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A bem da Nação

GUTERRES, MERKEL E A SENHORA BÚLGARA

 

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1 – Ser Secretário-Geral da ONU não é para qualquer um. Por mais pergaminhos que se tenha. Aqui, neste Fórum Internacional, que reúne todas as sensibilidades diplomáticas e onde a GEOPOLÍTICA é a mandante pura e dura, só ocupa o cargo quem tiver, pelo menos, o acordo dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e, diga-se, a simpatia, pelo menos a simpatia, dos outros dez membros não permanentes. O veto de um permanente deita logo tudo a perder.

 

2 – É evidente, que o nosso Engenheiro Guterres, tendo sido Alto-Comissário da ONU para os Refugiados, e por isso diligente conhecedor dos corredores diplomáticos e não diplomáticos dos poderes mundiais, pisando as alcatifas dos poderosos deste Mundo, ou pisando os terrenos do sofrimento dos sem poder também deste Mundo, deveria saber, ou suspeitar, que de tantas andanças, foi criando aqui e acolá muitos apoios, mas também muitos anticorpos.

 

3 - Chegados aqui, parece-me que uma tal Chanceler Alemã tinha garantido à diplomacia lusa que nada tinha contra o tal Engenheiro, só que, passados meses, uma Senhora Merkel, com tantas arrelias que vai tendo, esqueceu-se do que disse ou não disse e saca da cartola uma coelha, perdão, uma búlgara, por sinal vice-presidente da Comissão Europeia e, amparada por um tal senhor Juncker e por um tal senhor Ban Ki Moon, que vai, ou não, estragar a nova carreira do tal Engenheiro, que vendo há uns anos o seu País a resvalar para o pântano, resolveu que era melhor dar novo rumo à sua vida política. E se bem o pensou, melhor o fez.

 

4 – Ora aqui é que está o busílis. Porque a ONU, neste momento, e se o nosso Engenheiro mantém as mesmas ideias, também é, ou melhor, sempre foi um pântano, e neste momento ainda mais perigoso, onde já não nos afundámos mais, porque o nuclear é um problema não resolvido. Mas, declaração de interesses: prefiro mesmo assim uma ONU, do que nada haver.

 

 5 – Quanto a dar o dito pelo não dito da Senhora Merkel, ou a arte de tirar o tapete a este ou áquele, veio à minha recordação um certo sótão emprestado, onde um tal Sampaio ou um tal Constâncio, ou ambos, conspiravam contra um tal doutor Soares. Assim rezam as crónicas dos tempos.

 

6 – Mas, e para finalizar. Seria bom que a nossa diplomacia e outros também manobradores, lessem, ou melhor, estudassem Franco Nogueira, e cá para nós, também Jaime Gama (peixe de águas profundas), que não lhes ficaria nada mal, ou meditassem em duas simples frases de homens batidos do ponto de vista militar ou político. Tomem nota do que dizia Kaúlza de Arriaga quando falava, vejam lá, nas chamadas “MUDANÇAS IMPREVISÍVEIS”, e Silva Cunha quando se referia aos “IMPONDERÁVEIS DA POLÍTICA”. Pois. Tenho dito. Mas para que não restem dúvidas: Boa sorte Senhor Engenheiro Guterres. Sempre era um português num comando mundial.

 

José Augusto Fonseca

José Augusto da Fonseca

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