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A bem da Nação

QUATRO QUESTÕES POUCO SIMPÁTICAS

  1. O meu onomástico, Santo Henrique, cruzado teutônico que morreu no episódio que habitualmente se chama «conquista de Lisboa aos mouros», jaz eternamente nos baixos da Igreja de S. Vicente de Fora. E a pergunta é: - Como seria hoje a Europa (e o mundo) se no século XII não tivesse havido a Cruzada do Ocidente?
  2. Como seria o mundo actual se no século XVI D. Tomás de Torquemada não tivesse fundado a Inquisição?
  3. Como seria hoje o mundo se Kerensky não tivesse fugido para a América e se Xiang Kai Chek para Taiwan?
  4. Como será o mundo se Trump subir de novo ao poder?

Dezembro de 2023

NÓS, OS DA «NAU CATRINETA»

ou

UM LISBOETA NA FAIXA DE GAZA

 

 

«Lá vem a Nau Catrineta

Que tem muito que contar

Ouvide agora, Senhores

Uma história de pasmar

(…)»

* * *

Nos idos do século XVII, o lisboeta Filipe de Brito e Nicote foi eleito Rei da Birmânia, governou durante 12 anos e morreu à frente do seu exército em defesa do seu povo contra a invasão do vizinho cobiçoso; com um nome por mim indizível, a sua memória ainda hoje é recordada pelos birmaneses.

Fernão Mendes Pinto foi o primeiro europeu a chegar ao Japão, foi o Padre António de Andrade que descobriu o Tibete, em Ushuaia, no extremo sul da América do Sul, há uma portuguesa que tem um jardim infantil, na Noruega, em Allesund, a meio caminho do Cabo Norte, há um cemitério com terra de Portugal e o meu amigo Ricardo Louro foi fazer turismo na Faixa de Gaza.

Eu conto:

- Lisboeta do Paço do Lumiar, o Ricardo era caixeiro numa loja de tecidos na Baixa da cidade, mas sempre lhe sobrava mês no fim do dinheiro. Certa vez, notando-o preocupado, uma cliente arranjou-lhe trabalho numa empresa americana de construções metálicas que viera a Portugal recrutar pessoal para construção de pipelines na Argélia a que se seguiu o mesmo tipo de trabalho na Arábia Saudita.

Findos estes trabalhos seguiu-se a construção de uma base militar no sul de Israel junto à fronteira do Sinai.

Instalados e rotinados, decidiram os membros da equipa de trabalho a que o Ricardo pertencia passarem as folgas na praia mais próxima. E aí estão eles a caminho da Faixa de Gaza…

Escolheram o sítio onde o primo de um beduíno instalara uma tasca onde servia almoços. O camarão era grande, bom e barato pelo que foi só o Ricardo ensinar o primo do beduíno a cozinhar ao nosso modo e comer até fartar.

Com a instalação desta rotina nas folgas, a história podia acabar aqui, mas – e lá vem o tal «mas» que sempre baralha a escrita – houve um dia em que, estando todos a almoçar depois de uns quantos mergulhos no Mediterrânio, salta de um qualquer lugar um obus que estrondeia perto da tasca do primo do beduíno e um bocado da caliça do tecto cai mesmo dentro do prato do Ricardo. Esparramado molho e camarões na camisa e calções, o Ricardo deu um salto que fez a cadeira ir parar às urtigas, declamou afirmações que não reproduzo aqui e jurou nunca mais voltar à Faixa de Gaza. É que, enfim, obuses são coisas normais numa praia de aventureiros, mas caliça nos camarões é que é inadmissível.

Nunca mais voltaram à Faixa de Gaza.

E escolheram Eilat como alternativa, mas ali os camarões já tinham sido comidos pelos tubarões do Mar Vermelho. Naquelas praias nem os primos dos beduínos mergulham afoitos.

Entretanto, o trabalho na base militar chegou ao fim e o meu amigo Ricardo Louro passou-se para a Fonte da Telha onde os camarões não são servidos com caliça.

*

A «Nau Catrineta» é a história da nossa diáspora e, olhando com atenção, facilmente concluímos que, afinal, a Epopeia dos Descobrimentos foi apenas o dealbar da Lusitânia Armilar. Sim, a universalidade portuguesa continua a ser uma realidade a que sobram escribas, mas faltam cronistas.

