos das suas mães, logo não podia ficar em casa.

 

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Seja como for todos os meninos que puseram dinheiro na casa do Joãozinho têm um problema nem mãos, é que há uma regra unânime em todas as casas: não são permitidos mealheiros secretos e fora do controlo parental.

 

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Agora resta esperar que a mãe do Joãozinho investigue com maior detalhe todas as actividades que se passavam no armário do filho, de forma a que todos os meninos possam ter o castigo adequado.

 

FIM

 

A GRÉCIA

 

 

 

SUA CULTURA E SEUS SAQUEADORES

 

Antes de chegarmos à Grécia e mais toda esta palhaçada do “dever eu devo, pagar é que não pago”, vamos dar um pequeno pulo à Namíbia.

 

Diogo Cão, além de grande navegador foi um verdadeiro “distribuidor de padrões”: um, o de S. Jorge, na Foz do Zaire, na Ponta do Padrão, o de Santo Agostinho no Cabo de Santa Maria, onde está hoje o farol de Santa Maria, 70 milhas ao Sul de Benguela, mais um no Cabo Negro à entrada de Tombua (antiga Porto Alexandre), e em 1485 ainda outro no Cabo da Cruz (Cape Cross) na Namíbia, cerca de 75 milhas a norte de Walvis Bay.

 

Nele está gravado:

 

Era da criação do mundo de bjm bjc lxxxb e de xpto de IIIclxxxb o eycelente esclarecido Rei dom Jº s.º de Portugal mandou descobrir esta terra

e poer este padram por dº cão cavº de sua casa.

 

 

Quatrocentos anos mais tarde, os alemães, depois de terem sediado o famoso festim da repartição do bolo chamado “África”, sem nunca terem tido colónias, foram contemplados com generosas fatias: Tanganica, Togo, Camarões e Sudoeste Africano, hoje Namíbia, e aqui encontraram o Padrão, coisa para eles desconhecida.

 

Logo o arrancaram (roubaram) e mandaram “de presente” ao Kaiser, que o guardou num museu.

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O Padrão original, hoje no Institut fur Deutsche Geschichte, Berlim

 

Para o substituir, Bismark teve uma ideia de génio: mandou um outro, com dizeres ligeiramente diferentes, em alemão dizendo mais ou menos: “por este meio tomava posse daquela região africana”...

 

Hoje em Cape Cross estão duas cópias do padrão original português.

 

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Padrão em Cape Cross, com a inscrição original traduzida e gravada numa rocha

 

Jamais os alemães devolveram o padrão e, em 1998 a Namíbia pediu ao governo alemão que o emprestasse para a Expo-98, as Comemorações do quinto Centenário dos Descobrimentos, em Portugal, o que foi negado.

 

Através da história os alemães têm roubado preciosidades por todo o mundo: Egipto, Mesopotâmia, Grécia, etc. E roubaram o quanto puderam.

 

Na II Guerra invadiram um monte de países, entre eles a Grécia, onde morreram mais de 300.000 pessoas.

 

Na Conferência de Potsdam, no fim da Guerra, os “aliados” estimaram as suas perdas em 200 bilhões de dólares. Após insistências das forças ocidentais (excluíndo a URSS), a Alemanha foi obrigada apenas ao pagamento de 20 bilhões, em propriedades, produtos industriais e força de trabalho. Mas... esqueceram da Grécia, que até hoje reclama indemnizações e devolução de preciosidades, sem que qualquer Merkel da vida lhes dê ouvidos.

 

E agora querem que paguem os “empréstimos” que os forçaram a aceitar quando entraram para a UE.

 

Muito mais devem ter também roubado a Inglaterra e a França, enchendo os seus museus com maravilhas e deles tirando proveito cultural e financeiro, aparecendo os gregos, neste contexto, como o pobre a quem roubaram até o pão seco que ele conseguiu num saco do lixo.

 

É difícil calcular o valor das peças antigas em todos esses museus, mas admitindo que, por exemplo, o Louvre poria à venda a Venus de Milo ou a Vitória de Samotrácia, quanto o mundo museulógico se esgatanharia para as comprar? Quantos bilhões de dólares?

 

Vá lá que entretanto os ingleses devolveram para o Museu de Atenas uma das Cariátides. E o resto? Por exemplo as esculturas do Partenon?

