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A bem da Nação

ATENÇÃO ELEITORES

 

ASSEMBLEIA NACIONAL.jpg

 

Atenção eleitores, temos agora mais um partido de extrema-esquerda: o PSD

 

O PSD já tinha mostrado desde 1978, quando a ele aderi na esperança de poder contribuir para a recuperação da nossa Marinha de Comércio, das Pescas e de Recreio, que tinha a respeito destas actividades, que foram essenciais à existência de Portugal desde que ele existe e continuam a permitir a criação de numerosos postos de trabalho, o mesmo desprezo dos partidos da extrema-esquerda que sempre alinharam nos preconceitos de colonialista de uma e de fascista de outra perdendo-se assim muitos milhões de euros que seriam muito importantes para ajudar a diminuir a nossa dívida.

 

E por causa disto acabei por sair quando as destruições durante o governo de Cavaco Silva atingiram o meu limite de resistência.

 

Agora, a situação do País, que necessita medidas de reorganização e de incentivos concretos ao investimento produtivo (e por exemplo não às obras disparatadas como as que vemos em Lisboa) e portanto ao crescimento do capital privado, é forçoso que esteja na maioria da nossa Assembleia Nacional quem cumpra estes desígnios que não são partilhados pela extrema-esquerda que só pensa em aumentar a despesa e não a receita.

 

Portanto, se houver qualquer destes dias eleições, os eleitores devem atender escrupulosamente quais são os partidos que de facto nos podem dar esperança de realizarem políticas de crescimento real e não de aumentos sistemáticos das dívidas.

 

Mais de extrema-esquerda… não!

 

Lisboa, 21 de Janeiro de 2017

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

UM PAÍS QUE CONTINUA DISTRAÍDO…

 

Press info.jpg

 

Estamos no início de 2017.

 

A Comunicação Social está cheia de previsões, avaliações, confusões e alguns intrujões mas continuamos o rumo iniciado em 74 de não dar a devida importância às atividades que foram o alicerce da nossa formação como País independente e da nossa Portugalidade, pois antes não havia Portugueses.

 

Festejamos várias datas de revoluções exceto a que melhores resultados obteve como foi a 1383-85 que colocou D. João I no trono evitando passarmos a ser uma região de Castela e possibilitando a epopeia dos Descobrimentos Marítimos.

 

Entretanto como consequência da enorme tolice dos preconceitos de que a Marinha (entendendo-se composta pela Armada, Comércio, Pescas e Recreio) foi uma atividade colonialista e fascista que importava eliminar posição esta que curiosamente não é apenas defendida pela esquerda pois a nossa direita procede da mesma forma com a colaboração ativamente negativa da nossa Comunicação Social.

 

Até o nosso Presidente da República ainda não quebrou este enguiço.

 

Este desabafo vai no sentido de chamar a vossa atenção para o que importa de facto fazermos mais para corrigir este rumo de colisão em que navegamos.

 

Lisboa, 2 de Janeiro de 2017

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

AS DUAS FACES DA CRISE – 3

 

Segunda face

 

O que de facto aconteceu não foi apenas uma crise económico-financeira mas na verdade uma crise estrutural porque se enfraqueceram atividades essenciais à natureza profunda de Portugal e dos Portugueses e à manutenção da sua independência, e ainda se praticou uma gestão ineficiente com aumento da democratização da corrupção.

 

CORRUPT-MONEY.jpg

 

Com efeito foram destruídas empresas industriais e a Marinha que ficou quase reduzida à sua componente militar: a Armada, indevidamente denominada a Marinha Portuguesa pois esta é constituída pela Armada com certeza mas também pelas Marinhas de Comércio, de Pesca e de Recreio, que têm sido tratadas até agora de forma inaceitável por ignorância e preconceitos vários como seja a primeira ser colonialista, a segunda desprezada e a terceira fascista!

 

E mais ainda: a vida económica assenta em três fatores essenciais: o Estado, o Trabalho e o Capital.

