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A bem da Nação

DO CROMELEQUE DOS ALMENDRES

 

O texto de Francisco Gomes de Amorim intitulado «OS CELTAS» que publiquei em Maio de 2015, cuja (re)leitura sugiro vivamente em …

https://abemdanacao.blogs.sapo.pt/os-celtas-1422373

… mereceu ao longo dos anos alguns comentários de que destaco os seguintes:

Berta Brás  31.05.2015  19:24

Curiosíssimo. Os bordados e trajes e profusão dos ouros minhotos vêm então da costela céltica.

Berta Brás

 

 Pereira B. Benjamim  18.09.2019  09:03

Os Minhotos e os Durienses - Douro Litoral, etc expressam bem a cultura Celta tal como em algumas regiões da Inglaterra , Irlanda , Escócia.

 Pereira B. Benjamim  18.09.2019  08:59

Prezado Sr. Amorim. Gostei da descrição. Ando há + 9 anos , desde que me aposentei a pesquisar e a escrever sobre os Kolkoi e Mysios/Fenícios , que presentemente são considerados o povo , que mais contribuiu para o desenvolvimento da sociedade planetária, ao contrário dos Latinos/Sabinos/Etruscos e outros tribos confederados, se limitaram a alargar as vias Celtas ou Fenicias, para poder circular com as carroças de 2 ou 4 rodas , semelhantes às utilizadas pelos Hunos. A ap lo içar pesados tributos, aos viandantes ou comerciantes que viviam ou passavam nos territórios conquistas pela força. Segundo contactos e pesquisas, efectuadas nos locais de origem e/ou assentamentos permanentes Celtas - Suécia, Polônia, Republica Checa, Grão Bretanha ,antiga Galiza, não eram os tais barbaros ou vândalos , como os Helenos e Romanos os apontavam. Como sabe são originários da Anatólia, rumaram pelo Danúbio ate Escandinávia e outros via Mediterrâneo em barcos, deslocar-mam-se pela via Atlântica até Irlanda e Inglaterra, aonde chegaram no ano 8.000 a.C. confirme vestígios recolhidos recentemente . No dia respeito aos Fenícios são originários no Monte Tur Abdin, no planalto Ariano/Iraniano, deslocaram-se para a Mysia, outros para Tyro em data +/- 5.000 a.C.Tomaram vários nomes, tais como Sardanas etc, sendo os pioneiros na arte de bem navegar, muito antes dos Anatólios Aqueus , Jonios, Aeolios, etc, depois naturalizados Helenos, apos terem ocupado o território dos Pelasgos. Muitos escritores do antigamente realçam os seus feitos marítimos, que afinal são dos Fenícios, enfim escreviam para agradar a quem.lhes pagava .Aqui deixo um pequeno excerto, do que irei publicar não para corrigir ou contrariar . Cumprimentos

 Francisco G. de Amorim  18.09.2019  13:38

Senhor Benjamim

Gostei muito dos seus comentários.Obrigado. Assim vou aprendendo.

Aceite um abraço

Francisco

 Anónimo  12.04.2020  17:56

Andamos a aprender uns com os outros

 Tiago Machado  08.12.2021  10:43

Penso que, hoje em dia, é aceite por toda a comunidade científica (principalmente os nossos irmãos académicos galegos) que a Cultura Celta é proveniente da região Ocidental da Península Ibérica sendo uma continuidade do Megalitismo Atlântico que tem as suas raízes, talvez, no Cromeleque dos Almendres que data de 6000 ac, o mais antigo da Europa. Eles navegaram até ás Ilhas Britânicas e depois, por terra, ocuparam progressivamente toda a Europa Central e de Leste, celtizando e miscigenando com os locais.

link do comentárioresponderdiscussão

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 Henrique Salles da Fonseca  08.12.2021  11:14

PERGUNTA

Nesse processo ibérico, onde se enquadra Ofiuza?

link do comentárioresponderinício da discussão

Sem imagem de perfil

 Tiago Machado  12.12.2021  23:34

Ofiúsa seria um nome ainda mais antigo dado à Lusitânia. Entendendo Lusitânia como toda a Orla Atlântica desde o Algarve até à Galiza. Aliás, esta Lusitânia é descrita por Estrabão e Festus Avieno.

A Lusitânia Província Administrativa Romana foi desenhada num mapa pelos romanos, com interesses políticos e económicos e não corresponde à Nação étnica Galaica ou Celta que habitava a Lusitânia (Portugal+Galiza hoje em dia.)

Ofiússa é um nome muito arcaico que descreve a mesma região mas está associada a uma lenda, que é a lenda das origens dos Lusitanos: foi um povo que teve de abandonar as suas terras de origem (talvez no Norte de África, talvez a Âtlantida como afirma António Quadros no seu interessantíssimo livro "Portugal, Razão e Mistério") devido a uma invasão de serpentes. E era conhecido como o "Povo das Serpentes". Este povo de várias tribos veio habitar o Ocidente Ibérico.

Nas aldeias de Portugal ainda se fala, hoje em dia, de cobras voadoras que assobiam sons estridentes. É um assunto ainda muito presente no imaginário popular passando em de pais para filhos e de avós para netos em histórias e lendas. Uma cobra alada não é mais que um dragão. (simbologia presente no Escudo da Casa de Bragança ou até mesmo no escudo da cidade do Porto).

É sabido que para os Celtas as serpentes tinham um significado mágico e é uma simbologia muito presente na arte céltica até 700 AC. De notar que em Portugal e na Galiza as antigas cidades celtas (Cultura Castreja no Norte e Centro mas não só- Google Citânia de Briteiros; Citânia de Sanfins; Castro de Santa Luzia; Castro de Monte Mozinho ou Castro de Santa Trega na Galiza) são muito mais antigas do que os acervos arqueológicos celtas da Europa Central. Assim acontece também na Irlanda, Escócia e Ocidente da Inglaterra. Nestes países os vestigíos celtas e Proto-Celtas são bastante mais antigos do que Lá Téne e Halstadt.

Alguns estudiosos afirmam que a capital da Ofiússa seria Ofir, um antigo Castro Celta agora transformado em cidade. Mas é difícil encontrar evidência arqueológica concreta.

O que sabemos é que algumas grandes cidades portuguesas foram fundadas ainda pelos celtas pela etimologia dos seus nomes antigos e por evidências arqueológicas e documentação romana. Por exemplo, Setúbal, chamava-se Cetóbriga (nome+sufixo "Briga" que significa forte ou castelo em gaélico, gálico ou língua celta). O rio Douro chamava-se Dwr (significa água em Galês, Dour em Bretão, dialecto celta da Bretanha, França). Depois temos Sintra (Cyntia); Mértola (Myrtilys); Évora (Ebora); etc.

* * *

 

Considero notável o conjunto formado pelo texto base e pelos comentários transcritos.

Creio que se pode concluir ainda haver muita matéria a merecer estudo, desafio que aqui deixo a quem se interesse pelo conhecimento das nossas raízes mais profundas. Por exemplo, o que aconteceu entre Ofiuza e o Cromeleque dos Almendres? E por onde andava Endovélico?

Dezembro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

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