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A bem da Nação

OS CARRASCOS



SIMONE DE BEAUVOIR, a escritora comunista francesa, companheira do filósofo comunista JEAN PAUL SARTRE, utilizou a palavra "carrasco" referindo-se aos nazistas.

Decorria a época do aparecimento da teoria do existencialismo, da autoria de Sartre, que entusiasmou a minha geração, em que me via nas caves de S. Germain des  Près, a ouvir Juliette Greco, toda vestida de negro, ou o uso do penteado à Marlon Brando, mas sem brinco na orelha.

Tive o prazer em 1972 de ouvir em plena Alliance Française, durante o Curso que ali fiz de Métodos Audio Visuais e Laboratório de Línguas, no Boulevard Raspail 101, o famoso existencialista, depois de instado no Café de Flore habitual, ao lado de Beauvoir, de ser ele próprio a proferir a palestra sobre si.

Recusou de imediato, por não ter tempo disponível, mas a russa que chefiava o grupo acabou por convencê-lo, quando afirmou que frente a ele estavam 56 nacionalidades diferentes a solicitar-lhe que encontrasse um espaço na sua agenda.


E lá foi Sartre falar sobre si sempre na terceira pessoa, dizendo "Sartre pensa..." e nunca "eu penso..."

Anos antes e às escondidas havia lido Les Mains Sales e La Nausée, na vila alentejana de Serpa.

Vem isto a propósito das ideias politicas coevas quer de Sartre quer de Beauvoir. Assumiam a ideologia comunista e tive ainda oportunidade de assistir, ver e ler debates com o intelectual Judeu, Raymond Aron, quando passei a residir em França.


Para Sartre o filósofo politico Aron era "o cão da direita".

Assisti também à mudança de direcção de Ives Montand, o qual acabou por perceber os erros do estalinismo, chegando mesmo a retratar-se na televisão.

Sendo os russos um dos vencedores da Segunda Guerra Mundial os "carrascos" eram os nazistas e o comunismo era o caminho da sociedade sem classes e do paraíso das amplas liberdades.

Hoje sabemos, depois de 1989,que se os nazistas eram "carrascos", os comunistas são iguais ou piores que os "carrascos" nazistas.

Os três volumes de Stéphane Courtois testemunham horrores, entre 1917 e 1989,na ex-URSS e seus satélites, actos dos mais hediondos que se possam imaginar, configurando crimes contra a Humanidade.


A Presidente da AR Portuguesa foi demasiado complacente para com os "carrascos" que ali demonstraram por actos e gestos todo o ódio pela Democracia Representativa e a falta de respeito pela Instituição do Poder Legislativo.

Ali estavam retratados os carrascos comunistas que não viram nem ouviram o estrondo da Queda do Muro que separava a verdadeira liberdade do cativeiro e da escravatura comunistas.

OS CARRASCOS E SEUS CÚMPLICES DEVEM SER PUNIDOS PELOS SEUS CRIMES.
A DEMOCRACIA NAO PODE VERGAR-SE PERANTE OS ARRUACEIROS CARRASCOS.

 

Isaias Afonso Isaías Afonso

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