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A bem da Nação

A AMEAÇA ISLÂMICA À EUROPA



Segundo a comunicação social, o fundamentalismo muçulmano intenta levar a cabo acções terroristas na Europa.

Está mais que provado que a informação é extremamente importante para que seja posta em alerta a segurança dos Estados contra o extremismo islâmico, pois este não diferencia as suas vítimas uma vez que pode até atingir muçulmanos no espaço europeu com os seus atentados, sem quaisquer estados de alma.

Recordamos aqui o que foi há anos o massacre na Rue de Rennes em Paris, frente aos armazéns populares Tati, o ataque ao Metro parisiense, na estação St. Michel, em 25 de Julho de 1995 em que duas das vitimas foram trabalhadoras portuguesas, ou o ataque ao comboio na estação madrilena da Atocha, os ataques a escolas judaicas em Villeurbanne, nos arredores de Lyon, que despoletou, por parte da França, da operação "Vigipirate", os assassinatos em Toulouse e Londres por parte de muçulmanos, a tentativa de estrangulamento e decapitação dum militar no Bairro d e La Défense, em Paris, os milhares de carros queimados em Paris e arredores por extremistas islâmicos, os mais recentes acontecimentos em Trappes, nos arredores de Paris, consequência duma intervenção policial a uma muçulmana portadora de véu integral quando a França proibiu tal uso em espaço público, as bombas em Boston durante a maratona e outros evitados pela pronta intervenção das Autoridades de Segurança dos vários países da Europa.

A existência de mais de 16 milhões de muçulmanos na UE constitui um verdadeiro quebra-cabeças para a segurança, pois embora nem todos sejam terroristas, o certo é que se suspeita da existência de células terroristas muçulmanas adormecidas no espaço europeu.

A proposta terrorista de ataques a comboios leva-nos a voltar a considerar, como aqui já escrevemos, da suspeita de certos descarrilamentos ocorridos ultimamente como aquele que aconteceu em França com um comboio que galgou a gare, atingindo quem esperava no cais e quem nele viajava.

Lendo os comentários de leitores do online de jornais depressa nos apercebemos da existência de duas visões diametralmente opostas quanto às causas das ameaças e dos tristes eventos.

Os que professam uma ideologia de direita criticam duramente os autores extremistas.

Os que têm um tropismo para a esquerda, nomeadamente a comunista e a extrema-esquerda, têm a tendência para desculpabilizar tal tipo de terrorismo mas responsabilizando os USA pela sua politica externa agressiva para com o mundo muçulmano numa atitude de verdadeiro anti-americanismo primário, a lembrar o tempo da Guerra Fria, quando a URSS era o modelo exemplar a imitar e seguir.

Este posicionamento absurdo, revelador do desconhecimento de duas culturas diferenciadas, como são a dita ocidental e a islâmica, sobretudo referente ao conceito de vida e de morte, torna-a cúmplice das barbaridades cometidas.

Essa tal esquerda lembra sempre as Guerras do Iraque e do Afeganistão ou o apoio intransigente ao Estado de Israel contra o terrorismo do Hamas ou do Hezbollah, movimentos encarados como agentes libertadores e legítimos dum Estado Palestiniano, o qual teria como prioridade o desaparecimento de Israel.

Esquece que é a juventude americana a defender-nos na frente de combate e mais recentemente os jovens militares franceses a enfrentar o terrorismo jihadista, no norte do Mali, evitando aí a criação dum Estado Terrorista da AQMI, (Al Qaeda do Magreb Islâmico) ,com o apoio dos Tuaregs, os protegidos na altura por Kadhafi, os quais vieram a apoderar-se do armamento sofisticado do ditador para colocar em causa os interesses franceses ou a segurança da Europa.

A esquerda portuguesa comunizante não aprendeu nada com a Queda do Muro de Berlim e antes prefere continuar a arvorar de punho erguido as velhas bandeiras ultrapassadas e já colocadas no Museu das Ideologias.

19 de Agosto de 2013

 

Isaias Afonso Isaías Afonso

JACQUES VERGÈS E FERNANDO PITEIRA SANTOS

 

Em 1977, frequentei a cadeira de DESCOLONIZAÇÃO PORTUGUESA, na Faculdade de Letras de Lisboa, dirigida pelo comunista Fernando Piteira Santos. Era uma das cadeiras que escolhi dum elenco que permitia completar a licenciatura em História.