 

Com tudo isto, razão têm os gregos de quererem que lhes seja feito um crédito relativo às indemnizações de guerra e aos roubos perpetrados através dos tempos.

Talvez ficasse com saldo positivo na sua imensa dívida!

 

Neste caso, a la française, “Je suis grego”!

 

Aliás, são de lá as origens da civilização ocidental, do conhecimento, mesmo sabendo que desde há muito a Grécia tem vindo a ser mal administrada. E muito espoliada.

 

02/07/2015

 

Francisco Gomes de AmorimFrancisco Gomes de Amorim

COLÉGIO MILITAR DO RIO DE JANEIRO

 

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CMRJ PASSOU A UTILIZAR MATERIAL DIDÁTICO DE ORIENTAÇÃO COMUNISTA!

 

Mãe de aluna denuncia:

 

Olá Percival.

Queria lhe comunicar algo, ou mesmo pedir ajuda, pois sei que muitos o escutam. Bom, minha filha estuda no Colégio Militar do Rio de Janeiro, que hoje, inclusive, faz aniversário – o famoso 6 de Maio do Colégio Militar – e até Jacques Wagner, o Ministro da Defesa, veio para festa.

 

No entanto, o Exército enfrenta uma verdadeira guerra silenciosa contra suas escolas e os CMs são os primeiros a sentir seus efeitos. Há anos, esses colégios adoptam livros de História e Geografia escritos por historiadores militares e publicados pela BibliEx. Os livros eram óptimos e atendiam perfeitamente as convicções da grande maioria das famílias cujos filhos frequentam os Colégios Militares.

 

Pois bem, uma professora concursada e com forte tendência marxista veio a público, em 2014, reclamar sobre o termo contra-revolução de 64 ao invés de golpe militar usado nos livros adoptados até então nos CMs. O governo, que já vinha pressionando, aproveitou a oportunidade. Fez uso da força que tem e impôs aos colégios a adopção de material bem diferente para 2015.

 

Consequência: desde Fevereiro deste ano, minha filha está sendo levada a acreditar, como aluna do Colégio Militar, que o capitalismo é o mal do mundo e o socialismo só caiu por força da pressão americana. Esse é o conteúdo do livro de Geografia, mas o de História é muito pior, é nauseante! O autor consegue a proeza de transformar todo e qualquer conteúdo em luta de classes.

 

Estou muito triste e não sei o que fazer. Já passei mensagens para vários amigos cujos filhos estudam lá pedindo que na sexta, dia 8/5, durante reunião de pais e mestres, discutam com os professores, avisem os mesmos que não aceitaremos gramscismo na sala de aula de nossos filhos. Sei que muitos profissionais não compactuam com essas ideias; há alguns professores que inclusive não estão usando o material imposto pelo governo. Infelizmente, porém, há profissionais que abraçam o marxismo e devem estar usando e abusando dos livros esquerdistas impostos a todos nós, alunos e seus familiares.

 

Esses professores marxistas são nada mais nada menos que capitalistas vulgares que se vendem ao contra-cheque e permanecem actuando em uma instituição centenária à qual repudiam. São hipócritas vendidos. O que fazer? Será que o Exército está perdendo essa guerra? Estou muito preocupada. Claro que gostaria muito que você escrevesse sobre isso alertando a todos. Posso lhe mandar o nome dos livros adoptados. Muito obrigada.

 

(Omito o nome da mãe, em protecção a ela e à filha).

 

07.05.2015

 

Puggina.jpg PERCIVAL PUGGINA 

Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquitecto, empresário, escritor e titular do site www.puggina.org

 

MUÇULMANOS

 

radicalismo islâmico.jpg

 

“Os muçulmanos individualmente podem mostrar qualidades esplêndidas, mas a influência da religião paralisa o desenvolvimento social daqueles que a seguem. Não existe no mundo força retrógrada mais forte."

Islão-Churchill.png Sir Winston Churchill

 

AQUI FICA O SEU DISCURSO:

"Quão terríveis são as maldições que o Islamismo estabelece aos seus devotos além do frenesi ventilador, que é tão perigoso num homem como a hidrofobia num cão, há uma apatia fatalista e tenebrosa.

