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A bem da Nação

RECORDANDO…

Caixa Geral de Depósitos.jpg

 

Porque recordar é viver, lembremo-nos de que este blog fez 15 anos no passado mês de Janeiro.

 

Nasceu porque eu estava farto de ver, ouvir e ler toda a gente a dizer mal do meu dogma, Portugal.

 

E, passados todos estes anos, pergunto: de que valeu?

 

Fevereiro de 2019

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Henrique Salles da Fonseca

NÃO TRAZ O DESASTRE

 

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Correm os jornais, rádios e televisões a inventar escândalos, guerras e flagelos ou será que tais fenómenos ocorrem efectivamente hoje e antigamente nada acontecia? Ou será que antigamente as ‘coisas’ aconteciam como hoje mas actualmente sabemos delas na hora enquanto antigamente demoravam meses e anos a cá chegar? Mas quer elas sejam reais ou inflacionadas, hoje andamos a saber de tudo ‘no quente’ enquanto que antigamente já a febre da ocorrência esfriara quando a notícia chegava ao conhecimento dos nossos antepassados.

 

O que não merece dúvidas é que, comparando com os antigos, hoje vivemos muito mais velozmente e o stress é estado típico do estilo de vida que de nós tomou conta.

 

O imediatismo sensacionalista do conhecimento global é certamente algo do interesse dos cardiologistas, dos psiquiatras, dos psicólogos clínicos, dos fabricantes de ansiolíticos. Não esquecer os órgãos da comunicação que se regem pelas audiências, alavanca dos preços da publicidade que facturam. A exploração do antigo brado dos ardinas “traz o desastre!!!”, a denúncia e exploração mediática do vício alheio e da morbidez típica dos pobres de espírito que se querem tantos quantas as ambições dos títeres, eis a época do tele-massacre que nos devora a paciência. Pior ainda quando a demagogia dos caciques na Oposição – sejam eles quem for – leva as plateias a crerem que tudo lhes é devido, que tudo devem exigir enquanto os caciques no Poder – sejam eles quem for mas em alternância com os anteriores – só pedem apertos de cinto para que algo lhes sobre com que realcem o brilho.

 

E enquanto o mundo passa duma era de energia barata para a da cara ou vice-versa, eis que no “A bem da Nação” tratamos serenamente, sem precipitações nem alarme, de temas que não enchem as parangonas do jornalame por esse planeta além... E fazemo-lo com tranquilidade, a tal que não é compatível com pressas, alarmismos, gritos.

 

Mas também não temos a preocupação da originalidade.

 

Conhecemos a frase de Hölderlin quando ele, queixando-se da grande ignorância dos seus contemporâneos acerca do que tinham dito e feito os antepassados, afirmava que “somos originais porque não sabemos nada”.  

 

Nós sabemos ir buscar à História os ensinamentos. Nós conhecemos as fontes. Nós não discutimos a glória desportiva e outras alienações. Nós somos serenos. E só.

 

Por isso não corremos a trás dos acontecimentos mais ou menos trágicos ou mais ou menos escandalosos. Pensamos por nós próprios mesmo sem nos outorgarmos o monopólio da razão. Ficamos satisfeitos ao levantarmos questões originais propondo-lhes as soluções que consideramos correctas. Soluções tão simples quanto possível, mesmo que não originais.

 

Eis o que respondo a quem acha que o “A bem da Nação” devia ser mais escaldante: abrimos aceiros e definimos rumos; não ateamos fogos nem somos bombeiros.

 

E fazemo-lo “a bem da Nação”.

 

Henrique no parlamento de Anuradhapura, Sri Lanka.

Henrique Salles da Fonseca

(no Sri Lanka)

AÍNDA A CONSTITUIÇÃO

A governação de todos, sempre uns vendo entravadas quaisquer tentativas de conserto pelas tentativas de aniquilamento dos outros que a Constituição protege, em que o "A Bem da Nação" deixou de fazer sentido, substituído pelo slogan "O povo é quem mais ordena" das palhaçadas dos vitoriosos.

