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A bem da Nação

A VALENTIA DO AMOR

 

 

Um artigo forte, o de Jaime Nogueira Pinto esse “Os cães da utopia” publicado em http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/os-caes-da-utopia-1116352. Um artigo de saber e desassombro – como revelara no livro em dois volumes, que dele possuo (outros mais escreveu) – “Portugal Os anos do fim” (1976, E&F).

 

É sobre as utopias igualitárias e libertárias apoiadas em falsos pretextos de expurgação do vício, segundo interpretação fundamentalista de antiga doutrina ou segundo ideologias de aperfeiçoamento social, que em nome da fraternidade e da igualdade esquece a fraternidade e a igualdade para descambar em perversão do mais absoluto rigor implacável.

 

No caso citado de Kim Jong-un, o requinte de crueldade e de insanidade, por questões económicas de alianças dos seus familiares com a China, selvajaria que o mundo olha impotente, enquanto a fera aguarda, na sombra do seu armazenamento nuclear, o júbilo da destruição do mundo.

 

São também de Jaime Nogueira Pinto, do seu Prefácio a “Portugal – Os anos do fim”, livro dedicado aos “Mortos que não soubemos merecer” as arrogantes palavras da sua definição, naquele Portugal de 1976, em que as liberdades democráticas se mostravam ainda mal definidas:

 

Este livro não é um livro “político”, no sentido que não vai agradar à classe política portuguesa, no poder ou na desgraça. Dos saudosistas dos “good old days” do antigamente, aos fanáticos do “povo unido”, da massa falida de jovens progressistas e tecnocratas que transitaram dos grandes marcellistas para os quadros da partidocracia actual, ou seguiram, habilidosamente, na burocracia oficial, dos bons conservadores que sempre se acolhem ao poder, seja ele qual for, aos pequenos energúmenos que de há dois anos para cá gritam e riscam paredes, dos escribas oficiosos do melhor dos mundos reaccionário aos plumitivos do concentracionarismo colectivista, dalguns generais de cabide que pela sua incompetência e comodismo tudo deixaram preparar, aos jovens capitães que se ilustraram no RALIS, na P.M., no COPCOM, nas alegrias do PREC, não creio que entre relíquias de ontem e vedetas de hoje, haja qualquer receptividade ou interesse pelo que aqui fica escrito.

 

Mas como não tenho por verdadeira a observação dum velho barão do liberalismo constitucional que ensinava que o país são os políticos, e julgo que Portugal ainda vale a pena, tão-pouco me molesta, antes me anima, tal reacção.

 

Portugal ainda vale a pena. O mundo também. Os fundamentalismos são traição. E os jogos económicos espectacularmente absurdos.

 

 Berta Brás

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