Os efeitos são visíveis em muitos países, com hábitos imprudentes, sistemas negligenciados da agricultura, métodos lentos de comércio e insegurança da propriedade existem sempre que os seguidores das normas do Profeta tomam com padrão de vida. O sensualismo degradado priva esta vida de sua graça e requinte, o seguinte é a sua dignidade e santidade.

O facto de que, no direito muçulmano toda mulher deve pertencer a um homem como sua propriedade absoluta, seja como uma criança, uma mulher, ou uma concubina, deve atrasar a extinção final da escravidão até que a fé do Islão deixe de ter grande poder entre os homens. Os muçulmanos individualmente podem mostrar qualidades esplêndidas, mas a influência da religião paralisa o desenvolvimento social de quem o seguir.

Nenhuma força retrógrada mais forte existe no mundo. Longe de estar moribundo, o Islão é uma fé militante e de proselitismo. Ele já se espalhou por toda a África Central, criando guerreiros destemidos fãs a cada passo; e se não fosse porque o cristianismo é protegido nos braços fortes da ciência, a ciência contra a qual havia lutado em vão, a civilização da Europa moderna pode cair, como caiu a civilização da Roma antiga."

Sir Winston Churchill

In «Eu vi isso acontecer»

(Fonte: The War River, primeira edição, Vol II, páginas 248-250, Londres)

 

RIO – LISBOA

 

Magnífica crónica do grande jornalista

Joaquim Ferreira dos Santos

Joaquim Ferreira dos Santos.jpg O bom de descer as ladeiras de Lisboa é que durante alguns dias você está longe da selvajaria carioca, pode sentir a nostalgia de sair flanando como fazia antes nas ruas da sua cidade. Zero de medo. Assim como quem não quer nada, um sorvete da Santini numa das mãos, você vai Rua do Carmo abaixo, passa pela luvaria Ulisses e, quando dá com os cornos no Rossio, o largo monumental po­de fazer a surpresa de oferecer uma festa de máscaras ibéricas, comidas e danças por to­dos os lados, mas nunca a cena de um médi­co ensanguentado no chão do Café Nicola, esfaqueado por algum garoto que em segui­da lhe roubou a bicicleta e foi embora.

 

Isto aqui é Lisboa, opa. Zero de deslumbra­mento. As escolas de Portugal acabaram de ser avaliadas em trigésimo lugar num ranking de 38 sistemas educacionais europeus, há muita coisa a ser feita, mas o bom listo aqui é que se vive em paz com os pequenos valores da existência. Zero de sobressaltos. A delícia antiga de se ir ali à esquina e, a ordem natural da felicidade das coisas, voltar sem que a polícia lhe tenha metido uma bala perdida nas costas.

 

Agora, por exemplo, você está na ladeira do Príncipe Real e basta pôr os pés na faixa de pedestres para que os carros parem até você chegar do outro lado. Aí é só começar a descer a rua por uma calçada de pedras portuguesas, todas postas em seus lugares, nenhuma solta e chamando os pés para um tropeço que pode para sempre lhe estuporar os joelhos e desgraçar a sobrevivência.

 

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Não está acontecendo nada de muito notá­vel, Lisboa está linda, mas não se faz aqui um regis­to de qualquer grande marco a se exaltar na re­volução civilizatória moderna. É apenas uma ci­dade que tem se descoberto feliz consigo mesma.

 

Lisboa está coberta dos caminhos simples, ver­dadeiros yellow-brick-roads para se levar a vida com leveza, essa carência carioca, e num deles você desce o Bairro Alto, atravessa o Largo Luís de Camões, pega a Rua do Alecrim e, ao final, apesar de todas as modernidades da Rua Nova do Carvalho, é possível encontrar ainda de pé as tascas da tra­dição gastronómica. Tudo convive sem conflito. Ao contrário do Rio onde toda semana fecham uma mesa na memória do paladar e tiram da bo­ca do cidadão um gosto familiar, em Lisboa é pos­sível sentar num tamborete do quase botequim Sol e Pesca para comer as conservas que há sécu­los apetecem ao apetite local. Ninguém mais sabe ao certo o que é antigo e o que é moderno. As sar­dinhas continuam nas latas, o azeite continua de oliva, mas o estilo de tudo isso agora vem embru­lhado em papéis do mais fino design.

