Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

COMENTÁRIO AO TEXTO DE AMORIM SOBRE UBERABA

A vocação uberabense para a pecuária deu-se desde os primórdios da ocupação da região pelos colonos brancos. Saint Hilaire em 1819, ao passar pela região já dizia: “... devido a existência de bons pastos, vão se dedicar à criação de gado lanígero, porcos e principalmente gado vacum,...”

 

O comércio de Uberaba começou através das rotas salineiras com Formiga e São João Del Rei. Mais tarde com a produção de cana e café, a chegada dos imigrantes (portugueses, italianos, espanhóis), da estrada de ferro (Mogiana), e o aumento populacional provocado pela circulação dos militares que vieram de passagem para a guerra do Paraguai, houve um incremento notório dos negócios. Porém, quando a estrada fez novos trajetos e desviou o comercio, Uberaba, abandonada, perdeu a hegemonia comercial da região e voltou-se novamente para as origens, a pecuária.

 

A introdução do gado zebu (com corcova) no Brasil se deu inicialmente na Bahia (1813) e depois no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX (GIR, CANCREJ/GUZERA e ONGOLE/NELORE. O gado misturou-se ao trazido de cabo Verde, no século XVI(dito na região “curaleiro”), e se espalhou principalmente Minas Gerais, sul Goiás, Mato Grosso.

 

Com a mudança dos rumos da economia na região, os cafeicultores aos poucos tornaram-se criadores de gado e muitos assumiram as duas atividades. Adquiriram reprodutores bovinos principalmente com pecuaristas do Rio de Janeiro. Mais tarde alguns fazendeiros foram buscar pessoalmente, com muitas dificuldades, até morte (João Martins Borges), no inicio do século passado exemplares zebuínos na Índia. Animais estes e seus descendentes que fizeram a riqueza da região do Triangulo Mineiro no século XX.

 

Quanto às plantas o mineiro gosta bastante de cambiá-las e experimentar os plantios. Em Minas pode-se encontrar espécies vegetais de várias partes do mundo ( herança portuguesa?)

 

É fato e seu primo bem o sabe, as famílias ricas da região enviavam os filhos para estudar fora, viajavam para o exterior e de lá traziam novidades que maravilhavam e despertavam inveja. Fazendas e casas havia que tinham na sua bela arquitetura e mobiliário mármore de Carrara, pinturas em trompe l’oeil, louça inglesa, indiana, chinesa, porcelana germânica (Rosenthal), magníficos relógios de carrilhão alemães, assoalhos e tetos em madeira trabalhados( marchetados), toalhas bordadas da Ilha da Madeira, cristais da Boemia,... até carro importado(Cadilac). Mas hoje tudo isso mudou, as grandes empresas é que dominam a economia, embora ainda se possa ver bonitas propriedades antigas preservadas que guardam a história de Uberaba.

 

Gostei muito da dissertação de Francisco Amorim , mostrou conhecimento e Sensibilidade.

 

Uma pequena observação; a Igreja da foto é de São Domingos, um dos primeiros templos dominicanos construídos no Brasil. As freiras dominicanas foram no inicio do século passado as responsáveis pela instrução das jovens uberabenses.

 

O “causo minero”, adorei, hilário!

 

Maria Eduarda Fagundes.jpg Maria Eduarda Fagundes

1 comentário

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2005
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2004
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D