 

Dezembro de 2023

Henrique Salles da Fonseca

DOGMA POR DECRETO REAL

É a 8 de Dezembro que se celebra o Dogma da Imaculada Conceição para o que a República laica oportunamente decretou Feriado Nacional. Mas se os leigos democraticamente eleitos assim decretaram, a História conta-nos que o assunto não foi pacífico mesmo entre os católicos.

Assim, no reinado de D. João V, o então Escrivão da Puridade, D. Miguel da Silva, Bispo de Viseu, escandalizou o Rei quando informou que a Ordem da Santa Cruz de Coimbra não defendia o dito Dogma nem o ministrava na Universidade que administrava. Vai daí, o Rei emitiu Decreto impondo à Universidade de Coimbra que defendesse o Dogma da Imaculada Conceição.

Fica por saber se a deserção do cargo de Escrivão da Puridade, hoje Primeiro Ministro, em fuga para Roma teve algo a ver com esta imposição de Dogma por Decreto Real. O que se sabe sem qualquer espécie de dúvida é que, na fuga, D. Miguel levou documentos relativos a segredos de Estado. Talvez estejam nos Arquivo Secretos do Vaticano pelo que, não fazendo mais falta à Santa Sé, daqui requeiro a Sua Eminência o Cardeal D. José Tolentino de Mendonça que promova a devolução dos originais a Portugal retendo apenas fotocópias  para memória vaticana futura.

Pede deferimento,

Henrique Salles da Fonseca

RESTAURAÇÃO DA SOBERANIA NACIONAL

NAÇÃO e população étnica e culturalente homogénea e solidária

Lisboa-Restauradores.jpg

RESTAURADORES DA SOBERANIA NACIONAL

EM 1 DE DEZEMBRO DE 1640

Afonso de MenezesD.

Álvaro Coutinho da CâmaraD.

Antão Vaz d’AlmadaD.
António de Alcáçova CarneiroD. – Alcaide-mor de Campo Maior
António Álvares da Cunha, D. – 17º Senhor de Tábua
António da CostaD.
António Luís de Menezes, D. – 1º Marquês de Marialva
António de Mascarenhas, D.
António de Melo e Castro
António de Saldanha – Alcaide-mor de Vila Real
António Teles da Silva – Governador do Brasil
António TeloD.
Carlos de Noronha, D.
Estêvão da Cunha
Fernando Teles de Faro, D.
Fernão Teles de Menezes – 1º Conde de Vilar Maior
Francisco Coutinho, D.
Francisco de Melo
Francisco de Melo e Torres – 1º Marquês de Sande
Francisco de Noronha, D.
Francisco de São Paio
Francisco de Sousa, D. – 1º Marquês das Minas
Gaspar de Brito Freire
Gastão Coutinho, D.
Gomes Freire de Andrade
Gonçalo Tavares de Távora
Jerónimo de Ataíde, D. – 6º Conde de Atouguia
João da Costa, D. – 1º Conde de

HONRADOS SEJAM

O FILÓSOFO E O SÁBIO

 

Filósofo é pensador erudito; sábio é pensador popular.

* * *

Ainda criança, o filósofo saiu da aldeia serrana no Caramulo para ir estudar para Padre. Formou-se em Teologia, mas não tomou votos sacerdotais. Casou, teve filhos e eu sou o mais novo dos seus cinco netos. Percorria o mundo, mas todos os anos passava uns dias na aldeia.

O irmão sábio aprendeu a ler e escrever, mas deixou-se ficar toda a vida na aldeia. Sabia tudo sobre lavouras e plantios, mas o seu forte eram as macieiras.

Certa vez, sentaram-se à sombra a conversar e a comer maçãs. De cada vez que ao filósofo aparecia uma maçã já tocada, ele puxava do canivete, cortava a zona tocada e comia o resto da maçã. Pelo contrário, o sábio punha as maçãs tocadas num cesto ali ao lado para as dar aos porcos.

- Oh Augusto – disse o filósofo – então por que desprezas essas maçãs por só terem um ou outro toque?

- Oh Zé – respondeu o sábio – porque gosto muito de maçãs e tu, enquanto perdes tempo a preparar as maçãs já tocadas deixas que as boas envelheçam e acabas por nunca comer uma maçã verdadeiramente saborosa.

