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A bem da Nação

SUGERINDO...

PORTAL DO GOVERNO

Ass: GUERRA À PANDEMIA

A Sua Excelência o Primeiro Ministro

As informações que se seguem foram obtidas em diversos telejornais da TVI acrescidas de algum detalhe obtido na Internet.

  1. VACINA DE CANTANHEDE – A empresa IMMUNOTHEP («spin off» do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Universidade do Porto) está a desenvolver uma vacina contra o Covid que será de uma toma por inalação e estará pronta no início de 2022;
  2. FÁRMACO INIBIDOR DA TEMPESTADE PULMONAR – Refiro-me ao fármaco israelita anunciado como salvador de vidas terminais. A Professora Doutora Maria João Ramos, Catedrática na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, conhece as componentes do referido fármaco.

 

SUGESTÃO

Face ao que me permito sugerir a Vossa Excelência que:

  1. Determine que se disponibilizem os apoios necessários à cabal conclusão dos procedimentos necessários à utilização extensiva da «vacina de Cantanhede»;
  2. Determine a priorização da concepção do fármaco (de inspiração israelita), sequente aprovação oficial (patente registada em nome do Estado Português) e produção pelo «Laboratório Militar».

Salvando melhores opiniões, apresento os melhores cumprimentos

Henrique Salles da Fonseca

(Lisboa)

(NIF...)

2021-02-26

FASTEN SEAT BELTS - 2

A empresa sedeada em Cantanhede que está a desenvolver uma vacina contra o Covid é a IMMUNOTHEP e resulta de um «spin off» do “Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar” da Universidade do Porto.

Quanto à Investigadora que sugiro que seja graduada em Tenente-General, trata-se da Professora Doutora Maria João Ramos sobre cujos trabalhos encontrei na Internet a informação que segue:

NOTÍCIAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO

Professora da FCUP lidera "busca" por novos fármacos contra a Covid-19

13.05.20Por Renata Silva / FCUP

  Investigação encabeçada por Maria João Ramos conta com o apoio de supercomputadores disponibilizados por um consórcio mundial, liderado pela IBM.

Maria João Ramos é Professora catedrática e diretora do programa doutoral em Química da FCUP.

A docente e investigadora Maria João Ramos, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), está a liderar uma investigação que visa a descoberta de fármacos contra a protease principal do vírus da COVID-19, uma enzima que é responsável pela sobrevivência deste vírus no hospedeiro humano. O projeto é um dos 40 aprovados no âmbito do COVID-19 High Performance Computing Consortium, um consórcio liderado pela IBM e que disponibiliza supercomputadores para ajudar investigadores de todo o mundo a encontrar formas de combater a pandemia.

Este trabalho de investigação, da responsabilidade do Grupo de Bioquímica Computacional, do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV-REQUIMTE), da FCUP, está a ser desenvolvido com o apoio da IBM através da plataforma Extreme Science and Engineering Discovery Environment (XSEDE).

Os objetivos principais incluem a determinação do mecanismo de ação da protease principal do vírus SARS-CoV-2, que provoca a COVID-19, bem como a apresentação de uma lista de compostos inibidores da protease principal do vírus, com potencial para servirem de base para o desenvolvimento de fármacos para tratar infeções pelo vírus.

“O nosso grupo de investigação está muito habituado a trabalhar na descoberta de fármacos e temos tido várias consultorias de empresas nacionais e internacionais nesse sentido. É, pois, com enorme entusiasmo e dedicação que o nosso grupo está a desenvolver este projeto que assume particular importância para nós, dado o significado que o mesmo assume atualmente e o seu impacto a nível mundial”, afirma Maria João Ramos.

 

O consórcio liderado pela IBM tem estado a rever propostas de investigadores de todo o mundo, disponibilizando os recursos dos supercomputadores apenas a projetos que possam criar maior impacto, tanto na criação de terapêuticas e de uma possível vacina, como no desenvolvimento de modelos preditivos para avaliar a progressão da doença.

