POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO(CONT)
INQUÉRITO
COMENTÁRIO DE ANTÓNIO FONSECA À POLÍTICA DE REGIONALIZAÇÃO
Tomo a liberdade de deixar aqui uma observação à propósito da regionalização. Sem desvalorizar o mérito de uma participação robusta dos cidadãos na feitura e execução dos Planos de Desenvolvimento, sugiro que se tenha presente a importância de equilibrar esta vantagem com o custo que importa um projeto de regionalização, nomeadamente a inevitável burocracia que se replica a níveis autárquicos. Portugal Continental com 92 mil quilómetros de superfície, 560 quilómetros do Norte ao Sul e 220 do mar à serra, podia ser, em inteiro, uma região de um país mais vasto. Tudo é relativo e o diabo está nos detalhes da execução e, em particular, na mentalidade de “delegar” (ou não) de cima para baixo. Outra tentação a se precaver é fazer, desfazer e refazer projetos de desenvolvimento. Não há “Planos” perfeitos; todos os Planos precisam de correção à medida que a caminhada em direção ao objetivo procede. Mudar ou, pior ainda, abandonar, um Plano só porque é obra do Governo “anterior” é uma tentação que é mister resistir. Obrigado.