 

A revolução de 74 tratou o Capital como inimigo a abater mas sem capital não há desenvolvimento. Talvez os mais novos não saibam que um dos chefes da revolução de Abril pouco tempo depois foi visitar o Primeiro Ministro da Suécia Olaf Palme quando este lhe perguntou quais eram os seus objetivos essenciais ele respondeu-lhe ser acabar com os ricos ao que o sueco retorquiu que na Suécia o objetivo era acabar com os pobres.

 

 Há capitalistas desonestos com certeza mas para nos defender há a polícia e as eficiência dos Órgãos de Soberania. Também há políticos desonestos é lá por isto não se acaba com eles, pois aí a polícia também fará o que deve. Há muita fuga aos impostos mas nem há fiscalização eficaz sequer aos serviços estatais nem há medidas de motivação para que todos cumpram melhor os seus deveres sociais. Há forte indisciplina quer no tráfego automóvel quer no pagamento dos impostos e em outros comportamentos desde o que ocorre na rua até ao mais elevado escalão que é a nossa Assembleia da República e também há corrupção democratizada que afeta toda a vida política, económica e social.

 

Assim outra face da crise: como será o futuro que eu desejo porque o que será depende não só de fatores externos, mas principalmente do que nós quisermos e cuja lista se apresenta a seguir.

 

Há dependências externas que não controlamos mas que devemos prever e saber tratá-las convenientemente com certeza.

 

Mas há muitas dependências internas que nos temos recusado analisar e sem as corrigirmos jamais poderemos recuperar a independência perdida e para começar teremos que corrigir as duas principais falhas verificadas nestas últimas décadas que são a excessiva corrupção e a gestão praticada principalmente no Estado mas também no setor privado ter sido pouco eficiente em especial no que respeita à tomada de decisões e à definição de responsáveis.

 

Na verdade desprezaram-se atividades produtivas essenciais em particular as de Marinha porque além de serem económicas foram e continuam a ser estruturais da independência nacional e acabámos mais recentemente por perder o controle das que restavam em nome duma privatização evitável e algo suicida.

 

É certo ter havido forte descapitalização durante o período dito PREC mas depois disso passado havia e tem que haver motivações reais para aumentar a capitalização quer pela via fiscal quer legislando de forma a dar aos capitais portugueses condições idênticas às que lhes são dadas por outros países europeus.

 

Por outro lado, há vários projetos, alguns deles com mais de 20 anos, que aguardam decisão de Governantes, sejam do Governo Central ou de Autarquias, e cujo atraso na criação de postos de trabalho já causou ao País prejuízos de muitos milhares de milhões de euros, e tudo isto perante o silêncio da nossa comunicação social.

 

Em resumo: ser realizada a optimização dos serviços do Estado, central e autárquico, de forma a ser mais eficiente no controle dos seus custos e do cumprimento pelos cidadãos dos seus deveres e deixar de ser entrave do progresso e passar a ser motivador da eficiência global.

 

De facto quem manda, para poder ser exigente, tem que dar o exemplo dessa mesma exigência.

 

E nunca esquecer que uma democracia, para ter sucesso, leia-se sucesso como a melhor qualidade de vida de toda a sua população, exige a participação activa de todos os cidadãos e não sermos como acusava Aquilino Ribeiro um país de estássemarimbandistas.

 

Em resumo: tanto a corrupção como a indisciplina existentes num país nunca são características da sua população, mas são sempre consequência das práticas deficientes das suas lideranças e destas não cumprirem os princípios da gestão eficiente. 

 

FIM

 

XXII Colóquio dos Olivais

 

Novembro 2016

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

AS DUAS FACES DA CRISE – 2

 

 

A crise actual denominada de 2008

 

... que afectou o nosso país e praticamente todo o mundo, na verdade não só tem duas componentes, uma nacional e outra internacional, mas também teve início algum tempo antes, tempo esse conforme a componente a que se referir. Pois a componente nacional começou a definir-se na segunda metade da década de 80 enquanto a internacional tenho mais dificuldade em fixar o seu início mas certamente foi anterior.

 

Convém alertar o leitor para o perigo que advém de se considerar a nossa crise como uma consequência inevitável da internacional obviamente desresponsabilizando os maiores responsáveis quando na verdade não é assim totalmente pois se tivéssemos tido uma gestão eficiente por parte dos nossos Órgãos de Soberania, a nossa crise teria certamente sido muito mais ligeira.

