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A bem da Nação

COMO TERIA SIDO SE…?

Mafra-convento.jpg

 

Em Abril de 1970, na minha recruta na EPI-Escola Prática de Infantaria, em Mafra, testemunhei (sem perceber do que se tratava) a incorporação de Cadetes que até então viviam no estrangeiro.

 

Muito mais tarde, já a tropa cumprida, percebi que se tratava de exilados políticos cuja missão passaria a ser a infiltração do Exército naquilo que seria a desmoralização progressiva das forças militares que Moscovo não conseguia, pela guerrilha, vencer em Angola e em Moçambique.

 

Eles estavam politizados; nós, não.

 

Como teria sido se nós estivéssemos politizados; o que se comemoraria actualmente?

 

Não por certo a manutenção das colónias mas certamente algo de bem diferente das desgraças por que quase todos eles passaram.

 

E nós, por cá?

 

Talvez não tivéssemos que afirmar que o 25 de Abril foi um golpe de Estado comunista executado por militares ingénuos que de política nada percebiam ou que, pelo contrário, estavam super-politizados no sentido de entregarem as colónias portuguesas ao Império Soviético.

 

Não teríamos talvez tido que esperar pelo 25 de Novembro de 1975 para dizermos que só então é que a democracia ficou assegurada, não teríamos talvez assistido à destruição da malha produtiva nacional, teríamos certamente tido a oportunidade de avançar resolutamente para uma política coerente de desenvolvimento e bem estar em vez de andarem por aí aos gritos de propaganda menos balofa do que teria sido conveniente.

 

Se nós estivéssemos politizados, não sei como teria sido mas do que não tenho dúvidas é que teria sido muito diferente do que não comemoro em Abril.

 

Abril de 2019

Henrique sem bigode-1970.jpg

Henrique Salles da Fonseca

O QUE ELES DIZEM…

DIZ A DIRECÇÃO GERAL DO ORÇAMENTO QUE

 

Em Janeiro de 2019, a Execução Orçamental revela que o saldo global das Administrações Públicas apresenta um valor de 1.542,1 milhões de euros, o que compara com 791,1 milhões de euros no período homólogo.

 

E DIGO EU QUE

 

Já vi bem pior do que isto mas se não fossem as cativações «centenárias», estaríamos bem «à pega» com o Orçamento que a Geringonça engendrou.

NÃO À REGIONALIZAÇÃO DE PORTUGAL

 

Portugal é constituído por um só Povo, que fala uma só Língua. Não está dividido por quaisquer conflitos étnicos ou religiosos. Não tem sequer nenhuma tradição de administração regional autárquica – a menos que alguém queira tomar como exemplo, ou termo de comparação, o poder arbitrário e quase absoluto exercido pelos senhores feudais sobre os camponeses, na Idade Média.

(jornal i)

Alfredo Barroso.jpg

Alfredo Barroso

MEDITEMOS...

D. João II.png

 

D. João II recebe unanimemente o cognome de «Príncipe Perfeito» e tendo, no início do seu reinado, proferido a célebre frase «o meu Pai deixou-me as estradas para eu passear», desenvolveu a política de concentração do poder régio. Ficou assim confirmada a unidade nacional por contraposição à fragmentação da preferência feudal.

 

Um pouco mais de cinco séculos depois, corremos o perigo de regresso ao feudalismo fragmentário.

 

Testemunhando esse perigo, transcrevo de seguida um texto de Helena Matos com que me cruzei e que poderia subscrever na íntegra (salvo estilo literário).

 

Fevereiro de 2019

Bondi-2017.JPG

Henrique Salles da Fonseca

 

REGIONALIZAÇÃO

BOA PARA OS POLÍTICOS, PÉSSIMA PARA PORTUGAL

 

Em 2019, políticos e beneficiados do regime querem aprovar na secretaria o que o povo chumbou em referendo: a regionalização. Porquê? Porque não querem governar. Querem salvar a face e a sua vidinha.