Regressado "compulsivamente" de Angola, a citada disciplina interessou-me sobremaneira pois eu havia sido uma das milhares de vitimas do criminoso processo de descolonização e que assistira "in loco" à maior traição da História de Portugal.

De 25 de Abril de 1974 a 15 de Setembro de 1975 fui compilando em Luanda uma espécie de diário onde mencionei o que ia observando no território ultramarino quanto ao processo do entreguismo miserável que se estava processando.

Esses apontamentos vieram posteriormente a servir-me para a apresentação dum trabalho na referida cadeira, entre outros, e que me foram indicados pelo Professor Piteira Santos.

 

 

 

 

Lembro-me que uma das minhas intervenções na sala de aula foi um comentário sobre uma conferência pronunciada em Roma pelo advogado francês Jacques Vergès, intitulada "Crime de Colonialismo".

Vem esta recordação a propósito da notícia da morte do famoso causídico, vitima de crise cardíaca, divulgada pela imprensa, ontem, dia 17 de Agosto.

Eu nunca ouvira falar em Vergès, até 1977. Logo descobri pelo conteúdo da conferência a linguagem comunista do seu autor bem como a simpatia nutrida por Piteira Santos sobre tal personagem.

Nesse mesmo ano passei a residir em França e finalmente vi na televisão gaulesa a sombria personalidade agora desaparecida.

Recordo a sua defesa do nazi Klaus Barbie, membro da Gestapo em Lyon, responsável pela morte do resistente Jean Moulin, de Carlos, o Chacal, terrorista ao serviço dos Palestinianos, bem como dos bombistas argelinos, autores dos massacres na Rue de Rennes, frente aos armazéns do Tati, em Paris.

Para maior conhecimento do sinistro advogado vim a ler a obra "Le Salaud Lumineux" sobre a sua biografia, do jornalista Jean Louis Remilleux.

Há suspeitas que Vergès estivera com Pol Pot no Camboja pois desapareceu durante nove anos e ele recusou sempre revelar onde estivera esse tempo.

Também se suspeita que foi um dos autores que metralhou uma central nuclear francesa.

O que se confirmou é que Jacques Vergès contribuiu para a fuga de Portugal de Araújo e Chipenda, antigos jogadores da Académica de Coimbra e este último também do Benfica, com passaportes falsos, forjados por Vergès para as fileiras do MPLA.

Este homem sinistro da mais sinistra ideologia politica só poderia ser conhecido pelo antigo assaltante do Quartel de Beja, em 1961, que dava pelo nome de Piteira Santos, que foi director do Diário de Lisboa e igualmente suspeito, entre vários outros, de ter denunciado à PIDE o General Humberto Delgado e que tem hoje o seu nome dado à Biblioteca Municipal da Amadora.

Um dia contarei a minha "História" com Fernando Piteira Santos na cadeira de Descolonização Portuguesa, na Faculdade de Letras de Lisboa, e que ele próprio também recordou na Casa de Portugal em Paris, durante uma conferência sobre Fernando Pessoa, quando ali me viu a assistir.

Não foi nada fácil lidar com o comunista docente.

 

 Isaías Afonso

 

 

A ESQUERDA GASTA E A DIREITA PAGA


Não me apetece pensar, mas....

Contudo, apetece-me ir dormir, depois de ouvir os trovões e a chuva a cair na cidade de Paris, com uma temperatura abafada.

E mais depressa quero ir adormecer depois de ouvir igualmente a voz estridente e irritadiça da desbocada Ana Gomes, na TVI Noticias.

Do mesmo modo, não desejo ouvir o deputado Filipe do PCP nem tão pouco um médico trotsquista, que me faz lembrar o ideólogo dos campos de concentração e do terrorismo na ex-URSS.

Também acho de grande incorrecção a presença de António Capucho no debate televisivo, não direi na mesma linha dum Pacheco Pereira, mas todo ele ressabiado, certamente por não lhe ter sido oferecido qualquer lugar no Governo.

Quem me fez sorrir foi a deputada Teresa Anjinho a dar lições de economia àquela esquerda, cuja forma de actuar só existe no "sitio" queiroseano ou na "choldra" carlista, tal é a mostra de irresponsabilidade da sinistra nacional em esconder o passado recente.

Fica-se realmente com a sensação que a esquerda, quer a democrática, representada pelo PS quer a terrorista, representada pelos comunistas do PCP e do BE, vive na convicção plena da inocência, como se de santos se tratasse,

enquanto a diabolização da coligação governativa é o instrumento que domina os cérebros empedernidos e fossilizados de quem faz da critica do bota abaixo o paradigma modelar da sua atitude.

