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A bem da Nação

É O NOSSO FAUNO

 

 

Escreveu o Dr. Salles da Fonseca, em Outubro de 2005 um extenso texto - «Os Lobos e os Faunos»

http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/28858.html - retrato bem expressivo da indignação que sentiu ao longo de um processo de destruição pátria, só equiparável ao anedotário de situações e ditos de um povo pouco sadio, como esse sobre a extinção dos ricos no nosso país, perante pessoas de um outro mundo de inteligência e conforto generalizados. Mas enganou-se o tal que disse isso, pois ao que consta, os ricos aumentaram no seu país, provavelmente esse tal sendo um deles, que lutou com cravos na botoeira, exclusivamente para esse efeito – o de enriquecer com truques.

 

Destruição, eis o lema seguido: territorial, primeiro, económica a seguir, destruição dos valores morais e cívicos anteriores para demolição da camada social futura – a maioria dos “homens e mulheres de amanhã” criada na indiferença e no desmazelo de uma massificação para a inércia - destruição da própria língua, na sua escrita vária, como cúmulo de tanta “infância” mental, para não dizer infâmia – eis alguns dos parâmetros desse lema demolidor, que tantos homens e mulheres evidenciou ao longo destes 39 anos, como borbulhas fazendo erupção na pele, na perversidade e na hediondez de uma desvergonha que se generalizou.

 

Um texto suficientemente esclarecedor, sobre a riqueza e a pobreza das nações, que, naturalmente, resultam do trabalho e estudo ou da sua ausência, condicionados, segundo a tese citada do professor americano, pelo clima –o frio convidando ao esforço físico e mental, o calor à diversão.

 

O certo é que dificilmente nos ergueremos, com tanta ausência de estrutura mental no nosso país, de papagaios debitando sentenças, de graciosos troçando de quem governa, sem respeito e sem educação, da falta de unidade segundo o lema “Um por todos, todos por um” que não nos pertence.

 

E os lobos vão alastrando, cada vez mais vorazes. Quanto aos faunos, lembro, n’ “Os Maias”, a referência a dois desses espécimes, tocando flauta, figuras de um armário de talha, da colecção da “Toca” que Carlos comprou a Craft e que Eça descreveu como símbolo de fealdade dos amores incestuosos narrados no seu romance.

        

Além disso, já não há faunos que protejam os nossos campos, destruídos pelas hordas sucessivas dos que foram aniquilando a Nação Portuguesa. Mas há, certamente, ainda muitos que assobiam para o lado, de mãos nos bolsos, cantando o fado.

 

 Berta Brás

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