Sobre o Consórcio

No final de março, foi anunciada a criação do COVID-19 High Performance Computing Consortium, uma iniciativa público-privada que visa combater a COVID-19 tirando partido das capacidades da supercomputação. A IBM está na liderança deste consórcio que reúne líderes da indústria, da academia e de entidades governamentais, num total de 37 membros.

Este consórcio foi criado em poucos dias com o objetivo de disponibilizar sem custos uma capacidade computacional sem precedentes – tem atualmente mais de 30 supercomputadores com mais de 420 petaflops – para ajudar rapidamente os investigadores de todo o mundo a encontrar formas de combater a COVID-19.

Sobre Maria João Ramos

Professora catedrática e diretora do programa doutoral em Química da FCUP, Maria João Ramos é licenciada em Química pela Universidade do Porto e doutorada pela Universidade de Glasgow (Escócia) e o Swiss Institute for Nuclear Research. Na Universidade de Oxford (Inglaterra) realizou um pós-doutoramento em Modelação Molecular e foi durante muitos anos diretora associada do National Foundation for Cancer Research Centre for Computational Drug Discovery da Universidade de Oxford.

Responsável pelo grupo de investigação em Química Teórica e Bioquímica Computacional da FCUP, tem uma vasta reputação internacional nas áreas da catálise enzimática, mutagénese computacional, docking molecular e descoberta de drogas, sendo autora de mais de 250 artigos científicos em revistas internacionais.

Vice-Reitora da U.Porto para a Investigação entre 2014 e 2018, foi agraciada, em 2014, com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Estocolmo.

In - https://noticias.up.pt/professora-da-fcup-lidera-busca-de-novos-farmacos-contra-a-covid-19/

A bem da Nação, daqui lanço um apelo ao nosso Primeiro Ministro para que nomeie um militar e não um político para reger este conjunto de valores endógenos portugueses a fim de alcançarmos a restauração da soberania nacional no actual processo pandémico.

Fevereiro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

FASTEN SEAT BELTS!

Hoje, começo com uma pergunta: - Porquê um título em estrangeiro?

E as respostas são duas: 1 - Para dar nas vistas; 2 - Para matar saudades das viagens que agora são proibidas.

Para quem não saiba ou esteja esquecido do inglês, aquilo quer dizer «Apertem os cintos de segurança!». Sim, em tom imperativo, com ponto de exclamação. O tema – e, sobretudo, o tratamento que lhe dou – é turbulento.

* * *

Que eu, economista, nada saiba do Covid, não admira mas que os virologistas e outros cientistas continuem a pouco saber (como eles próprios têm a hombridade de dizer) é de difícil aceitação. Muito difícil, mesmo.

Então, que sei eu?

  • Sei que não me interessa saber (por enquanto) quem fabricou o vírus a que chamamos Covid 19 e a que eu desnumero porque já estamos em 2021 com muitas mutações entretanto ocorridas e eu não vou estar a ligar a numerações passageiras. Para leigo como eu, é o Covid e basta.
  • Não sei quem o fabricou mas sei que foram os chineses que o soltaram e ninguém me tira da cabeça que a RPChina tem que ser responsabilizada pelo dano que está a causar à Humanidade.
  • Sei que as vacinas foram investigadas, produzidas e aprovadas em cerca de um ano quando, até há esse ano, o processo demorava cerca de 10 anos. Esta «poupança» de 9 anos faz-me desconfiar de que a história está mal contada. Mas também sei que não me vou preocupar com o assunto pois a verdade é como o azeite e a Interpol não dorme.
  • Sei que a expectativa da vacinação maciça da Humanidade foi rapidamente truncada logo após a assinatura de contratos multimilionários (refiro-me a unidades de vacinas, não a valores) assim como que por ter surgido algum arrependimento enigmático.
  • Sei que, entretanto, a mortandade continua em níveis de calamidade.
  • Sei que um laboratório em Cantanhede está a desenvolver uma vacina que só estará disponível no início de 2022.
  • Sei que em Israel desenvolveram um fármaco barato que salva vidas terminais afectadas pelo Covid.
  • Sei que na Universidade do Porto há uma Investigadora que conhece essas «poções» a que se referem os israelitas.