O termo que mais choca os ouvidos da esquerda é a AUSTERIDADE.

 

O termo de grande preocupação da direita coligada é PAGAR AS DIVIDAS.

 

27 de Julho de 2013

 

 Isaías Afonso

OS CARRASCOS



SIMONE DE BEAUVOIR, a escritora comunista francesa, companheira do filósofo comunista JEAN PAUL SARTRE, utilizou a palavra "carrasco" referindo-se aos nazistas.

Decorria a época do aparecimento da teoria do existencialismo, da autoria de Sartre, que entusiasmou a minha geração, em que me via nas caves de S. Germain des  Près, a ouvir Juliette Greco, toda vestida de negro, ou o uso do penteado à Marlon Brando, mas sem brinco na orelha.

Tive o prazer em 1972 de ouvir em plena Alliance Française, durante o Curso que ali fiz de Métodos Audio Visuais e Laboratório de Línguas, no Boulevard Raspail 101, o famoso existencialista, depois de instado no Café de Flore habitual, ao lado de Beauvoir, de ser ele próprio a proferir a palestra sobre si.

Recusou de imediato, por não ter tempo disponível, mas a russa que chefiava o grupo acabou por convencê-lo, quando afirmou que frente a ele estavam 56 nacionalidades diferentes a solicitar-lhe que encontrasse um espaço na sua agenda.


E lá foi Sartre falar sobre si sempre na terceira pessoa, dizendo "Sartre pensa..." e nunca "eu penso..."

Anos antes e às escondidas havia lido Les Mains Sales e La Nausée, na vila alentejana de Serpa.

Vem isto a propósito das ideias politicas coevas quer de Sartre quer de Beauvoir. Assumiam a ideologia comunista e tive ainda oportunidade de assistir, ver e ler debates com o intelectual Judeu, Raymond Aron, quando passei a residir em França.


Para Sartre o filósofo politico Aron era "o cão da direita".

Assisti também à mudança de direcção de Ives Montand, o qual acabou por perceber os erros do estalinismo, chegando mesmo a retratar-se na televisão.

Sendo os russos um dos vencedores da Segunda Guerra Mundial os "carrascos" eram os nazistas e o comunismo era o caminho da sociedade sem classes e do paraíso das amplas liberdades.

Hoje sabemos, depois de 1989,que se os nazistas eram "carrascos", os comunistas são iguais ou piores que os "carrascos" nazistas.

Os três volumes de Stéphane Courtois testemunham horrores, entre 1917 e 1989,na ex-URSS e seus satélites, actos dos mais hediondos que se possam imaginar, configurando crimes contra a Humanidade.


A Presidente da AR Portuguesa foi demasiado complacente para com os "carrascos" que ali demonstraram por actos e gestos todo o ódio pela Democracia Representativa e a falta de respeito pela Instituição do Poder Legislativo.

Ali estavam retratados os carrascos comunistas que não viram nem ouviram o estrondo da Queda do Muro que separava a verdadeira liberdade do cativeiro e da escravatura comunistas.

OS CARRASCOS E SEUS CÚMPLICES DEVEM SER PUNIDOS PELOS SEUS CRIMES.
A DEMOCRACIA NAO PODE VERGAR-SE PERANTE OS ARRUACEIROS CARRASCOS.

 

Isaias Afonso Isaías Afonso

HÁ EMIGRANTES E EMIGRANTES



Vi na televisão, nos vários noticiários, contra a auto-estima dos portugueses, em que a desgraça continua, com as culpas habituais para o actual governo, como se fosse ele o malvado do endividamento nacional.

Este já vem de longe, mas a face visível da crise são Passos Coelho em larga escala e Paulo Portas um pouco menos.

Parece ser a história daquele amigo que emprestava dinheiro a outro, até que este deixou de lhe pagar os sucessivos empréstimos porque o fruto do seu trabalho já não dava para satisfazer tanto empréstimo.

Acabou também este por se revoltar contra o prestamista, porque fechara a torneira das dádivas e então jurou não querer pagar o que devia.

Veio agora A TV anunciar que mais de uma centena e meia de crianças saíram das escolas do 1°Ciclo, na região de Viana do Castelo, a caminho da emigração, acompanhando os seus pais.

A noticia é apresentada como uma tristeza mórbida, como se a emigração não tivesse sempre feito parte da estrutura económico-social portuguesa.

