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A bem da Nação

ACHAS INÚTEIS NA FOGUEIRA

 Fogueira de são joao

 

Um texto desassombrado, de quem se não deixa comover com as manipulações dos mais afeitos aos truques do servilismo nacional, que permitem a desvergonha de aceitação do grande responsável pela destruição pátria, debitando as suas justificações semanais plenas dos mesmos argumentos do seu outrora. Parabéns ao Dr. Duarte Justo pela sua hombridade, coragem e inteligência crítica.

 

Foi assim que comentei o texto do Dr. António da Cunha Duarte Justo, postado no “A Bem da Nação”, sob a epígrafe COMUNICAÇÃO SOCIAL MISERABILISTA, que ele mesmo também agradeceu ao Dr. Salles da Fonseca: Obrigado Dr. Henrique Salles da Fonseca. A tarefa de reconstrução de Portugal exige a reposição da mentalidade dos nossos "Homens Bons" das origens da nação que frutificou nos descobrimentos. Infelizmente ainda somos demasiado poucos empenhados nesta tarefa.

 

É verdade que a imprensa, quer na forma falada quer na forma escrita, através dos comentadores e orientadores dos debates políticos e económicos, nunca se refere à justeza do propósito governativo actual, centrado no saldo de uma dívida monstruosa, sucessivamente favorecida, ao longo das décadas de mudança de política e de país, por orientações desastrosas de gestores que favoreceram o alastrar dos desmandos e da corrupção impunes, e que culminaram no governo de José Sócrates, num buraco negro trazido por insistência em projectos de custo monstruoso, sem rentabilidade compensadora.

 

Mesmo as vozes dos defensores do projecto governativo de austeridade, para pagamento da dívida a todo o custo, são vozes tímidas, porque sabem quanto é desumana esta situação de desemprego, de inflação, de encerramento de empresas, propícios à ditadura no trabalho que no nosso país sempre, aliás, foi de abuso e desproporção salarial entre patrões e servidores, mas neste momento ultrapassa as raias concebível em exploração de chantagem, em função da conjuntura.

 

E o governo está só, e os partidos arreganham os dentes para o “despejar” de vez, não falando, todavia, na forma como pretendem actuar, com uma Troika sinistramente exigente.

 

O governo fala em breves êxitos e esperanças de remedeios, mas nisso ninguém pega para o apoiar. E quando, às vezes, na “Opinião Pública” do Canal 5 da Sic, vozes apoiam o governo, apesar da dureza das medidas, considerando que ele não pode agir doutra forma, manietado pela pesada carga que tem aos ombros, logo outras vozes incisivas ironizam sobre o bem-estar desses outros que defendem o governo.

 

Um povo gemebundo, mesmo que os espectáculos caros de cantores na berra se encham de uma juventude que a eles não falha, e que tantos estudantes universitários encham os pátios ou as ruas contíguas às universidades com os carros em que se deslocam, ou os aviões continuem a encher-se de viajantes em férias, ou…

 

E toda a gente sabe isso mas cala isso – (que, aliás, não revela grande mérito intelectual, mas seguidismo parolo das modas em curso) - porque o tal voyeurismo de que fala Duarte Justo, leva os animadores e os jornalistas televisivos e os deputados também televisivos a explorarem antes a “sensibilite” dos espectadores ou leitores com os casos de miséria incriminadores das políticas governativas.

 

E esta miserável jogada oportunista de Sócrates e dos adoradores de Sócrates para chutarem contra a nação dos pacóvios os consabidos e ressabiados argumentos do último dos seus coveiros, para fazerem os saudosistas prostrarem-se-lhe beatificamente aos pés, merece, de facto, o justo comentário de um homem de honra: “O último sintoma do estado doentio grave e depravado de quem tem o dizer em Portugal, foi o facto José Sócrates, que deveria estar sob observação judicial, aparecer como candidato a comentador político nos canais da TV pública”.

 

Pode o Governo de Passos Coelho ser apeado. Ninguém parece preocupado com as consequências, escutando a palração dos papagaios da nossa praça. Pela primeira vez, desde há 39 anos, senti orgulho num Governo de hombridade. Este.

 

 Berta Brás

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