 

 Berta Brás

O ASSASSINATO DAS TRADIÇÕES

 

Citations du Général De Gaulle en 1959

 

Il y a 52 ans ce grand monsieur, que l'on aime ou pas, en 1959 il nous avait averti. Aujourd'hui, il irait en prison pour avoir dit ça !!

 

  Alain Peyrefitte

 

C’est très bien qu’il y ait des Français jaunes, des Français noirs, de Français bruns. Ils montrent que la France est ouverte à toutes les races et qu’elle a une vocation universelle. Mais à condition qu’ils restent une petite minorité. Sinon, la France ne serait plus la France. Nous sommes quand même avant tout un peuple européen de race blanche, de culture grecque et latine et de religion chrétienne.

Qu’on ne nous raconte pas d’histoire! Les musulmans, vous êtes allés les voir? Vous avez regardé leur turbans et leur djellabas? Vous voyez bien que ce ne sont pas des Français!

 

Ceux qui prônent l’integration ont une cervelle de colibri, même s’ils sont très savants. Essayez d’integrer de l’huile et du vinaigre. Agitez la bouteille. Au bout d’un moment, ils se separent de nouveau. Les arabes sont des arabes, les Français, sont des Français.

 

Vous croyez que le corps français peut absorber dix millions de musulmans, qui demain seront vingt millions et après-demain quarante?

 

Si nous faisons l’integration, si tous les arabes et les berbères d’Algerie etaient considerés comme Français, comment les empechez-vous de venir s’installer en métropole, alors que le niveau de vie y est tellement plus elevé?

 

Mon village ne s’appellerait plus Colombey-les-Deux-Eglises, mais Colombey-les-Deux Mosquées.

                       

 Charles de Gaulle

“A BEM DA NAÇÃO” – 4

 

 

 

É com base em ideais que cada um de nós constrói a sua própria utopia, aquela que sonhamos vir a testemunhar no futuro. Eis como hoje, sem Sebastião que nos valha, desenhamos a nossa História do Futuro.

 

A propósito do futuro, lembro-me do passado e duma conversa que Paul Ricoeur teve com François Azouvi e Marc de Launay, eles também filósofos, em que falaram sobre história, ética, moral e teologia debatendo longamente a evolução do pensamento e a acumulação de conceitos. A frase que retive é: O trabalho intenso nas interpretações, sucessivamente divergentes e cumulativas, prossegue através dos séculos e até nós[1]. E quando chegou a altura de extraírem conclusões, uma houve que, relativa à teologia, mereceu a minha especial atenção. Não é uma conclusão afirmativa mas sim uma pergunta que serve de reflexão para o resto que falta à humanidade percorrer na História: com tantos milénios de interpretação da palavra divina, o que resta hoje de Deus?

 

Resta certamente o halo do momento fundacional traduzido nas três memórias (individual, social, futura), ou sejam, a «minhidade» (como António Hall traduziu), influenciada pelas «vossidades», na esperança de construirmos a «nossidade», máximo factor comum das memórias, das consciências e das utopias.

 

Quase para acabar, refiro uma frase que recordei há pouco com Hannah Arendt: potestas in populo, auctoritas in Senatu[2]. Eis por que no “A bem da Nação“ nos consideramos do lado do Poder; a Autoridade que se cuide!

 

E, quase para concluir, uma nota sobre a inequívoca opção pela Democracia em cujo seio queremos que sejam tomadas as decisões resultantes da «nossidade» fazendo prevalecer a racionalidade sobre o capricho, tecendo os laços horizontais típicos da nossa igualdade (religiosa, perante o Pai; profana, perante as «Tábuas da Lei»). E isto porque a hierarquia de comando e de autoridade ou resulta da escolha universal entre as diferentes propostas de bem-comum postas a sufrágio ou conta com o nosso NÃO!

 

E pronto, eis o “A bem da Nação”, ou seja, eis-me, tentando dar voz à utopia.

 

Utopia que passa pelo fim das duas maiores pechas lusitanas: a inveja e a mesquinhez. Conseguiremos? Não sei. A única coisa que garanto é a nossa perseverança.

 

Obrigado pela atenção e continuemos...

