Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

ANDA O MALIGNO À SOLTA – 2

R. Augusta, Lisboa.jpg

 

Uma das «coisas» a que nos habituamos fácil e rapidamente é à qualidade de vida. Assim é que todos na Europa temos como adquirida a segurança social, a reforma, a democracia, as férias, etc. A paz internacional também é um «must» - relativamente recente, sim, mas todos a vemos como um dado adquirido.

 

A segurança física, essa, lastimavelmente, não está assim tão garantida como todos gostaríamos.

 

Porquê?

 

Porque o pai e a mãe foram trabalhar enquanto os filhos ficaram nas ruas da selva urbana e suburbana e, cumprindo o espírito gregário que rege a nossa espécie, constituíram grupos que nem sempre se dedicam às causas mais nobres.

 

Jovens desenquadrados da cultura da tradição dos pais, não tiveram quem deles cuidasse e gentilmente os acolhesse e integrasse numa cultura urbana.

 

E, mesmo esta, que cultura é?

 

A cultura pós-moderna, laica, dissociada de valores religiosos e correspondentes moral e ética. Uma cultura que, não crendo numa vida para além da morte, quer usufruir de tudo imediatamente num regresso ao objectivo platónico da primazia do prazer a que juntou o hedonismo, o consumismo, o exibicionismo.

 

E se não houver meios para obter todo o prazer desejado e tudo o que se vê nos escaparates, rouba-se porque vinga o sentido de posse e a legitimidade é um conceito não incutido por qualquer enquadramento ético.

 

Com a agravante do narcotráfico e da toxicodependência.

 

E se tudo começou pela selva urbana dos bairros de lata, não tardou assim muito para que o cenário se instalasse por entre o cimento do centro.

 

Eis como o maligno se soltou bem perto de todos nós.

 

(continua)

 

Janeiro de 2019

Jakarta - 2 (SET18).jpg

Henrique Salles da Fonseca

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D