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A bem da Nação

CASAMENTO

 

 

Dia de casamento é dia de festa. Todos, sobretudo noivos, padrinhos e futuros sogros de ambos os lados gastam por vezes o que não têm para aparecerem “lindos”.

 

E convidam-se amigos, colegas, clientes e gente “importante”, para que a festa seja um sucesso.

 

As noivas levam meses a prepararem-se: como fazer o cabelo, a maquilhagem e acima de tudo, a escolha do vestido! Ah! O vestido de casamento tem que ser de arromba.

 

Sempre foi assim e a moda não se vislumbra que mude.

 

Mas os vestidos... Alguns, modernos, modernissimos, já levam as pernas todas de fora, o pouco que sobra cheio de folhos e rendas, e o decote, esse então é para ninguém ficar imaginando como serão os seios da noiva, porque ela faz questão de os exibir generosamente.

 

E tudo isto por uma fortuna!

 

O noivo esgueira-se dentro dum trage “a rigor”, não mostra nada, até porque na modernidade o que tinha que mostrar à noiva já ela conhece muito bem. E vice versa.

 

Mas o que vai toda aquela gente festejar? A festa, o comer e beber do bom e do melhor e à borla, talvez aproveitar uma musiquinha para dar uma pé de valsa, bater palmas quando a noiva jogar o buquê de flores, e no fim, ao sair, comentar, homens e mulheres, com toda a tranquilidade, “como a noiva estava bonita”, “o noivo também não estava nada mal”, e o “serviço magnífico”.

 

Que mundanice. Que pobreza. E quanto mais rico for o festival, mais pobre de essência.

 

Festeja-se o mundanismo, os vestidos, a comida, a beleza ou feiura desta ou daquele, o vestido horrível que a sicrana levou – que mau gosto, que horror – e ninguém mais se importa com os noivos.

 

Poucos, raros infelizmente, se dão conta de que a festa é pelo nascimento duma nova família que começa a formar-se. Um novo núcleo base da sociedade humana. Aquilo que Deus disse crescei e multiplicai-vos.

 

E quantas vezes já se antevê que o casamento é só fogo de vista e que não vai durar! Não tarda a que um ou outro, ou ambos, comecem a trocar de parceiro, e a família, o mais importante de tudo que possa existir sobre este planeta... que se dane.

 

A festa foi bonita, exibiu-se o poder financeiro das famílias dos noivos e, se o casamento não for religioso, quantos se vão lembrar de pedir ao Senhor pela felicidade da nova família. Quantos vão levantar uma prece para que a felicidade não os abandone jamais?

 

Confunde-se hoje casamento com liberdade sexual. A semântica, o valor das palvras é, por covardia dos políticos, jogada no lixo.

 

Como afirmou o Papa Francisco, não somos todos iguais, e há que respeitar as diferenças. Mas casamento, palavra do latim medieval, significa inequivocamente o acto solene de união entre duas pessoas de sexos diferentes. Tudo o mais podem ser contratos civis ou financeiros.

 

Ainda voltando a usar palavras do Papa Francisco:

 

“Não se trata de uma questão de mera terminologia ou de convenções formais de uma relação privada, mas de um vínculo de natureza antropológica. A essência do ser humano tende à união do homem e mulher com realização, atenção e cuidado recíprocos e como caminho natural para a procriação. Isto confere ao matrimónio transcendência social e caráter público. O matrimónio precede o Estado, é a base da família, célula da sociedade, anterior a toda a legislação e anterior à própria Igreja.

 

Com que poder os homens se permitem agora alterar as leis da natureza? Quem lhes confiou essa tarefa, que só pode ser divina?

 

Quando o homem quer brincar de deus a única coisa que consegue é destruir. Nada suplanta a natureza, e não são as leis humanas, sempre baseadas em interesses, que podem alterar as leis imutáveis e eternas da natureza.

 

Vamos – eternamente? – continuar a assistir a interesses egoistas destruirem o que a natureza criou em tantos milhões de anos?

 

E, ainda por cima, hipocritamente, com leis?

 

Se já, em muito lugar, se legalizou o aborto, para que a pouca vergonha corra solta, o que falta?

 

Se todas as mães do mundo tivessem entrado nesta modernidade assassina e querido abortar... o que seria do mundo?

 

Por este caminhar chegaremos à anarquia total, ou ao fim.

 

Rio de Janeiro, 2/7/2013

 

 Francisco Gomes de Amorim

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