 

Lisboa, Dezembro de 2011

 

 Henrique Salles da Fonseca

 

 



[1] - “A Crítica e a Convicção”, pág. 229

[2] - Op. cit., pág. 159

“A BEM DA NAÇÃO” – 3

 

 

É conjugando os fundamentos da Ética (laica, católica, evangélica ou agnóstica) que pretendo que o nosso blog viva da memória individual, a traga para o centro da praça pública e contribua para a criação da memória social, aquela que prepara a «memória futura». Como dizia Paul Ricoeur, «cada período tem à sua volta uma aura de esperanças que não terá preenchido e é essa aura que permite retomá-las no futuro. Talvez seja assim que a utopia se poderá curar da sua doença congénita que é acreditar na possibilidade de começar do zero: a utopia é muito mais um re-nascimento» [1].

 

Não que tenha a pretensão de plagiar o Padre António Vieira com a sua “História do Futuro” mas vem a calhar perguntarmo-nos se serão essas ideias assim tão exóticas... Dizia ele que Portugal seria a fonte de onde nasceria o Quinto Império não de terras e outros bens materiais, mas um Império Espiritual. E, claro, como jesuíta, não iria contra a Santa Sé (ou seja, contra o II Império Romano) mas de certeza que não ignorou o facto de a rainha Santa Isabel ser cátara, promovendo o culto do Divino Espírito Santo para se alcançar essa terceira era esplendorosa que logicamente se seguiria à primeira, a do Pai e à segunda, a do Filho. E por certo que também não se esqueceu de Pêro da Covilhã, enviado por D. João II à corte do Preste João e à sua Igreja monofisista, tão consentânea com a terceira era cátara. O Rei de Portugal a emparelhar com o Négus da Abissínia e eis o II Império Romano cercado, a rota da seda e das especiarias controladas pelas naus do Tejo e não mais pela República de Veneza. Sim, claro, nem só de pão vive o homem mas... primum vivere, deinde philosophari.

 

(continua)

 

Lisboa, Dezembro de 2011

 

 

Henrique Salles da Fonseca



[1] - “A Crítica e a Convicção”, pág. 200

“A BEM DA NAÇÃO” – 2

 

Explicando o nome do blog, “A bem da Nação”...

 

O conceito engloba uma perspectiva histórica, considera sobretudo o tipo de pensamento positivo, assume como suas as três grandes questões éticas e suas personagens centrais, pretende contribuir para os três níveis da memória, está sempre atento à autoridade e assume incondicionalmente a democracia.

 

Simples, como é de ver...

 

Na perspectiva histórica, que pode ser a estritamente documental, a minha atenção assenta sobretudo na explicativa (cuja definição dispensa qualquer explicação) e na fundacional, a relativa à nossa um tanto mítica civilização.

 

Já no que se refere ao tipo de pensamento português neste último século e picos, evito a excitação típica do período que compreendeu o final da Monarquia e a 1ª República, o chamado «cogito exaltado», não perfilho o «cogito humilhado» característico dos que se conformaram com o peso da autoridade exercida durante o consulado salazarista, não dou qualquer abrigo ao «cogito irado» que assolou Portugal durante o período revolucionário de 1974-75 e tento recuperar do «cogito ferido» que é este em que hoje nos encontramos, lambendo as feridas da desgovernança pós-moderna e tentando fazer o slalom possível entre os lances bolsistas dos nossos credores...

 

Mas é à Ética que dedico mais atenção.

 

Quanto às três grandes questões éticas e começando pela mais antiga, por Aristóteles, que significa a procura da vida boa? E depois, que é isso a que fomos conduzidos por Kant de sempre cumprirmos o dever? E nos tempos modernos, como resolver um problema inédito que a ciência e a tecnologia acabam de nos apresentar? E tudo isso em nome das três pessoas fundamentais: eu, tu, ele. O que devo eu fazer para beneficiar a tua dignidade salvaguardando a de terceiros que nem sequer conheço? Por outras palavras: a minha autonomia (que se explica pela minha liberdade responsável) conduz-me à beneficência com vista ao império da justiça. Se no tratamento destas três questões passarmos do plano individual para o
do serviço público, eis-nos chegados ao Sentido de Estado.

