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A bem da Nação

NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM

 

 

Também no domínio da Cultura a crise está a reflectir uma profunda mudança nos hábitos dos portugueses e simultaneamente a exigir muita imaginação e criatividade aos agentes culturais.

 

É o que se passa por exemplo na Fnac. A recente campanha Troike a sua Erika pelo nosso Eça, em que se aceitam exemplares usados da trilogia 50 tons de cinzento de Erika H. James e, por um Euro apenas, o consumidor leva em troca uma obra de Eça de Queiroz à sua escolha, tem sido um estrondoso sucesso. A Cidade e as Serras é agora o nº 1 no top de vendas e todos os dias a Fnac fornece cerca de 50 toneladas extra de papel por dia para reciclagem, contribuindo para limpar o planeta. Esta campanha deve em breve ser alargada a Camilo, Garrett e outros clássicos da literatura portuguesa. A publicação de lixo com pretensões a literatura quase desapareceu por falta de compradores e pelo menos uma editora está a preparar uma edição de bolso dos grandes clássicos da literatura a um Euro.

 

Os museus de Portugal decidiram seguir o exemplo da Fundação Gulbenkian: a entrada em qualquer museu é gratuita ao domingo de manhã. Existem agora filas de famílias para entrar em museus, dantes quase abandonados, antes da abertura, às 10h de domingo. Diz um recepcionista, que prefere manter o anonimato: "Parece uma invasão. Nunca vi tanta gente neste museu!"

 

  No Festival ao Largo, organizado pelo Teatro Nacional de São Carlos e pela Companhia Nacional de Bailado, em Julho, os portugueses vão poder ouvir Peer Gynt, Turandot ou Carmen ao ar livre. E de graça. O director artístico, César Viseu, espera o dobro de visitantes em 2013 em relação a 2012 – ano em que o festival já foi uma festa, com mais de 50.000 visitantes. O exemplo é seguido noutras autarquias do país.

 

Mas provavelmente a novidade mais surpreendente na Cultura foi o anúncio pelo Governo da suspensão sine die da aplicação do Acordo Ortográfico. Portugal era o único país no espaço da Lusofonia que o tinha imposto. Calculados os custos de alterar a grafia do português, chegou-se à conclusão de que seria necessário agravar uma vez mais o IRS. Optou o Governo por cancelar a aplicação do acordo. Nem tudo são más notícias: graças à crise, voltámos todos a poder escrever português correcto. Com "c".

 

 Jorge Buescu

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