Tenho sempre encarado este fenómeno como uma partida para a valorização pessoal e, nesse aspecto, eu sei do que falo. Com 12 anos de Angola e três dezenas e meia de França, deu-me a clara noção de que apenas a partida é dramática e depois a emoção vai-se esbatendo e tudo se torna normal no espaço que nos acolheu.

A saída das crianças e dos pais é relatada no âmbito da culpa atribuída à actualidade. Aqueles que saíram antes não fazem parte do nosso fado porque a memória é curta ou ela tem a enorme faculdade dum fenómeno a que se dá o nome de esquecimento.

Curiosamente, há uma emigração que eleva a nossa auto-estima e que a imprensa relata como uma valorização acrescida. Trata-se da "exportação de treinadores de futebol".

Estes não são os emigrantes da crise, do drama ou da tragédia nacional. Não são tão pouco culpa deste Governo. Esses são a nossa auto-estima! Louvados e adorados como resultado da nossa capacidade, do nosso "know how" em matéria futebolística.

Os outros são os nossos "coitadinhos"!

A nossa imprensa é que é formada por uma corja de malfeitores que habitam um espaço que se chama Portugal.

Esses é que poderiam emigrar para os paraísos que andam a tentar vender barato.

 

23 de Junho de 2013

 

 Isaías Afonso

A CRISE E A DENÚNCIA



No antigo regime quase tudo constituía segredo.

Se havia um incêndio que provocasse um número elevado de mortes não era dada a noticia para não perturbar o sentimento das pessoas.

Se acontecesse uma inundação por excesso de precipitação ou devido ao aumento do caudal dum rio e que desse origem a devastações, a noticia a transmitir à população era reservada e sem pormenores para não causar constrangimentos emocionais.

Um atentado a um político, um movimento grevista, uma manifestação de rua, uma perseguição policial a amigos do alheio, uma opinião contra o Governo, eram objecto de censura para não alarmar o povo.

O antigo regime protegia a tranquilidade dos habitantes e protegia-se a si próprio, não fosse a opinião pública tornar-se uma realidade e exigisse a transparência dos seus actos.

O sossego imposto era encarado como um atentado à liberdade, sempre apregoado pelos arautos da Democracia.

Implantada a Democracia, passou a usar-se a denúncia e a inveja com toda a "transparência".

Hoje, tudo se denuncia.

A denúncia era um dos elementos característicos dos regimes comunistas como o foi nos regimes fascistas em que nenhum cidadão estaria ao abrigo desse acto cobarde.

Contudo, a denúncia também hoje faz parte dos regimes democráticos como o português.

O meu vizinho tem um chorudo salário, contrário ao regime de crise e austeridade em que o país está mergulhado. Deve ser denunciado à opinião pública.

O gestor dum banco intervencionado tem um salário escandaloso contrário ao discurso do PM que afirmou que tínhamos de empobrecer. Deve ser denunciado.

O deputado fugiu ao fisco, enviando capitais para "offshores". Deve ser denunciado.

Aquela empresa teve lucros fabulosos tendo dividendos extraordinários para os seus accionistas. Deve ser denunciada porque é imoral tão avultada distribuição de lucros num momento de tamanha crise. Deve ser denunciado.

E o que dizer daquele patrão que adquiriu um carro de grande cilindrada não se sabendo se foi com manigância ou por qualquer outra razão escondida. Deve ser denunciado.

Porém, no tempo em que não tínhamos esta actual taxa fiscal, no tempo em que não se verificava diminuição da massa salarial, no tempo em que não era preciso descontar taxas de solidariedade, no tempo em que se recebia 13°e 14° meses, no tempo em que tínhamos acesso a crédito e que até nos pediam para contrairmos empréstimos, no tempo em que passávamos férias no estrangeiro, que comprávamos casa, que a mobilávamos com todo o conforto e com toda a aparelhagem sofisticada de som e imagem, no tempo do bem-estar virtual, não era preciso praticar a denúncia nem tão pouco ter inveja dos luxos dos vizinhos. Ninguém pensava na denúncia.

Hoje a transparência dos actos exige a denúncia.

Toda a comunicação social se regala com o processo das denúncias.

A denúncia, com todos os adornos da democracia, faz vender e obter lucros.

Nos regimes comunistas eram heróis do regime os meninos que denunciavam os pais com ideias contra o Partido ou contra o Estado.

Nos regimes democráticos a denúncia deve ser praticada com transparência para não se assemelhar à denúncia comunista.

Com crises não há acto que não seja objecto de denúncia.