 

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Isto aqui é Lisboa, ó pá, e isto não é o anúncio de que o mundo está sendo re inventado a partir de suas oito colinas. Os políticos corruptos tam­bém estão, como os ratos de sua corja internacional, nas capas do "Expresso" e do "Público". Mas na vida real do dia a dia a cidade encontrou um jeito delicado de lustrar os seus casarões magníficos, parecidos com os que todo mês desabam na Lapa carioca e, ao mesmo tempo em que se orgulha deles, reinventa suas funções. Não há mais loja de roupa, mas de "conceito" e portuguesa de bigode era a vovozinha. Agora as garotas são todas "giras” o termo local para traduzir o "cool".

 

A sensação em alguns momentos é que você vai sair da Rua Augusta, tomar uma ginja no canto da Praça da Figueira e quando dobrar em direcção ao Largo do Intendente vai dar na verdade nos Arcos da Lapa. Mas é só impressão. As ruas são limpas, os garçons servem às mesas com presteza, os telhados são os mais bonitos do mundo e as praças estão sempre tomadas por se­nhoras que descansam ou jovens, no Quiosque do Refresco, animados por doses de capilé. Taga­relam, paqueram, o de sempre. Ninguém aporrinha o próximo.

 

O Cais do Sodré, por exemplo, está basica­mente o mesmo de sete anos atrás. Mas se você prestar bem atenção, andar para a direita e entrar no Mercado da Ribeira, lá sobrevive o co­mércio tradicional das barracas dos tripeiros, convivendo com os stands da nova culinária portuguesa, tudo redesenhado sob o patrocí­nio da revista "Time Out" – e é impossível ao carioca não pensar que um dia, sem precisar ir tão longe, poderia estar assim, curtindo a vida em paz, comprando suas flores, gastan­do pouco, beliscando o que quisesse, na Cadeg de Benfíca. Depois, sem entrar em pâni­co, passaria pela Barreira do Vasco e chegaria em casa para contar aos que ficaram como foi bom.

 

Ao carioca-da-semana-passada, um dos períodos mais tristes da vida da cidade, foi preciso ir até Lisboa para recolher histórias de não acontecimentos, comer um bacalhau ao sossego e ter a sensação inenarrável de que não corre o risco de ser assassinado na próxima esquina – e em Lisboa esses so­nhos, essas pataniscas simples, parecem cada vez mais fáceis de se realizarem. A cidade se pacificou com suas tradições, entendeu feliz que um bom jeito de avançar é o da refazenda das suas guarirobas. Ao invés de gourmet, os pastéis de Belém procuram resgatar a receita original. E se em algum momento a cidade tentou esquecer Amália Rodrigues, por causa de suas relações com Salazar, Lis­boa agora, em mais um arroubo de orgulho pelas suas referências, está cercada de moto­ristas de táxi com os carros sintonizados na recente Rádio Amália, um chorrilho de 24 horas de fados da grande cantora.

 

Na chegada ao Galeão, o carioca-da-semana-passada foi cercado pela notória turba­multa de taxistas. Sonhou que uma Rádio Elizete Cardoso iniciava o processo de pacifi­cação geral e convocava a cidade a guardar suas facas.

 

25/05/2015

 

 

AH! BOM…

 Dilma em Lisboa.png

 

A Presidenta Dilma não costuma usar um português muito correcto, muito claro. Seguem algumas frases que deixariam Camões estarrecido.

Está em ordem decrescente propositadamente...

 

GRANDES FRASES DA “PRESIDENTA”

 

18º lugar:

“Eu sempre escuto os prefeitos. Por que é que eu escuto os prefeitos? Porque é lá que está a população do país, ninguém mora na União, ninguém mora… “Onde você mora?” “Ah, eu moro no Federal”.

 

17º lugar:

“A única área que eu acho, que vai exigir muita atenção nossa, e aí eu já aventei a hipótese de até criar um ministério, é na área de… Na área… Eu diria assim, como uma espécie de analogia com o que acontece na área agrícola.”

 

16º lugar:

“A mulher abre o negócio, tem seus filhos, cria os filhos e se sustenta, tudo isso abrindo o negócio.”