Isto, o que sei a partir de alguns telejornais.

Segue-se o que eu faria se mandasse:

  • Mantinha o Vice-Almirante meu homónimo na chefia do Programa Nacional de Vacinação;
  • Apoiava ilimitadamente o laboratório de Cantanhede até à operacionalidade da vacina agora em desenvolvimento;
  • Graduava em Tenente-General a Investigadora da Universidade do Porto e dava-lhe o mandato de levar o Laboratório Militar a produzir o fármaco que salva as vidas à semelhança do que anunciam os israelitas.

Salvo melhores opiniões.

Ah! Já me esquecia: não há royalties para ninguém, estão vidas em causa.

Fevereiro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

CARTA PARA UMA SENHORA

Voz bem colocada, discurso determinado e calmo, dicção clara, gesto sereno, estética amiga, tem Vossa Excelência uma bela postura em cena.

Cena em que o papel desempenhado corresponde à de líder de um conglomerado de frágil coesão interna a que, por disfarce, chamaram Bloco mas em que o mais efectivo elemento agregador é o real carisma de Vossa Excelência que não a homogeneidade genética estratégico-doutrinária da intelectualidade «bloqueada». E, neste domínio essencial, vou à «biografia autorizada» do Bloco, a Wikipédia, donde extraio as passagens que me parecem mais esclarecedoras:

 «Origens

O Partido nasceu em 1999 da aproximação de três forças políticas: a União Democrática Popular (marxista), o Partido Socialista Revolucionário (trotskista) e a Política XXI (desde marxistas a sociais-democratas de esquerda), às quais posteriormente se juntaram vários outros movimentos.

Qualquer uma dessas forças definia-se como resultado de processos de crítica em relação ao chamado «comunismo» ou «socialismo real», mantendo a referência socialista através da reflexão e da discussão sobre a actualidade do marxismo. Membro do Secretariado Unificado da IV Internacional, o PSR herdava a tradição trotskista, oposta ao estalinismo; a UDP, marxista, apresentava-se como desligada de quaisquer referências no campo comunista internacional, posicionando-se em ruptura com todas as experiências de "socialismo real"; a Política XXI resultara da união de ex-militantes do PCP, pelos herdeiros do MDP-CDE e por independentes. Na formação do Bloco, juntaram-se ainda pessoas sem filiação anterior, mas que já haviam mostrado identificar-se com os movimentos indicados, destacando-se, no grupo inicial, Fernando Rosas (a sua antiga filiação no PCTP-MRPP havia acabado há muito).

Desde o início, o Bloco apresentou-se como uma nova força política que não negava a sua origem nos três Partidos citados e que tinha uma organização interna democrática, mais baseada na representação dos aderentes do que no equilíbrio partidário. A adesão de novos militantes, sem ligação anterior a qualquer um dos Partidos originários, contribuiu para esse efeito.

O Bloco foi incluindo ainda outros grupos e tendências: desde pequenos grupos políticos, como a Ruptura/FER, até grupos que, não sendo organizações políticas, são activistas constituídos já dentro do Bloco: feministas, activistas LGBT, sindicalistas, ambientalistas, etc. O Bloco reivindica a independência destes grupos em relação à política geral do Partido.

Entretanto, os Partidos constituintes entraram num processo de auto-extinção. A Política XXI tornou-se uma associação de reflexão política que se exprime numa das revistas da área do Bloco, a «Manifesto». O PSR também se extinguiu transformando-se numa associação que se exprime numa revista, a «Combate». A UDP passou de Partido a associação política e edita uma revista, «A Comuna». Esta auto-extinção demarcou uma nova maneira de pensar na esquerda europeia e mundial, visto que evidencia a vontade da construção de um Partido plural e de acabar com o sectarismo característico deste tipo de pequenos Partidos de esquerda. O Bloco de Esquerda foi o primeiro Partido com destaque de Nova Esquerda em Portugal.»

