A LANTERNA DE DIÓGENES
Filosoficamente cínico e, portanto socialmente disruptivo, Diógenes deambulava pela Ágora de Atenas em pleno dia com uma lanterna acesa em busca de quem vivesse de acordo com a Natureza e não se guiasse pelas absurdas (no parecer dos cínicos) regras da “deturpante Civilização”.
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Na nossa Ágora também temos disruptivos mais ou menos cínicos mas todos eles pugnando pela destruição do modelo humanista em que é o Estado que serve o cidadão, em que a liberdade é conceito unicitário e não fragmentado (ao contrário das «mais amplas liberdades» do Dr. Cunhal). Tudo envolto num quadro legal do domínio público e aplicação universal com rejeição de particularidades de pertenças mais ou menos secretas, ou seja, numa clara opção democrática, pluripartidária de inspiração liberal e repúdio de toda autocracia fascista de qualquer extremo da nossa Ágora e da homóloga europeia.
Faça-se luz ao centro, não se percam na floresta da laurisilva nem adormeçam ao som das canções dos Faunos mais ou menos faladas - mais ou menos gritadas.
Não podemos tergiversar na afirmação e defesa das nossas convicções em que a nossa moderação é a nossa força.
Não exitemos em denunciar os cínicos que abusam da liberdade que lhes permitimos e com ela tentam destruir-nos.
Armemo-nos para a nossa própria defesa e não apenas para enviarmos munições para a Ucrânia. O inimigo ataca pelas costas e nesta guerra as costas somos nós.
Diógenes foi um símbolo apalhaçado que não conseguiu destruir a Civilização Grega, uma das nossas próprias bases civilizacionais.
Vivam Platão e Aristóteles (ao outro não me refiro para evitar confusões histórico-numismático-cambiais)!
25 de Novembro de 2025
Henrique Salles da Fonseca