 

15º lugar:

“A Zona Franca de Manaus, ela está numa região. Ela é o centro dela porque ela é a capital da Amazônia.”

 

14º lugar.

“Vamos dar prioridade a segregar a via de transporte. Segregar via de transportes significa o seguinte: ou você faz metrô, porque o metrô… porque o metrô, segregar é o seguinte, não pode ninguém cruzar rua, ninguém pode cruzar a rua, não pode ter sinal de trânsito, é essa a ideia do metrô. Ele vai por baixo, ou ele vai pela superfície, que é o VLT, que é um veículo leve sobre trilho. Ele vai por cima, ele para de estação em estação, não tem travessia e não tem sinal de trânsito, essa é a ideia do sistema de trilho.”

 

13º lugar.

“Tudo o que as pessoas que estão pleiteando a Presidência da República querem é ser presidente.”

 

12º lugar.

“Eu vi. Você veja… Eu já vi, parei de ver. Voltei a ver e acho que o Neymar e o Ganso têm essa capacidade de fazer a gente olhar.”

 

11º lugar

“Eu quero adentrar pela questão da inflação, e dizer a vocês que a inflação foi uma conquista desses 10 últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo.”

 

10º lugar.

“Eu também vou falar… Eu vou falar pouco. Vou explicar por quê: todo mundo, antes de mim, disse que ia falar pouco, não é? E aí, tinha uma senhora ali, na frente, que falou o que todos nós estamos sentindo. Ela disse assim: “Eu estou com fome”. E eu vou levar em consideração ela, que falou uma coisa que todo mundo está pensando, mas não está falando.”

 

9º lugar.

“A autossuficiência do Brasil sempre foi insuficiente.”

 

8º lugar.

“Em Portugal, o desemprego beira 20%. Ou seja, 1 em cada 4 portugueses estão desempregados.”

 

7º lugar.

“Primeiro, eu queria te dizer que eu tenho muito respeito pelo ET de Varginha. E eu sei que aqui, quem não viu conhece alguém que viu, ou tem alguém na família que viu, mas de qualquer jeito eu começo dizendo que esse respeito pelo ET de Varginha está garantido.”

 

6º lugar.

“Em Vidas Secas está retratado todo problema da miséria, da pobreza, da saída das pessoas do Nordeste para o Brasil.”

 

5º lugar.

“O meio ambiente é sem dúvida nenhuma uma ameaça ao desenvolvimento sustentável.”

 

4º lugar.

“Eu quero, então, voltar aonde eu comecei. Eu vou falar agora que aqui tem 37 municípios. Eu vou ler os nomes dos municípios, porque eu acho importante que cada um de vocês possam (sic) se identificar aqui dentro e, por isso… Eu ia ler os nomes, não vou mais. Por que não vou mais? Eu não estou achando os nomes. Logo, não posso lê-los.”

 

3º lugar.

“Eu ontem disse pro presidente Obama que era claro que ele sabia que depois que a pasta de dente sai do dentifrício ela dificilmente volta pra dentro do dentifrício. Então que a gente tinha de levar isso em conta. E ele me disse, me respondeu que ele faria todo esforço político para que essa pasta de dente pelo menos não ficasse solta por aí e voltasse uma parte pra dentro do dentifrício.”

 

2º lugar.

“Eu estou muito feliz de estar aqui em Bauru. O prefeito me disse que eu sou, entre os presidentes, nos últimos tempos, uma das presidentes, ou presidentes, que esteve aqui em Bauru.”

 

E finalmente, o 1º (ríssimo) lugar.

“Se hoje é o dia das crianças, ontem eu disse que criança… O dia da criança é dia da mãe, do pai e das professoras, mas também é o dia dos animais, sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás.”

 

Ela é melhor que o saudoso Vicente Matheus! Até o Lula fica com inveja!

 

 

UM ECLIPSE DO SOL

eclipse.png 

 

Eclipse do Sol, total nalguns lugares no centro de Moçambique, Zâmbia e Angola. Um eclipse do Sol é sempre um espectáculo interessante, não só pela raridade, mas sobretudo quando é total. A Zâmbia tirou grande proveito turístico do evento; Angola, a muito custo, conseguiu reunir um pequeno número de cientistas; e Moçambique? Podia ter ficado quieto, mas...