O curioso é que A DENÚNCIA É DERIVADA DA INVEJA.

 

20 de Maio de 2013

 

  Isaías Afonso

TERRORISMO NA EDUCAÇÃO

A comunagem dos docentes anda em êxtase com a greve aos exames.
Como não conseguem derrubar o governo através do Parlamento ou pela intervenção do Presidente da República, procuram pela via terrorista fazê-lo na rua em manifestações ou sabotando os exames dos alunos ou ainda pela organização de inquéritos em manobras que têm de merecer respostas adequadas pois, como redacção introdutória, definem a greve como acção de glória.
 
Há verdadeiros terroristas no ensino, os quais andam formatando o cérebro dos alunos para que estes se transformem também à sua imagem e semelhança. Torna-se, por isso, urgente e necessário levar a efeito acções de apoio ao Ministro Nuno Crato para que avance, o mais rapidamente possível, com as reformas adequadas de forma a limpar o sistema dos terroristas ali infiltrados pois, alinhando com as teses do PCP, através da FENPROF, não podem continuar a denegrir aqueles docentes que querem e procuram dar o seu melhor em prol da eficácia do ensino em Portugal.
 
Um país em crise necessita da conjunção de esforços de todos aqueles portugueses que colocam Portugal em primeiro lugar e só depois os seus interesses, ainda que eles se apresentem legitimos.
 
Há momentos adequados para a sua discussão com vista a encontrar-se soluções satisfatórias. É preciso, por conseguinte, levar a efeito manifestações e movimentações de forma a poder enfrentar-se a tentativa do derrube do Governo pela via revolucionária como desejam os terroristas que dizem ser professores.
 
E se se tornar imperativa a confrontação, esta é uma das acções como resposta necessária para pacificar a situação com vista à normalidade.

Isaias Afonso Isaías Afonso
 

A CRISE E A AUTO-ESTIMA



 

Um país em crise precisa de auto-estima.

Efectivamente, quando alguém atravessa um oceano de alterosas vagas, o mesmo é dizer, quando a crise nos chicoteia barbaramente, há que encontrar antídotos que constituam a suplência dos efeitos negativos.

Se por imbecilidade lamentarmos a cada instante que estamos desmoralizados, que sentimos um penoso desencanto, que nos enfiamos nas areias movediças do deserto, que somos ou continuamos infelizes, acentuamos o sentimento de crise e dificilmente conseguiremos escapar ao circulo infernal ou ao abraço de ferro que nos sufoca e estrangula.

Acontece o mesmo com o país ou com uma sociedade.

Descobrir os mais ínfimos pormenores para a conquista da libertação é tarefa que se impõe como um imperativo categórico.

A comunicação social de todos os quadrantes pode ser o veiculo que altere os comportamentos. Importa que ela saiba assumir a responsabilidade de contribuir para a auto-estima desejada, de forma a fazer sair o país do pântano da crise.

Acontece, porém, que uma sociedade em crise financeira tem um frágil poder de compra e a comunicação social, seja ela qual for, necessita de consumo. Por causa desta fragilidade tem-se optado pela esquizofrenia, isto é, na insistência da vivência em crise e se esta apresentar casos extremos, que impressionem os sentidos, é precisamente essa de que se socorre a comunicação social para aumentar o volume de vendas ou para fidelizar ouvintes ou telespectadores.

O futebol constitui hoje, e mais uma vez, uma espécie de antídoto à melancolia generalizada. A selecção nacional deve ser vencedora e o clube da nossa simpatia deve também alcançar o cume da vitória.

A nível interno as vitórias são menos benéficas para a inversão, mas as conquistadas no exterior têm outra influência mais generalizada. O facto de o Benfica ter chegado a uma final uniu os portugueses, mesmo que fossem de clubes diferentes, pois aliou-se o Benfica a Portugal e tentou-se a vitória. Parecia que estava em jogo a auto-estima do país. O clube jogou bem e essa auto-estima manteve-se apesar da derrota mínima.

Da mesma forma, vibrou-se com o percurso do Real Madrid na Taça dos Campeões Europeus, porque o treinador era um português e ali jogavam dois portugueses e um nacionalizado. A vitória do Real era um estimulo à nossa auto-estima e,  como não se verificou, houve uma descompressão que não alimentou a auto-estima.

Os feitos de Mourinho, Ronaldo, Coentrão e Pepe serviam para que o peito ilustre lusitano arfasse com mais vigor.

