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A bem da Nação

ACORDO DE SALVAÇÃO NACIONAL

 

 

Qual o preço a pagar por um acordo?

Qual o preço a pagar pela falta de um acordo?

Um acordo a qualquer preço ou um acordo qualquer?

 

Eis algumas questões que coloco ab initio.

 

O preço a pagar por um acordo tem a ver com as cedências que cada Partido – dentre os governamentáveis - terá que fazer relativamente ao que tem vindo a apregoar e que terá agora que negar parcial ou totalmente.

 

Por outras palavras, todos vão ter que abdicar das respectivas parcelas da demagogia que se habituaram a usar ao longo de quase 40 anos.

 

Então isso significa que os três Partidos vão passar a ter o mesmo discurso? Não, é claro que não se – e só se – regressarem às respectivas géneses doutrinárias. Não devemos esperar que os socialistas tenham o mesmo discurso que os social-democratas ou que os democrata-cristãos. E o mesmo se diga entre estes dois últimos.

 

O problema que tem existido tem a ver muito com a via neo-liberal por que os dois primeiros optaram e por que o CDS-PP por vezes se sente tentado. Mas se os socialistas regressarem ao socialismo, os social-democratas à social-democracia e os centristas à democracia-cristã, cada um passará a ter um discurso de verdade sobre a realidade portuguesa actual, ninguém mentirá e o acordo será menos difícil do que parece. Porquê? Porque todos baniram a mentira (a demagogia) dos respectivos discursos.

 

Partindo duma realidade comummente identificada e acordada, cada Partido preconizará políticas próprias para que se alcance um determinado objectivo e as diferenças não poderão ser assim tão grandes que impeçam a identificação de medidas de política comuns que tendam a resolver os grandes (enormes) problemas identificados. Para os pormenores ficam as diferenças doutrinárias que deverão então ser apresentadas ao eleitorado como opções alternativas.

 

O preço a pagar por um acordo é, pois, o da transformação do discurso demagógico em discurso de verdade.

 

O preço a pagar pela falta de um acordo será certamente a ruptura dos abastecimentos pois a Troika deixará de confiar na nossa capacidade de auto-regeneração, deixará de emprestar mais dinheiro e não enviará recados aos mercados que nos possam favorecer.

 

O trigo para produzirmos o pão nosso de cada dia deixa de entrar pois os Bancos portugueses ficam sem crédito junto dos homólogos estrangeiros e todas as demais importações (os carrinhos topo de gama de que tantos de nós gostamos) cessam de um momento para o outro. Passamos a consumir apenas o que produzimos mas como ao longo do famigerado «modelo de desenvolvimento» que nos atirou para o buraco deixámos de produzir quase tudo, passaremos a consumir o «pão que o diabo amassou».

 

Sim, precisamos de um acordo a qualquer preço e não de um acordo qualquer porque esse preço é abissal entre uma situação de relativo conforto e uma outra de ruptura drástica dos abastecimentos e se alcançarmos um acordo qualquer, isso não convencerá os nossos credores que logo se encarregarão de fechar a torneira.

 

Portanto, não sendo eu qualquer «personalidade de quadrantes variados» mas apenas um Contribuinte de um quadrante muito específico (o meu), daqui peço aos negociadores do acordo que se munam do juizinho suficiente para que o caldo não se entorne.

 

Há maneiras muito mais eruditas de dizer isto mas a gravidade da situação é tal que os «punhos de renda» já se romperam.

 

CAVALHEIROS!!! JUIZO!!! Venha de lá esse Acordo!!!

 

17 de Julho de 2013

 

 Henrique Salles da Fonseca

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