 

Moçambique soltou um alarme de tal forma aterrorizante sobre os efeitos do eclipse, que o povo, não só o povo simples do interior, mas o evoluído da capital, ficou à espera de nova catástrofe! Habituado a catástrofes – secas, inundações, guerra, pragas de insectos, inundações – agora chegava mais este: o eclipse do Sol.

 

Um dos jornais publica, página inteira, um artigo dedicado ao assunto com quase duas semanas de antecedência e com a manchete: Cuidado com o eclipse, as pessoas podem ficar cegas! Entrevista aos Drº (sic) Rogério Utui, especialista em Física Nuclear e Cardoso Homem (do Aeroclube). Começa assim o artigo: “Isto é perigoso. As pessoas podem ficar cegas.” Outro jornal publicou que “mais cego é quem não quer ver e que existem dados segundo os quais no dia do eclipse será instalada uma barraca em Quelimane (?) para os curandeiros porem à prova dos turistas os seus dotes em matéria de medicina tradicional em trabalho a ser feito em conjunto com a AMETRAMO (Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique). Isto é ridículo.” Mais adiante: “É bonito sim senhor. O fenómeno é espectacular mas as pessoas devem resistir à tentação. O País pode cegar. ... fica um bocadinho frio, os animais ficam baralhados, os galos cantam. Mas deixemo-nos de rodeios. O eclipse para as condições nossas é um risco à saúde pública. Com ele pode aparecer um “boom” de doenças de vista, o que logo à priori poderia significar ter alunos sem estudar e, por exemplo, uma povoação cega.”

 

E seguiu por aí fora a quantidade de artigos nos jornais. Até a Administração de um Distrito distribuiu um Aviso que colocou em lojas e escolas: “Avisa-se a população em geral e as Direcções das Escolas, que no dia 21 de Junho do ano em curso haverá eclipse do Sol durante algumas horas a observância da luz solar nesse dia será perigosa. Se insistir, poderá perder a vista ou ter problemas mais complicados com a vista ou desaparecimento total da retina. Apela-se à compreensão que será o bem da saúde.” (sic)

 

O Governo chegou a antever a possibilidade de, ainda mais uma vez, pedir ajuda internacional para atender aos flagelados do eclipse. O drama era a possibilidade de cegueira! “Se não se usarem óculos próprios, é alto o risco de cegueira!

 

Ninguém disse nem como, nem porquê se corria esse risco, que é muito maior sem eclipse, com o Sol na sua plenitude! Em qualquer dia do ano olhar demoradamente para o Sol pode causar danos, irreversíveis, aos olhos, é verdade. Mas quem aguenta abrir o olhão e encarar de frente o astro rei? Nem com óculos escuros que para pouco mais servem do que enfeitar a cabeça de meninas e meninos que se julgam assim mais... E partem as rádios e Tevês a anunciar: “Cuidado com o eclipse. NESSE dia não olhe para o Sol. Pode cegar!” “Não SAIA DE CASA sem óculos especiais!” e outras barbaridades na mesma tónica!

 

O Governo, face ao implacável e imparável avanço desta nova calamidade, decreta tolerância de ponto. (Atenção: tolerância de ponto só para os nacionais! Os estrangeiros, era lá com eles e quem sabe se estariam equipados com alguma tecnologia de ponta que os preservasse da desgraça!). As mães avisam que nesse dia não poderão ir trabalhar porque têm que segurar os filhos dentro de casa, o pastor aflige-se porque o gado está no pasto e não tem como recolhê-lo e abrigá-lo dos apocalípticos efeitos do eclipse e boi cego marra de lado. O país aterroriza-se.

 

Houve até quem, recolhido com a família dentro da sua palhota, mas através do inseparável telefone celular, consultasse a emissora de rádio sobre a capacidade de protecção do teto de palha! Na capital, no Maputo, a partir do meio-dia (o eclipse começava às 14h e 30m) as ruas desertificam-se, as pessoas recolhem a casa.

 

Se aqui estivesse o Astérix, ao ouvir todo este alarmismo, deveria pensar que desta vez é que o céu lhe ia cair em cima da cabeça!