 

Porquê falar agora e assim? Porque as acções a realizar na gestão, seja de uma família, de uma empresa ou de um país, têm que ter em conta o passado, particularmente o mais próximo e analisá-lo correctamente de forma a corrigir da melhor forma o rumo correcto tal como acontece quando se conduz qualquer veículo. Se assim não for feito, os resultados serão garantidamente desastrosos.

 

Ora o que tem acontecido desde 2008 é essa análise ter sido insuficiente e assim o rumo seguido continuar a gerar resultados muito negativos tanto para a nossa independência como para a nossa riqueza e portanto para a vida da nossa população.

 

Agora peço a vossa atenção para me acompanharem na recordação do caminho que eu próprio fiz na vivência desta crise.

 

Revolução.jpg

 

 

Primeira face:

 

As minhas primeiras intromissões activas na política portuguesa deram-se quando no início da década de 70, por volta de 72/73 me convenci que havia sintomas de grande fragilização no poder instalado e talvez ainda houvesse alguma possibilidade de ser feita uma “revolução interna” que permitisse corrigir alguns dos erros mais pesados do passado recente.

 

Assim como tinha um amigo que ocupava um lugar cimeiro do poder e eu era responsável por uma empresa de consultadoria de gestão, apresentei-lhe o resumo de um diagnóstico da situação e de uma alternativa de solução, mas após uma segunda reunião que ocorreu por volta de Outubro de 73 ficou claro não haver qualquer vontade concreta de tais mudanças serem realizadas e acabei por lhe dizer quando nos despedimos que não lhe dava mais de seis meses de permanência no poder.

 

E de facto assim aconteceu…

 

Mas tal como foi a revolução de 1910, que foi mais perdida por quem estava no poder do que ganha pelos revoltosos, também esta de Abril de 74 foi mais perdida pelo Governo de Marcelo Caetano que ganha pelo MFA como tive ocasião de verificar quando pude ler um relatório da PIDE para o então Presidente do Conselho de Ministros onde ficou clara a sua decisão de permitir a revolução com um presumido controle que de facto não era minimamente viável, e além disto com a minha própria experiência visto ter sido membro dos 2º e 3º Governos Provisórios e mais tarde do Governo da AD.

 

E o resultado foi idêntico ao de 1910: o regime recém instalado era frágil e a natural instabilidade durou quase uma década até se atingir com o IX Governo Constitucional a estabilidade indispensável que permitisse finalmente o desenvolvimento económico e social desejável para o País e para a população pois em tempos idos o País tinha estado melhor mas a população nem por isso.

 

Durante este período de meados da década de 80 a 98, inicia-se uma mudança a nível financeiro e económico mundial de desregulação e liberalismo com Reagan nos EU e Tatcher em Inglaterra que propiciaram no início grandes vantagens para estes países mas com consequências seguintes muito prejudiciais para os países mais fracos e para os que não souberam defender-se. O desenvolvimento das “futures” e de outros produtos financeiros de elevado grau de risco e muito susceptíveis de especulação veio aumentar a perturbação dos enormes volumes de dinheiro movimentado sem controle e acabou por iniciar uma crise mundial de especulações e imparidades que explodiu em 2008 afectando principalmente os países que não souberam defender-se eficazmente com uma gestão eficiente.

 

Convém para melhor se entender a minha visão deste tema notar que a crise internacional eclodiu em 2008 e a nossa três anos depois, o que significa que durante estes três anos não só nada se fez para prevenir os efeitos daquela eclosão como ainda nos afundámos mais…

 

Os anos 80:

 

A partir de segunda metade da década de 80 o rumo da política portuguesa foi seguidista do neoliberalismo em início de carreira por Reagan e Tatcher e logo a seguir com a entrada dos fundos europeus foi-se desenvolvendo em Portugal um clima de despesismo, não de investimento produtivo, que ajudado pelos baixos juros até 1998 já tinha destruído parte importante da nossa capacidade produtiva industrial, tinha impedido a recuperação de parte relevante da nossa Marinha de Comércio, tinha atropelado algumas iniciativas privadas como por exemplo o C. C. Belém, tinha desenvolvido o sector imobiliário havendo informações, embora pouco seguras, de que os valores dos empréstimos eram substancialmente mais altos que a realidade, tinham continuado a aumentar as despesas do Estado, também havia informações por vezes algo difusas da existência de elevadas quantias movimentadas fora do controle que aliás a desregulação em marcha só facilitava.