A saída de Mourinho do Real já foi uma espécie de machadada nessa auto-estima. A inveja e o ódio são ainda apanágio do comportamento nacional e gente houve que se regozijou com o desenlace, como também critica asperamente os sinais exteriores de riqueza dum Ronaldo.

Fala-se de Portugal porque se conhecem, se ouvem e se vêem tais atletas como expoentes máximos duma prática desportiva.

Gosta-se que um árbitro português dirija finais internacionais.

Adoram-se as medalhas conquistadas em competições internacionais por atletas portugueses.

Estas pequenas manifestações fazem parte da auto-estima nacional e até sorrimos de satisfação, quando tal tem lugar.

A crise é subitamente esquecida para dar lugar à satisfação pelos triunfos que fazem parte da nossa auto-estima.

Chegar ao equilíbrio financeiro do país será a auto-estima mais desejada.

 

Isaias Afonso Isaías Afonso

A HISTORIA DO DESIGNIO NACIONAL


 Portugal começou a ter a "noção de império" com o nosso monarca D. João II, quando adoptou a "Doutrina do Mare Clausum", isto é, ninguém podia navegar nos mares descobertos pelos portugueses, sem autorização do rei de Portugal, e a "Politica de Sigilo",em que ninguém podia divulgar os mares onde Portugal navegava nem dar a conhecer a cartografia portuguesa.

O próprio Tratado de Tordesilhas só foi possível alargar o espaço a nosso favor, contrariamente ao que pretendiam os Reis Católicos de Espanha, pelo conhecimento que possuímos das regiões onde as nossas naus sulcavam os mares.

Esta noção ou a "questão colonial" nunca esteve ausente das nossas revoluções e o titulo atribuído a D. Manuel I apenas consolida essa noção, alargando o titulo simples de D. Afonso III, Rei de Portugal e dos Algarves, até ao de Senhor do Comércio e da Navegação, da Guiné, da Arábia, da Pérsia e da Índia.

Vejamos as nossas revoluções principais e acontecimentos históricos sempre ligados ao problema colonial.

Comecemos por 1640 que levou à expulsão de Filipe III de Portugal e IV de Espanha. A governação filipina tinha abandonado a defesa das nossas colónias e uma parte do Brasil, de Angola e de S. Tomé já se encontravam na posse dos holandeses. Assim, fez-se a revolução não só para expulsar o Filipe, mas também para recuperar esses territórios. Os próprios " colonos brasileiros" libertam o Brasil e pagam as despesas da armada de Salvador Correia de Sá e Benevides que vai libertar Angola. Os holandeses abandonam S. Tomé, quando têm conhecimento da queda de Angola. Voltava, deste modo, à posse portuguesa o "Triângulo da Escravatura".

Vejamos a Revolução de 1820 dirigida pelo Juiz Desembargador do Tribunal da Relação do Porto, Manuel Fernandes Tomás, com o apoio da Loja Maçónica Sinédrio. A intenção da revolução não era apenas expulsar o inglês William Beresford, substituir a Monarquia Absoluta pela Monarquia Constitucional, mas havia igualmente subjacente uma "questão colonial".Estamos convencidos que já em 1817,com a tentativa do General Gomes Freire de Andrade, enforcado nos Campos Mártires da Pátria, havia as mesmas intenções. A Família Real abandonara Portugal, quando das Invasões Napoleónicas, a caminho do Brasil. A longa permanência neste território levou à elevação do Brasil à categoria de Reino. As transacções comerciais já se faziam directamente com a Europa sem passar por Portugal, o que prejudicou claramente os interesses burgueses do nosso país. A Família Real foi obrigada a regressar a Portugal e o Brasil voltou a ser colónia, sendo restabelecido o anterior circuito comercial. É verdade que foi de curta duração, pois o Grito do Ipiranga levou à Independência do Brasil em 1822 e ao seu reconhecimento em 1825.

Analisemos a implantação da República em 5 de Outubro de 1910.Ela resultou das dificuldades de governação da Monarquia Constitucional, mas igualmente derivou dum "problema colonial", relacionado com o Ultimatum Inglês de 1890 ou com a "Questão do Mapa Cor de Rosa".O território entre Angola e Moçambique era pertença de Portugal, onde tínhamos uma pequena presença militar. O território era conhecido pelo Chire, nome do rio, e que dava acesso ao Chinde. A Inglaterra pretendeu construir uma linha de caminho de ferro, desde o Cabo até ao Cairo, a qual atravessaria a região citada. Deu 48 horas ao nosso Rei D. Carlos para abandonarmos aquela região, pois ser-nos-ia declarada guerra, se o não fizéssemos. O monarca cedeu, mandando retirar a força militar. Os partidários da República aproveitaram a fraqueza do monarca e armaram a mão do Buiça, que assassinou o Rei e o filho mais velho Luis Filipe, ferindo também D. Manuel, no Terreiro do Paço, quando o monarca regressava duma caçada em Vila Viçosa. O novo Rei não resistiu à Revolta de 5 de Outubro de 1910,onde a Loja Maçónica Carbonária teve real influência.