 

Como dizia o meu malogrado vizinho Padre Luís Archer, SJ, em Janeiro de 2000 na sua BROTÉRIA, “A espécie humana será a única que, devido à sua capacidade ética de sacrificar o presente ao futuro, poderá evitar a sua própria degradação”. Eis como numa penada se rejeita o hedonismo reinante nos dias de hoje, eis como laconicamente se dá um sentido superior às opções humanas. Numa perspectiva prosaica, direi que é ao homem que cumpre utilizar a inteligência de que dispõe para gerir um plano estratégico que no longo prazo o conduza à glória através da virtude.

 

Os bichos, sim, são hedonistas.

 

(continua)

 

Lisboa, Dezembro de 2011

008.JPGHenrique Salles da Fonseca

“A BEM DA NAÇÃO” – 1

 

 

Pedido para que apresentasse o “A bem da Nação” a plateia menos habituada às lides internéticas, alinhavei algumas ideias que se referem ao estatuto editorial e, no limite, acabam por me localizar a mim próprio neste mundo difuso em que navegamos.

 

Publicar estas linhas no próprio blog não passa, pois, duma redundância mas não quero que os nossos mais recentes leitores nos antípodas se possam queixar de os não ter prevenido sobre o que podem encontrar nestas «páginas».

 

Assim, para quem chega de novo, começo por dizer que iniciei este blog em Janeiro de 2004, dias antes de me aposentar de facto, em 1 de Fevereiro. O servidor é o SAPO e não poderia ser qualquer outro, por este ser o único verdadeiramente português. E se eu pugno pelo bem da nossa Nação, mal seria que utilizasse um servidor de outra nacionalidade.

 

Salvando interrupções de cariz técnico (p. ex. inacessibilidade pontual à Internet, avaria do meu computador, etc.), todos os dias de calendário publico um texto. Mas também só publico um. Tenho com essa prática o objectivo de dar tempo ao leitor para digerir a mensagem. E se todos os dias de calendário tivermos um tema para reflexão, já não nos poderemos considerar em grande risco de anquilosamento...

 

Excepcionalmente, quando a fila de espera de textos a publicar já vai muito longa, então abro uns parênteses e publico dois textos diariamente. Mas essa é a excepção.

 

E que temas cabem no blog? Todos aqueles que nos ponham a meditar para o bem da nossa Nação.

 

Mas explico um pouco melhor: durante algum tempo escrevi quinzenalmente para o suplemento de economia do semanário “O Independente” e para a revista mensal “Economia pura” mas essas colaborações (graciosas, claro) chegaram ao fim por razões diversas e isso coincidiu – mais coisa, menos coisa – com a minha aposentação. Como, entretanto, eu andava muito enjoado com a vulgarizada maledicência sobre o meu país, decidi fazer algo que contrariasse esse pernicioso vício e em que se identificassem problemas importantes de que Portugal padecesse e se apresentassem soluções plausíveis, ou seja, não destrutivas e compatíveis com o modelo democrático ocidental. Comecei por republicar os textos que já havia publicado no semanário e na revista e comecei paulatinamente a convidar outras pessoas para me acompanharem na missão. O meu primeiro convidado foi o Dr. Palhinha Machado – meu vizinho na página ao lado no semanário “O Independente” – a que se seguiram outros Autores igualmente ilustres cujas mundividência, sensatez, sentidos ético e de Estado e perspectiva racional de futuro constroem o nosso timbre.

 

Que características mais abonatórias de uma publicação do que estas que acabo de referir? Não há! E, se há, não conheço e, como se vê, tenho passado bem sem elas.

 

E se os temas iniciais se referiam à economia e finanças portuguesas, cedo dei por mim a alargar o leque temático e a abrangência do conceito «nação» acolhendo todos aqueles que alguma vez na História e algures por esse mundo além tenham sigo governados por nós, Portugal.

 

Só para referir mais um detalhe da linha editorial: apresentar e debater ideias, referir factos para ilustração dessas ideias mas NUNCA discutir pessoas (sobretudo se vivas).

 

Posto isto, só falta agora explicar o nome do blog, “A bem da Nação”.

 

(continua)

 

Lisboa, Dezembro de 2011

 

Henrique Salles da Fonseca

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