 

Junte-se uma comissão de sábios, mais um estudo (encomendado como não pode deixar de ser ao professor Freitas do Amaral), adicione-se como pano de fundo vários líderes partidários a precisarem desesperadamente de uma fuga em frente que lhes permita aparecer diante do povo como portadores de algo de novo e temos o caldo de cultura mais que propício para o lançamento de um projecto que entretenha o povo, anime as televisões e lhes devolva protagonismo. Um desígnio, como soe dizer-se. O projecto-desígnio que aí vem para os salvar a todos chama-se regionalização.

 

Em 2019, os líderes partidários e os grandes beneficiados do regime querem aprovar na secretaria o que o povo chumbou em referendo em 1998: a regionalização. Porquê? E porquê agora? Porque não querem governar. Sabem que tal será cada vez mais difícil, para não dizer inviável, entre grevistas em auto-gestão, corporações em desatino e números que, mesmo devidamente torcidos, mostram um país cativo das cativações.

 

A presente classe política comprometeu-se com aquilo que sabe não ser possível garantir, teme uma nova crise e acredita que a regionalização pode ser em 2019 aquilo que a entrada na Europa foi nos anos 80: o desígnio que libertou a classe política portuguesa de se confrontar com o seu óbvio falhanço enquanto governante.

 

Temos pena, mas desta vez não vai haver desígnio. Os políticos portugueses se querem tratar da sua vida façam-se a ela. Mas para salvarem a sua face não nos criem problemas que não temos.

 

Os portugueses pagam e querem hospitais que funcionem, comboios que não percam os motores, escolas que ensinem, uma Protecção Civil que de facto os proteja e umas Forças Armadas que não os envergonhem. Exigem, suplicam e solicitam uma justiça que funcione. Rezam para que as estradas não se esboroem. O que não têm pedido é a regionalização.

 

Não o fizeram porque o instinto de sobrevivência de um pequeno país que conseguiu construir um Estado e definir a fronteira mais antiga da Europa não permitiu que se soltasse a caixa de Pandora das regiões. A isto junta-se a clara consciência popular de que a regionalização vai apenas acentuar os muitos defeitos do Estado sem trazer outra mudança além da multiplicação dos edifícios construídos e alugados para o efeito, dos gabinetes onde pontuarão os jovens de todas as famílias César que cada região fará florescer, sem esquecermos a crescente frota de carros obviamente eléctricos, as senhas de presença, os subsídios de alojamento para quem não vive na região, a invenção de mil e um artifícios legais para favorecer cada região em detrimento das outras, sendo que “as outras” também tratarão de multiplicar os respectivos artifícios para proteger “os seus” (veja-se o delírio das discussões orçamentais em Espanha)… E, claro, os contribuintes a pagar os custos de tudo isto, a sofrer a crescente burocracia e a consequente diluição das responsabilidades de cada vez que os relatórios, os formulários e os inquéritos passarem de um nível de decisão para o outro.

 

Naturalmente os sábios querem que desta vez a discussão seja feita nos seus devidos termos. Ou seja, nos termos por eles controlados e em que no final a regionalização será uma espécie de facto consumado a que só os ignorantes se opõem.

 

Mas por mais que isso enfastie os sábios, os autores dos estudos, o centrão e as suas margens, os boys que anseiam por novas comissões, sub-comissões, unidades de missão, observatórios… a regionalização não vai ser aprovada na secretaria. Pois tal como o moleiro acreditava que ainda havia juízes em Berlim, há quem acredite – e eu acredito – que ainda há portugueses em Portugal.

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Helena Matos

LOAS E AZEDUMES

 

Hoje refiro-me ao azedume permanente em que tanta gente só faz reclamar de tudo e de todos.

 

Começo por relembrar um pouco da História de que nós, os portugueses com mais de 60 anos, somos contemporâneos.