Aproveitemos também o caso da Primeira Guerra Mundial relacionada com as colónias portuguesas. A Primeira República, durante o conflito, sempre defendeu os nossos territórios de África duma possível investida alemã. Por esse motivo, Afonso Costa foi à Conferência de Versailles, depois do final da guerra, exigir o pagamento de indemnizações de guerra à Alemanha, citando a nossa presença em La Lys e a defesa das colónias portuguesas. Na primeira República apenas um deputado fez uma proposta da venda de Angola, que foi rejeitada.

Passemos à Segunda Guerra Mundial. Salazar adoptou a "neutralidade colaborante" no conflito, que os portugueses aplaudiram e agradeceram.

Procurou, desta forma, em caso de vitória ou dos Aliados ou do Eixo poder preservar o "império colonial".Vislumbrando a vitória aliada, cedo influenciou favoravelmente os Aliados para a questão da preservação do império e a concessão da base dos Açores aos americanos insere-se na ideia da defesa e da preservação do império português.

As promessas dos aliados aos povos que ajudaram no conflito foram as independências das colónias. Chamaram a esse facto os "Ventos da História". O termo "colonização", de forte conotação cultural e civilizacional, foi substituído por "colonialismo",com implicações "imperialistas" de domínio e exploração. A colonização é posta em causa precisamente pelos países, de grande potência militar, nomeadamente a ex-URSS, os USA, a China e vários países europeus. Duma forma geral, todos possuíam colónias, a que chamavam zonas de influência estratégica. Sobressaíam a URSS com os países satélites sob o seu domínio e os USA também com "la main mise" sobre países tutelados politica e economicamente.

Fazem-se descolonizações apressadas, a chamada segunda vaga de descolonizações, depois de alguns conflitos com os descolonizados e a normalidade nunca mais voltou aos novos independentes, onde predominaram ditaduras cada vez mais sanguinárias.

Portugal recusou a independência das suas colónias ou das suas Províncias Ultramarinas ou Estados, dentro do princípio do seu "DESIGNIO NACIONAL" que já vinha desde D. João II.

O Estado da Índia é invadido pelas tropas do Pandit Nehru e Goa, Damão, Diu, Dadrá e Nagar Aveli são ocupados pela força, apesar da heroicidade dum Aniceto do Rosário ou de termos ganho a questão da Índia no Tribunal da Haia. O direito da força sobrepôs-se à força do direito.

Em 4 de Fevereiro de 1961 e 15 de Março do mesmo ano, Angola sofre o ataque à esquadra da policia da Estrada de Catete por elementos afectos ao MPLA e ao ataque terrorista da UPA, mais tarde FNLA, no norte de Angola, onde foram chacinados barbaramente cerca de cinco mil portugueses, desde brancos, mulatos e negros, o que levou ao primeiro êxodo de Angola para Portugal. Seguiu-se depois Moçambique e Guiné-Bissau. Tudo isto aliado à "pirataria" do navio Santa Maria, com Henrique Galvão.

Salazar, dentro do princípio do "DESIGNIO NACIONAL" recusou ceder às pretensões do General Botelho Moniz, em 1961, para o demitir e entrar em negociações com os terroristas. Dá-se o ataque ao Quartel de Beja por elementos da oposição em nome da luta contra o fascismo. Juguladas as intentonas, Salazar assume o "rapidamente e em força para Angola".

Começa a Guerra Colonial ou do Ultramar.

Em Abril de 74 a revolução é anti-colonial e a guerra de 13 anos termina.

Adopta-se um processo de descolonização que configura traição à Pátria e aos povos descolonizados. Os seus autores chamaram-lhe "descolonização exemplar".Como não tivesse sido passaram a denominá-la como "descolonização possível" para finalmente ter sido uma "tragédia" como a definiu Melo Antunes, quase à hora da morte.