 

E tinha-se a noção de se ter formado uma classe de intermediários dos fundos europeus entrados no País constituída por elementos dos partidos políticos e privados que pouco ou nada produziam e eram pois essencialmente parasitas da nossa população produtiva.

 

Assim em 1998 convenci-me de que estavam criadas as condições para a eclosão, em data que eu não conseguia prever, de uma crise económico-financeira de enorme dimensão a nível global mas garantidamente também a nível nacional.

 

O que me levou a tratar rapidamente de resolver um problema familiar de partilhas que ficou resolvido em 2000 uma vez que toda a família concordou com as minhas previsões embora por alguns consideradas excessivamente pessimistas.

 

Antes de passar para a segunda face não posso deixar de recordar a minha estupefacção perante o facto de eu não sendo economista ter tido esta previsão e durante todo o período de formação da dita crise não ter reparado em qualquer chamada de atenção dos economistas e financeiros de serviço para o que se estava a preparar, particularmente para os que não trabalhavam na Banca pois estes estavam a ter chorudas gratificações com os lucros resultantes dos elevados montantes de créditos processados, que mais se verificou se terem tornado em imparidades.

 

É claro que o que se passou nos anos a seguir a 98 ainda é mais relevante porque as despesas do Estado a aumentarem, o volume crescente de entradas de dinheiro quer em fundos europeus quer em empréstimos ao Estado e aos privados e a manutenção sistemática do mesmo nível do PIB nacional não permitiam qualquer dúvida ao que acabou por acontecer em 2011.

 

E quanto a responsáveis pela crise o que há a dizer: quase toda a gente começando pelos políticos que governavam, isto é Órgãos de Soberania e Autarquias mas também os poderes corporativos e os muitos privados que se endividaram excessivamente mais para consumo que para investimento produtivo.

 

(continua)

 

XXII Colóquio dos Olivais

 

Novembro 2016

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

AS DUAS FACES DA CRISE – 1

 

como-vencer-a-crise.jpg

 

Introdução

 

O que é uma crise e porque tem duas faces e não digo fases porque são mais do que o tempo que duraram pois são aquilo que nós ficámos a sentir como característico da nossa vida durante todo o período abrangido por ela.

 

Definição de crise: é uma palavra com significados diversos conforme o assunto a que se refere mas em geral trata-se de haver uma mudança da estabilidade de uma situação para outra eventualmente pior. Mas a palavra crise também está ligada ao significado de acção de criticar e discernir que é característica destes acontecimentos de mudança… e que criam a oportunidade de mudar para melhor ou não conforme as circunstâncias e a vontade dos protagonistas.

 

E portanto, tem duas faces: a primeira é a data em que ela é declarada em conjunto com os factos que a originaram e a segunda é caracterizada pelas oportunidades e pelos riscos das soluções possíveis. Assim, a primeira é analítica e histórica e a segunda deve ser um plano de acção para o futuro próximo até porque há sempre nestes momentos de crise bastante urgência em sair dela.

 

Mas para que a segunda face tenha condições propícias ao sucesso, que será aumentar principalmente a competitividade nacional e portanto o nível de vida da população e a independência do País, é forçoso e indispensável que a análise dos acontecimentos todos que ocorreram seja feita sem preconceitos e com profundidade e justiça.

 

Uma breve palavra sobre os preconceitos que são com frequência a causa dos maiores desastres na nossa história até porque muitas vezes estão ligados a fanatismo…Com efeito um preconceito é uma convicção sem fundamentação racional e mais do domínio do emocional com enorme influência no comportamento particularmente na tomada de decisões.