 

Na juventude, vivemos no Consulado do Doutor Salazar e faltavam-nos perspectivas num modelo económico subjugado ao equilíbrio financeiro e ao entesouramento, sem perspectivas de maioridade política para o cidadão comum; no tempo do Professor Marcelo Caetano, nasceu a esperança proporcionada pela «Primavera marcelista» que os ultras, liderados pelo então Presidente Tomás, esmagaram; seguiu-se o golpe de Estado em 25 de Abril de 1974 e as loas à liberdade que os comunistas passaram a ter de prender quem se lhes opusesse.

 

25-de-abril.jpg

 

E foram estas loas que deram o tom à «Revolução dos Cravos» dizendo-se que acabara com «a longa noite fascista».

 

Independentemente da verdade histórica, o que vingou foi um discurso generalizado de incentivo à reivindicação das liberdades individuais que culminou num ambiente em que tudo eram direitos e as obrigações eram alheias, nunca do próprio.

 

E a luta política, fazendo-se entre os comunistas que falavam nas «mais amplas liberdades» e os Partidos democráticos que apregoavam a liberdade como conceito unicitário, criou uma cultura de facilitismo que rapidamente degenerou na irresponsabilidade em que todos viam cerceamentos aos respectivos direitos nas mais ténues regulamentações e viam arbitrariedades nos resquícios decisórios de gestão corrente tanto da coisa pública como da privada.

 

Em suma, mesmo inconscientemente, criou-se uma geração libertária, avessa a qualquer espécie de autoridade em que todas as tentativas de ordenamento eram equiparadas a fascismo.

 

Entretanto, as gerações seguintes foram educadas por esses libertários e o sentimento de revolta contra o cerceamento de direitos assentou arraiais no comportamento geral.

 

«Ninguém pode fazer nada que me incomode pois isso é limitar a minha liberdade.»

 

«Ninguém pode dizer-me coisas diferentes daquelas que eu quero ouvir porque isso é manipular-me.»

 

E o azedume manifesta-se constantemente nas mais corriqueiras situações, no ambiente criado pelo incentivo à revolta nos diversos meios da comunicação geridos por «netos da revolução» prenhes de irresponsabilidade social.

 

Com a agravante da hegemonia entretanto alcançada pelos hedonistas, filhos da pós-modernidade, esses que tudo querem JÁ e que não olham a meios para alcançarem os seus próprios fins à custa dos direitos alheios dando mesmo largas a tais desejos no exercício do saque público.

 

Solução?

 

Para além da actuação policial imediata, creio que a solução de fundo passa pela educação no sentido da responsabilização individual em prol do bem-comum apesar de isso poder demorar o tempo de várias gerações. E, para isso, é fundamental que os órgãos da comunicação se autocorrijam.

 

Dezembro de 2018

Grécia, algures 2.jpg

Henrique Salles da Fonseca

(em Heráklion, MAR18)

MANTA DE RETALHOS

Assembleia da República.jpg

Depois de enxertado com cerca de mil emendas, será o Orçamento para 2019 do nosso Estado uma manta de retalhos ou é apenas o «bombo da festa»?

 

Onde estará a «unidade de doutrina orçamental»?

 

Quem se entenderá numa leitura de congruência mínima?

 

Creio que todas estas questões – que deveriam ser as maiores – não passam de minudências e bexiguices típicas de coca-bichinhos.

 

- Como assim?

 

- Assim mesmo!

 

É que a política de esquerda oficialmente em curso pela teoria geringôncica esbarra frontalmente com a necessidade imperiosa de anular o défice público e obter superavits que permitam a redução sustentada do stock da dívida pública, antes que por aí venha alguma seca nos mercados de capitais e os juros comecem mesmo a subir em virtude dessa mais que provável escassez de liquidez. E antes que isso aconteça – porque acontecerá infalivelmente mais ano menos ano – há que reconquistar a independência financeira nacional por muito choro e ranger de dentes que banqueiros e outros globalizadores chorem e ranjam.

 

Então, há que quadrar o círculo. Como? Muito facilmente, com as «centenárias» cativações, essas que endireitam todos os orçamentos por mais esquerdinos que eles nasçam.

