Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

APIREXIA - 2

Pese embora a tradição, hoje começo por identificar as fontes de que me servi para o texto que se seguirá.

BIBLIOGRAFIA:

  • Economia ao Minu
  • Expresso
  • Jornal de Negócios
  • Jornal Económico

* * *

Dados relativos a 2019 medidos sobre os períodos homólogos do ano anterior:

Δ do PIB no 2º Trim => 1,8%

Δ preços Agosto => - 0,1%

Δ FBCF 1º Trim => 11,8%

Δ FBCF 2º Trim => 6,9%

Δ Consumo bens duradouros 1º Trim => 3,1%

Δ Consumo bens duradouros 2º Trim => 0,2%

Δ Cons. bens não duradouros 1º Trim => 2,3%

Δ Cons. bens não duradouros 2º Trim => 2,2%

Δ Consumo privado 1º Trim => 2,3%

Δ Consumo privado 2º Trim => 1,9%

Δ Importações 1º Trim => 8,1%

Δ Importações 2º Trim => 3,1%

Δ Exportações 1º Trim => 3,7%

Δ Exportações 2º Trim => 2,0%

Δ Exportações de serviços (c/ Turismo) 1º Trim => 4,6%

Δ Exportações de serviços (c/ Turismo) 2º Trim => o,8%

Δ Exportações de bens 1º Trim => 3,4%

Δ Exportações de bens 2º Trim => 2,4%

* * *

A primeira observação que me ocorre é o crescimento das importações ser sempre superior ao das exportações em que estas, virtuosas, devem ser confrontadas com aquelas que, muito frequentemente, correspondem ao esbanjamento de meios de pagamento sobre o exterior na compra de quinquilharia, o que ligo ao pujante consumo de bens não duradouros. Adivinho o quase certo aumento galopante do endividamento dos bancos portugueses sobre os homólogos estrangeiros.

A segunda observação tem a ver com o Investimento (FBCF) que, segundo a Católica Lisbon Forescasting (in Jornal Económico), se degradou pela redução da aquisição de máquinas e equipamentos - ou seja, pela redução da renovação tecnológica ou pela redução do aumento da capacidade produtiva. Não disponho, contudo, de elementos que me permitam perceber qual a importância que os equipamentos necessários ao enchimento de nova bolha no mercado de novas habitações assumem nesta redução do investimento.

A terceira observação está relacionada com a elasticidade do consumo de bens duradouros e a rigidez do consumo da quinquilharia chinesa e quejanda. De qualquer modo, apesar desta constatação, vemos por aí pulularem empresas que se dedicam à concessão de crédito ao consumo e, obviamente, de bens duradouros, não de bugigangas. Seria interessante dispormos de um barómetro do endividamento das famílias mas há muito tempo que não ouço o Banco de Portugal prestar essa importante informação. Não quero crer que esse silêncio tenha algo a ver com a aproximação do 6 de Outubro, com algum apavoramento dos eleitores e, quiçá, com desvio de votos. Pois, não quero crer mas adivinho que as famílias estão novamente super endividadas e que nova borrasca se aproxima.

Quase no fim, registo a informação do INE relativa à deflação de 0,1% em Agosto devido a uma quebra nos preços dos combustíveis. A ser mesmo essa a causa, pois então que continue a deflação por muitos e bons anos.

Finalmente, uma questão semântica: se a uma economia estagnada (ou mesmo em recessão) mas com os preços a subir se diz estar em estagflação, como se diz duma economia em crescimento (Δ do PIB no 2º Trim => 1,8%) e em deflação? Será apenas uma história mal contada?

Agosto de 2019

Henrique Salles da Fonseca

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2005
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2004
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D