 

Por vezes alguns preconceitos aparecem ligados à luta pelo poder e à ganância como aconteceu com o preconceito anti semita, mas de facto o mais importante na prática é serem um obstáculo irredutível de uma análise correta das bases da decisão que se vai tomar. Como exemplo temos o preconceito de considerar as antigas colónias como províncias, embora nunca tivessem sido tratadas como tal, o que provocou as guerras coloniais que tantos prejuízos causaram a todos os intervenientes até hoje sentidos.

 

Quando falamos de crises e olhamos para a nossa história, nossa da humanidade e não apenas a portuguesa, ficamos com a noção que de facto ela é uma sucessão de crises umas vezes mais profundas outras vezes menos, umas vezes com final feliz outras não.

 

No caso particular português também foi assim mas houve uma com final feliz que merece ser recordada exactamente por essa razão que foi a de 1383-85 que acabou por levar ao trono D. João I por influência da burguesia do Porto, de Lisboa e de Lagos e permitiu a realização dos descobrimentos marítimos pela dinastia de Avis que ao contrário do que ensinam os manuais de história acabou quando D. João II morreu. O rei D. Manuel I já foi de facto um Bragança.

 

Assim conseguiu-se na segunda face desta crise evitar a perda da independência e da oportunidade de aproveitar toda a evolução realizada na primeira dinastia que não só consolidou o território mas também a população que era muito heterogénea e tinha ganho características muito influenciadas pela actividade marinheira derivada do grande desenvolvimento da nossa Marinha que permitiu em 1415 a utilização de cerca de 200 embarcações de maior porte durante mais de um ano na conquista de Ceuta, sem que houvesse notícia de decréscimo da actividade económica do País.

 

Em contrapartida se em vez de D. João Mestre de Avis tivesse ficado Rei D. João de Castela a respectiva elite dominante não seria a que tivemos mas a da nobreza ligada a Castela sem características marinheiras e Portugal passaria a uma região da Espanha.

 

E como já tive ocasião de afirmar várias vezes, repito: para Portugal o Mar sem Marinha não é mais do que paisagem.

 

(continua)

 

XXII Colóquio dos Olivais

 

Novembro 2016

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

COMO BAIXAR A ABSTENÇÃO

 

Abstenção.jpg

 

Uma vez mais se verificou haver enorme abstenção nas recentes eleições autárquicas nos Açores como tem sido normal em quase todas as eleições em Portugal.

 

O que significa um grau de desinteresse elevado da população pela vida política do País e que de acordo com os conhecimentos de gestão correntes temos que atribuir aos ocupantes dos lugares a eleger a respectiva responsabilidade.

 

Também é sabido que as empresas mais competitivas são aquelas em que os seus responsáveis em todos os níveis operacionais têm participação nos resultados obtidos em cada período controlado seja o balanço anual ou o final do mandato.

 

Portanto, seria desejável que no Estado a todos os ocupantes de lugares por eleição deveria ser-lhes retida uma parte do seu salário de forma a que no final do ano e do mandato pudesse ser avaliado o resultado do seu trabalho, em particular a abstenção e a competitividade nacional, e de acordo com os valores obtidos serem premiados ou punidos financeiramente.

 

Seria também uma forma de falarem menos e trabalharem correctamente mais do que acontece agora e repetindo o que já tenho dito algumas vezes recordar D. João II que, sem escrever coisa alguma, em vinte anos dotou Portugal da mais eficiente Marinha europeia e deixou de herança o poder global do País e o início da expansão europeia.

 

Lisboa, 17 de Outubro de 2016

 

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

O FORTE DE PENICHE E A VERDADE HISTÓRICA

 

Forte de Peniche.jpg

 

 

A polémica àcerca da concessão deste forte para um empreendimento turístico levou-me a este comentário dadas algumas confusões que parece haver quanto ao seu valor como monumento histórico relacionado com as lutas anti-salazarismo.

 

Como as lutas salazaristas eram sobretudo contra os comunistas que durante o período do Governo de Espanha ser por eles controlado, além de serem conhecidas as perseguições ali verificadas contra particularmente a religião católica e as que na União Soviética aconteceram para ser possível lá instalar o comunismo, um tal monumento que se realizasse no Forte de Peniche seria também de homenagem ao comunismo.