 

Aqui está a tal manta de retalhos transformada no bombo da festa que se endireita à custa da tal martelada a que eufemisticamente se chama «cativação de verbas».

 

- E essa martelada dá alguma coerência ao Orçamento resultante?

 

- É óbvio que não.

 

Mas isso é que é, afinal, uma completa minudência perante o fim maior que é a independência nacional perante os glutões da finança internacional.

 

Dá-me assim vontade de rir quando o Governo geringôncico se diz de esquerda e eu, que pugno pela libertação nacional do jugo bancário, me digo – e sou - da democracia cristã.

 

Eu sou democrata cristão sem qualquer sombra de dúvidas; o Governo geringôncico é que não é mais do que uma mentira política folcloricamente esquerdina mas, afinal, perito na prática da austeridade radical.

 

Mas são de esquerda.

 

- AHAHAH!!!

 

28 de Novembro de 2018

Navegando no Pacífico-ABR17.jpg

Henrique Salles da Fonseca

A PROPÓSITO DE SALAZAR

Carmona e Salazar.jpg

A propósito do vídeo que circula na Internet com um discurso do Doutor Salazar proferido em cerimónia comemorativa do 20º aniversário do seu Governo, ocorre-me dizer que o meu apoio ou a minha oposição ao Doutor Salazar se definiam em função das políticas específicas que ele seguia.

 

Nunca pondo em causa a seriedade da sua atitude nem a firmeza e integridade do Estado de Direito que confirmou e moldou, concordei com o seu posicionamento no que respeitou à política externa e às políticas de cariz financeiro mas quanto à política de desenvolvimento, já não pude prestar-lhe grande aplauso.

 

No que se refere ao Estado de Direito salazarista, tratava-se de um Direito autocrático mas não caprichoso, um Direito imbuído de uma lógica conhecida por todos e aplicado a todos, ou seja, o contrário do fascismo que esse, sim, se baseia no improviso e no capricho do ditador.

 

Eis por que entendo que, não sendo o Doutor Salazar (nem pretendendo ser) um democrata, não era fascista apesar de dispor de um instrumento como a PIDE que, obviamente, merecia a minha estranheza.

 

Mas como opor-se ao então NKVD, antecessor do KGB?

 

É que continuo a crer que o grande objectivo do Doutor Salazar era impedir que a URSS apertasse a Europa entre a Cortina de Ferro e uma Península Ibérica controlada pelo PCP e pelo PCE como a Guerra Civil espanhola (numa primeira tentativa) e o 25 de Abril de 1974 (na segunda) demonstraram.

 

Por isso, à PIDE competia impedir as movimentações dos comunistas; quanto aos democratas provenientes da I República, julgo que o Doutor Salazar os considerava uns românticos inofensivos mas que, sendo muito palavrosos, os queria moderar.

 

* * *

 

Ainda a propósito, é agora a vez de tudo me levar a observar cuidadosamente o que se perfila com os populismos emergentes.

 

Como alerta Madeleine Albright no seu livro «Fascism: A Warning», não estará o fascismo iminente?

 

Novembro de 2018

Holanda-JAN18.JPG

Henrique Salles da Fonseca

 

ATENÇÃO ELEITORES

 

ASSEMBLEIA NACIONAL.jpg

 

Atenção eleitores, temos agora mais um partido de extrema-esquerda: o PSD

 

O PSD já tinha mostrado desde 1978, quando a ele aderi na esperança de poder contribuir para a recuperação da nossa Marinha de Comércio, das Pescas e de Recreio, que tinha a respeito destas actividades, que foram essenciais à existência de Portugal desde que ele existe e continuam a permitir a criação de numerosos postos de trabalho, o mesmo desprezo dos partidos da extrema-esquerda que sempre alinharam nos preconceitos de colonialista de uma e de fascista de outra perdendo-se assim muitos milhões de euros que seriam muito importantes para ajudar a diminuir a nossa dívida.

