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A bem da Nação

MOMENTO IDEAL PARA A SOLIDARIEDADE DA GENTE BOA - 2

2º Texto : «Para uma 3ª Guerra Mundial”

 

«Sem querer ceder ao pessimismo, este comunicado de um professor de Faculdade, economista reconhecido, faz-nos meditar. É uma tese escrita pelo economista Jean-Hervé LORENZI.

 

Lean-Hervé Lorenzi.jpg

 

Jean-Hervé LORENZI, (n.24/7/44, é Prof. na Universidade Paris-Dauphine, desde 1992, presidente do Cercle des Économistes, conselheiro do directório da Compagnie Financière Edmond de Rothschild… Simpatizante da esquerda… Pessimista ou realista, cabe-lhe a si julgar.

 

«A 3ª Guerra Mundial»

 

Uma 3ª Guerra mundial, duma dimensão provavelmente igual ou superior às duas precedentes, está em incubação e eclodirá na 1ª metade deste século. Eis os motivos e quais os seus protagonistas.

A guerra catastrófica de 1914-18 era previsível muitos anos antes. A 2ª Guerra Mundial foi o seu prolongamento e era previsível desde a assinatura do Tratado de Versalhes e sobretudo desde a chegada de Hitler ao poder e do partido belicista no Japão.

A Guerra Fria (1945/91) que opôs os Aliados, sob a direcção americana ao campo soviético (e parcialmente comunista chinês) assemelhou-se a um aborto. Porque era um confronto sem fortes desafios. A URSS afundou-se como um fole, sem violências. Porque é que a guerra fria, comunismo contra mundo livre, não confluiu em guerra quente? Porque era ideológica e não étnica, religiosa ou económica. As três molas passionais e belicosas da humanidade, as que dão origem às guerras, são o nacionalismo étnico, a religião e o interesse económico sob todas as suas formas. A sacralidade e o materialismo vital. O confronto comunismo/capitalismo, puramente ideológico resultava de uma forma fria de conflito que nunca confluiu num confronto geral mas só em guerras limitadas (Coreia, Vietnam). É esta razão, e não o receio dum apocalipse nuclear, que evitou a guerra generalizada entre a NATO e a URSS.

Na Antiguidade, as Guerras Púnicas eram previsíveis porque Roma e Cartago viviam numa rivalidade económica vital para o controlo dos circuitos económicos do Mediterrâneo ocidental. A Primeira guerra mundial era previsível (e todo o mundo se preparava para ela) por causa da exacerbação nacionalista dos Estados europeus e dos seus povos, com as opiniões públicas ao rubro.

Também hoje, o desencadeamento das guerras é, no fundo, previsível. Ele repousa nos mesmos mecanismos que as leis da física: uma tensão acaba sempre por virar em deflagração. A subida em temperatura de um gás dá lugar a uma explosão, o avanço das placas tectónicas termina em sismo, a acumulação cumulo-nimbus acaba por provocar uma tempestade, precipitações muito fortes provocam inundações, etc. Pode-se perfeitamente prever, portanto, o desencadear das guerras. Pelo contrário, não se pode prognosticar a forma que tomarão.

Como a etologia humana demonstra, o estado de paz não corresponde à natureza humana. A agressividade intra específica é a regra na nossa espécie. O ideal kantiano ou cristão moderno da paz perpétua nunca funcionou. A história humana é verdadeiramente estruturada pela guerra. O estado de paz não é mais que uma transição passageira entre dois estados de guerra. A guerra é muito ambígua, mesmo ambivalente, factor de destruição e de evolução. Contrariamente a uma ideia recebida, desde o fim do neolítico as guerras não representaram senão uma causa marginal da mortalidade. Pretender eliminar a guerra (ideologia pacifista) é tão estúpido como querer eliminar a sexuação (ideologia do género), a religião e a economia privada (ideologia marxista) ou o sentimento de pertença e de identidade étnicas (ideologia cosmopolita).

“O problema não está em eliminar as guerras, mas em as ganhar; e o mais rapidamente possível, para que os efeitos positivos da vitória excedam os efeitos negativos do esforço guerreiro demasiado prolongado”. Júlio César, o autor deste conceito.

Porquê falar de guerra mundial? Desde 1945 imagina-se que não haverá mais guerra mundial, mas só guerras locais e regionais, e que a ONU conseguirá evitar uma Terceira guerra mundial. O mesmo erro se cometera depois de 14-18 que se chamava então «la Der des Ders» (A Última das Últimas) e a criação da SDN. Ora, num panorama mundializado, o que é o caso, por grosso, desde 1880, é inevitável que surjam guerras mundiais.

 

Estudemos o cenário da futura Terceira guerra mundial, a TGM.

