ASSIM DANÇA ZORBA - 4

Grandes vergonhas que a Europa deixou a Grécia alcançar e que esta se recusa a reconhecer.
- A vida à “tripa-forra”, mas com o dinheiro dos outros
Durante a “bolha”, a Grécia viveu bem acima de suas reais possibilidades, usando uma enorme dívida para financiar a insustentável despesas. Mais de metade da economia grega dependia, de uma forma ou de outra, do “maná-Estado”, criando uma estrutura de clientelas com base em pedidos de “patronagem”, na corrupção e em subsídios.
Alguns exemplos:
- Durante anos - e apesar de ter um muito menor PIB per capita que Espanha (p. ex.) - o salário mínimo grego era 50% superior ao homólogo espanhol.
Durante décadas, quando um Partido chegava ao poder, dava à sua gente, em troca do seu voto, emprego no sector público, aumentando de forma insustentável a lista de funcionários estatais.
O Hospital Evangeleos, um dos principais de Atenas, chegou a ter uma folha de pagamentos que ostentava 45 jardineiros para apenas cuidar dos quatro vasos da entrada; alguns órgãos públicos tinham 50 motoristas por automóvel; um ex-ministro da Agricultura criou uma unidade “fantasma” que empregava 270 pessoas para digitalização das fotografias das propriedades (terras) públicas gregas, nenhum dos quais tinha alguma experiência em fotografia digital (pois eram carteiros, cabeleireiros e agricultores), mas, em geral, sempre membros do Partido!...
As despesas com educação, saúde e política social foram, de longe, as que mais aumentaram até à eclosão da crise da dívida, superando, em 2012, 31% do PIB.
Antes da crise, a Grécia (apesar da já então grande referência da esquerda radical), foi o país da UE em que mais dinheiro se destinou a despesas militares, com uma média superior a 4% do PIB.
(continua)
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