 

E por causa disto acabei por sair quando as destruições durante o governo de Cavaco Silva atingiram o meu limite de resistência.

 

Agora, a situação do País, que necessita medidas de reorganização e de incentivos concretos ao investimento produtivo (e por exemplo não às obras disparatadas como as que vemos em Lisboa) e portanto ao crescimento do capital privado, é forçoso que esteja na maioria da nossa Assembleia Nacional quem cumpra estes desígnios que não são partilhados pela extrema-esquerda que só pensa em aumentar a despesa e não a receita.

 

Portanto, se houver qualquer destes dias eleições, os eleitores devem atender escrupulosamente quais são os partidos que de facto nos podem dar esperança de realizarem políticas de crescimento real e não de aumentos sistemáticos das dívidas.

 

Mais de extrema-esquerda… não!

 

Lisboa, 21 de Janeiro de 2017

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

DIABO À SOLTA E À VONTADE POR ESCONDER OS CHIFRES

 

Careto de Podence

 

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA TRANSVERTIDA EM PAI NATAL DOS NOVOS-RICOS ACOSTADOS AO ESTADO

 

O povo português é demasiado rico! Por isso, segundo o Expresso, o Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, quer mais dinheiro para os deputados e para outros políticos. Pretende também a reposição de um regime de apoios financeiros a ex-deputados e a ex-governantes.

 

A lei das subvenções vitalícias alterada em 2005 (sob a pressão de Bruxelas) fez com que só as pessoas que até esse ano tivessem completado 12 anos de exercício de cargos políticos continuassem a ter direito a um subsídio vitalício. Ferro Rodrigues, ao dizer que “os ordenados que os deputados recebem são maiores que os de muitos portugueses mas inferiores aos de deputados de outros países da Europa com praticamente o mesmo nível de desenvolvimento”, e que “os políticos não podem ser colocados perante a ideia de que é mau haver subvenções vitalícias, é mau sair para uma empresa privada, e é tudo mau”, esquece-se de qualquer ética e de comparar o ordenado mínimo, o ordenado normal de um trabalhador e a produtividade económica desses países.

 

O governo geringonça revela-se cada vez mais em pai natal dos seus confrades: pai natal dos funcionários do Estado reduzindo-lhes o horário de trabalho semanal para 35 horas; pai natal dos administradores com salários milionários, pai natal de políticos com subvenções vitalícias, tudo isto num país em que o ministro das Finanças consegue apresentar o relatório de um Orçamento 2017 a ser discutido mas sem números. Temos uma Geringonça que, ao contrário do Zé do Telhado, rouba aos pobres para dar aos seus.

 

Como pode a nossa firma portuguesa (governo e parlamento) aumentar os vencimentos aos seus protegidos encontrando-se o país empenhadíssimo devido à incompetência destes e com tanta gente com ordenados que não dão para viver com dignidade humana e obriga muita outra que a emigrar? Servem-se do dinheiro não produzido mas emprestado pelo estrangeiro e depois andam sempre de calças na mão na altura de fazerem os orçamentos sob os olhares de Bruxelas! Porque não lhes interessa pôr a economia do país em ordem? Assim têm maior chances de serem eleitos porque um povo descontente não olha para a realidade deixando-se levar pela conversa dos oportunistas de ocasião.

 

A comparação dos ordenados com colegas de outros parlamentos revela-se numa enganosa tautologia. Tem-se a impressão que o diabo anda à solta porque em democracia deixou de ter cornos! A democracia cada vez se torna mais presa de chifrudos anónimos à frente de interesses corporativistas a actuar nas costas da população. Os ventos que correm só favorecem o oportunismo instalado. Não é fácil assumir o papel de crítico numa sociedade que se deseja unida e numa população que não sabe o que é ser povo nem o que quer! A situação torna-se desesperada porque em Portugal as revoluções são abafadas pelo povo através do seu aplauso a quem as faz e abusa delas!

 

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António da Cunha Duarte Justo

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