 

O que obviamente quem for a favor da liberdade em Portugal não poderá estar de acordo.

 

Ainda por cima recordo-me de ter ouvido nos círculos de anti-salazaristas, em que eu participava e não eram comunistas, a versão de que a fuga tinha sido muito apreciada por Salazar pois constava este ter a opinião de que Cunhal nunca deveria passar a ser um mártir e o ideal seria ele viver fora de Portugal.

 

Parece pois que a História precisa de ser bem contada…para que se possa ficar a saber a verdade!

 

Lisboa, 4 de Outubro de 2016

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

AGORA É PRECISO CRESCER!

 

JCGV-crescimento económico.jpg

 

 

Esta frase dita pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é uma vez mais muito oportuna.

 

E digo uma vez mais porque nos finais da década de 80 quando o País já estava mais estabilizado após as perturbações pós-revolucionárias, como já tinha acontecido em 1910, e estavam criadas condições para reestruturar a vida económica e social, também se tinha clamado ser essencial o crescimento económico.

 

Aliás, em Fevereiro passado tratei aqui este tema mas como parece ter sido pouco lido, resolvi insistir.

 

Mas não foi assim que aconteceu, e antes de continuar quero recordar uma verdade que ficou esquecida desde os tempos revolucionários em que um dirigente afirmava que o objectivo da revolução era acabar com os ricos quando em comparação com a Suécia em que o objectivo era acabar com os pobres.

 

“Para que possa haver desenvolvimento, por exemplo expresso em aumento do PIB, é essencial o esforço conjunto dos factores trabalho e capital bem como a eficiência do aparelho governativo e da banca”

 

Ora, desde a última década de 80 não só pouco ou nada foi feito para reforçar os capitais produtivos privados pois, embora fosse importante que o Estado investisse no que era próprio ao seu estatuto num país de livre iniciativa, que nada tem a ver comparado com o que acontece em sistemas de economia estatizada, como houve atropelos graves à iniciativa privada, como foi o exemplo do CCB, ou a destruição de empresas que tinham sido estatizadas durante a revolução e que o poder político não foi capaz de recuperar para a iniciativa privada.

 

Assim se destruiu a maior parte da existente e não se permitiu a recuperação da nossa Marinha de Comércio, da nossa indústria metalomecânica e se estagnou a evolução dos capitais privados em geral. E como não se conseguiu estabelecer um sistema de incentivo à criação de capital e se permitiu o poder excessivo de alguns sindicatos, passámos a ter uma carência de democraticidade que conduziu ao facto de embora tivéssemos recebido entre empréstimos ao Estado, a empresas privadas e estatais, a cidadãos em fundos europeus num total de várias centenas de milhares de milhões de euros, o nosso PIB pouco se alterou mas houve muito dinheiro espalhado pelo País sem qualquer efeito produtivo.

 

Mais recentemente, assistimos à alienação da nossa independência económica pois em vez de desenvolvermos os capitais nacionais optámos pela solução simplista de entregar empresas vitais do ponto de vista da independência a capitais estrangeiros tornando-nos assim numa colónia de colonos diversos, além de continuarmos a aumentar a nossa dívida externa.

 

Portanto, agora é preciso crescer, como disse o nosso Presidente e concordo cem por cento com ele, mas então quanto tempo é preciso para que o Governo apresente um plano concreto para se corrigirem os enquadramentos que favoreçam o desenvolvimento dos nossos capitais e que evitem a sua migração para outros países europeus que lhes dão melhores condições que nós, e que os projectos que ficaram retidos nas gavetas de alguns Secretários de Estado sejam resolvidos permitindo a criação de muitos milhares de postos de trabalho em pouco tempo?