* * *

É, pois, Vossa Excelência a protagonista do papel de «costureira» duma manta de retalhos, de «editora» de revistas potencialmente antagónicas, de «maestrina» de aderentes ideologicamente vinculados e potenciais caudilhos das respectivas ideologias. Ingrato, o papel que atribuíram a Vossa Excelência nesse lado norte da cena em que prepondera a inveja, o nivelamento por baixo até ao fracasso absoluto das instituições e à frustração das pessoas como a História nos demonstrou sem necessidade de saltar para fora do século XX.

E assim é que, papel por papel, também a Vossa Excelência será fácil – mais fácil, até – manter, como actriz experiente, a sua tradicional compostura, o seu gesto sóbrio, a clareza da sua dicção, a calma firmeza do seu discurso se mudar de local na cena migrando para o lado sul da dita cena onde urge substituir barrigudos e façanhudos de carisma escasso ou nulo na defesa da harmonia das classes, na virtude do lucro como «pai» do investimento, da modernização e do progresso, na substituição da função «serviçal» do Estado pela de regulador-fiscalizador, tudo num processo em que à tributação é conferida a função principal de redistribuição da riqueza e não como punição do sucesso. Será muito mais fácil desempenhar este novo papel que ora lhe sugiro sem as guerras ideológicas que actualmente lhe adivinho e, pelo contrário, em ambiente de serenidade típica de quem não inveja o sucesso alheio.

É que, na banda sul, o carisma que se perfila não me agrada mesmo nada.

Fevereiro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

AS PAPAS E OS BOLOS

ou

«DEMOCRACIA AVANÇADA»

 Democracia e liberdade são conceitos unicitários, não carecem de complementos adjectivantes. Estes, existindo, são limitadores dos ditos conceitos e, pior, são seus distorçores.

* * *

Do Programa do PCP extraio o que nele se refere à «democracia avançada»:

«1. No ideal e projecto dos comunistas, a democracia tem quatro vertentes inseparáveis - política, económica, social e cultural:

 

  • democracia política baseada na soberania popular, na eleição dos órgãos do Estado do topo à base, na separação e interdependência dos órgãos de soberania, no pluralismo de opinião e organização política, nas liberdades individuais e colectivas, na intervenção e participação directa dos cidadãos e do povo na vida política e na fiscalização e prestação de contas do exercício do poder;
  • democracia económica baseada na subordinação do poder económico ao poder político democrático, na propriedade social dos sectores básicos e estratégicos da economia, bem como dos principais recursos naturais, na planificação democrática da economia, na coexistência de formações económicas diversas, no controlo de gestão e na intervenção e participação efectiva dos trabalhadores na gestão das empresas públicas e de capitais públicos;
  • democracia social baseada na garantia efectiva dos direitos dos trabalhadores, no direito ao trabalho e à sua justa remuneração, em dignas condições de vida e de trabalho para todos os cidadãos, e no acesso generalizado e em condições de igualdade aos serviços e benefícios sociais, designadamente no domínio da saúde, ensino, habitação, segurança social, cultura física e desporto e tempos livres;
  • democracia cultural baseada no efectivo acesso das massas populares à criação e fruição da cultura e na liberdade e apoio à produção cultural.
  1. Um regime democrático tem de enfrentar e caminhar para a resolução dos mais graves problemas nacionais e de responder com êxito aos grandes desafios que se colocam a Portugal no fim do século XX. A democracia avançada no limiar do século XXI que o PCP propõe ao povo português contém cinco componentes ou objectivos fundamentais:

1ª - um regime de liberdade no qual o povo decida do seu destino e um Estado democrático, representativo, participado e moderno;

2ª - um desenvolvimento económico assente numa economia mista, moderna e dinâmica, ao serviço do povo e do País;

3ª - uma política social que garanta a melhoria generalizada das condições de vida do povo;

4ª - uma política cultural que assegure o acesso generalizado à livre criação e fruição culturais;

5ª - uma pátria independente e soberana com uma política de paz, amizade e cooperação com todos os povos.»

