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A bem da Nação

POSTAIS ILUSTRADOS LXVI

 

A ECONOMIA DO FUTURO

PARTE IV

 

 

NOTA PREAMBULAR

 

No primeiro texto sobre a Economia do Futuro, citei Lenine.

 

Eu poderia ter feito uma citação do Profº Oliveira Salazar!

 

Não concordo com as críticas que recebi, mas, quem lê os meus textos, compreende o enquadramento em que as faço; quem não entende, só posso lamentar. Bom ou mau, é o meu estilo, a minha opinião e dessa eu não prescindo como cidadão, eleitor e contribuinte.

 

A História está repleta de factos pouco edificantes e terríveis, mas, são factos que não podem ser removidos das consciências colectivas dos Povos.

 

Resta-nos aprender com estes, para evitar que se repitam.

 

Deixo-vos com Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disse, mas, defenderei até à morte o direito de as dizer” (1)

Passemos, então, à Economia do Futuro, citando Amartya Sen:

 

Eu diria que a natureza da economia moderna

foi substancialmente empobrecida pelo

distanciamento crescente entre economia e

ética”. (2)


E aqui está o cerne da questão: A Ética!

 

A Ética no dicionário de português on line é definida como a ciência da moral, o que é vago. O Dicionário Houaisse é mais completo e diz, resumindo, que a Ética “é parte da filosofia responsável pele investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, reflectindo a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.” E eu desenvolveria que um dos factores determinantes para que o conjunto destas normas edifique o comportamento de cada ser humano são a consciência pelo incodicional respeito pela presença de outro Ser, pelo direito às mesmas condições básicas de vida e a usufruir a plenitude dos mesmos direitos, proporcionalmente, às condições económicas, dado que um rico, por ser rico, não pode, na vida comunitária, ter mais direitos do que um pobre, nomeadamente, no direito ao acesso à Justiça, ao acesso à Saúde e ao acesso à Educação, – mais tarde desenvolverei este pensamento com mais acuidade, porque se um rico pode possuir uma habitação faustosa, o pobre também tem direito a uma habitação, ainda que modesta. Trata-se do princípio geral do direito à Habitação!

 

Tudo isto se resume à consciência e honradez de princípios do relacionamento entre seres humanos.

 

Que fique muito claro que não condeno os ricos por serem ricos, aliás fazem falta nas Comunidades, mas, pugno para que os pobres sejam cada vez menos pobres…

 

 Voltando a Amartya Sen, que eu considero o Mahatma Gandhi da Economia, afirma que: "Vivemos um mundo de opulência sem precedentes, mas também de privação e opressão extraordinárias. O desenvolvimento consiste na eliminação de privações de liberdade que limitam as escolhas e as oportunidades das pessoas de exercer ponderadamente sua condição de cidadão".

 

Voltando aos nossos problemas internos, com mais uma desagradável situação criada por Sua Excelência, o Ministro das Finanças, Drº Victor Gaspar, obrigado a um humilhante desmentido pelo facto de não nos ter sido concedido o direito a tratamento igual ao da Grécia, comprovando-se que a Alemanha não tem noção do que é o principio da Igualdade entre Estados, (o que fiz referência atrás sobre ricos e pobres, aplica-se aos Estados), nem tem respeito por nós como Povo, nem pelo sacrifício que temos estado fazer para demonstrar ao Mundo que somos um Povo Honrado, disposto a aceitar todos os sacrifícios para pagarmos a nossa dívida e, por isso, temos bons princípios de honestidade e educação.

 

Se tivéssemos o comportamento impróprio e desorganizado dos gregos, teríamos direito às mesmas oportunidades.

 

O incumprimento dos gregos é premiado, o nosso cumprimento é desprezado. O Governo, em Bruxelas, baixa as orelhas porque só está interessado no recebimento de loas pessoais cínicas, nos corredores do poder na Europa dos 27, ironicamente, presidida por um português!

 

Há um Ditado Africano que nos diz que: “A união do rebanho obriga o leão a dormir com fome”. Mas, perante o comportamento servil dos seus pastores, o leão não dorme com fome e o rebanho vai sendo comido aos poucos!...

 

Termino com a expressão latina com que acabei a Parte I da Economia do Futuro há três textos atrás.

 

Quod erat demonstrandum!...

 

 Luís Santiago

 

(1)Pseudónimo de François-Marie Arouet, nascido em Paris, (1694 - 1778), poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador.

 

(2) Economista Indiano (1933). Professor na London School of Economics, Universidade de Oxford e Universidade de Havard. Reitor da Universidade de Cambridge. Fundador do Instituto Mundial de Pesquisa em Economia do Desenvolvimento (Universidade da ONU). Doutorado Honoris Causa pela Universidade de Coimbra, em 2011.

 

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