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A bem da Nação

LIBERDADE DE IMPRENSA NA ALEMANHA EM RISCO PELA PAZ SOCIAL

 

Na noite do ano novo, 1.000 homens da região árabe e do norte de África atacaram, em Colónia, pessoas que festejavam a passagem do ano velho para o novo, junto da estação de comboio, sem mostrarem qualquer medo da Polícia presente. Atiraram foguetes de artifício contra a multidão cometendo vários delitos; entre outros delitos (80 registados) a Polícia refere que 60 são queixas relativas a assédio sexual.


Sintomático da política restritiva de informação alemã sobre assuntos que possam prejudicar a imagem muçulmana na Alemanha, confirma-se no facto de a imprensa só dar informações sobre o assunto quatro dias depois do acontecido.


O Presidente da fracção FDP (Florian Rentsch) no Parlamento do Estado do Hesse critica a política governamental de limitação de informação relativa ao que se passa nos lares de refugiados. Lamenta não ser facultado o acesso de jornalistas a lares de refugiados, e “assim ser impedido fazer-se uma imagem própria e independente sobre a situação local”. Já a Federação de Jornalistas do Hesse lamenta, desde Agosto, ser-lhe dificultado o acesso directo a informação dos lares de refugiados, onde por vezes há rebeliões, ataques a refugiados cristãos, violações de mulheres, de meninas e mais ainda de meninos (o que não é estranho em países muçulmanos), etc. Naturalmente os traumas sofridos pelos refugiados em contacto com a guerra e a situação de stress que viveram até encontrarem uma estadia não fomenta o seu equilíbrio emocional...

 

ACDJ-AfD.png

 
Na Alemanha, os partidos CDU e SPD, da coligação governamental, em uníssono com a esquerda, não estão interessados numa informação transparente sobre o comportamento dos refugiados porque receiam que o partido AfD ganhe adeptos vindos das suas fileiras por não estarem de acordo com a situação quase caótica no enfrentamento da crise de refugiados da guerra e da pobreza. Uma informação transparente custaria apoiantes da coligação e dos partidos de esquerda, além de tornar o clima social mais instável e denso.


Pessoas mais sensíveis criticam a política de informação na Alemanha estabelecendo uma comparação entre a política informativa de outrora nos campos de concentração e a política de informação relativa aos campos de refugiados: outrora, o povo alemão não devia saber o que acontecia nos “campos” e hoje também não deve saber o que realmente acontece dentro dos campos de refugiados. Nos campos nazis, os judeus e dissidentes eram torturados e mortos sem conhecimento da população; hoje, refugiados cometem crimes entre eles mas não devem sair a público para não se fomentar racismo. Ontem como hoje, tratava-se de proteger o público! De facto, as forças políticas, religiosas e ideológicas do poder na Europa insurgem-se contra informação que não beneficie a religião muçulmana e os refugiados.


Procura-se impedir tudo o que possa desestabilizar o sistema e questionar as elites políticas e ideológicas. Na Alemanha, o controlo indirecto da opinião pública tem uma certa justificação devido ao caracter popular inseguro que precisa de orientação concreta.


Heinrich Heine dizia no seu exílio em França “Quando penso na Alemanha de noite, Então, perco o sono.” (Denk ich an Deutschland in der Nacht, Dann bin ich um den Schlaf gebracht).

 

ACDJ-Prof. Justo-1.jpg

António da Cunha Duarte Justo

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