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A bem da Nação

PORTUGUESES QUASE ESQUECIDOS

 

 

Bab el-Mansour – português cujo nome cristão continua desconhecido, cativo dos mouros, arquitecto, converteu-se ao Islão para alcançar a liberdade. Uma vez livre não conseguiu evadir-se e regressar a Portugal ficando em Meknès. Mas será que terá mesmo querido regressar? Não se sabe e não é agora que descubro e desvendo o mistério.

 

O que se sabe é que a sua vida em Marrocos decorreu sob a égide do Sultão Moulay Ismail que reinou durante 55 anos entre 1672 e 1727 da nossa era.

 

Meknès era considerada o primor arquitectónico de Marrocos mas o grande projecto de cidade imperial nunca foi concluído.

 

Tirano, conta no seu currículo com 30 mil mortos ao longo do seu longo reinado tanto devido à justiça praticada como ao capricho de que nunca se privou mas os números crescem muito se se considerar os que morreram nas batalhas que travou.

 

O seu lema era: “Os meus súbditos são como ratos num cesto; se eu não sacudir o cesto, eles roem-no, fazem um buraco e fogem”.

 

As realizações arquitectónicas do Sultão nunca eram suficientemente do seu agrado e o grande palácio acabou por ser concluído apenas cinco anos após a sua morte. Mas a grande porta nas muralhas da cidade que encarregou El Mansour de desenhar e construir é o verdadeiro ex libris de Meknès.

 

HSF-Bab_Mansour_Gate.jpg

 

Chamada Bab el Mansur, é a mais importante e mais monumental das 20 portas da cidade sendo constituída por um arco triunfal em forma de ferradura com 8 metros de abertura e 16 de altura. Ricamente decorada, foi terminada em 1732 e está classificada como património protegido desde 1914. Integrando uma grande sala com 6,2 por 17 metros, é actualmente uma galeria de arte.

 

Conta-se que aquando da sua conclusão, o Sultão foi inspecionar a obra e perguntou a El Mansour se seria capaz de fazer alguma obra ainda melhor do que aquela. O arquitecto respondeu afirmativamente e o Sultão enfureceu-se de tal modo que o fez passar pelas armas.

 

Mais uma vez o hediondo capricho do tirano a clamar uma vida. Parece hoje, nas securas do Médio Oriente.

 

Agosto de 2015

 

Eu, Barril-8AGO15-2.jpg

 Henrique Salles da Fonseca

 

BIBLIOGRAFIA:

 Wikipédia

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