 

Passou o eclipse. Foi interessante. Reportaram-se as autoridades administrativas: “Não aconteceu nem um só caso de cegueira. Nem nas pessoas nem nos bois!

 

Moçambique perdeu a oportunidade de pedir nova ajuda internacional!

 

Atenção: isto não é ficção! Aconteceu, mesmo!

 

 

Moçambique, Maputo, 21 de Junho de 2001

 

Francisco Gomes de Amorim, Junho 2013, Lisboa.jpg

Francisco Gomes de Amorim

 

Escrito na Casa do Gaiato, Obra da Rua, Boane, Distrito de Maputo, em Junho de 2001

 

 

 

ATEU, TEÓLOGO E FILÓSOFO

 

Amon Ra.png

 

Tem gente para tudo. Os que acreditam em Aúra-Masda, ou em Sang Ti, ou em Amon Ra, em Adonai, em Alá, em Cristo, no Pai ou no Espírito Santo, e em muitas outras formas, indefinidas, espirituais. Até em Maomé! Maomé, o indefinido, o que não se pode ver, nem reproduzir a imagem. Como Deus.

 

O homem tem que acreditar em qualquer coisa. Menos o ateu!

O ateu acredita na ciência. É o que ele diz. Esquece que Algo, alguma coisa, terá criado o Universo, seja a partir de uma molécula, dum átomo de carbono ou hidrogénio ou de uma ameba! E como para isso não encontra explicação, como ninguém, prefere ficar do lado mais cómodo e falar mal de tudo e todos, chamando-os de ingénuos.

 

É como aqueles que não votam. Para quê? Eles já sabem quem vai ganhar! São sempre os mesmos, os políticos, os corruptos. Então fica em casa, sentadão a ver na TV se ganha algum amigalhaço para depois lhe facilitar a vida. Não ganha. Bom, nem todos são assim!

 

Não votam e fica o poder na mão dos que lutam. Os tais que o ateu acha que são uns idiotas, e que acabam por se revelarem os únicos espertos.

E porque se discute, universalmente, a “ciência” das religiões, ele encontra defeitos e enigmas em todas e prefere abster-se de, igualmente, ser alvo de qualquer crítica. Creio que se pode chamar a isto covardia.

 

Lembro dois grandes actores teatrais de Portugal: Chaby Pinheiro (1873-1933) que fazia rir todo o teatro e brincava com um belíssimo poema de Guerra Junqueiro, O Melro, – O Melro, eu conheci-o, era negro, vibrante luzidio – mas que ele começava assim:

“O melro? Eu conheci-o. Era um pobre cão vadio...”

 

Ou a famosa Teresa Gomes (1882-1962), com uma graça imensa: “Se aquilo que a gente sente/ Cá dentro tivesse voz / E falasse às multidões / Seria muito indecente / Estar alguém ao pé de nós / Em certas ocasiões.”

 

Qualquer destas situações me lembra o ateu. Estranho!

 

O primeiro porque disfarça, brinca com o romântico poema, sem ofender, só para fazer rir. Teresa Gomes é mais objectiva, quando quer dizer: saiam de perto que eu vou malhar!

Ninguém se atreve a conhecer Deus. Só os falsos, os pretensiosos, os que usam a religião, não como dogma mas como ideologia de poder, e à sombra d’Ele cometem todas as atrocidades possíveis.

 

Isso tem-se visto desde a mais remota antiguidade, em todas as religiões, porque à sombra delas se fixava e fixa o poder.

 

O mais espantoso é verificar que em pleno século XXI continuem a existir extremistas, assassinos, que alegam estarem a matar em nome de Alá!

Agora os “doutores” islâmicos também declararam – ou determinaram? – que é blasfémia tirar os retratos que passaram a chamar-se “selfies”! Insanidade total.

 

Os ateus evitam falar sobre teologia, uma vez que para eles Deus é inexistente. Então filosofam. Talvez não conheçam conclusões como esta de Pascal: “A impossibilidade em que me vejo de provar que Deus não existe, revela-me a sua existência.”

 

E o que fazem os “grandes teólogos”? Procuram interpretar as palavras nos escritos sagrados. E cada um interpreta como lhe apetece ou entende, e como NINGUÉM entende coisa alguma de Deus, acabam por dar razão aos ateus que somente filosofam.