 

Lisboa, 11 de Setembro de 2016

 

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

UM REFERENDO E A FALÊNCIA DOS PARTIDOS TRADICIONAIS

 

DESVIRTUAMENTO DO PODER QUE EMANA DO POVO.jpg

 

O referendo que ocorreu no Reino Unido, mais provavelmente ex-Reino Unido, veio trazer ao de cima o que já se ia apercebendo estar a acontecer no interior dos partidos políticos que nestas últimas décadas detinham o poder na maioria dos países europeus.

 

Com efeito os dois principais partidos do Reino Unido mostraram claramente não só estarem no seu interior desligados entre as chefias e as estruturas como talvez ainda pior desligados do seu eleitorado e isto se na verdade ainda o têm. O que significa na prática uma autêntica falência política em toda a linha.

 

No entanto isto não é maleita apenas inglesa.

 

A própria União Europeia está nesta mesma linha de actuação: afastamento crescente entre eleitores e eleitos e desenvolvimento de centros de decisão não eleitos, portanto democraticamente a eliminar.

 

Por outro lado em vários países europeus, não todos mas quase, tem sido claro não só esse afastamento da população em relação aos detentores do poder mas também estes serem mais ativos a beneficiar os seus partidários do que a defender os interesses essenciais dos seus países como seja a sua independência e o seu futuro.

 

Portanto só vejo duas hipóteses de solução: esses partidos reestruturarem-se para poderem depois reestruturarem o país ou surgirem novos partidos que não cometam os mesmos erros e sejam capazes de governar de forma a aumentar a riqueza do país e da sua população para o que é indispensável saberem dinamizar os trabalhadores e o capital produtivo (que é forçoso distinguir do especulativo que tem de ser controlado ou eliminado) pois sem esse conjunto de trabalho e capital bem sintonizado, e um Estado bem governado, não sairemos desta apagada e vil tristeza de crise.

 

Lisboa, 28 de Junho de 2016

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

ENERGIA VS ÁGUA

 

Castelo de Bode.jpg

 

MAIS DOIS ERROS DE GESTÃO DA NOSSA GOVERNAÇÃO

 

 

Há dois ou três dias assisti na TV à afirmação do nosso deputado europeu Prof. Dr. Carlos Zorrinho de que se iria construir mais uma barragem para assim se melhorar a nossa produção energética. Em princípio, pareceria ser uma decisão correcta mas analisando mais cuidadosamente, a conclusão poderá não ser assim tão correcta.

 

Em primeiro lugar, há que ter em conta que uma barragem tanto pode ser para produzir energia como para melhor gerir a água e no caso de Portugal em que as perspectivas quanto à diminuição das precipitações particularmente no sul são preocupantes – e se não são deviam ser – a prioridade deveria ser a gestão da água até porque sem energia se pode viver como aconteceu com a humanidade durante séculos mas sem água só alguns, poucos, dias.

 

Ainda por cima, nunca desenvolvemos a reciclagem das águas residuais nem aproveitamos as águas provenientes da precipitação nas áreas impermeabilizadas, nem cuidámos devidamente de canalizar as águas da precipitação para os caudais subterrâneos, nem se conhece qualquer plano concreto para nos prepararmos para as dificuldades que se sabe serem garantidas.

 

Por outro lado, o cidadão português que paga uma energia das mais caras na Europa fica perplexo perante os lucros da EDP que ele julgava ser uma empresa cujo objectivo principal deveria ser a independência da nossa produção energética (que era e é tecnicamente possível) e contribuir para a competitividade do País através de um preço mais baixo.

 

Portanto estamos perante dois erros de gestão:

1º - Sendo a água muito mais importante que a energia e estando ameaçado o seu fornecimento, escolher a energia em vez da água é não distinguir o essencial do acessório (que é um dos princípios da gestão eficiente);

2º - Não tendo surgido nenhum protesto pelo responsável nacional pela água, provavelmente porque não há, incorre-se assim no incumprimento de outro princípio da gestão eficiente que é de que tem que haver sempre responsável principalmente para tudo o que é mais importante.

 

E assim se chega à situação lamentável de aparecer na TV um Professor de Gestão com importante posição na hierarquia do Poder Político a cometer aqueles erros crassos de gestão e ainda por cima perante a indiferença total da comunicação social.

 

Lisboa, 31 de Maio de 2016

 

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

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