* * *

Posto o que, desde já declaro que não me darei ao trabalho entediante dos meus Leitores e de mim próprio de desmontar cada ponto da transcrição anterior.

Basta lembrarmo-nos do «gulag» siberiano e das purgas stalinistas de todos aqueles que nem chegaram à Sibéria por terem sido aniquilados nas caves da Lubianka para compreendermos o verdadeiro significado de liberdade política comunista; basta lembrarmo-nos do monte de real sucata que era o parque industrial não militar aquando do colapso do Império Soviético para compreendermos as consequências danosas da diabolização do lucro na ideologia marxista; basta lembrarmo-nos da massificação residencial em grandes blocos habitacionais com instalações sanitárias colectivas no rés do chão para compreendermos o significado de conforto no conceito soviético; basta lembrarmo-nos do «tratamento de luxo» dado a todos os intelectuais e artistas que não cantavam loas à «nomenklatura» do Partido; basta lembrarmo-nos do internacionalismo proletário marxista para compreendermos o significado de «Pátria» na mente de um comunista.

De tudo, para concluir que «democracia avançada» significa efectivamente a total ausência de democracia e que tem sido com este género de papas e bolos que os marxistas vêm enganando uns quantos desprevenidos.

Um dia destes que por aí vem, mando o meu cão dar umas dentadas em Gramsci e espantar as pombinhas da Cat’rina.

Fevereiro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

ELEIÇÕES À VISTA

  1. A ARMA QUE TERÇO

 

O voto é a minha arma e ela é serena, conservadora e progressista.

Arma serena porque nunca andei nem tenciono andar a correr e aos berros a trás duma qualquer bandeira de celeradas utopias.

Arma conservadora porque não quero revoluções que me perturbem a família nem o património físico ou mental.

Arma progressista porque quero mais e melhor para mim e para os meus compatriotas de modo a que todos tenham de seu atirando a inveja para as calendas do pretérito imperfeito e deixando de ser o grande instrumento da desunião nacional.

Eis para o que quero continuar a terçar a arma democrática, o voto.

Dezembro de 2020

Henrique Salles da Fonseca

(hoje não me alongo mais porque os olhos não deixam)

«FASTEN SEAT BELTS»

ou

AS MARAVILHAS DA FÉ

 

Sim, Caro Leitor, este é um texto polémico e por isso começo por lhe sugerir que aperte o cinto de segurança. É que, pese embora eu achar que a fé não se discute, não me sinto obrigado a nem sequer referir esse tipo de matérias. Cito-as acriticamente e cada Leitor que se dedique à adivinhação sobre o que penso.

E se a maior parte das vezes que se cita a fé se esteja a tratar de temas religiosos, aparecem também outras ocasiões em que podemos citar dogmas laicos.

Num calendário coincidente com a realização do Congresso dos comunistas leninistas stalinistas portugueses, os dogmas laicos jorram por tudo quanto é sítio do Pavilhão Paz e Amizade de Loures e basta escolher…

Então, começo logo pelo nome do próprio pavilhão em que se realiza o Congresso, o da paz e amizade, quando é sabido que o comunismo é militarista, expansionista, unicitário e, portanto, monolítico e, bem pior, taliónico. Ou seja, o comunismo é autista e só cultiva a paz e a amizade consigo próprio. À semelhança do islamismo cujo primeiro grande dogma consiste na atribuição a Maomé da autoria do Corão apesar de se saber que o Profeta não lia nem escrevia.  Mas os dogmas são assim mesmo, não se discutem e são apenas para quem neles crê.

A semelhança que existe entre o comunismo e o islamismo é o tratamento dado aos não comunistas e aos infiéis: o fuzilamento e a decapitação. A paz com os decapitados e a amizade com os fuzilados.

