Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

AEROPORTO DO MONTIJO

Perguntado sobre se o “A bem da Nação” se pronuncia sobre o novo aeroporto no Montijo, segue o que me é dado parecer.

DA UTILIDADE MILITAR

A Base Aérea do Montijo teve a sua razão de ser no âmbito da vigilância da actividade dos submarinos estrangeiros na zona central da nossa costa ocidental mas o tipo de aviões então utilizado já corresponde actualmente a peças de museu. A utilidade militar daquela localização passou a factor irrelevante. 

CONCLUSÃO: A Base Aérea do Montijo é um equipamento militar dispensável.

DA SEGURANÇA AÉREA

A pista do aeroporto do Montijo é praticamente paralela à pista da Portela pelo que a gestão do tráfego se fará por rotas não conflituantes – sobretudo se, nas descolagens, rodarem em sentidos divergentes.

CONCLUSÃO: Perspectiva-se a gestão integrada (Portela-Montijo) do tráfego aéreo em condições de segurança

DO IMPACTO SONORO

O acréscimo do impacto sobre a condição humana será menor do que se se tratasse de obra nova mas trata-se da adaptação de uma base aérea militar que já tem, por si própria, um impacto objectivo. De notar que os aviões militares a jacto são muito mais ruidosos do que os civis e que os aviões turbo-hélice militares têm um impacto sonoro equiparável ao dos civis a jacto.  

  • Admitamos que actualmente há dois movimentos (descolagem e aterragem) militares a jacto por dia (de 12 horas) e cinco a turbo-hélice.
  • Admitamos que futuramente haverá dez movimentos horários civis a jacto e que o dia também tenha 12 horas. O impacto futuro não será mais gravoso do que o que actualmente acontece em Lisboa nas zonas de aproximação e descolagem da Portela.

CONCLUSÃO: Anulação do impacto sonoro militar e criação de novo impacto (civil) não superior ao que ocorre actualmente em Lisboa

DO IMPACTO SOBRE A FAUNA

Tenho o impacto sobre a fauna (aves) como matéria risível e espero mesmo que a Administração do novo aeroporto no Montijo se muna de falcões que afugentem as demais aves de modo a que não ocorram acidentes e as aves afugentadas emigrem para zonas sem actividade aeronáutica (e sem falcões).

CONCLUSÃO: Impacto desprezível na fauna

DO IMPACTO ORÇAMENTAL

Parto do pressuposto de que a deslocalização do equipamento militar se fará a custos irrelevantes para outra(s) base(s) aérea(s); a transferência do Pessoal será a custo nulo para o Estado.

As obras do novo aeroporto correrão por conta da concessionária da gestão dos aeroportos portugueses pelo que o Estado Português não terá qualquer despesa específica.  

O Estado Português assumirá, sim, o custo de obras nas acessibilidades rodoviários ou mesmo ferroviárias cuja execução e exploração não estejam ou não venham a estar concessionadas a terceiros.

CONCLUSÃO: Relativamente reduzido impacto orçamental

DA VIABILIDADE DO INVESTIMENTO

A nível do investimento público, a questão é quase despicienda tudo dependendo de o Estado ter que fazer algum investimento caso se «esqueça» de adjudicar a construção-exploração de algumas infraestruturas que sejam imprescindíveis ao bom funcionamento do novo aeroporto, nomeadamente as acessibilidades.

A nível do investimento privado, parto do princípio de que as entidades já envolvidas e as que venham a envolver-se futuramente, sabem fazer contas e a última necessidade que por certo sentem é que eu as ensine a fazer as ditas contas.

DA REPARTIÇÃO DE TRÁFEGO

  • Vôos «low cost» no Montijo
  • Vôos de companhias de bandeira na Portela

CONCLUSÃO FINAL

Sou favorável à adaptação da Base Aérea do Montijo a Aeroporto de modo integrado com o da Portela, nomeadamente em todo o processo de gestão de tráfego aéreo.

Setembro de 2019

Henrique Salles da Fonseca

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2005
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2004
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D