 

Os focos de tensão são múltiplos e não param de se agravar. Nunca, em toda a história da humanidade, duma humanidade tornada globalizada e para além disso muito numerosa (9,5 milhares de milhões dentro em pouco), sobre um planeta encolhido, os riscos dum incêndio geral foram tão fortes. A globalização é um factor de confronto gigante, mais do que de criação de um Estado universal, que não teria senão problemas de polícia a regularizar. Esta globalização (ou mundialização levada ao máximo) não é um factor de paz mas de guerra generalizada.

 

Vejamos quais são os focos de tensão que se arriscam a interagir e a provocar uma conflagração geral:

 

1 – A imigração maciça na Europa (sobretudo do Oeste) sob a bandeira do Islão vai progressivamente derivar para uma guerra civil étnica. A incapacidade da Europa para reprimir a imigração invasiva proveniente do Magreb e da África continental em explosão demográfica convergirá inevitavelmente para um conflito maior.

 

1) A presença na Europa de fortíssimas massas de jovens, de origem árabe-muçulmana, cada vez mais islamizadas, com uma minoria formada militarmente e querendo bater-se num djihad de motins de guerrilha e terrorismo, será o factor desencadeador duma espiral incontrolada.

2) O confronto global entre o Islão e o Ocidente (a Rússia incluída) a despeito da guerra de religião entre sunitas e xiitas vai pouco a pouco dominar a paisagem e tomar uma forma militar com conflitos interestaduais. Impossível actualmente prever o seu formato. À escala mundial, o Islão, que é uma ideologia-religião, ou ideo-religião fortemente etnicizada, não pára de se reforçar e de se destacar no mundo inteiro. O islão é um factor-mor de explosão mundial inevitável.

3) O problema de Israel, insolúvel, vai inevitavelmente confluir numa nova guerra entre o estado hebreu e os seus vizinhos, com em pano de fundo a revolta contra os colonos judeus integristas da Cisjordânia e a subida em potência das organizações terroristas islamistas. Sem esquecer que o Irão conseguirá muito provavelmente dotar-se de algumas cabeças nucleares. A irradicação de Israel é uma ideia fixa de todos os muçulmanos. Incluindo o regime turco de Erdogan, neo-islamita e neo-otomano. O conflito está programado e os USA não poderão deixar de intervir.

4) O mundo árabe-muçulmano (com excepção de Marrocos) entrou numa espiral de caos que se irá acentuar com duas frentes cruzadas: sunitas contra xiitas e ditaduras militares contra islamitas. Sem esquecer a vontade de liquidar todos os cristãos. Donde o recrudescimento das desordens que não podem senão amplificar a imigração para a Europa. Os actuais conflitos da Síria e do Iraque que vêem o nascimento dum Estado islâmico selvagem (o califado) são um passo mais para o confronto.

5) O conflito China-USA no Pacífico, choque entre dois imperialismos de natureza essencialmente económica, vai convergir num choque geopolítico maior. A China quer retirar aos Estados-Unidos o estatuto de primeira potência mundial. Circunstância agravante: a tensão China-Japão (aliado dos Estados-Unidos) não deixa de crescer e este último país, trabalhado por um neo-nacionalismo, acaba de levantar o obstáculo constitucional às intervenções armadas.

6) Os conflitos em latência Índia-Paquistão e Índia-China (todos potências nucleares ) devem ser também tomados em conta.

 

É preciso mencionar os factores agravantes, essencialmente económicos e ecológicos, que vão pesar sobre o clima, sobre os recursos energéticos fósseis, sobre a água (o bem raro por excelência), sobre os recursos mineiros. O ponto de ruptura físico situa-se na primeira metade deste século. Sem esquecer evidentemente o terrorismo de grande dimensão, especificamente com meios nucleares artesanais, a que não escaparemos.

 

O Islão é o principal factor de desencadeamento de uma TGM, na medida em que se assiste por toda a parte à subida do radicalismo islamita, em parte financiado pela Arábia e o Qatar com um inimigo implícito mas muito claramente presente nos espíritos: a civilização ocidental, à qual a Rússia está, aliás, assimilada. Em suma, no espírito dos islamitas do mundo inteiro, cuja ideologia se espalha como um vírus, o inimigo é o mundo branco e cristão, mesmo se isso não corresponde a nenhuma realidade sociopolítica.

 

2) As linhas de força dos confrontos e das alianças serão complexas, mais ainda do que durante a precedente guerra mundial. As zonas maiores geopolíticas de explosão são a Europa, a África do Norte, o Médio Oriente e, eventualmente, o Pacífico. A forma desta guerra: ela será de focos múltiplos e adicionará as guerras civis, os confrontos entre Estados, as guerrilhas e os ataques nucleares. A propósito, o Estado de Israel está em grande perigo. Embora ele disponha da dissuasão nuclear isso não impedirá alguns dos seus vizinhos, provavelmente em breve dotados da mesma arma, de usar os kamikazes e de o atacar. Imagina-se a carnificina. Deve-se perceber que os fanáticos islamizados não raciocinam absolutamente como os Russos e os Americanos durante a Guerra Fria, com a contenção da dissuasão mútua. Israel pode perfeitamente ser o início da explosão geral.

