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A bem da Nação

EURO - MOEDA COMUM?

EURO ZERO.jpg

 

Acho uma certa graça ouvir os que se referem ao Euro como a moeda comum aos países da chamada «eurolândia». Será que acreditam mesmo no que dizem?

 

É que o Euro só é comum no nome por que optaram os países que a ele aderiram pois, quanto ao mais, cada país vale por si e não pode contar com mais nada para além das obrigações que com a adesão assumiu. Refiro-me à paridade perante moedas terceiras, o que implica uma política monetária e cambial praticada pelo Banco Central Europeu e não mais pelos ex-bancos centrais. E quase só isso.

 

É que no relacionamento inter-pares, tudo funciona como se cada um valesse por si. E é isso mesmo, cada um vale mesmo só por si. Ou tem crédito sobre os demais ou não tem esse crédito e tudo falha no que se refere à «solidariedade financeira».

 

Se um banco do país A esgotar o crédito que tenha sobre os bancos do país B, C ou D, deixa de ter capacidade de financiamento das transacções que os seus clientes queiram fazer com origem nesse país B, C ou D, importações nomeadamente. Mesmo que o cliente lhe tenha depositado os Euros (internos) para financiamento da operação em causa. É que os Euros cá de dentro não significam crédito lá fora, em Euros de lá.

 

Ou seja, tudo se assemelha ao antigamente: ou o nosso banco tem crédito sobre os seus parceiros externos ou não o tem. E não o tendo, tudo cessa se o nosso banco não se quiser expor de tal modo que a solução seja do tipo da absorção do devedor pelo credor.

 

Portanto, chamar moeda comum ao Euro pouco menos é do que mero bluff. É, sim, uma moeda com nome comum e quase só isso mesmo.

 

20 de Outubro de 2018

Henrique Salles da Fonseca.png

Henrique Salles da Fonseca

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