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A bem da Nação

LISBOA - 6

«O PINZALEIRO»

Quem percorrer a toponímia de Lisboa há-de encontrar o «Pátio do Pinzaleiro», ali às Janelas Verdes e, tal como eu, ficará a pensar no que será um pinzaleiro.

Então, para melhor entendimento deste meu interesse, começo por me identificar como proprietário naquele local tendo, na infância, ouvido dizer que o pinzaleiro era um galego que ali vivia ou trabalhava. Não imagino quando o tal galego por ali esteve.

E da infância à idade da calmaria me fiquei sem tempo nem curiosidade especial que me levasse à busca da etimologia do termo enigmático.

Até que a minha neta, meia espanhola e meia portuguesa, então com 6 anos, pede à avó (a minha mulher) que lhe empreste «pinzas» para as suas brincadeiras infantis. E lá ficou a avó a dar tratos à imaginação sobre o que seria que a pequena pedia. Perguntado, confessei de imediato a minha ignorância mas sugeri que dessemos os três uma volta pela casa para que ela identificasse o que queria. Não foi sequer necessário eu levantar-me daqui do computador porque logo a pequena explicou que eram aquelas coisas com que se põe a roupa a secar. Aí estava o mistério esclarecido e logo a avó lhe pôs à disposição um balde de molas para a roupa.

E aí está também o meu mistério de infância esclarecido: o galego era conhecido por «o pinzaleiro» porque fabricava «pinzas» - molas para pendurar a roupa a secar – e quase de certeza que teria o seu estabelecimento no actual número 28B do local no qual foi substituído por um carpinteiro e, já no meu tempo, por um restaurante que ainda existe.

Que fale agora quem tiver melhor explicação ou cale-se para sempre!

Janeiro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

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