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A bem da Nação

«... E VÓS, TÁGIDES MINHAS...» - 3

ou

O MUNDO VISTO A PARTIR DE LISBOA

1975 – entrega das colónias portuguesas aos «cuidados do Império Soviético; entrada em vigor da nova Constituição «rumo ao socialismo»; inversão de todos os Valores até então vigentes pelo PREC (Processo Revolucionário Em Curso; golpe militar em 25 de Novembro repondo a democracia;

1976 – ano 0 (zero) da Democracia na 3ª República Portuguesa.

* * * 

De regresso à dimensão territorial do séc. XV, a europeia, havia a necessidade de obstar aos apetites soviéticos e aos do iberismo. A solução foi a da adesão à então CEE a qual, para além do mais, era totalmente compatível com a já então longa pertença à NATO.

A partir daqui, afastado o perigo (real) de sovietização e de absorção (potencial) ibérica, todas as opções estruturais foram sendo tomadas por arrastamento e por validação democrática à posteriori, nas eleições que se foram seguindo em que foram homologadas as decisões anteriores pela vitória sucessiva ou alternada dos Partidos que haviam «assinado» as ditas opções. Refiro-me à adesão à CEE, à transformação desta em União e à adesão ao Euro. A alternativa teria sido a nossa albanização «enver ohxiana» ou o retorno ao «orgulhosamente sós», mas já sem Império e sem o correspondente afluxo de divisas e oiro aos activos do Banco de Portugal.

Reconheçamos hoje que, apesar de nem sempre termos estado do lado maioritário, as opções seguidas foram as sensatas.

Perdemos parte da Soberania Nacional? Sim, sem dúvida e isso foi muito penoso para muitos de nós, nomeadamente para mim próprio mas…

… uma das primeiras perdas da nossa Soberania terá sido quando há muito tempo aderimos à Convenção Internacional dos Correios…

… estas últimas perdas (no âmbito da CEE/UE) foram o «preço a pagar» pela garantia desse Valor mais alto que é a Independência Nacional integrada num espaço plurinacional solidário e de coesão sempre negociada.

E agora?

Agora, aqui chegados e depois de termos evitado alguns exageros (Federação e Constituição p. ex.), vamos continuar a viver numa União de Estados Soberanos.

Vejamos, pois, como é o mundo a partir de Lisboa…

Lisboa, 22 de Setembro de 2022

Henrique Salles da Fonseca

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