 

Camilo Castelo Branco, sempre mordaz, disse: “Deus não se deixa entender justamente para não sofrer confronto com estes miseráveis que nós somos”.

 

Ou Camões: “O que é Deus ninguém o entende / Que a tanto o engenho humano não se estende.”

 

Stephen Hawking, o grande matemático: “Agora a ciência oferece uma explicação mais convincente. O que eu quis dizer quando disse que conheceríamos ‘a mente de Deus’ [no seu livro “Breve História do Tempo”] era que compreenderíamos tudo o que Deus seria capaz de compreender se por acaso existisse. Mas não há nenhum Deus. Sou ateu. A religião acredita em milagres, mas estes são incompatíveis com a ciência”.

 

É evidente que os milagres são incompatíveis com a ciência! Se fossem compatíveis não seriam milagres! Mas e os tantos milagres que, todos os dias acontecem?

 

Os milagres saem de dentro de cada um na proporção do tamanho da sua Fé. Quem não tem fé faz como o ateu: ficar sentado à espera para ver o que acontece! Muito mais cómodo.

 

Um indivíduo não precisa de ser religioso para alcançar a felicidade. Mesmo nesta terra. Basta combater o próprio Ego e deixar o seu Eu espiritual dirigir a sua vida.

 

Que reconheça que a Natureza é a representação perfeita de Deus e a respeite, sem esquecer que a natureza não é somente um pôr-do-sol nos trópicos, as paisagens bonitas, os passarinhos coloridos, mas tudo, realmente tudo que a compõe, incluindo aquilo que se convencionou chamar de ser superior, o homem. Não superior à natureza, jamais. Superior só porque lhe foi insuflado um Sofhos, o espírito.

 

E o espírito, mesmo que ninguém acredite, não morre. Não pode morrer. Não veio da terra, para onde voltará “a embalagem para viagem”, como lhe chamou Nei Lopes. “Ao pó voltarás”, mas o espírito não é pó.

Libertando-se do corpo ele se reunirá ao Espírito Universal, infinito, ou voltará, como pensam alguns povos, para reencarnar outro corpo e tentar conduzi-lo pelo bom caminho.

 

Se Deus é a própria natureza, há que respeitá-la, respeitar o meio ambiente. Claro. Quando não este morre ou prepara a morte das gerações futuras.

Mas tem que começar por respeitar o seu próximo, o seu igual, alto, baixo, gordo ou magro, azul, verde, preto, branco ou amarelo.

 

Há quem insista em manter o racismo no seu DNA. Talvez nunca tenham visto um africano, de pele bem escura, que tenha sofrido uma queimadura grave. A epiderme vai embora e ele fica mais branco do que um finlandês.

 

E os idiotas são racistas por um problema de epiderme! Não sabem que eles têm a pele escura porque a natureza os presenteou com essa defesa contra o calor e sol.

 

A natureza sabe o que faz e o que é preciso. Mas quem criou uma natureza assim? A ciência? Algum ateu? Na natureza nada há supérfluo! (Averrois)

Aristóteles: “A nossa inteligência está tão apta para compreender as coisas altíssimas e claríssimas da natureza, como os olhos da coruja para ver o sol.”

 

Morre-se pela família e pela pátria, mas só um Deus morre pela humanidade.

 

Mahatma Gandhi constatava: “Cristo é a maior fonte de força espiritual que a humanidade conheceu.”

 

Não sei já quem escreveu: “O cristianismo é o milagre da normalidade.”

Imaginem só por um momento a vida de Francisco de Assis, o Poverello.

Completamente desligado da vida mundana, do ego, pobre, generoso, pregando o bem e o entendimento entre os tais “seres superiores”, e vejam como se comportam na Índia os jainistas, que insistem até em andar nus para que ao confeccionar roupas não matem um só insecto que a natureza ali tenha deixado.

 

Algum ateu se atreverá a criticar?

 

Pobre Poverello se hoje fosse apanhado pelos extremistas.

 

E pelos ateus. Sobretudo aqueles que dizem: “Sou ateu, graças a Deus!”

 

31/01/2015

 

Francisco Gomes de Amorim, Junho 2013, Lisboa.jpg 

Francisco Gomes de Amorim

 

 

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