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A bem da Nação

A LAVAGEM DA HISTÓRIA

 

 

O relativismo assumiu a forma de um movimento chamado «pós-modernismo» o qual tem ampla influência nas ciências sociais, nomeadamente na filosofia e na história

 

Os conceitos essenciais do pós-modernismo tendem para tudo definir como «um texto»[1] e colocar «o significado» como a matéria essencial desses textos e de quase tudo o que eles, pós-modernistas, tocam. Aqui chegados, pretendem descodificar esse significado dedicando-se àquilo que denominam a «desconstrução do significado» pois partem do pressuposto de que «é suspeita a ideia de realidade objectiva», ou seja, tudo é «relativo»[2].

 

A situação assim criada pelo relativismo, especialmente na esfera moral, gerou uma enorme crise de valores no âmbito da qual os pós-modernistas afirmam que o que hoje nos parece errado pode-se ter justificado nos contextos relativos à ocorrência. Assim, porque não reconhecem a existência de conceitos éticos (nem morais) absolutos: o «bem» e o «mal» variam no espaço e no tempo.

 

Rompendo com as certezas do modernismo racionalista, resta a dúvida de como o relativismo permite (ou não) que se possa atingir a certeza objectiva das grandes questões que se deparam a uma sociedade e do valor ético (e moral) que se pode dar a um conhecimento que decorre do pensamento racionalista.

 

A título de exemplo e para que melhor se compreenda onde o relativismo nos conduz, bastará referir as tentativas pós-modernas de “lavagem” de dirigentes moralmente tão condenáveis como Hitler ou Estaline.

 

Lisboa, Junho de 2013

 

 

 Henrique Salles da Fonseca

 

 

BIBLIOGRAFIA:

Fernando Martins – HISTORIOGRAFIA, BIOGRAFIA E ÉTICA, in “Análise Social”, nº 171, Verão de 2004, pág. 391 e seg.



[1]  Mais vulgarmente, o contexto

[2] Conceitos fundamentais para um pós-modernista: o «contexto», o «significado», a «desconstrução», o «relativismo».

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