Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

PROSÉLITOS IRREMEDIÁVEIS

Tanto pela doutrina como pela «praxis», sou antinazi. O mesmo afirmo em relação ao comunismo. Devido à ausência de doutrina, basta a «praxis» para me afirmar antifascista.

O nazismo, afirmando a superioridade da «raça alemã» – por clara deturpação do conceito nietzschiano do «Übermensch»[i] - e pugnando pelo domínio alemão das «raças inferiores», merece o meu repúdio. Pese embora eu não ser judeu, quer genética quer religiosamente, nada tenho de antissemita apear de também achar que eles não são «o povo eleito de Deus». A praxis nazi dos campos de extermínio dos «Minderwertige Menschen» (pessoas inferiores) e a conquista do Lebensraus» (espaço vital) para além do território historicamente consolidado da «Vaterland» (Mãe Pátria) com total desrespeito pelos povos vizinhos, são, em resumo, o fundamento do meu asco ao nazismo.

O marxismo é teoricamente mais elaborado que o nazismo mas, querendo acabar com o capitalismo, acabou por contribuir para que este se autocriticasse, se corrigisse e crescesse até à actualidade, nomeadamente pela via da fiscalidade e da segurança social. O marxismo é um absurdo económico e foi (é) submetido a uma «praxis» que dele fez um dos maiores flageloss por que a Humanidade tem passado. A diabolização do lucro está escrita em letras garrafais no epitáfio da economia marxista e os crimes cometidos pelo Poder Soviético contra os Direitos Humanos justificariam a repetição do julgamento de Nuremberga em que, mais do que algum quadro de Direito positivo, prevaleceram critérios inspirados no Direito Natural.

Eis, resumidamente, por que não me limito a ser «não comunista» e me afirmo anticomunista.

Quanto ao fascismo, que defino como «o capricho do ditador», quer de direita quer de esquerda, considero-o «casos de Polícia Psiquiátrica».

E o meu espanto é: - Como é possível, depois de sabermos o que a História nos tem contado, que em pleno século XXI ainda haja quem siga essas ideias e se  dedique ao respectivo proselitismo  não apenas com assiduidade mas mesmo com fervor. Excluo ab initio a idiotia e, portanto, resta a nostalgia de épocas em que prevalecia a propaganda que anunciava «horizontes de esperança» e em que se badalava a fraternidade.  A realidade veio a mostrar horizontes de sucata e tratamentos privilegiados para as «nomenklaturas» partidárias e total desprezo pelas massas populares. A hegemonia intelectual gramsciana revela-se como puro folclore totalmente desenquadrado das realidades macroeconómicas anunciando irrealismos que só conduzem à desagregação social. Mais uma vez, reveja-se a História (neste caso, italiana do pós guerra) em que esse mesmo irrealismo se revelou afugentador das massas populares.

Resta a tradição familiar para justificar atitudes presentes por cópia do que há 50 e 60 anos se tinha por verdadeiro. Só que, entretanto, sabemos que tudo era utopia, propaganda e miséria.

Utopia, porque não se cria um «homem novo» com base na chacina dos opositores; propaganda, porque não é possível assegurar o futuro mentindo durante muito tempo a muita gente; miséria, porque o modelo económico marxista é totalmente absurdo na teoria e na «praxis» castra todo o voluntarismo inovador. Daqui, a desmotivação humana em vez dos falsíssimos «horizontes de esperança».

CONCLUSÃO: sou tão antifascista como sou antinazi e anticomunista.

Agosto de 2020

Henrique Salles da Fonseca

 

[i] Super homem – conceito não rácico em que o homem se eleva acima da média humana pelo nível cultural, pela rectidão, pela coragem…

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2010
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2009
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2008
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2007
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2006
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2005
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D
  235. 2004
  236. J
  237. F
  238. M
  239. A
  240. M
  241. J
  242. J
  243. A
  244. S
  245. O
  246. N
  247. D