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A bem da Nação

ALGAS UNICELULARES – FONTE DE ENERGIA!

 

 

1

 

O espectacular avanço registado no domínio da tecnologia, aliado a uma intensa busca duma nova fonte energética apostada pelas multinacionais e pelos capitalistas dos E.U.A., deu lugar à descoberta, em 2012, de utilização de algas unicelulares como essa bendita fonte.

 

Com seu processamento simples e de fácil acesso a nível mundial, esta descoberta poderá revolucionar toda a política económica mundial, porque qualquer país, grande ou pequeno, desenvolvido ou subdesenvolvido e até mesmo completamente dependente de produtos petrolíferos ou de carvão mineral e vegetal, a ela poderá aceder.

 

Em 2007, na região desértica de Columbus, Novo México (EUA), foi fundada uma empresa à procura da de uma ambicionada nova fonte de energia, não poluidora do ambiente e não muito dispendiosa. Assim, a Sapphire Energy comprou uma nesga de terra de solo desértico (2200 acres), impróprio para qualquer tipo de agricultura, gastando ali uns $60 milhões na construção de 70 tanques-armazéns de água salina, cada um deles medindo a superfície dum campo internacional de jogo de futebol.  

 

Capitalistas e multinacionais, sempre ávidos em financiar empresas promissoras, apoiaram fortemente a Sapphire Energy com $300 milhões, incluindo-se neles $50 milhões vindos duma empresa subsidiária de Bill Gates e $54,4 milhões provenientes de empréstimo da Agência Federal Norte-Americana.

 

A Sapphire Energy pôs-se logo em acção implantando algas unicelulares em cada um desses tanques de água salina e expondo-as à acção do Sol desértico e do dióxido de carbono. No fim de cinco dias verificou-se que aquelas algas unicelulares tinham desenvolvido um novo produto o qual, submetido a fortíssima pressão, expelira toda a água salina e o resíduo depois refinado dera lugar a um produto combustível: estava descoberta uma nova fonte de energia, de fácil processo e de acesso universal!

 

2

 

Nos meados desse ano, a Sapphire Energy obtivera, em regime experimental, uma produção diária de 100 barris daquele óleo refinado de algas unicelulares (algal oil) de utilização como mais um elemento sucedâneo de gás, gasolina ou óleo pesado. A dita Empresa, entusiasmada e surpreendida com a descoberta, anunciou ao Mundo que a Sapphire Energy produziria pelo ano de 2008 nada menos de 10.000 barris diários do citado algal oil.

 

Cita-se o “algal oil” como um “green oil”, isto é, um produto não poluente da atmosfera como sucede com outras fontes de energia (carvão mineral e vegetal, produtos petrolíferos e de biogás), ou a perigosamente alarmante energia nuclear ou ainda as energias hidro-eléctricas ou hidro-marítimas.

O presente apontamento surgiu-me à mente após a leitura duma curta e curiosa reportagem de Marc Gunther, “Growing Green Oil”, no magazine FORTUNE (Volume 166, Nº 10, de 24.12.2012).  

 

Que o projecto da Sapphire Energy consiga reduzir a carga pesada da poluição ambiental e possa fornecer a energia aos povos mais atrasados do Mundo a morrer de miséria e de falta de alimentação e dum casebre onde refugiar-se contra os rigores da Natureza e de suas feras!

 

Oxalá que os grandes países poluidores a nível mundial do meio ambiente, como Estados Unidos, Brasil, Rússia, China, Índia, Indonésia, México, Japão et alii, saibam tirar o melhor proveito da utilização de algas unicelulares para a produção em larga escala do algal oil, uma nova fonte energética de fácil acesso!

 

Alcobaça, 24.01.2013

 

 Domingos José Soares Rebelo

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