OS ASPIRADORES DA ECONOMIA PORTUGUESA
Parece que a economia portuguesa está a ser aspirada por dois potentes aspiradores, vou nomeá-los por “aspirador A” e “aspirador B”. Vejamos como é que cada um deles “limpa” a nossa economia:
“Aspirador A” Está instalado ali para o Terreiro do Paço, com entrada pelo Terreiro do Trigo, em Lisboa. Está encarregado de “limpar” 55% da riqueza criada. Para que a limpeza seja geral e certa, usa vários acessórios:
Ele é o IVA, o IRS, a Solidariedade Social, as Prestações Sociais, o IRC, o ISSPE, o IMI, o IMT, o Selo, o Automóvel, as Taxas “moderadoras”, etc e tal.
“Aspirador B” Está espalhado em vários locais da cidade de Lisboa e por todos os Concelhos do País. Tem a coordenação geral no Terreiro do Paço. Está encarregado de impedir que a Economia crie mais riqueza. Para se assegurar que tal acontece, “limpa” as Empresas usando também vários acessórios e filtros:
A burocracia portuguesa; muitas das “normas e directivas” da UE e grande parte dos seus acordos internacionais; os Licenciamentos, pelas Câmaras Municipais, pelo Ministério da Economia, pelo Ministério do Ambiente, pelo Ministério da Agricultura, e outros mais; as normas de controlo disto e daquilo; o não funcionamento da Justiça; as montanhas de Leis e Regulamentos, em alguns casos do tempo dos nossos bisavós; as facilidades, os favores, e a protecção de que beneficiam as sete (7) Empresas monopolistas ou oligopolistas de Portugal; o zelo de alguns (muitos) funcionários públicos, sempre prontos a criar mais uma dificuldade e a vender a facilidade.
Fiquemos por aqui, a lista é longa e difícil de concluir.
Acontece que o “Aspirador A” é muito potente, consome muita energia e nunca satisfaz o seu responsável.
O “Aspirador B” que consome energia e mais energia, está constantemente a aumentar o seu arsenal de acessórios e novos filtros, melhorando permanentemente a sua eficiência e eficácia. Por mais que se esforcem, por mais que tentem os Agentes Económicos não conseguem criar riqueza que satisfaça a voracidade deste aspirador.
Resultado, o Aspirador A, por mais inventivo que o seu dono seja, por mais que aumente a eficiência não consegue a eficácia exigida, tudo porque o Aspirador B, é sempre mais eficaz no seu objectivo de impedir a economia de se realizar.
A bom entendedor meia palavra basta.
Lisboa, 19 de Janeiro de 2012
João A. J. Rodrigues
Gestor de Empresas Profissional.