E se quanto a semelhanças entre estes «benignos» me fico por aqui, o marxismo tem outras facetas que me levam ao espanto por ainda haver quem, nestas primeiras décadas do séc. XXI, nele veja um caminho para o bem comum.

Que bem comum é possível num cenário em que a uma classe social é atribuído o monopólio das decisões com prejuízo total das demais classes?

Que bem comum é possível     quando o conceito de democracia consiste no nivelamento por baixo pelo despojamento de todo o conforto individual?

Que bem comum é possível quando a diabolização do lucro conduz inevitavelmente ao aniquilamento do investimento?

Que bem comum é possível quando a iniciativa individual é esmagada pelo planeamento central?

Que bem comum é possível prometer quando o determinismo histórico falhou clamorosamente em 1989 pela queda do muro de Berlim e pelo desmoronamento da URSS?

Pois é Caro Leitor, vejo-me obrigado a reconhecer que já escrevi textos mais imparciais e acríticos.

Mas com tanto dogmático por aí além a apregoar loas, também eu me sinto no direito de afirmar um dogma: este é um texto imparcial e… adogmático!

Apesar da minha «imparcialidade», o melhor é mantermos os cintos de segurança apertados não vá aparecer alguma verdade jorrada lá do pavilhão de Loures e nos magoarmos caindo de espanto.

Novembro de 2020

Henrique Salles da Fonseca

AS VACAS DO «AVANTE»

 

Nascido em 1945, lembro-me muito bem de, por vezes, aparecer na nossa caixa de correio um jornal chamado «Avante» impresso num papel muito fino quase ao estilo do que então se usava para o correio aéreo. Lembro-me de por mais de uma vez ter tentado ler o dito jornal e de logo às primeiras linhas ter desistido  da leitura por total falta de interesse. Não dei por que mais alguém lá em casa se interessasse por ele. Lembro-me dele, sim, no lixo quando lá fui despejar qualquer sebência. Conversando à mesa de jantar na ocorrência duma dessas raras aparições jornalísticas então clandestinas,, constatei que só a minha mãe e os meus avós tinham dado pelo jornal e ficámos a saber que tinha sido o meu avô que, depois de lhe dar uma fugaz mirada, o pusera a caminho do húmus. Foi o meu pai que explicou ser aquele o jornal do Partido Comunista e que, se um dia chegasse ao Poder, nos tirava os prédios. Adolescente, não precisei de mais explicações para me tornar anticomunista. Até hoje. Só que, hoje, com mais alguns argumentos…

Apesar de aqueles serem tempos da clandestinidade do PCP, eles eram também os das vacas gordas pois a URSS investia fortemente no derrube de Salazar e de Franco para os respectivos Partidos Comunistas tomarem o Poder e, daí, se estrangular a Europa entre a Cortina de Ferro e uma Península Ibérica comunizada. E assim continuou até à falência do comunismo em finais de 1989.

Caída a URSS, cessaram os apoios financeiros ao PCP tendo este que passar a fazer pela própria vida. Emagreceram as vacas mas o monolitismo doutrinário manteve-se. O enorme património imobiliária adquirido nos tempos delas gordas, não rende pois continua, romanticamente, a albergar os «Centros de Trabalho» onde nada se produz e tudo se consome; os descontos obrigatórios que os eleitos em listas comunistas fazem para apoio à tesouraria do Partido estão queda pois os eleitos são cada vez menos e o mesmo se diga da tendência dos apoios públicos (uma verba fixa por cada voto recebido nas urnas).

Numa perspectiva claramente minguante, o PCP vê-se a braços com as consequências do seu dogmatismo: perda de comunicação, perda de peso político, perda de receitas.

E as vacas cada vez mais magras…

Resta-lhes um punhado de erva, a que cresce na «Quinta da Atalaia».

Não sei adivinhar o futuro mas creio que o BE dificilmente aceitará a integração do PCP sob pena de se esgatanharem todos e o caldo se entornar por completo. Até não é má ideia; aqui fica a sugestão.

