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A bem da Nação

A SINFONIA DO NOVO MUNDO – 5

Tem o “A bem da Nação” por princípio considerar que todos os comentários são uma benesse recebida dos generosos leitores. Assim, não há polémicas e apenas agradecimentos. Em textos sequentes poderá haver pedidos de perdão por erros cometidos ou explicações sobre matérias inicialmente mal expostas e que careçam de correcção. É o caso de hoje em relação ao texto anterior que, julgava eu, poderia ser o último desta série. Não foi.

Pelos vistos, não me fiz entender na «separação das águas» entre a Índia e a CPLP. Talvez tivesse bastado colocar três asteriscos entre os dois temas e a confusão não ocorreria. Talvez. Mas o mal está feito e não vai ser agora corrigido para não retirar cabimento ao comentário de quem não separou os temas.

Nesta conformidade, venho a terreiro como Egas Moniz perante Afonso VII de Castela, de baraço ao pescoço, pedir perdão por tão fraca escritura que feriu a sensibilidade de valorosos patriotas da Nação Goesa quer in loco quer na diáspora.

Que fique bem claro que a minha proposta para a Índia nada tem a ver com a CPLP. Trata-se, isso sim, de substituir a China pela Índia no contexto global dos países vitimados pela maldade subjacente à soltura do vírus em Wuhan. Esta é uma conversa para a qual a lusofonia (nem sequer a lusofilia) é chamada. A questão do ex Estado Português da Índia é para tratar noutro contexto em que, no máximo, poderei sugerir uma aproximação da UCCLA a alguns municípios historicamente relevantes nesse outro contexto. Mas isso fica para «outras núpcias».

Relativamente à CPLP, admito que os temas sugeridos sejam de debate prolongado pois não vejo aquela instituição vocacionada para grandes voos. Pelo contrário, vejo-a rasteirinha, sem ânimo sequer para liderar um processo tão inócuo como o da uniformização da língua gestual portuguesa. Nem isso são capazes de incluir na agenda de temas a debater, quanto mais assuntos de peso. Só que, entretanto, o DAESH hasteou a sua bandeira em Mocímboa do Rovuma e decapitou e desmembrou elementos da Guarda de Fronteira moçambicana e, entretanto, há países em ruptura de meios de pagamento sobre o exterior não só porque a roubalheira dos políticos a isso conduziu como por debilidades estruturais nas relações externas de pequenos Estados. Mas esses são temas para que simples Funcionários não têm mandato ou ânimo suficientes para com eles lidarem.

Esta inoperância não pode ser considerada uma inerência da instituição. Logo, não deixo de referir temas que me parecem importantes.

Como havemos de continuar a falar destes e de outros temas se as entidades oficiais não lhes ligam patavina? Venham sugestões.

Abril de 2020

Henrique Salles da Fonseca

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