A BÍBLIA DE BARRO, Júlia Navarro, Bertrand Editora, 1ª edição Maio de 2016
O ISLÃO E A REVOLUÇÃO FRANCESA
(…) todos os países deviam ter uma [Revolução Francesa] que abrisse caminho à luz e à razão. [Sob o Islão], os instruídos (…) baseiam o seu poder e riqueza na miséria dos seus compatriotas.
(…) O Islão impede-vos de fazer a revolução burguesa. Até separarem a política da religião, não vão a lado nenhum. (…) causa-me repulsa ver algumas das tuas compatriotas tapadas da cabeça aos pés (…) Indigna-me que caminhem a trás dos maridos ou que não possam falar tranquilamente com um homem.
(pág. 371 e seg.)
O ISLÃO E A POLÍTICA
Interessaque continuem a ser escravizados pelos vossos governantes corruptos e que pensem que a culpa de todos os males cabe ao Ocidente, aos infiéis e que a solução consiste em passa-los a fio de espada. Mantêm as pessoas na ignorância para melhor se servirem delas e o pior é que gente [erudita] nada faz e cruza os braços abstraindo-se do que se passa à sua volta porque nada lhe falta.
Era uma espécie de jesuíta republicano e de cogumelo liberal de natureza duvidosa, como medram tantos [deputados] sobre a estrumeira popular do sufrágio universal.
Guy de Maupassant
in «Bel-Ami», Abril Controljornal, Edipress, Agosto de 2000, pág. 191 e seg
Poeta na corte de Carlos IX de França, Pierre de Ronsard nasceu em 11 de Setembro de 1524 no castelo de La Possonnière, condado de Vendôme.
Notabilizou-se como poeta da Renascença francesa sendo reconhecido como o principal representante de La Pléiade, grupo de poetas cujos principais modelos foram os líricos greco-romanos e italianos, de grande importância na renovação da literatura francesa.
Faleceu em grande depressão no dia 27 de Dezembro de 1585 (61 anos) em La Riche, França.
Da sua vasta obra, respigo um pequeno trecho:
La Parque t’a tuée et cendres tu reposes.
Pour obsèques, reçois mes larmes et mes pleurs,
Ce vase plein de lait, ce panier plein de fleurs,
Afin que, vif et mort, ton corps ne soit que roses.
PIERRE DE RONSARD
Outubro de 2018
Henrique Salles da Fonseca
BIBLIOGRAFIA:
Wikipédia
«Anthologie de la poésie française», Annie Colognat-Barès, LE LIBRE DE POCHE – Libretti, Julho de 2015
Nicolas Boileau-Despréaux (Paris, 1636 — Paris, 1711) jurista, crítico e poeta francês. Publicou o seu primeiro volume de sátiras em 1666. Foi apresentado na corte em 1669 após a publicação de seu Discurso sobre a sátira.
Desde cedo aprendeu a não ter qualquer ilusão e cresceu com "o desprezo pelos livros estúpidos". Foi educado no Colégio de Beauvais e continuou os seus estudos de Teologia na Sorbonne. Mudou de curso, para Direito. Seguiu-se breve carreira como advogado. O pai morreu em 1657 deixando-lhe uma pequena fortuna, de forma que se pôde dedicar às letras.
PAROLES DU POÈTE À SON JARDINIER, ANTOINE
Antoine, de nous deux, tu crois donc, je le vois,
Que le plus occupé dans ce jardin, c’est toi.
Oh! Que tu changerais d’avis et de langage,
Si, deux jours seulement, libre du jardinage,
Tout à coup devenu poète et bel esprit,
Tu t’allais engager à polir un écrit
Qui dît, sans s’avilir, les plus petites choses,
Fît des plus secs chardons des oeillets et des roses…
* * *
Sim, eu também não duvido de que os trabalhos braçal e intelectual produzem cansaços bem diferentes.
Henrique Salles da Fonseca
BIBLIOGRAFIA
Wikipédia
«Anthologie de la poésie française», Annie Collognat-Barès, LE LIVRE DE POCHE, Libretti, 1ª edição, Setembro de 1998