PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
Se não tivesse visto, não acreditava. O engº Medina Carreira, provavelmente o mais esclarecido comentarista da TV doméstica, manifestou-se (teimosamente) favorável ao corte das verbas destinadas a Pesquisa e Investigação! O que vale é que o Prof. Floriais ali presente lhe respondeu à altura.
A Investigação pode ser a resposta certa à crise provocada pelo nosso atrazo. A História está cheia de exemplos. Cito dois.
Biblioteca da Universidade Humboldt
(1) Os Prussianos quando apanharam do Napoleão e perceberam que tinham que fazer algo para evitar futuras humilhações criaram uma Universidade – Humboldt – dedicada exclusivamente à Investigação. Ali ensinava-se pouco e pesquisava-se muito. O resultado em termos germânicos é mais do que conhecido.
Campus do KIST
(2) Os Sul Coreanos, que realizaram o processo de Desenvolvimento Económico mais notável da segunda metade do Século XX, começaram pela Imitação mas cedo perceberam que só ultrapassariam a fasquia da mediocridade mercê Investigação e Inovação. Já em 1967, haviam criado o KIST – Instituto Coreano de Ciência e Desenvolvimento dedicado à pesquisa multidisciplinar, inteiramente financiada pelo governo. Em 1988, 4500 pesquisadores, na sua maioria importados do Japão e integrados em equipes nacionais, estavam activos em vários ramos de pesquisa. Gradualmente o número de coreanos investigadores aumentou. Em 1998, o registo anual de novas patentes ultrapassou a casa dos 800. Por essa altura, já os grandes grupos económicos privados coreanos tinham interiorizado a pesquisa. Resultado: a Coreia do Sul, com pouco mais de 50 milhões de habitantes é hoje a 12ª Economia do Mundo. Em 1953 era a última.
Claro que haveria que falar dos grupos económicos, mas isso fica para outra altura.
Luís Soares de Oliveira