-Pois…

E assim os porcos comiam as maçãs preferidas pelo austero filosofo.

 

Novembro 2023

Henrique Salles da Fonseca

Nota final – Esta história foi-me contada pelo meu primo Eurico Tomás, também ele «globetrotter», neto do sábio e que, quando está em Portugal, mora na casa que foi do filósofo. As macieiras também são dele  mas porcos já não há.

«ADIOS MUCHACHOS...»

  • NAÇÃO – Grupo humano étnica e culturalmente homogéneo.
  • ESTADO – Nação politicamente organizada Chefe do Estado, Poderes Legislativo, Executivo e Judicial) dispondo de Forças Armadas (e de Segurança) e exercendo soberania territorial.
  • ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – Quadro (de pessoal) operativo das políticas definidas pelos Órgãos de Soberania.
  • SOCIEDE CIVIL – Espontaneidade social adoptando formas tão diversas como a da cidadania individual (célula base ela própria, a sociedade civil), associativismo cívico, religioso, económico (empresas e sua associações), profissional ( ordens e sindicatos) cultural, desportivo…

 

  • OCORRÊNCIA ESPECIAL – A Argentina acaba de eleger um Presidente que se apresentou como «anarco-capitalista»

 

  • No polo oposto ao marxismo-leninismo, o anarquismo pugna pela inexistência de Estado – e, portanto, de Administração Pública restando a sociedade civil como substrato único da Nação. Restará também o território enquanto, na ausência de Forças Armadas e de Segurança, a cobiçosa vizinhança o não esquartejar.

Sem estrutura institucional, a sociedade anarquista assemelha-se a uma nebulosa quântica totalmente desparametrizada em que se torna impossível, na ausência de solidariedade, fazer propostas de bem comum.

O anarco-sindicalismo não passa, portanto, no crivo da pureza ideológica, assim como qualquer outra componente da sociedade civil que se apresente como alternativa ao caos.

«El Loco» anunciou o encerramento do Banco Central argentino, a extinção do Peso como moeda nacional e a dolarização argentina. Será que o FED sabe disto?

Temo pelo futuro do tango porteño e estou na dúvida sobre quem é mais louco; «El Loco» ou os que nele votaram? Mas a alternativa era peronista com toda a carga negativa acumulada ao longo de várias décadas.

«Adios muchachos…»

 

Novembro de 2023

Henrique Salles da Fonseca

WEST SIDE STORY - 3

 

Ou

DA OCIDENTAL PRAIA LUSITANA

 

RESUMO DO TEXTO ANTERIOR - Nesta época por que passamos, o aumento generalizado dos preços no Ocidente tem quase tudo a ver com a guerra na Ucrânia e praticamente nada com qualquer liberalidade na emissão monetária. Ou seja, a subida das taxas  juro nada resolve e apenas agrava o problema

* * *

Simplisticamente, o problema resolve-se tirando do Kremlin “os filhos da Lubyanka” (e, já que estamos com a mão na massa, retirando as vestes talares de Teerão). E pedindo perdão a Mário Draghi.

Sobre cada um destes pontos – energia, cereais e taxas de juro – não faltará quem se proponha escrever volumosos tratados e defender brilhantes teses académicas, mas eu creio mais útil avançar já para as conclusões:

  • A contração da procura de petróleo encarrega-se de manter o crude e o brent em preços razoáveis, mas sempre acima dos US$ 70.0/barril a fim de garantir a economicidade da exploração de cerca de metade dos poços em actividade;
  • O Sahara, devidamente irrigado por água dessalinizada (energia solar abundante e gratuita) é propício às culturas cerealíferas pois (disseram-me no Egipto) possui abundantes nutrientes minerais a que só (?) falta a água para garantir a fertilidade. A experiência egípcia em Tosca com água do (já só quase fio de água) Nilo e a da Líbia com «água fóssil» são disso exemplo. O Egipto está prestes a conseguir a auto-suficiência alimentar e o mesmo poderá vir a acontecer em todo o Norte de África com a vantagem de combate ao aquecimento global, à fixação das populações, à criação de celeiro alternativo da Rússia e da Ucrânia nos aprovisionamentos à Europa sem o «espartilho» geográfico constituído pelo Bósforo-Dardanelos;
  • Ressarcidos dos prejuízos causados por Mário Draghi, os credores dos capitais (nomeadamente no âmbito das dívidas soberanas dos Estados perdulários, deve-se concluir que Christine Lagarde concluiu o seu trabalho e deve ser homenageada com uma estátua equestre na frontaria do «Deutsche Bank» que, sob as terríveis ameaças de Varoufakis e de Pedro Nuno Santos, suou as estopinhas e passou pelas passas do Algarve com as pernas a tremer e a engolir imparidades. Regressemos, pois, aos juros razoáveis positivos, sim, mas menos estranguladores do que os actuais.

