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A bem da Nação

ESTRADAS

 

 

 

Quando se iniciou a anterior ditadura (que era má, mas não tão má como esta, pois não causou aos portugueses tão grande corte no seu nível de vida nem levou Portugal tão baixo), além do estado miserável das finanças (que, em pouco tempo, foram equilibradas), um outro mal era o estado também miserável das obras públicas.

 

Salazar teve para esse sector um dos seus melhores ministros, o Engenheiro Duarte Pacheco e, em poucos anos, o aspecto era totalmente diferente. Abriram-se novas estradas, melhoraram-se outras e iniciou-se a primeira autoestrada, duma das saídas de Lisboa. A

estrada marginal, de Lisboa a Cascais, foi outra dessas obras importantes. Muitos outros edifícios públicos novos foram construídos (os hospitais de Santa Maria e São João, os liceus Maria Amália e Filipa de Lencastre, milhares de escolas primárias e outras, etc.) e

outros renovados

 

Com o governo Sócrates, em 2005, iniciou-se uma fúria de construção de autoestradas. Mas, ao contrário do que sucedeu com as da anterior ditadura, que tiveram como objectivo servir criteriosamente os transportes públicos, as de Sócrates tinham o objectivo de, por contratos de descarada gestão danosa dos bens públicos – actuais e futuros – servirem para dar avultadíssimos lucros a alguns senhores.

 

Uma autoestrada de Norte a Sul e mais umas quatro transversais, compreende-se.

 

Quando já havia uma Lisboa-Porto, fizeram uma segunda e começaram a fazer uma terceira! Além de várias outras. Nalgumas o trânsito é mais que reduzido, mas nós pagamos os custos e os lucros dos “beneficiários”. (Se fossem “concessionários” teriam eles de pagar ao Estado).

 

Não há muito passei na estrada de Beja até Serpa, que segue depois para Espanha, na fronteira de Vila Verde de Ficalho. É uma estrada de relativamente pouco movimento, quase toda em terreno plano, apenas com uma faixa em cada sentido. O que certamente estava indicado fazer era o seu alargamento para quatro faixas, algo simples e barato, dada a configuração do terreno. Pois o que vi foram vários troços de autoestrada em construção, muito perto da estrada em que seguia. Presumo que foi parada a construção pelo actual governo, evitando mais um dos negócios fabulosos, pois creio que não deve haver dúvidas de que o alargamento da actual estrada para as quatro

faixas seria perfeitamente satisfatório para o trânsito que ali passa e a autoestrada apenas serviria para os “beneficiários” ganharem mais uns milhões.

 

 

 Miguel Mota

 

Publicado no Linhas de Elvas de 22 de Novembro de 2012

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