Mais uma vez, o determinismo histórico marxista a revelar-se às avessas contando-se já as costelas às vacas do Avante.

Agosto de 2020

Henrique Salles da Fonseca

EFEMÉRIDE

Estava eu há 50 anos a estagiar na EPAM - Escola Prática de Administração Militar, na Alameda das Linhas de Torres, em Lisboa, quando foi anunciada a morte do Doutor Salazar. Ocorrência esperada a qualquer momento face à situação clínica do enfermo, nada aconteceu. Ao contrário do que os seus adeptos ferrenhos queriam, o povo não se manifestou em rios de lágrimas nem se ouviram coros de prantos; ao contrário do que os comunistas queriam, não houve manifestações de júbilo nem as valetas das ruas se encheram de sangue. Nada, absolutamente nada. E nós, os crentes na Primavera Marcelista, imaginámos que o Professor Marcelo Caetano se sentiria então mais à vontade para conduzir Portugal no caminho suave para a democracia e com as colónias a caminho da autonomia integrada num processo pacífico.

Por todas estas razões, posso hoje afirmar que há 50 anos nada aconteceu: nem para salazaristas, nem para comunistas, nem para marcelistas.

Mas se a ocorrência não foi charneira histórica, ela pode hoje servir para lembrar algumas realidades sobre o Doutor Salazar:

  • Ao contrário da propaganda comunista, o Doutor Salazar não era fascista. Pelo contrário, instituiu um Estado de Direito – um Direito autocrático, sem dúvida, mas Direito publicamente conhecido de todos os cidadãos, aplicável a todos, sem excepção;
  • Herdeiro de um Estado falido, manteve sempre a política do equilíbrio das Finanças Públicas e condicionou todo o desenvolvimento – económico e social – a esse equilíbrio;
  • Autocrata, nunca fingiu ser democrata, muniu-se dos instrumentos de segurança nacional (não propriamente de segurança pessoal) que lhe pareceram convenientes. Refiro-me à PIDE já que tanto a Legião Portuguesa como a Brigada Naval não passavam de puros bluffs a que ele próprio, depois da guerra civil espanhola, deixou de dar qualquer importância – serviam para que uns quantos «maduros» se fardassem a fingir que eram uns durões. A Mocidade Portuguesa era uma brincadeira de crianças;
  • Em política externa, o Doutor Salazar foi exímio e nas épocas mais conturbadas assumiu a pasta dos Negócios Estrangeiros para gerir o processo sem intermediários. E a URSS não tomou a Península Ibérica como Stalin tinha imaginado.

E assim foi o que há 50 anos quase passou despercebido. Mas que hoje refiro como um estadista que nos salvou do nazismo, do fascismo e do comunismo.

E mais não digo porque acho que basta e porque não sei muito mais que dizer.

 

Julho de 2020

 

Henrique Salles da Fonseca

VEM AÍ O PAI NATAL…

… e a tripa magra já se imagina fôrra.

As pessoas finas, onde incluo as da Diplomacia, chamam frugais aos países do norte da UE e «da coesão» aos do sul. Nas histórias infantis, fala-se da formiga e da cigarra. Eu, que não sou diplomata, aos do norte chamo doadores e aos do sul perdulários.

E o Conselho Europeu não chega a acordo nem quanto ao montante global do Cabaz de Natal nem quanto aos critérios de distribuição. Muito menos acordo em relação ao controle do modo como os perdulários vão gastar as dádivas.

E por muito que os sulistas bramem «Ó filha dá cá o meu!», não é imaginável que o esbanjamento continue. Para que haja alguma transparência na aplicação de fundos doados ou emprestados, é necessário que os instrumentos de controle sejam minuciosamente geridos directamente pelos doadores sob pena de vingar algum tipo de compadrio lá pelas ilhas do Mar Egeu…

Julho de 2020

Henrique Salles da Fonseca

 

   

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