 

Contrariamente ao que repetem todos os papagaios, a Rússia não será um factor de perturbações. O imperialismo russo orientado para a Europa oriental e que constituiria um perigo de agressão é um mito construído pela propaganda de certos círculos de Washington. Pelo contrário, também a Rússia está a braços com o Islão.

 

O previsível confronto mundial produzirá bem entendido uma catástrofe económica, nomeadamente pela ruptura dos fornecimentos de petróleo e gás da África do Norte e do Médio Oriente. Uma economia mundializada, muito frágil porque muito complexa, fundada sobre fluxos intensos (marítimos, aéreos, numéricos, etc.) cairá como um jogo de dominós em caso de perturbação conflitual de grande amplitude. A principal fraqueza dos Ocidentais, sobretudo dos Europeus do Oeste, reside no seu envelhecimento demográfico e no seu amolecimento mental, a sua passividade, o seu medo de se defender, um síndroma que atacara os Romanos a partir do século II. A TGM verá certamente trocas de golpes nucleares. Mas não serão mais graves do que Hiroshima e Nagasaki. Os seus efeitos serão mais destruidores sobre o plano psicológico do que físico.

 

Poder-se-á assistir a um recuo global da humanidade, sob os planos técnico e demográfico, durante vários séculos. Não pelos mortos da TGM, mas pela destruição económica e sanitária que ela provocará. O conflito arrisca-se a produzir-se entre 2025-2035. Depois, as coisas poderão levar vários séculos a restabelecer-se. O recuo da civilização já se produziu no séc. V com a destruição de Roma. Levou-se mil anos a recuperar, um simples gesto à escala da história. Simplesmente, no momento em que se festeja, numa euforia fictícia, o centenário da Primeira guerra mundial, valeria a pena prepararmo-nos para a Terceira, que se perfila.

 

A sua alma, a França está em vias de a perder, não só por causa da mundialização, mas também, e sobretudo, por causa da sociedade simultaneamente pluriétnica e pluricultural que muitos se encarniçam, com falsas ideias e verdadeiras mentiras, a impor-lhe. Se este ensaio permitiu a alguns medir perante que perigos nos encontramos, ele terá atingido o seu objectivo (…) Estas páginas podem parecer cruéis. Mas correspondem a um sentimento muito profundo.

Chegou o momento de tratar energicamente o problema da imigração africana e sobretudo muçulmana. Se não for esse o caso, a França terá dois rostos: o do “caro e velho país” e o do acampamento avançado do terceiro mundo africano. Se desejamos ver as coisas degenerar assim, basta deixar seguir o seu curso. O acampamento africano sempre maior, mais vasto, mais ilegal, mordiscará primeiro, depois roerá, antes de fazer desaparecer completamente o caro velho país, cuja derrota será anunciada do alto dos minaretes e das nossas numerosas mesquitas. Os nossos tempos são bastante graves para não fazer apelo a medíocres facilidades políticas. Caminhamos para os Saint-Barthélemy se a imigração africana não for controlada, limitada, reduzida e expurgada dos seus elementos negativos e perigosos, se um esforço de integração não vier também completar esta necessária repressão. As medidas a tomar são severas e o velho país não deverá estremecer de reprovação de cada vez que um charter repatriar invasores ilegais. É preciso, pois, que este caro velho país restitua ao estado o seu lugar normal. Os liberais enfraqueceram-no, os socialistas destruíram-no. Onde estão as grandes tarefas atribuídas ao Estado? A Justiça, o Exército, a Educação nacional, a Segurança, a Polícia, o nosso lugar na Europa? Em migalhas. A França está ao abandono, está em decomposição através do mundo. A sua recomposição está num regresso enérgico à unidade e à coerência, não só da Nação como do Estado.

“Se a verdade vos choca, fazei de modo a que ela se torne aceitável, mas não amordaceis aquele que dela denuncia o absurdo, a injustiça ou o horror”.

 

Um estudo admirável de alguém ferido nos seus sentimentos e com justo medo. Para mim, contudo, programas televisivos como “Questions pour un Champion”, ou outros espectáculos de música, de trabalho, de visitas culturais aos seus castelos, aos seus campos e cidades, mostram tanto de riqueza humana, que não creio que algum dia isso tenha fim, tal como a chuva que cai das nuvens. E as gentes que lá entrarem, nessa França des Lumières só terão a ganhar com isso. O mundo ficará mais rico nessa expansão de cultura.

 

Mas a Terceira Guerra… Oh! A Guerra!...

 

Berta Brás.jpg Berta Brás

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