 

Desta vez – e talvez mesmo só desta vez – a culpa da ameaça de recessão não é dos perdulários, mas sim dos frugais.

Ajudemos a Rússia a libertar-se dos monstros que a dominam desde 1917 e deixemos a paz estender-se até VLADIVISTOK.

 

Novembro de 2023

Henrique Salles da Fonseca

WEST SIDE STORY - 2

Ou

DA OCIDENTAL PRAIA LUSITANA

 

  • Dos compêndios de economia extrai-se que a inflação se combate com a subida das taxas de juro a fim de arrefecer a actividade económica.
  • Dos compêndios da vida extrai-se que a subida das taxas de juro serve para dificultar a vida ao comum dos mortais, sejam estes singulares ou colectivos, devedores de capitais alheios e para facilitar a dos credores no mercado de capitais.

 

* * *

As asserções anteriores enquadram-se num cenário de excesso de procura relativamente à oferta, mas a actual pressão inflacionista resulta directamente dos choques energético e cerealífero. Ou seja,  na Europa os preços têm subido por efeito do aumento dos custos de produção por efeito da guerra na Ucrânia e não por quaisquer outras causas relevantes (em Portugal, junte-se-lhe a manipulação informativa dos mercados).

A subida das taxas de juro em nada influenciou o curso da guerra, não mexeu nas causas da pressão inflacionista e se, entretanto, os preços da energia regressaram aos níveis anteriores à guerra, isso deveu-se a outras razões que não as ditadas pelo BCE (substituição da Rússia como fornecedor, p.ex.). Antes do regresso do mercado energético aos preços anteriores à guerra, a Europa viu-se confrontada com o aumento substancial de custos em três factores de produção, a saber, na energia, nos cereais e no dinheiro. Os dois primeiros a criar inflação e o terceiro a puxar para a estagnação.  Eis a receita perfeita para a estagflação em que a Europa está a caír.

Tudo, resultado de uma política assumida “à la Gardère”.

Soluções no próximo número.

 

Novembro 2023

Henrique Salles da Fonseca

"WEST SIDE STORY" - 1

 

Ou

DA OCIDENTAL PRAIA LUSITANA

 

 

Diz-se do Ocidente todo aquele que…

  • Culturalmente se considera herdeiro da Civilização Greco-Romana;
  • moralmente, dos Valores judaico-cristãos, mesmo que de modo não confessional;
  • politicamente, defensor da liberdade, da igualdade e da fraternidade e a Convenção Mundial dos Direitos Humanos (ONU 1948).

 

Eis como o Ocidente é sobretudo um conjunto de conceitos e menos uma circunscrição geográfica, um modelo político pluripartidário, com o poder emanando da base e seguindo   no sentido ascendente, com independência institucional do Legislativo, do Executivo e do Judicial. No Ocidente, as Forças Armadas e de Segurança, tanto militares como militarizadas, submetem-se ao poder democraticamente constituído com base no sufrágio universal, livre e secreto.

Mas… há excepções que confirmam a regra e que merecem o cuidado dos crédulos inocenes.

Por exemplo, mesmo que democraticamente eleito (aproveitando a liberdade superlativa ocidental), perde a legitimidade democrática o regime que não respeite as regras fundamentais de pertença ao bloco benigno por contraponto com os malignos.

Sim, por muito que isto possa perturbar alguns, é com base naquelas regras fundamentais de pertença ao Ocidente que nós, os ocidentais, definimos os nossos próprios conceitos de bem e de mal pelo que não devemos hesitar na definição da fronteira que separa os amigos dos inimigos. E não esqueçamos que, na hora do conflito bélico, os nossos adversários democráticos são nossos amigos – a menos que, por mero oportunismo, se aliem aos inimigos.

Desconfiando de «geringonças»…

 

Novembro de 2023

Henrique Salles da Fonseca

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