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A bem da Nação

MARCELLO CAETANO E O FACEBOOK

 

 

O que circulou no Facebook, atribuído a Marcello Caetano, é apócrifo, em parte. Dizem-me ter sido inserido no Público em 17 de Agosto de 2006, dia do seu centenário, sem indicação de Fonte.

 

Não consigo compreender a intenção de quem, supostamente seu admirador, não se limita à transcrição, pura e simples, do que deixou escrito, onde há lições, de sobra.

 

O primeiro parágrafo não corresponde a uma transcrição fidedigna e o segundo parágrafo não é de sua autoria. Além de não respeitar o estilo da escrita de Marcello Caetano, até Outubro de 1980, quando faleceu, não era previsível a avassaladora quebra de qualidade dos agentes políticos em Portugal, nele reflectida.

 

Mea culpa na parte que me toca na difusão do texto para os meus correspondentes.

 

A versão correcta é a que segue:

 

Sem o Ultramar em poucas décadas estamos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade das nações ricas, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava em vésperas de se transformar numa pequena Suiça, a revolução foi o princípio do fim. Restam-nos o sol, o turismo, a pobreza crónica e as divisas da emigração, mas só enquanto durarem.

 

As matérias-primas vamos agora adquiri-las às potências que delas se apossaram, ao preço que os lautos vendedores houverem por bem fixar. Tal é o preço por que os Portugueses terão de pagar as suas ilusões de Liberdade!

 

 

(conversa transcrita por Joaquim Veríssimo Serrão, em "Marcello Caetano - Confidências no Exílio", Lisboa: Editorial Verbo, 1985, página 208).

 

A capa deste livro é um crédito meu, que cedi a foto ao Autor. É uma fotografia que me foi oferecida pelo meu Irmão, tirada no Palácio de Queluz, onde funcionava a presidência do Governo no Verão, neste caso o de 1973, num jeito muito próprio de pegar num livro e no deleite da leitura.

 

 

 António Alves-Caetano

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