O processo de descolonização cingiu-se a passar o poder de Portugal para movimentos comunistas, como o PAIGC, o MDLSTP, o MPLA, a FRELIMO e a FRETILIN, desprezando-se outros movimentos como a UNITA e FNLA, a RENAMO ou a UDT e APODETI.

A guerra continuou em Angola, em Moçambique e em Timor e na Guiné têm-se sucedido golpes de estado.

Amputar o espaço geográfico e económico num ano criou a indigência de Portugal e situações ditatoriais nos descolonizados.

Terminou, da pior maneira, o DESIGNIO NACIONAL" e a guerra de 13 anos não estava de molde a fazer-se o entreguismo miserável que se praticou. Havia dificuldades ainda na Guiné, porque perdêramos o controlo do ar, mas em Angola a guerra estava ganha e Moçambique para lá se caminhava.

O DESIGNIO NACIONAL hoje é a UE. Enquanto foi fornecedora de dinheiro a UE foi o tesouro de Ali Babá. Hoje apenas restam os ladrões e os portugueses que aplaudiram o fim da Guerra do Ultramar atiram-se ferozmente a quem nos quer impor uma disciplina orçamental para evitar que continuemos a ser apenas dissipadores.

Mas quem é que quer fazer sacrifícios nos tempos que decorrem, quando habituaram os portugueses à riqueza virtual???

 

 Isaías Afonso

PRIMAVERAS

 

 

 

Quando Marcelo Caetano chegou ao poder e fez uma tentativa de "abertura de regime", chamou-se a esse período a "Primavera Marcelista". Foi de curta duração porque os ultras não permitiram largueza de horizontes políticos, talvez por recearem as consequências da abertura a uma esquerda esquizofrénica como aquela que temos nos nossos dias sem qualquer consideração pela situação do país.

Sabatino Moscati, na sua obra L'Orient avant les Grecs, chamou "Primavera dos Povos" às movimentações das populações na ocupação de melhores espaços para a sua sobrevivência, semelhante às migrações, cujas populações procuram melhores condições de vida para si e seus familiares.


 

Na antiga Checoslováquia de Alexandre Dubcek, também o governante tentou a sua "Primavera de Praga", procurando um "socialismo de rosto humano", o mesmo é dizer, fugir do comunismo puro e duro e encontrar um socialismo de cariz democrático. Foi Sol de pouca duração porque o Pacto de Varsóvia não permitiu veleidades e o Primeiro Ministro foi depressa transformado em jardineiro em Bratislava.

No norte de África sopraram os ventos da "Primavera Árabe", desde a Líbia à Tunísia e Egipto afastando ditadores os quais mantinham em respeito a infiltração islamita no poder. Realizada a abertura, depressa se esfumou a esperança e a "Primavera Árabe" parece ter-se transformado no "Inverno Árabe", com a continuação de revoltas e atentados a opositores ou a chegada ao poder de facções fundamentalistas religiosas.


A intervenção da França e da Inglaterra no caso líbio, com apoio na retaguarda dos americanos, haveria de ocasionar o caos no país permitindo que muçulmanos radicais se apoderassem de armamento e tecnologia militar sofisticadas, as quais puseram em perigo a segurança europeia dado que os "jihadistas" passaram a possuir e a dominar mísseis solo/ar portáteis Milão ou SAM7, lança-roquetes RPG, metralhadoras pesadas, etc.


Esta "Primavera Árabe" tem sido um pesadelo de tal forma que a França continua a intervir no Mali para evitar a criação dum Estado Terrorista Islamita, sob a direcção da AQMI, um dos braços da El Qaeda. Não evitou o assassinato do Embaixador americano na Líbia ou o ataque a um avião de passageiros israelita no Quénia com os mísseis referenciados, mas que o aparelho escapou por possuir tecnologia infravermelha que os detectou ou os casos de Toulouse do modelo de "célula terrorista adormecida" despertada para acção ou mais recentemente os casos de atentados em Londres e na Defense em Paris.


Parece então que as diferentes "Primaveras" nunca atingiram objectivos desejados e de acordo com a esperança que as envolveu. Em termos de tranquilidade e paz, têm sido um desastre, excepto para "terroristas encartados".


Em Portugal, nem a Primavera, enquanto estação do ano, nem enquanto politica fazem o seu reaparecimento. Baixas temperaturas, céu nublado, chuvas, ventos incómodos, fazem-na tardar e a Primavera Coelhista/Portista continua adiada, com os portugueses de novo embalados pelas promessas "Securitárias" dum (in)Seguro, que promete ser diferente para tudo ficar na mesma.

 

 Isaías Afonso

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