Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

PATANISCAS & LAROCAS – 2

 

Golda Meir é o único homem do meu Governo - Ben Gurion, 1º Primeiro Ministro de Israel

Para viver de joelhos, mais vale morrer de pé – Isidora Dolores Ibarruri, La Pasionária

* * *

Como diriam os brasileiros, estou no aguardo relativamente ao que o Dr. Costa diga de alguma das Senhoras que fazem parte do seu Governo; espero também - e oxalá que debalde -  que alguma dessas Senhoras revele força equiparável à de Golda Meir; duvido que as «sinistras» portuguesas consigam criar as condições dramáticas que levaram La Pasionária à exaltação revolucionária e à guerra civil. Até porque nenhuma Ministra portuguesa é tão feia que pareça um homem, o stress governativo português actual nada tem a ver com o do primeiro Governo de Israel de modo a pôr as nossas Senhoras à prova em situações extremas.  Ou seja, às políticas portuguesas só lhes cabe serem bonitas porque nada mais se lhes pede do que actos de gestão corrente, nada de heroísmos que as elevem aos pódios da glória.

E aos homens, o que se lhes pede? Que não roubem.

O mesmo é dizer que estamos num daqueles tempos em que o heroísmo é desnecessário, em que, na política, só há espaço para «estrelas de pacotilha». E, claro está, desde que não se metam em sarilhos que acendam as luzes da ribalta. Então, cá estamos de volta à denúncia, à caça às bruxas, tão ao gosto gramsciano e da Patanisca mor.

A que se deve, então, tanta monotonia só quebrada por ocorrências negativas? Pois, muito simplesmente, deve-se a que a política dos Partidos democráticos é uma única, a da moda europeia. A política é sempre a mesma, o que muda são as pessoas que a executam que pertencem a «clubes» diferentes. Então, no círculo efectivamente democrático, o que se discute nada tem a ver com inovação política, tudo tem apenas a ver com pessoas. Quem apresenta ideias à discussão é quem não pertence a esse arco democrático, são os Partidos sinistros.

Eis como, ao fim de tantos anos, retomámos a discussão de temas que já quase tínhamos esquecido, todos esses que nos são trazidos pela cartilha marxista nas suas variantes mais ou menos caducas, baseadas em teorias mais ou menos absurdas mas todas desestabilizadoras do bem-estar entretanto conseguido por uma maioria da população.

Como ultrapassar este retrocesso?

Facilmente, apostando na renovação doutrinária dos Partidos democráticos que, inequivocamente e com provas de democraticidade dadas, são o PS, o PSD e o CDS. O PS que volte a ser socialista (democrático, claro!), o PSD que volte a ser social-democrata e o CDS que volte a ser democrata cristão. E que cada um se apresente na arena política, o hemiciclo de S. Bento, com propostas autónomas e inovadoras retirando a hegemonia da palavra mais ou menos fluente aos Partidos de vocação totalitária e desarmando o engodo de carinhas mais ou menos larocas.

Então e só então, retomará a nossa democracia o vigor que há muito lhe falta. Desde quando?  Que me lembre, desde que entrámos na CEE. É que, se assim não for, lá estaremos um destes dias a ouvir a proposta da fusão dos três Partidos democráticos, os que praticam a mesma política, a caminho daquilo a que alguém num passado não muito longínquo chamou «União Nacional».

É isso que querem? Eu, não!

Novembro de 2019

Bombaim-2008.JPG

Henrique Salles da Fonseca  

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2005
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2004
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D