Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A bem da Nação

CONVERSAS DE ALDEIA – 6

 

A continuação da vida faz-se quando menos se espera e por caminhos desconhecidos de quem os vê trilhar.

Assim foi que do outro lado da rampa, para as bandas do Sul, nasceu vida nova, lúdica. Era para ser destinada aos residentes na Quinta da Aroeira mas os invejosos vermelhos não quiseram que assim fosse e tudo não passou de uma ideia de que hoje só restam ruinas. Algo que não aproveitou a ninguém. Como em tudo em que entra a inveja, só há a perder. E hoje, com os ambientalistas à solta, não vale sequer a pena pensar em perguntar se não seria de relançar a ideia de fazer na Fonte da Telha um resort de luxo como Francisco José Sousa Machado idealizou (e quase concretizou) nas vésperas do 25 de Abril de 1974.

A situação actual é vergonhosa com a autarquia (a Câmara de Almada) a ignorar e com o Ministério do Ambiente a tudo fazer para que nada se faça. Uns porque eram do contra político; outros porque são do contra tout court. Contudo, tendo os vermelhos dogmáticos sido substituídos pelos rosados, bem podiam estes ter feito entretanto alguma coisa. Aparentemente, nada fizeram. Limitam-se a recolher o lixo e, mesmo isso, às trangalhadanças, sem a mais pequena ponta de esmero.

A pergunta que apetece fazer: fará a Fonte da Telha parte de algum estudo académico sobre as virtudes do anarquismo e do laxismo?

Tudo definitivamente provisório, tudo precário, a incerteza administrativa a esbarrar com a determinação dos empreendedores, a Administração a mostrar as suas características mais perniciosas em que o bom não existe porque uns quantos lunáticos de gabinete exigem o óptimo que eles próprios não são capazes de definir.

Entretanto, apesar de tudo, o investimento vai fazendo «coisas» que só podem ser pequenas: um restaurante aqui, um bar ali, uma escola de surf mais à frente, tudo à custa de muita tenacidade em instalações teoricamente desmontáveis mas sempre com o Credo na boca não vá cair de repente a espada de Dâmocles sobre tudo isto.

Na Fonte da Telha, a Administração Pública (aquilo a que habitualmente se chama «o Estado») nada faz, só aparece quando se trata de proibir e por isso mesmo gera um sentimento de repulsa.

E, contudo, a solução está à vista com a definição inequívoca da Autoridade local a favor da Câmara de Almada e saída do Ministério do Ambiente como entidade tutelar sobre a actual malha urbana.

Tudo o resto virá por acréscimo e a vida há-de continuar com as «regaras do jogo» definidas como é próprio numa democracia.

Até porque a nova geração residente na aldeia já não é analfabeta, já não tem apenas a instrução elementar, já não tem apenas o ensino secundário, também ela sabe o que quer mas «com livros».

O futuro aí está, os «ditadorezinhos» que se cuidem!

FIM

Julho de 2019

Henrique Salles da Fonseca

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2020
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2019
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2018
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2017
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2016
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2015
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2014
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2013
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2012
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2011
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2010
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2009
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2008
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2007
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2006
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D
  235. 2005
  236. J
  237. F
  238. M
  239. A
  240. M
  241. J
  242. J
  243. A
  244. S
  245. O
  246. N
  247. D
  248. 2004
  249. J
  250. F
  251. M
  252. A
  253. M
  254. J
  255. J
  256. A
  257. S
  258. O
  259. N
  260. D